AGENDA ANPOF
  • EDITAL DO PRÊMIO ANPOF 2020

    É com grande satisfação que damos início ao processo de inscrições para a edição 2020 do Prêmio ANPOF de melhor dissertação e de melhor tese defendidas nos Programas de Pós-Graduação em Filosofia do Brasil. Esta é uma grande oportunidade para prestigiarmos nossos melhores trabalhos acadêmicos e divulgarmos nossa produção filosófica.

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  • PRÊMIO FILÓSOFAS

    Rede Brasileira de Mulheres Filósofas e a Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) tornam pública a edição 2020 do Prêmio Filósofas de Distinção Acadêmica em Mestrado e Doutorado, referente a dissertações e teses defendidas entre 2017 e 2020. 

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  • ADIAMENTO DO XIX ENCONTRO NACIONAL DA ANPOF - INSCRIÇÕES SUSPENSAS

    A diretoria da Anpof, após consulta aos Programas de Pós-graduação em Filosofia, comunica o adiamento do XIX Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF, devido à pandemia do novo coronavírus.

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  • INSCRIÇÕES E SUBMISSÕES SUSPENSAS E CONSULTA À COMUNIDADE SOBRE O XIX ENCONTRO ANPOF

    Considerando os desdobramentos da pandemia em nosso país e o cenário de dificuldades nos países que já passaram pelo momento crítico da COVID-19, a diretoria da Anpof e a comissão organizadora do XIX Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF definiram por suspender a partir de hoje as inscrições e as submissões para o encontro e consultar a comunidade sobre os encaminhamentos futuros.

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  • NOTA - XIX ENCONTRO ANPOF E A PANDEMIA PROVOCADA PELO CORONAVÍRUS 

    Estamos acompanhando com profunda atenção os desdobramentos da pandemia provocada pelo coronavírus em nosso país. Os eventos acadêmicos previstos para o 1º semestre têm se mostrado inviáveis, considerando as previsões das autoridades competentes e os acontecimentos nos países onde a pandemia encontra-se em seu ápice como a Itália, e em declínio, como a China. Hoje mesmo foi suspensa a 72ª Reunião Anual da SBPC, prevista para ocorrer entre 12 e 18 de julho na UFRN, em Natal.

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  • APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO DO XVIII ENCONTRO NACIONAL DE FILOSOFIA DA ANPOF

    O XVIII Encontro Nacional da ANPOF foi realizado em outubro de 2018 na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em Vitória/ES, e contou com mais de 2 mil participantes com suas respectivas apresentações de pesquisa, tanto nos Grupos de Trabalho da ANPOF quanto em Sessões Temáticas.

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Chamada para artigos edição especial - dossiê temático "Literatura, Filosofia da Mente e Evolução"

http://www.repositorios.ufpe.br/revistas/index.php/EUTOMIA/announcement/view/20

Eutomia – Revista de Literatura e Linguística -  tem o prazer de anunciar a sua chamada para as colaborações que comporão o número de dezembro de 2014.  Os editores convidados - Pedro Dolabela Chagas, professor do Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade Federal do Paraná e Gabriel Mograbi, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Mato Grosso, organizam dossiê temático "Literatura, Filosofia da Mente e Evolução", que aborda a relação entre a historiografia, a teoria e a crítica literária, de um lado, e a teoria da evolução, as ciências cognitivas, as neurociências, a neurofilosofia e a filosofia da mente, de outro, em suas contribuições para a compreensão da origem da literatura, da sua função social e da sua recepção individual, assim compreendida:

A importância da cognição para a teoria da arte remonta a Kant e à Crítica da Faculdade do Juízo, primeiro esforço sistemático de construção de um modelo descritivo que identificasse a atuação diferenciada das nossas “faculdades mentais” diante dos objetos provocadores da experiência estética. Colocavam-se ali questões ainda hoje atuais, que dizem respeito à ativação das nossas estruturas mentais e predisposições perceptuais para o “jogo livre” proposto por classes de objetos orientados para a produção de experiências singulares, caracterizadas pela interrelação da percepção sensorial e dos possíveis padrões interpretativos produzidos pela mente (genericamente característicos da espécie humana, ainda que de variabilidade culturalmente modulada), com a ativação da memória, dos afetos, das intelecções e das volições fundadas nas vivências pessoais do espectador. Esta via teria, mais tarde, uma descendência fértil nos trabalhos de Gombrich e Ingarden, que levariam, nos Estudos Literários, à Estética do Efeito de Wolfgang Iser. Desde então a teoria da recepção e do efeito foi fertilizada pela colaboração discreta, porém decisiva, de autores como Reuven Tsur (Toward a theory of cognitive poetics, 1992), Patrick Colm Hogan (Cognitive science, literature and the arts, 2003), Alan Palmer (Fictional minds, 2004) e Lisa Zunshine (Why we read fiction. Theory of mind and the novel, 2006), dentro de uma interface cada vez mais intensa com a filosofia da mente e a psicologia evolutiva: particularmente as teorias da narrativa e da ficção têm recebido o impulso da “redescoberta da mente” (nas palavras de John Searle) de finais do século XX e pelo amplo desenvolvimento das neurociências. Paralelamente, a interrelação entre “acaso” e “necessidade” na teoria da evolução tem servido de inspiração a proposições tão diferentes como as de Brian Boyd (em sua teoria da origem da narrativa) e de Franco Moretti (em sua historiografia do romance moderno), que tomam o darwinismo como modelo capaz de arregimentar elementos díspares – sociais, econômicos, culturais, políticos, estéticos, psicológicos, estilísticos... – de descrição de processos históricos complexos, conciliando a generalidade da teoria à singularidade do concreto. Nessa miríade de possibilidades interpretativas, vê-se desde o engajamento reducionista e anti-pós-estruturalista de Joseph Carrol na teoria literária, até colaborações de neurocientistas aparelhando literatos como Natalie Phillips e Franco Moretti (no prelo) ou interfaces entre biologia evolutiva e teoria literária como no caso de Jonatham Gottschall e E.O. Wilson (The Literary Animal). Apreciando caráter ainda experimental desta aproximação entre as teorias da narrativa e do romance e as ciências cognitivas, as neurociências, a psicologia evolutiva, a teoria da evolução e a filosofia da mente, propomos apreciar a plausibilidade das descrições e explicações oferecidas para o fenômeno literário, avaliando as contribuições potenciais da pesquisa em curso.

Seguindo este objetivo, propomos estas perguntas como referência para o debate: Como se processa a recepção do texto literário? Quais são as contribuições do estudo da memória e imaginação para a compreensão da literatura? Seria a capacidade de narrar uma adaptação humana ou uma exaptação de aptidões comunicativas mais genéricas? Em que medida a capacidade de criar e transmitir narrativas é marca distintiva de nossa espécie? De que maneiras a literatura explora aptidões mentais que evoluíram para a percepção e a interpretação de fenômenos ambientais de outra ordem? Em que medida a interpretação, em sua vinculação com a linguagem, é capaz de representar o conteúdo da experiência mental proporcionada pelo texto ficcional? O que, na literatura, produz emoções e efeitos de empatia no público, em que medida a homologia entre a ficção e a realidade é importante para isso? Qual é a relação entre a evolução da narrativa e a evolução da cooperação humana? Como a relação empática e projetiva do leitor em relação aos personagens revela o enlace entre o mind-reading, a teoria da mente e as nossas habilidades sociais? De que maneira diferentes gêneros literários fomentam diferentes tipos de processamento cerebral? O que há de específico nas maneiras pelas quais a literatura ativa a nossa mente? Por fim, como a evolução pode ser apropriada como paradigma historiográfico pelos estudos literários? E em que medida ela explica a origem não apenas da narrativa, mas também da ficção?

Importante: Serão aceitos trabalhos de doutorandos.

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