A arte musical na estética hegeliana Show all records where Título is equal to A arte musical na estética hegeliana
Reginaldo Rodrigues Raposo Show all records where Autor is equal to Reginaldo Rodrigues Raposo
USP Show all records where Instituição is equal to USP

O presente trabalho trata de investigar, segundo uma leitura particular, a questão da música na filosofia hegeliana segundo uma análise situada entre as Lições de Estética (tanto a edição Hotho quanto os cadernos de alunos) e a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, mais especificamente no capítulo desta sobre o espírito subjetivo do terceiro volume - Filosofia do espírito. Historicamente, a música é desde o final do século XVIII objeto de intensa e conturbada especulação. O caráter fugidio e interiorizado das obras musicais, principalmente nas puramente instrumentais, carregado de indeterminações no que se refere ao som sem significado, ou melhor, sem palavras, dá margem a um fascínio particular, principalmente no mundo germânico e no contexto do idealismo. Não é raro, quando se lida com muitos dos textos produzidos nesse momento específico da história do pensamento, figurar-nos a impressão de que por vezes a pergunta pela natureza da expressão musical e mesmo de sua efetividade se polarizam em duas cardealidades extremadas: de um lado uma espécie de -metafísica musical- (como seus detratores a denominariam), que lidaria diretamente e profundamente com questões como subjetividade e interioridade nas obras (entre outros aspectos) atribuindo-as à essencialidade da música enquanto arte (aproximando-a, de certo modo, das demais artes), e de outro, um formalismo radical (por vezes não rigorosamente textual) que se esforçaria em recusar toda indeterminação relacionada à discussão sobre a -essência- do belo e as -sensações por ele suscitadas- , ao inclusive procurar bases numa (dificilmente consolidada) teoria musical do século XVIII alicerçada especialmente na fisicalidade do som, ou numa redução da arte (ou artesania específica) a seus princípios naturais , de maneira a mais tarde conferir uma peculiar autonomia a seu próprio discurso. Em Hegel, como um texto pré-musicológico (a nascente musicologia se consolidaria em meados do século XIX), prefiguraria essa oposição como uma questão latente no debate em torno da questão da autonomia musical ao mesmo tempo em que se debruça sobre questões mais amplas como o que denominou de -vida do espírito- e seu processo/expressão/historicidade no mundo, onde a arte tem um lugar de destaque. A relação entre a inserção de Hegel no debate e a peculiaridade da música enquanto arte particular no todo de seu sistema é de maneira central o tema a ser abordado.

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Dia 22 | Segunda | Sala 105| 14:30-15:00
CCJE
22/10/2018
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