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Apresentação

Metafísica é a disciplina que se ocupa com o estudo das estruturas mais gerais da realidade, e a Metafísica Analítica nada mais é que tal disciplina acomodada aos padrões de regimentação argumentativa típicos da filosofia analítica. A qualificação ‘analítica’, portanto, não pretende representar em nenhum sentido qualquer restrição temática em relação à grande tradição metafísica ocidental, iniciada com Platão e Aristóteles, e desenvolvida pelos grandes autores medievais e modernos. O uso de recursos formais, a consciência da relevância de aspectos semânticos na argumentação filosófica e uma atitude de respeito à clareza conceitual constituem os principais pilares dessa regimentação analítica.

Depois de um período de concentração em questões de filosofia da matemática, lógica e linguagem por parte dos pioneiros da filosofia analítica, os filósofos analíticos nos últimos 50 anos se reaproximaram de questões fundamentais de ontologia. Curiosamente, muitas das questões de ontologia foram retomadas devido às exigências da própria dinâmica imanente da pesquisa daquelas disciplinas: a semântica dos termos singulares nos levou a reconsiderar o essencialismo, a semântica dos enunciados contrafactuais nos conduziu à questão dos veridadores modais, o estatuto das verdades matemáticas nos confrontam com um novo desdobramento da disputa entre Platonismo e nominalimo, etc.

Dentre esses autores responsáveis pelo retorno à metafísica, podem-se destacar Willard Van Orman Quine, Saul Kripke, Hilary Putnam, David Lewis, David M. Armstrong, Roderick Chisholm, Jonathan Lowe, e vários outros, cuja obra continua a influenciar os metafísicos contemporâneos como Kit Fine, Peter van Inwagen, Hugh Mellor, Timothy Williamson, John Heil, Stephen Yablo, Theodore Sider, Jonathan Schaffer, Gideon Rosen e vários outros. Dentre os principais tópicos estudados pela metafísica analítica contemporânea, se destacam, dentre outros:

- existência e quantificação
- identidade e unidade
- categorias ontológicas
- realismo e anti-realismo (em todas as variantes)
- essencialismo
- mereologia e composição
- persistência de objetos e pessoas
- natureza do espaço e do tempo
- causalidade, determinismo, liberdade e compatibilismo
- modalidade e mundos possíveis
- noções meta-metafísicas fundamentais: veridadores, superveniência, redução, emergência, dependência ontológica, grounding, fundamentalidade, etc.

A comunidade filosófica analítica brasileira ainda continua bastante focada em questões de linguagem e filosofia das ciências formais e assim longe da tendência internacional de retorno à metafísica. No entanto, o interesse por questões de metafísica e ontologia tem surgido na prática da pesquisa dos programa de pós-graduação em filosofia no Brasil. Cada vez mais alunos propõem projetos de pesquisa diretamente ligados à metafísica analítica. Com isso, surge a necessidade de um espaço comum para discussão no âmbito da pesquisa filosófica nacional. O GT de Metafísica Analítica pretende suprir essa lacuna, abrindo espaço para o estudo destas questões, sem perder sua conexão tanto com a tradição da história da filosofia como com as outras disciplina teóricas como filosofia da linguagem, lógica, epistemologia e filosofia da mente.

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