A concepção do Outro em Levinas: problematizações e possibilidades em um ensino filosófico Show all records where Título is equal to A concepção do Outro em Levinas: problematizações e possibilidades em um ensino filosófico
Francis Mary Soares Correia da Rosa Show all records where Autor is equal to Francis Mary Soares Correia da Rosa
PROF-FILO Show all records where Instituição is equal to PROF-FILO

Segundo Ronai Rocha (2008), o ensino de filosofia é fenômeno cultural e social e por isso mesmo, deve ser historicizado dentro do contexto em que ocorre, a saber, a sala de aula. Nesse sentido, tomar a concepção de Alteridade e do Outro em Levinas como figura motriz para um desterritorialização dos currículos de filosofia na educação básica é uma forma de pensar uma abertura no ensino filosófico para o eixo multirreferencial e dialógico da experiência do pensamento no âmbito escolar. Para Renato Noguera (2014), está implícito na produção daquilo que se considera “história da filosofia” uma espécie de epistemicídio que privilegia o lócus epistêmico ocidental como único produtor de conhecimento filosoficamente válido. Isso repercute, entre outros aspectos, na marginalização de outras práticas culturais, se tomarmos a filosofia como experiência de pensamento humana e não especifica somente de uma cultura ou localidade. Uma proposta de ensino de filosofia, a partir de Levinas, parte do existente como aquele que é diferença radical, outro totalmente outro. No ensino filosófico a mulher não existe, o negro e negra não existem, nem existem as formas de pensar das outras culturas. Nessa relação, a experiência educativa é uma busca constante por uma inquietação de fundo ético e epistemológico, que por meio do Outro possibilita entender a educação e o ensino filosófico sem que se apague a existência dos outros. Nesse sentido, no que concerne às orientações curriculares e os livros didáticos de filosofia, se percebe que o ensino dessa disciplina perpassa somente no estudo da produção filosófica ocidental e, por meio disso, se constrói uma imagem do ensino de filosofia na educação básica como uníssono e monoracional. Ou seja, a filosofia é vista como totalidade única e não como pluralidade. Entendemos a filosofia como uma experiência do pensamento fundada nas culturas, como preconiza os pressupostos de uma filosofia como uma experiência cultural, e dessa forma, há filosofias, no plural. O currículo não é somente um conjunto aleatório de temas e conteúdo a serem estudados, ele representa uma prática cultural que expressa e dá significado ao projeto político dominante. O currículo é antes de tudo uma aposta e uma disputa ética, moral e política. Tal perspectiva nos leva a questionar os pressupostos que são normatizados e monolíticos diante de um currículo de filosofia na educação básica que não dialoga com outras referencialidades e epistemes filosóficas presentes no mundo e ao longo da história humana. Nesse sentido, produzir um olhar crítico diante dos dispositivos institucionais, centrando-se nos direcionamentos do currículo de filosofia para o ensino médio, assim como dos livros didáticos e apontar possibilidades para que se promova um visão histórico-crítica do currículo de filosofia no nível médio por meio de uma experiência de ensino filosófico pautada pela abertura à alteridade é o objetivo principal deste artigo. Para tanto, instituímos o arcabouço teórico na categoria conceitual do “outro” na obra de E. Levinas e seus desdobramento no campo educacional

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24/10/2018
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