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Caracterização

"Genealogia” constitui um dos operadores teóricos mais importantes da filosofia dos dois últimos séculos. Ela se consolidou como um dos principais expedientes de análise das condições de emergência histórica dos conceitos, instituições e valores morais. Seu legado pode ser percebido nos mais diversos discursos de resistência e enfrentamento da rigidez e unilateralidade das estimativas de valor, tendo frutificado numa ampla e complexa reavaliação das estruturas epistemológicas e normativas consolidadas pelos sistemas da tradição filosófica. Nesta direção, concomitante ao seu papel de método de investigação filosófica, a genealogia desempenha uma função eminentemente crítica, donde o par teórico que rotula este Grupo de Trabalho.

Nosso objeto de análise será, em primeiro lugar, os dispositivos, referenciais, expedientes e rupturas que constituem a própria Genealogia; isso nos conduzirá a uma análise cuidadosa da filosofia de Nietzsche e de alguns de seus interlocutores como os por ele mesmo designados “moralistas franceses” e “psicólogos ingleses”. Em segundo lugar, e como objeto mais substancioso, o grupo almeja discutir sobre: i) os desdobramentos e reformulações do dispositivo crítico-genealógico como instrumento de análise das condições sócio-históricas de constituição dos saberes modernos e das relações de poder, que encontra em Foucault, Agamben, Arendt, Deleuze, Derrida seus principais expoentes; ii) o impacto da crítica genealógica da racionalidade e da subjetividade nos pensadores do “inconsciente”, especialmente Freud, Jung e Lacan; iii) o resgate da crítica genealógica pela filosofia moral contemporânea em prol de um contraponto e alternativa a sistemas normativos como o utilitarismo, a deontologia e a ética do discurso; iv) a recepção da análise crítico-genealógica pela ética das virtudes e; v) o papel da genealogia na reflexão sobre as novas modalidades de normatização, como por exemplo, Foot, Williams, Swanton, Hurka, MacIntyre, ou mesmo nas análises e diálogos com Habermas, Honneth, Christoph Mencke, dentre outros.

"Genealogia e Crítica" constitui, assim, o leitmotiv para uma discussão ampla e multifacetada, que tem na filosofia de Nietzsche o seu ponto de partida, mas que alcança uma série de interlocutores como os já mencionados e remete a outras várias temáticas e intersecções, dentre as quais poderíamos destacar:
● Genealogia, Crítica, Poder;
● Genealogia, Desconstrução, Diferença;
● Genealogia, Racionalidade, Subjetividade;
● Genealogia, Ética das virtudes, Ética normativa;
● Genealogia, Psicanálise, Subjetividade;
● Genealogia, Deontologia, Consequencialismo, Ética do Discurso.

O “GT Genealogia e Crítica” pretende, portanto, franquear um novo espaço de pesquisa e debate, de caráter transversal e temático, que promova e estimule interações entre os autores e temas citados.

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