Uma perspectiva crítica a partir do legado da história da filosofia política dos séculos XVIII e XIX
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
nunesdacosta77@gmail.com

Direito à rebelião? Uma perspectiva crítica a partir do legado da história da filosofia política dos séculos XVIII e XIX

Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Brasil

23 a 25 de Setembro de 2020

 Seguindo uma investigação que tem sido feita acerca do futuro da democracia, procuramos responder à questão “Quando é legítimo contestar a autoridade pública, ou por outras palavras, como determinar que um governo é injusto e que meios tem o povo à sua disposição para o contestar?”. A questão pode parecer supor uma resposta predeterminada de que é, de facto, legítimo contestar a autoridade pública ou governo nacional, porém, seria simplista assumir tal premissa. Enquanto que a maioria das constituições dos países democráticos garantem o direito à rebelião do povo, a herança da teoria política é mais heterogênea. Hoje, porém, é pertinente questionar o tipo de relação entre democracia, autoridade, rebelião e resistência nos seus limites e condições de legitimidade.

As conferências internacionais realizadas sobre o tema, sendo esta a segunda de uma série, pretendem oferecer um espaço para a reconstrução do horizonte de sentido a partir da história da filosofia política. Pretendemos identificar a origem e mutações dos conceitos de autoridade política, soberania, soberania popular, multidão, povo, legitimidade, desobediência civil, resistência, rebelião, revolução, assim como trabalhar as relações entre conceitos, tais como violência, poder e legitimidade. Por outro lado, queremos caracterizar a forma como o direito à resistência e o direito à desobediência civil, enquanto direitos específicos garantidos constitucionalmente, têm sido tratados na história da filosofia política, e mais especificamente como chegaram até aos dias de hoje, num contexto democrático, e de que forma são tratados na contemporaneidade. Ambos os momentos terão como ponto de partida uma reflexão crítica sobre obras canônicas de diversos autores, passados e contemporâneos. O nosso objetivo é perceber de que forma a história da teoria política nos pode ajudar a compreender melhor as dinâmicas das democracias contemporâneas, marcadas por um contexto generalizado de uma crise da representatividade, déficit de participação e difusão de atores políticos numa ordem transnacional que muitas vezes nos força a questionar os limites e condições de possibilidade do próprio projeto democrático.

Nesta segunda conferência daremos prioridade às narrativas filosóficas (em sentido amplo, podendo abarcar leituras de outras disciplinas) historicamente situadas entre os séculos XVIII e XIX. Propostas podem concentrar-se em autores / autoras numa perspectiva individual ou comparada. 

Alguns temas possíveis:

  1. Poder constituinte e constituído
  2. Povo versus multidão
  3. O lugar da rebelião e/ou revolução
  4. O papel do contrato social
  5. Soberania
  6. As outras narrativas a partir do lugar das mulheres na história da filosofia (incluindo análise de obra filosófica de autoras às margens do cânon dominante, tais como Mary Wollstonecraft, Clarisse Coignet, Olympe de Gouges, entre outras)
  7. Autoridade e legitimidade política.
  8. Republicanismos e liberalismos
  9. Proto-democracias 

Alguns autores/ autoras possíveis: 

Burke

Condorcet

Montesquieu

Rousseau

Pais Fundadores (americanos)

Clarisse Coignet

Mary Wollstonecraft

Olympe de Gouges

Rosa Luxemburgo

Kant

Hegel

Marx

 

Right of Rebellion? A critical perspective through the legacy of the history of political philosophy in the XVIII and XIX centuries 

Federal University of Mato Grosso do Sul, Campo Grande, Brasil

23 a 25 de Setembro de 2020

Following an investigation on the future of democracy we ask the question “when is it legitimate to challenge political authority or, in different words, how can we determine what is an unjust government and what are the means to contest it?” The question may seem to suppose a predetermined answer that is, in fact, legitimate to contest public authority or national government, but this would be to simplistic. History of political theory is heterogeneous on this matter. Under this light, it is pertinent to question the kind of relationship between democracy, authority, rebellion and resistance within its limits and conditions of legitimacy. 

The international conferences held on this subject aim to offer a space for the reconstruction of the horizon of meaning from the history of political philosophy. We intend to identify the origin and mutations of concepts such as political authority, sovereignty, popular sovereignty, crowd, people, legitimacy, civil disobedience, resistance, rebellion, revolution as well as working on the relationships between concepts such as violence, power and legitimacy. On the other hand, we want to characterise the way in which the right to resistance and the right to civil disobedience, as constitutionally granted, have been treated in the history of political philosophy and, more specifically, as they have reached the present day, in a democratic context and how are they treated today. Both moments will have as starting point a critical reflection on canonical works by different authors, past and contemporary. Our goal is to understand how the history of political philosophy can help us to better understand the dynamics of contemporary democracies. 

In this second conference we will give priority to philosophical narratives (in a broad sense, which may include readings from other disciplines) historically located between the 18th and 19th centuries. Proposals can focus on authors from an individual or comparative perspective.  

Some possible themes: 

  1. Constituted and Constituent Power
  2. People versus Multitude
  3. The place of rebellion 
  4. The place of social contract
  5. Sovereignty
  6. Alternative narratives - women and the philosophical cannon. 
  7. Political authority and political legitimacy. 
  8. Republicanisms and liberalisms. 
  9. Proto-democracies. 

Possible authors: 

  1. Burke
  2. Condorcet
  3. Montesquieu
  4. Rousseau
  5. Founding Fathers
  6. Clarisse Coignet
  7. Mary Wollstonecraft
  8. Olympe de Gouges
  9. Rosa Luxemburg
  10. Kant
  11. Hegel
  12. Marx

23 Sep 2020 > Ocorrerá em 51 dias
23 Sep 2020 - 24 Sep 2020 - 25 Sep 2020
23 Jul 2020

Palestrantes Confirmados: Pierre Serna (Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. IHRF/IHMC);  Nanci Leonzo (USP) Jadir Antunes (Unioeste), Ricardo Pereira de Melo (UFMS), Marta Nunes da Costa (UFMS).

 

Confirmed Speakers: Pierre Serna (Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. IHRF/IHMC);  Nanci Leonzo (USP) Jadir Antunes (Unioeste), Ricardo Pereira de Melo (UFMS), Marta Nunes da Costa (UFMS).


Campo Grande, MS
Could not open URL
Marta Nunes da Costa

Regras para submissão: Enviar resumo de 300 a 500 palavras sem qualquer identificação pessoal; em separado, enviar nome, afiliação institucional e email, para o seguinte contato: nunesdacosta77@gmail.com. Submissões serão aceitas até dia 23 de Julho de 2020. Confirmação será dada até dia 30 de Julho de 2020. 

 

SUBMISSION: Send resume of 300 to 500 words without any personal identification. In a separate sheet send name, institutional affiliation, email to the following address:  nunesdacosta77@gmail.com. Last day to submit a paper:  23 July, 2020. Results until 30 July 2020. 


Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Faculdade de Ciências Humanas

Grupo de Estudos Democráticos


FaLang translation system by Faboba