AGENDA ANPOF
  • NOTA DE REPÚDIO A DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE AS FACULDADES DE HUMANIDADES, NOMEADAMENTE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

    A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) e associações abaixo mencionadas repudiam veementemente as falas recentes do atual presidente da república e de seu ministro da educação sobre o ensino e a pesquisa na área de humanidades, especificamente em filosofia e sociologia.

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  • Coordenações da graduação e pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Vale do Aracaú se manifestam contra a fala do Ministro da Educação

    Na última segunda-feira (8/4) o jornalista Josias de Souza divulgou em seu blog no portal UOL uma fala do Ministro da Educação recém-empossado, Abraham Weintraub, em que diz que as universidades nordestinas não deveriam ensinar filosofia, mas priorizar o ensino de agronomia. Ao que tudo indica, a fala do ministro é de setembro do ano passado, mas ganhou repercussão agora em razão da posição que ora ocupa, numa Pasta central para o país. Nem por isso deixa de ser, ao mesmo tempo, revoltante e compreensível.

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  • A HISTÓRIA DA FILOSOFIA E AS OBRAS ESCRITAS POR MULHERES: UMA NOTA METODOLÓGICA -  NASTASSJA PUGLIESE FE/UFRJ - PPGLM/UFRJ

    Hipátia de Alexandria, Marie de Gournay, Christine de Pizan, Margaret Cavendish, Kristina Wasa, Anne Conway, Damaris Cudworth, Mary Astell, Émile du Châtelet, Mary Wollstonecraft. Mesmo com a ampliação dos debates na comunidade filosófica brasileira sobre a ausência de autoras mulheres nas obras canônicas da história da filosofia, ainda é muito provável que um aluno de graduação termine seu curso sem ter ouvido falar sobre nenhuma delas.

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  • AS CONTRIBUIÇÕES DE ANGELA DAVIS AO PENSAMENTO FEMINISTA CONTEMPORÂNEO: POR UM 8M CADA VEZ MAIS DIVERSO

    Uma das mais importantes expoentes do feminismo negro e membro de destaque de uma tradição radical de lutas, a filósofa Angela Davis tem alcançado proeminência nos estudos que visam compreender gênero, raça e classe em nosso país apenas muito recentemente, não obstante, muitas sejam suas obras, nas quais figuram em destaque temas como o racismo, o sexismo, a emancipação feminina, o sistema penal e a inter-relações entre esses temas.

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  • ENTREVISTA: É PRECISO AFIRMAR A POTÊNCIA DE UM FEMINISMO AGONÍSTICO", CARLA RODRIGUES (UFRJ)

    Em entrevista concedida à ANPOF, Carla Rodrigues, Professora do Departamento de Filosofia da UFRJ, pesquisadora no Programa de Pós-Graduação de Filosofia (IFCS/UFRJ) e bolsista da Faperj, comenta o contexto teórico a partir do qual a crítica de Butler em Problemas de gênero foi desenvolvida, assim como suas implicações no campo da luta política.

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  • JANYNE SATTLER: A RELAÇÃO ENTRE A FILOSOFIA FEMINISTA E A MILITÂNCIA

    Vice-coordenadora do GT de Filosofia e Gênero, a professora Dra. Janyne Sattler (UFSC) concedeu entrevista à Anpof neste mês de março e discutiu a relação entre militância e teoria feminista. Sattler apresenta uma perspectiva crítica de como a relação entre militância e filosofia apresenta-se como pejorativa.

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  • ENTREVISTA COM SILVANA RAMOS: UMA MULHER QUE ENTRA NO CURSO DE FILOSOFIA JÁ TRANSGREDIU UMA SÉRIE DE INTERDITOS SOCIAIS E CULTURAIS DA SOCIEDADE PATRIARCAL

    Coordenadora do GT de Filosofia e Gênero da Anpof e professora de Filosofia da USP, Silvana de Souza Ramos fala nessa entrevista sobre assédio moral e sexual nos programas de pós-graduação em Filosofia e sobre a baixa presença das mulheres na área.

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  • DOCUMENTO APRESENTA DIRETRIZES PARA PREVENIR E COMBATER ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

     No último dia 12 de dezembro estiveram reunidos em Brasília os coordenadores de área de Filosofia junto à CAPES, oscoordenadores e coordenadoras dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e o Presidente da ANPOF. 

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  • NOTA DE SOLIDARIEDADE E APOIO AOS PROFESSORES E ALUNOS DO CURSO DE FILOSOFIA DA UECE 

    A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) manifesta sua irrestrita solidariedade aos professores e estudantes do curso de Filosofia da Universidade Estadual do Ceará. Eles são alvo de denúncia apresentada ao Ministério Público Federal na qual há uma acusação de haver “organização de polícia ideológica” e “ação antifascista” na Universidade, especialmente no curso de Filosofia.

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  • XVIII ENCONTRO ANPOF
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Chamada para artigos edição especial - dossiê temático "Literatura, Filosofia da Mente e Evolução"

http://www.repositorios.ufpe.br/revistas/index.php/EUTOMIA/announcement/view/20

Eutomia – Revista de Literatura e Linguística -  tem o prazer de anunciar a sua chamada para as colaborações que comporão o número de dezembro de 2014.  Os editores convidados - Pedro Dolabela Chagas, professor do Departamento de Linguística, Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade Federal do Paraná e Gabriel Mograbi, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de Mato Grosso, organizam dossiê temático "Literatura, Filosofia da Mente e Evolução", que aborda a relação entre a historiografia, a teoria e a crítica literária, de um lado, e a teoria da evolução, as ciências cognitivas, as neurociências, a neurofilosofia e a filosofia da mente, de outro, em suas contribuições para a compreensão da origem da literatura, da sua função social e da sua recepção individual, assim compreendida:

A importância da cognição para a teoria da arte remonta a Kant e à Crítica da Faculdade do Juízo, primeiro esforço sistemático de construção de um modelo descritivo que identificasse a atuação diferenciada das nossas “faculdades mentais” diante dos objetos provocadores da experiência estética. Colocavam-se ali questões ainda hoje atuais, que dizem respeito à ativação das nossas estruturas mentais e predisposições perceptuais para o “jogo livre” proposto por classes de objetos orientados para a produção de experiências singulares, caracterizadas pela interrelação da percepção sensorial e dos possíveis padrões interpretativos produzidos pela mente (genericamente característicos da espécie humana, ainda que de variabilidade culturalmente modulada), com a ativação da memória, dos afetos, das intelecções e das volições fundadas nas vivências pessoais do espectador. Esta via teria, mais tarde, uma descendência fértil nos trabalhos de Gombrich e Ingarden, que levariam, nos Estudos Literários, à Estética do Efeito de Wolfgang Iser. Desde então a teoria da recepção e do efeito foi fertilizada pela colaboração discreta, porém decisiva, de autores como Reuven Tsur (Toward a theory of cognitive poetics, 1992), Patrick Colm Hogan (Cognitive science, literature and the arts, 2003), Alan Palmer (Fictional minds, 2004) e Lisa Zunshine (Why we read fiction. Theory of mind and the novel, 2006), dentro de uma interface cada vez mais intensa com a filosofia da mente e a psicologia evolutiva: particularmente as teorias da narrativa e da ficção têm recebido o impulso da “redescoberta da mente” (nas palavras de John Searle) de finais do século XX e pelo amplo desenvolvimento das neurociências. Paralelamente, a interrelação entre “acaso” e “necessidade” na teoria da evolução tem servido de inspiração a proposições tão diferentes como as de Brian Boyd (em sua teoria da origem da narrativa) e de Franco Moretti (em sua historiografia do romance moderno), que tomam o darwinismo como modelo capaz de arregimentar elementos díspares – sociais, econômicos, culturais, políticos, estéticos, psicológicos, estilísticos... – de descrição de processos históricos complexos, conciliando a generalidade da teoria à singularidade do concreto. Nessa miríade de possibilidades interpretativas, vê-se desde o engajamento reducionista e anti-pós-estruturalista de Joseph Carrol na teoria literária, até colaborações de neurocientistas aparelhando literatos como Natalie Phillips e Franco Moretti (no prelo) ou interfaces entre biologia evolutiva e teoria literária como no caso de Jonatham Gottschall e E.O. Wilson (The Literary Animal). Apreciando caráter ainda experimental desta aproximação entre as teorias da narrativa e do romance e as ciências cognitivas, as neurociências, a psicologia evolutiva, a teoria da evolução e a filosofia da mente, propomos apreciar a plausibilidade das descrições e explicações oferecidas para o fenômeno literário, avaliando as contribuições potenciais da pesquisa em curso.

Seguindo este objetivo, propomos estas perguntas como referência para o debate: Como se processa a recepção do texto literário? Quais são as contribuições do estudo da memória e imaginação para a compreensão da literatura? Seria a capacidade de narrar uma adaptação humana ou uma exaptação de aptidões comunicativas mais genéricas? Em que medida a capacidade de criar e transmitir narrativas é marca distintiva de nossa espécie? De que maneiras a literatura explora aptidões mentais que evoluíram para a percepção e a interpretação de fenômenos ambientais de outra ordem? Em que medida a interpretação, em sua vinculação com a linguagem, é capaz de representar o conteúdo da experiência mental proporcionada pelo texto ficcional? O que, na literatura, produz emoções e efeitos de empatia no público, em que medida a homologia entre a ficção e a realidade é importante para isso? Qual é a relação entre a evolução da narrativa e a evolução da cooperação humana? Como a relação empática e projetiva do leitor em relação aos personagens revela o enlace entre o mind-reading, a teoria da mente e as nossas habilidades sociais? De que maneira diferentes gêneros literários fomentam diferentes tipos de processamento cerebral? O que há de específico nas maneiras pelas quais a literatura ativa a nossa mente? Por fim, como a evolução pode ser apropriada como paradigma historiográfico pelos estudos literários? E em que medida ela explica a origem não apenas da narrativa, mas também da ficção?

Importante: Serão aceitos trabalhos de doutorandos.

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