CARTA ABERTA À SOCIEDADE

POSICIONAMENTO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO COMUNITÁRIA INTEGRAR, COM APOIO DE ENTIDADES, ACERCA DO ENEM 2020 E DO CENÁRIO EDUCACIONAL BRASILEIRO

Dada a situação de anormalidade instituída pela pandemia do Covid-19, o Projeto de Educação Comunitária Integrar, com o apoio das personalidades e entidades que assinam este documento, se posiciona em favor do adiamento do ENEM e demais exames de admissão no Ensino Superior de 2020; se opõe à instituição da educação a distância no Ensino Básico e nas IES como alternativa educacional neste período de crise e propõe uma postura crítica por parte de educadores, educandos e instituições reguladoras que permita fortalecer a luta pelo acesso universal à educação gratuita e de qualidade.

Os exames de admissão nas IES brasileiras, por seu caráter competitivo e excludente, não são capazes de corrigir verdadeiramente as desigualdades históricas no acesso a essas instituições. Em contrapartida, manter o calendário de provas estabelecido antes que fôssemos acometidos pela pandemia do Covid-19 mostra-se uma opção capaz de promover o aumento de tais desigualdades.

O plano educacional promovido pelo atual Ministério da Educação nesta pandemia fere um dos pilares que constituem o nosso projeto e de todo aquele que se compromete com a transformação social: a luta pelo amplo acesso à educação pública. As classes populares não têm condições de, afastadas fisicamente das escolas e cursinhos populares, seguirem seus estudos e se prepararem para provas de ingresso ao Ensino Superior. A oferta de atividades on-line não é uma alternativa válida, posto que, muitas vezes, não há condições de acesso à internet por parte dessas mesmas camadas da população. Esse prejuízo não acontece com parcelas da sociedade mais abastadas; estes, longe das instituições de ensino, muitas vezes conseguem “não parar”. Um calendário de provas que ignore essa realidade é, assim, instrumento de desigualdade social.

Lutamos, pois, pelo direito básico de todos e todas se resguardarem física e emocionalmente e colocamo-nos ao lado dos e das estudantes de todo o Brasil que se organizam de diferentes formas para pedir o adiamento do ENEM. Nosso posicionamento é relativo não somente do Enem, mas também aos exames de admissão nas Universidades previstos para este ano, até que a situação da pandemia seja superada.

Embora o Senado Federal tenha aprovado o adiamento do ENEM, tal medida precisa ser aprovada pela Câmara Federal e sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro. A aprovação do Senado não esgota, portanto, o movimento #AdiaEnem, muito pelo contrário, dá visibilidade e força a este.

Orientados pela consciência de que o ensino público presencial é imprescindível na garantia de educação dos trabalhadores brasileiros e de seus filhos, repudiamos como o atual momento está sendo tratado pelo Ministério da Educação e por secretarias de educação Brasil afora.

Há um esforço por equiparar acesso à educação e acesso a conteúdo, esforço que se efetiva na postura de “não parar”, presente nos calendários sem alteração e com a implementação de ensino a distância sem garantia de acesso universal, ignorando as condições desiguais entre estudantes que se reforçam neste cenário e o desamparo a que é relegada toda a comunidade escolar. 

Muitas famílias não estão conseguindo suprir suas necessidades básicas de alimentação e higiene. Há famílias com grande número de pessoas habitando em um único cômodo. Não há acesso a saneamento básico para milhões de brasileiros/as, quem dirá acesso à internet que permita a visualização de vídeo-aulas. Não podemos permitir que, também agora, os que já sofrem com a desigualdade social sejam duplamente penalizados por não conseguirem estudar. É urgente compreender a condição de desumanização destas populações, não desejáveis pelo sistema, salvo quando é para a produtividade capitalista.

Ademais, a implementação da Educação a Distância (EaD) em diversas redes de ensino público e privado, precarizando condições de trabalho e exigindo de todos habilidades no meio digital, tem levado os profissionais desses espaços à exaustão e à frustração no que diz respeito ao efetivo ensino e aprendizado. Sob a justificativa (ou ameaça?) de “fazer valer o salário que recebem”, estão sendo forçados/as a trabalharem muito mais horas do que antes, não recebendo nada a mais por isso.

Perguntemo-nos: em plena pandemia, impõe-se uma postura produtivista, que fecha os olhos para os sujeitos que compõem as instituições de ensino, em especial de ensino público, em nome de que(m)?

É hora de nos afastarmos da máxima “estude, em qualquer lugar, de diferentes formas” e de denunciá-la como uma impossibilidade. É hora de assumirmos que não estamos em uma situação de normalidade e usá-la para levantar a bandeira de um modelo de educação, de currículo e de cotidiano escolar verdadeiramente democráticos.

O momento exige reflexão, diálogo, politização. As mudanças provocadas pela pandemia possibilitam que não só profissionais da área da educação, mas a sociedade como um todo, discutam problemas estruturais da educação brasileira que não podem mais ser ignorados.

Debate que precisa se dar apesar de um governo que nega a ciência, a história e o momento histórico, se eximindo de seu papel e jogando os cidadãos à própria sorte. Nas palavras do próprio Governo Federal, “a vida não pode parar”; afirmação paradoxal, uma vez que esse mesmo Estado aceita, banaliza e naturaliza a interrupção das já milhares de vidas que perdemos por falta de políticas de proteção à vida nesta pandemia. Não sejamos coniventes.

É necessário fôlego, disposição e informação por parte daqueles que compõem as redes de educação deste país para pautar qual educação, quais valores cultivamos quando forçamos
crianças, adolescentes e adultos a se exporem física e/ou psicologicamente em nome deum sistema “que não pode parar”?

 Como projeto de educação, o Integrar se posiciona em prol do educar para a reflexão crítica e para a transformação social. É preciso um basta no anseio produtivista de seguir a todo custo. Em tempos de Covd-19 e depois deles, precisamos ser contundentes na defesa de um país mais justo e igualitário e no papel na educação de qualidade para a construção dele.

Nosso posicionamento é em defesa de nosso corpo discente, composto por estudantes vulneráveis economicamente e socialmente, é em defesa do acesso universal à educação pública, gratuita e de qualidade, é em defesa de uma sociedade em que a justiça social seja prioridade e, portanto, em defesa do adiamento do ENEM e demais exames de admissão no Ensino Superior de 2020.

Apoiam esta carta:

Florianópolis, 25 de maio de 2020.

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Solicitação Coletiva de Suspensão do Calendário do ENEM

Solicitação Coletiva de Suspensão do Calendário do ENEM

Endereçada:
Ao Ilmo. Sr. Ministro da Educação
Ao Ministério Público Federal
Ao Congresso Nacional
Ao Conselho Nacional de Educação
À Sociedade Civil em Geral

Como todos os países do mundo, o Brasil vive a situação da pandemia oriunda de Covid-19. No contexto nacional de profundas desigualdades sociais e econômicas suas consequências são e serão nefastas, sobretudo para a imensa maioria da população que vive em condições precárias.

No campo das políticas educacionais os prejuízos são muito grandes considerando as dificuldades que já enfrentam crianças, jovens e adultos em um sistema que nunca honrou o princípio constitucional que garante igualdade de condições de acesso e permanência a todos.

Especificamente no ensino médio, etapa conclusiva da educação básica, coloca-se uma situação-limite com a necessidade de realização do ENEM e dos vestibulares para prosseguimento dos estudos.

As desigualdades sociais refletem-se e aprofundam-se nas desigualdades educacionais e a realização de atividades escolares através de meios virtuais negligencia o fato de que grande parte dos jovens brasileiros não dispõe desta possibilidade e das condições necessárias para acesso e aprendizagem dos conteúdos exigidos nas avaliações definidoras para o prosseguimento dos estudos em nível superior. Considere-se que 87,5% dos estudantes do ensino médio no Brasil frequentam escolas públicas.

A posição do CNE/Conselho Nacional de Educação foi explícita ao recomendar que o MEC e o INEP/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira “acompanhem as ações de reorganização dos calendários de cada sistema de ensino antes de realizar o estabelecimento dos novos cronogramas das avaliações (SAEB) e exame (ENEM) de larga escala de alcance nacional” e, em especial, que aguardem o retorno às aulas para definir o cronograma e as especificidades do ENEM 2020. Dada a incerteza do momento, o mais indicado seria que tais exames não sejam aplicados em 2020. 

A propaganda que vem sendo veiculada pelo governo federal acerca do ENEM induz a população a grande erro de avaliação da realidade. O texto publicitário é exatamente o contrário do que ele prenuncia: a realização dos exames nas datas previstas, antes da pandemia, impedirá que milhares de jovens tenham a possibilidade de seguir seu caminho para o ensino superior se considerarmos a vulnerabilidade das redes e precariedade de condições de trabalho de professores.

Estes jovens e adultos são obrigados a ir à luta todos os dias, muitos dos quais em espaços precários de trabalho, mesmo durante a situação atual.

Estar fisicamente na escola e contar com a presença de professores, na exígua carga horária de 800 horas-anuais, é o mínimo que o país tem que oferecer aos jovens e adultos brasileiros antes de submeterem-se ao maior exame público e nacional que demarca o futuro de milhões de brasileiros. 

A UNE - União Nacional de Estudantes já conta com 150 mil assinaturas no Abaixo Assinado que solicita o adiamento do ENEM 2020 (www.adiaenem.com.br)

Assim sendo, a sociedade brasileira, ora representada pelas entidades abaixo-assinadas, exige que o Ministério da Educação suspenda o calendário previsto para o ENEM e aguarde tanto o desenrolar dos acontecimentos em torno das modificações impostas pela pandemia, quanto o retorno às atividades presenciais para redefinir sua realização.

Assinam esta Solicitação:

ABdC – Associação Brasileira de Currículo 

ABRAPEC – Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências

ABPN - Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as

AGB – Associação dos Geógrafos Brasileiros

ALB - Associação de Leitura do Brasil

ANDIFES - Associação Nacional dos Dirigentes das  Instituições Federais de Ensino Superior

ANDES/SN -Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior

ANFOPE – Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação

ANPAE – Associação Nacional de Política e Administração da Educação 

ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação 

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

ANPOF – Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

ANPOCS – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais

Associação Brasileira de Pesquisa (Auto)biográfica

ANPUH – Associação Nacional de História 

Associação dos Servidores do INEP

Campanha Nacional pelo Direito à Educação

CEDES – Centro de Estudos Educação e Sociedade 

CNTE – Confederação Nacional do Trabalhadores em Educação

Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte

CONIF- Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica

FASUBRA - Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil

FINEDUCA – Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação

FNPE- Fórum Nacional Popular de Educação

FORPARFOR – Fórum Nacional dos Coordenadores Institucionais do Parfor

FORPIBID-RP – Fórum de Coordenadores Institucionais do Pibid e Residência Pedagógica

FORUMDIR – Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras 

Fóruns de Educação de Jovens e Adultos do Brasil 

MNDEM - Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio

PROIFES- Federação de Sindicatos de Professores e Professoras do magistério do Ensino Superior e do Magistério do Ensino Básico Técnico e Tecnológico

Rede Emancipa

REPU – Rede Escola Pública e Universidade

SBENBio – Associação Brasileira de Ensino de Biologia    

SBEnQ – Sociedade Brasileira de Ensino de Química

SBS - Sociedade Brasileira de Sociologia

SOBAMA- Associação Brasileira de Atividade Motora Adaptada

UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas

UNE - União Nacional dos Estudantes


APOIO:

ABJD - Associação Brasileira de Juristas pela Democracia

ADUFRGS - Sindical 

AESUFOPE - Associação de Escolas Superiores de Formação de Profissionais do Ensino do Rio Grande do Sul

ANFOPE Nordeste - Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação 

AJD/RS - Associação de Juristas pela Democracia do Rio Grande do Sul

AJURD - Associação de Juristas pela Democracia

ANDES/UFRGS

ANPAE/AL - Associação Nacional de Política e Administração da Educação/Seção Alagoas

ANPAE/DF - Associação Nacional de Política e Administração da Educação/DF

ANPAE/MG - Associação Nacional de Política e Administração da Educação/MG

APG/FE - UNICAMP - Associação de Pós-graduandos da Faculdade de Educação da Unicamp Pessoal 

APP - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná

APRECE - Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará

ASSERS - Associação dos Supervisores de Educação do Estado do Rio Grande do Sul

Associação Cidade Escola Aprendiz

Associação Mães e Pais pela Democracia

ASSURFRGS - Sindicato dos Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS

Avante-Educação e Mobilização Social

CAJUEIRO - Centro de Formação, Assessoria e Pesquisa em Juventude

CBCE - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte - SP

CBCE - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte - RJ

CBCE - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte - AP

CBCE - Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte - MG

CPERS Sindicato - Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul

Comitê em Defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito

Comitê Territorial Baiano de Educação Integral

CTB - Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT - Central Única dos trabalhadores

ELAC - Grupo de Pesquisa Educação Física Escolar, Experiências Lúdicas e Artísticas, Corporeidades -  IEF-UFF

EMPesquisa - Rede Nacional de Pesquisas sobre Ensino Médio

EscolaR - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Educação Física Escolar - FEF-Unicamp

ExNEPE - Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia

FDE - Fórum Distrital de Educação

FEEGO - Fórum Estadual de Educação de Goiás

FEEPB - Fórum Estadual de Educação da Paraíba

FEEMA - Fórum Estadual de Educação do Maranhão

FEPE-SC Fórum Estadual Popular de Educação de Santa Catarina 

FEERJ - Fórum Estadual de Educação do Rio de Janeiro

FORMANCIPA - Formação Integrada e Emancipadora de Acesso a Educação Superior - FE/UNB

Fórum Distrital de Educação/DF

Fórum de EJA Goiás

Fórum de EJA Pernambuco

Fórum de EJA Santa Catarina

Fórum de EJA Paraná

Fórum de EJA Bahia

Fórum de EJA Rio Grande do Norte

Fórum de EJA Amapá

Fórum de EJA Alagoas

Fórum de EJA Distrito Federal

Fórum Estadual Popular da Educação do Espírito Santo 

Fórum Estadual de Educação do Ceará

Fórum Estadual de  Educação de Jovens e Adultos de Santa Catarina

Fórum Estadual de Educação do Pará

FNAES - Fórum Nacional de Acesso ao Ensino Superior

Instituto Paranaense de Cegos

GEPEVs - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Violências - FEF-Unicamp

GEPPF-UEMS-UFGD - Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Educacionais e Formação de Professores

GEPEJ/ UFG - Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais e Juventude

GEPEX/UNIOESTE - Grupo de Pesquisa sobre Educação e Sexualidade

GEPES - Grupo de estudos Docência Universitária e Políticas Públicas - UPF

GPEM - Grupo de Pesquisa Ensino Médio - UEL

GEPPECI - Grupo de Estudos e Pesquisas em Pedagogias e Culturas Infantis - UFAL

GEPOC - Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas Educacionais e Cidadania/UFU-Pontal

GEPPOPE - Grupo de Estudos e Pesquisa em Políticas, Formação Docente e Práticas Educativas - UFU/Pontal

GEPIJUF - Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Infâncias, Juventudes e Família

GESTRADO/FAE/UFMG -Grupo de Estudos de Política Educacional e Trabalho Docente-  

Gira Leodegária de Jesus - Faculdade de Letras/UFG
Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Docência,  Didática e Trabalho Pedagógico - PRODOCENCIA FE-UnB

Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo da Faculdade de Educação - UFBA

Grupo de Pesquisa Juventudes, Culturas e Formação -UFAL

Grupo de Pesquisa Ensino, Pesquisa e Extensão na Formação Docente - UFAL

Grupo de Pesquisa Sociologia do Trabalho, Currículo e Formação Humana - UFAL

Grupo de Pesquisa: Política, Educação e Sociedade - Faculdade de Educação/UNICAMP

Grupo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional e Social - GEPPES - UNIOESTE

Grupo TESE/UFAL - Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Estado, Sociedade, e Educação

GTED/FURG - Grupo de Pesquisa Trabalho, Educação e Docência

Jornadas em Defesa da Educação Democrática e do pensamento de Paulo Freire

Laboratório de Políticas Públicas da UERJ. LPP/UERJ

LAPGE – Laboratório de Políticas e Gestão em Educação  da Universidade Federal de Uberlandia

MEPe - Movimento Estudantil de Pedagogia

Movimento em Defesa da Educação

Movimento Popular Pedagógico Escola do Povo

NAPNE - Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais

NEAB - Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UFPR

NUEI - Núcelo Universitário de Educação Indigena da UFPR

NESEM/UFAL - Núcleo de Estudos Sociedade, Escravidão e Mestiçagens

Núcleo de Estudos Transdiciplinares em Educação Básica da UFPA

Observatório do Ensino Médio/UFPR

Observatório da Juventude/UFMG

Observatório Juventudes na Contemporaneidade - Goiás

Obiah - Grupo de estudos interculturais e decoloniais da linguagem - Faculdade de Letras/UFG

Rede Emancipa Belém e Ananindeua de Educação Popular e Cursinhos Populares

REDEEPT - Rede de Ensino, Pesquisa e Extensão da Educação Profissional Pública da Bahia

Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil 1822-2022 - UFMG

RENAP - Rede Nacional de Advogados Populares

SINDOIF - Seção Sindical do ANDES-SN no IFRS

SIMPA - Sindicato dos Municipários de Porto Alegre

SINPRO-RS -  Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS

TEIA - Territórios, Educação Integral e Cidadania - FAE/UFMG

UBM - União Brasileira de Mulheres 

UEE/RS - União Estadualdos Estudantes do RS

UESDF - União dos Estudantes Secundaristas do DF

UNEGRO - União de Negras e Negros pela Igualdade

Política Prática

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Os organizadores: Eu, o prof Éverton (UNIFAP) e o prof. Tiarajú (IFSul) ficam agradecidos! 

A Editora da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) publicou, o livro ‘Política Prática’, uma obra colaborativa com temas atuais da política contemporânea. Professores ligados à área de filosofia política desenvolveram o projeto e contaram com a colaboração de autores de outras instituições públicas e particulares de ensino de todo Brasil. Os docentes organizadores do e-book: Prof. Dr. Everton Maciel (UNIFAP), Prof. Dr. Sergio Fernando Corrêa (IFC) e Prof. Dr. Tiaraju Andreazza (IFC). 

A coletânea aborda desde temas mais tradicionais, como política econômica e social, até problemas novos como as ‘fake news’, ataques à educação pública e armamento da população civil. A maioria das pesquisas envolve assuntos de teorias políticas que são recorrentes na Universidade, mas que dificilmente encontram espaço para uma discussão aprofundada junto ao público externo, levando em conta a necessidade de uma linguagem mais acessível aos leitores.


Descrição:
Editora: UNIFAP
ISBN:  978-65-990110-0-9  
Ano de edição: 2020
Distribuidora: EDITORA UNIFAP - ONLINE
Número de páginas: 344 p.
Formato do Livro: 16x23 cm
Número da edição:1  

Disponível em: https://www2.unifap.br/editora/files/2020/02/politica-pratica.pdf

Anpof subscreve carta da SBPC, da ABC e de dezenas de outras entidades sobre apoio a pesquisa básica, incluindo as humanidades

SBPC e ABC cobram definição de programas prioritários para apoio à pesquisa básica

No dia 26 de março a SBPC, ABC e mais cerca de 70 sociedades científicas enviaram ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, comentários críticos em relação à Portaria do MCTIC Nº 1.122, de 19 de março de 2020, define as prioridades para os projetos de pesquisa, de desenvolvimento de tecnologias e inovações para o período 2020 a 2023, especialmente sobre a omissão em relação à necessidade de apoio à ciência básica – aí incluídas as ciências humanas e sociais e humanas. No documento, solicitaram que a comunidade científica fosse consultada também na definição desse plano. O MCTIC elaborou, então, uma segunda Portaria (n. 1329/2020), na qual foram também considerados para apoio os projetos de pesquisa básica, humanidades e ciências sociais, desde que contribuíssem para o desenvolvimento das áreas tecnológicas definidas como prioritárias. Apesar desse avanço, que ocorreu em função da pressão das entidades, as entidades apontam que a nova portaria ainda não atende à demanda essencial, que é a definição de programas prioritários para apoio à pesquisa básica.

Em carta enviada nesta quarta-feira, 29 de abril, as entidades reiteram o posicionamento original e solicitam a criação de um grupo de Trabalho, composto de representantes da comunidade científica e do MCTIC, para a rediscussão das prioridades do Ministério para o quadriênio. A carta já recebeu o apoio de cerca de 50 entidades científicas de todo o País.

Confira a carta abaixo:

Senhor Ministro,

Em primeiro lugar, agradecemos a sua intervenção para que modificações fossem feitas na Portaria 1122/2020, motivadas por carta que lhe foi enviada por nossas entidades, no dia 26 de março de 2020, apoiada por cerca de 70 sociedades científicas das mais diversas áreas do conhecimento.

Dois pontos importantes foram acrescentados à Portaria 1122/2020 pela Portaria 1329, de 27 de março de 2020: 1) Foram também “considerados prioritários, diante de sua característica essencial e transversal, os projetos de pesquisa básica, humanidades e ciências sociais que contribuam para o desenvolvimento das áreas definidas nos incisos I a V do caput”; 2) as prioridades definidas na Portaria passaram a ter caráter orientativo para os órgãos do MCTIC e não de obrigação, com anteriormente estava estabelecido.

No entanto, um aspecto essencial das nossas preocupações, já colocado na carta anterior, não foi incorporado à portaria mencionada: a definição de programas prioritários para apoio à pesquisa básica.  Na carta havíamos destacado também a importância de um diálogo mais direto entre a comunidade científica e o MCTIC em relação à definição de prioridades para a ciência brasileira para os próximos anos.

Ressaltamos novamente que todo governo tem o direito e o dever de formular prioridades para suas políticas e programas e que a Portaria certamente identifica áreas importantes e de vanguarda com impactos produtivos, econômicos, sociais e de sustentabilidade. No entanto, apesar de ter sido incluída na nova portaria a possibilidade de se apoiar projetos de pesquisa básica, e dentro desta, projetos das áreas ciências sociais e humanas, desde que se encaixem nas atividades prioritárias ali definidas (fundamentalmente projetos de desenvolvimento tecnológico), não foi atendida nossa questão central sobre a importância do apoio à ciência básica e a seu caráter horizontal.

A nosso ver, como já argumentado na carta anterior, os investimentos em CT&I nos próximos anos não podem negligenciar o apoio à ciência básica, em paralelo às ações de indução nas áreas tecnológicas e de inovação consideradas prioritárias. Programas que já se mostraram importantes e com resultados relevantes, assim avaliados pelos próprios órgãos do MCTIC (CNPq e CGEE), como o Edital Universal, o programa dos INCTs, o PIBIC e outros programas de bolsas do CNPQ, devem ser considerados também estratégicos para a consolidação de jovens pesquisadores, para a formação de profissionais inovadores e para a produção de novos conhecimentos científicos. Para esses programas, a horizontalidade para todos os domínios do conhecimento deve estar garantida, o critério de escolha sendo definido pela qualidade do projeto, ou seja, pelo seu mérito científico.

Uma questão central emerge: se não há a possibilidade de uma formação de pesquisadores em todas áreas e temas, o que será do futuro da ciência brasileira? Como seremos capazes de responder a problemas e desafios futuros da ciência, da tecnologia e da inovação, muitos deles imprevisíveis? Atrelar necessariamente todas as ações de fomento à pesquisa e de formação de recursos humanos a determinadas prioridades de cunho tecnológico não é a melhor estratégia a seguir, como atestam a história da ciência dos dois últimos séculos e as experiências de países que lideram a CT&I e a economia no mundo.

O impacto desta portaria já se fez sentir na recente definição da Pré-Chamada do CNPq, de 23 de abril de 2020, [http://www.cnpq.br/web/guest/noticiasviews/-/journal_content/56_INSTANCE_a6MO/10157/8920772] para bolsas de Iniciação Científica. Anuncia-se ali que “As bolsas terão vigência de agosto de 2020 a julho de 2021 e deverão estar vinculadas a projetos de pesquisa que apresentem aderência a, no mínimo, uma das Áreas de Tecnologias Prioritárias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). (…) São também considerados prioritários, diante de sua característica essencial e transversal, os projetos de pesquisa básica, humanidades e ciências sociais que contribuam, em algum grau, para o desenvolvimento das Áreas de Tecnologias Prioritárias do MCTIC e, portanto, são considerados compatíveis com o requisito de aderência solicitado.” Ou seja, trata-se de uma definição em acordo com as determinações da Portaria 1122/2020, ela não é tomada apenas como uma orientação como propõe a Portaria 1329/2020.

Essa determinação de aderência às áreas de tecnologias prioritárias afunila a cadeia de formação dos jovens desde o início, ou seja, apenas aqueles que estiverem com projetos atrelados a essas áreas poderão ter uma experiência PIBIC, que é um diferencial reconhecidamente marcante na vida de milhares de jovens que se tornaram pesquisadores nas mais diversas áreas. Além disso, no início da carreira, esses jovens serão levados a desistir de certos temas de pesquisa porque eles não estão vinculados diretamente às áreas de Tecnologias Prioritárias.

Em outra passagem do texto do CNPq está a afirmação: “As bolsas de IC buscam inserir os jovens na cultura científica, despertando a vocação pela ciência, promovendo a formação de novos pesquisadores e o fortalecimento de grupos de pesquisa e impulsionando a política científica institucional.” Estamos inteiramente de acordo com esta afirmação, mas nos parece que ela está em desacordo com o requisito restritivo mencionado acima. O PIBIC tem tido um impacto muito significativo, há décadas, na formação de recursos qualificados para toda a ciência e a tecnologia brasileiras.

Neste sentido, solicitamos que as prioridades, como colocadas nas duas portarias, sejam rediscutidas com a comunidade científica, especialmente em relação ao apoio à ciência básica, aí incluídas evidentemente as ciências humanas e sociais.

Uma proposta que fazemos, no sentido da resolução dessa questão e, eventualmente, de outras, é a criação de um Grupo de Trabalho com alguns membros do MCTIC e representantes da comunidade científica no qual pudéssemos discutir as prioridades ali colocadas e, em especial, o ponto que nos preocupa muito: a não definição clara de estratégias e prioridades referentes à pesquisa básica. Ressaltamos que já existe uma longa experiência de interações deste tipo entre o MCTIC e a comunidade científica na formulação de legislações e regras. Por exemplo, isto ocorreu, anos atrás e de forma exitosa, no caso da discussão do Marco Legal e, mais recentemente, na discussão sobre a legislação relativa à biodiversidade. Foi muito produtiva a atuação desses grupos de trabalho que envolveram membros do governo, bem como representantes da comunidade científica e tecnológica e de setores empresariais.

Certos de contar com sua compreensão em relação às considerações aqui expostas, despedimo-nos.

Atenciosamente,

LUIZ DAVIDOVICH
Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC)

ILDEU DE CASTRO MOREIRA
Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Assinam também o documento:

Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

Associação Brasileira de Bioinformática e Biologia Computacional (AB3C)

Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC)

Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (ABECO)

Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)

Associação Brasileira de Ciências Farmacêuticas (ABCF)

Associação Brasileira de Cristalografia (ABCr)

Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED)

Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM)

Associação Brasileira de Estatística (ABE)

Associação Brasileira De Estudos Populacionais (ABEP)

Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)

Associação Brasileira de Mutagênese e Genômica Ambiental (MutaGen-Brasil)

Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências (ABRAPEC)

Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor)

Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil)

Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ)

Associação Nacional de Pós Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED)

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Geografia (ANPEGE)

Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR)

Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS)

Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF)

Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito (CONPEDI)

Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (SOCICOM)

Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE)

Sociedade Astronômica Brasileira (SAB)

Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)

Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC)

Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq)

Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (ECOECO)

Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo (SBMAG)

Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC)

Sociedade Brasileira de Farmacognosia (SBFgnosia)

Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE)

Sociedade Brasileira de Física (SBF)

Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBF)

Sociedade Brasileira de Genética (SBG)

Sociedade Brasileira de Geologia (SBGeo)

Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC)

Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI)

Sociedade Brasileira de Matemática (SBM)

Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC)

Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT)

Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM)

Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBMicro)

Sociedade Brasileira de Microscopia e Microanálise (SBMM)

Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC)

Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO)

Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (SOBRAPO)

Sociedade Brasileira de Protozoologia (SBPz)

Sociedade Brasileira de Psicologia (SBP)

Sociedade Brasileira de Química (SBQ)

Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT)

Sociedade Brasileira de Virologia (SBV)

União Latina de Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura – capítulo Brasil (Ulepicc-Brasil)

Confira a Carta aqui

A Lógica do Poder na Perspectiva de Guilherme de Ockham - Cleiton Pereira

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A análise e reflexão acerca da usurpação de direitos dos indivíduos pelo absolutismo praticado nos âmbitos dos poderes temporal e espiritual e os consequentes riscos ao pleno exercício dos direitos dos indivíduos e o tema central a partir de que está estruturado e foi concebido o livro: A Lógica do Poder na Perspectiva de Guilherme de Ockham.

Editora: EDITORA CRV
ISBN:978-85-444-4044-5
DOI: 10.24824/978854444044.5
Ano de edição: 2020
Distribuidora: EDITORA CRV
Número de páginas: 86
Formato do Livro: 16x23 cm
Número da edição:1

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Diálogos entre Teoria Social, Filosofia e Psicanálise - Prof. Dr. Diego A. Moraes Carvalho

Capa Diego Avelino de Moraes Carvalho

Título: Diálogos entre Teoria Social, Filosofia e Psicanálise 

Organizador: Diego A. Moraes Carvalho

Resumo: É sabido a fatídica sentença lacaniana de que é preciso renunciar à prática da psicanálise caso o analista não conseguisse alcançar o horizonte de subjetividade de sua época. A inserção do analista torna-se imperativa, sobretudo por compreenderem - desde o seu processo formativo inicial - a importância que as ações e, especialmente, a palavra tem no registro da ordem simbólica. Não obstante, sempre cabe a advertência a todo analista e/ou teórico que mobiliza o múltiplo ferramental psicanalítico a se aterem para os percalços dessa inserção ativa no espaço público. Para além do rigor teórico e metodológico que se espera, é importantíssimo os laços que se formam a fim de se afastarem do equívoco do isolamento - que o colocaria paradoxalmente fora daquela esfera que re-clama sua participação ativa: a pólis. Para tal efeito, é fundamental que os grupos que surjam abarcando o desejo destes analistas se ocupem de uma associação profícua com diversas instituições e departamentos universitários, escolas de formação, coletivos, movimentos sociais, etc. E é justamente com esse propósito que emerge a obra DIÁLOGOS ENTRE TEORIA SOCIAL, FILOSOFIA E PSICANÁLISE do recém-criado LATESFIP-CERRADO (Laboratório de Teoria Social e Psicanálise do Centro Oeste). Trata-se de uma coletânea de artigos que procura investigar, perscrutar, compreender e problematizar categorias, conceitos, práticas e experiências que entrelaçam de modo inter e transdisciplinar os campos da Filosofia, da Teoria Psicanalítica e Social e de temas como memória, performance, trauma, ideologia, alteridade, transmissão, temporalidade e presentificação, etc.

Link para aquisição da obra: https://aeditora.com.br/…/dialogos-entre-teoria-social-fil…/

Entre o Mito e a Política

divulgação do ebook

"Entre o Mito e a Política

Link para download: https://www.encurtador.com.br/bilKY

Não é raro ouvir que as ciências humanas pouco ou quase nada têm a contribuir para esse nosso novo mundo movido pelo desenvolvimento tecnológico; que as ciências humanas pouco ou quase nada têm a oferecer ao nosso país, esse enorme e diverso Brasil, atualmente assolado pela polarização política e, como se não bastasse, sob a ameaça de uma pandemia sem precedentes na história moderna. Será mesmo? Estariam mesmo as ciências humanas definitivamente ultrapassadas? São elas realmente inúteis? Entre o mito e a política busca dar uma resposta a esse tipo de compreensão. Composto de diversos textos independentes de professores e estudantes de diferentes subáreas das ciências humanas, este livro propõe um diálogo entre a tradição intelectual das ciências humanas e os problemas que nos assolam no nosso cotidiano nacional. Escrito em linguagem simples e direta, Entre o mito e a política visa ampliar o debate para além dos muros das universidades, destinando-se a todos aqueles que buscam elementos para refletir, seja para concordar ou discordar, sobre a realidade que, para além de qualquer polaridade, diz respeito a todos nós cidadãos brasileiros."



Carta aberta do GT Filosofia e Psicanálise da ANPOF acerca da necessidade de programas prioritários para apoio à pesquisa básica no âmbito do governo federal e sobre os cortes das bolsas de PIBIC da Área de Humanas.

A comunidade filosófica brasileira foi surpreendida pela recente notícia de que a totalidade das bolsas de pesquisa de iniciação científica (PIBIC) que deveriam ser destinadas à Pesquisa em Ciências Humanas, nas quais se incluem a pesquisa em Filosofia, foram bloqueadas pelo CNPq, o que equivale a 25% do total das bolsas de PIBIC existentes. A única exceção ocorre no contexto das pesquisas que comprovem vínculo com as “tecnologias prioritárias” elegidas pelo governo federal.

Entendemos que essa atitude se relaciona, primeiramente, à ausência de uma definição legítima de programas prioritários para apoio à pesquisa básica, na qual se incluem as ciências humanas de um modo geral e a Filosofia de um ponto de vista particular.

Ressaltamos, adotando o mesmo posicionamento da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) subscrito também por 70 entidades, incluindo a Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), que se faz necessário discutir como questão central a importância do apoio à ciência básica tendo como parâmetro o seu caráter horizontal e a interdisciplinaridade das pesquisas complexas em Ciência. Entendemos que a portaria n. 1329/2020 não atende à demanda essencial das Entidades Científicas que foi referida acima.

Segundo a carta dessas Entidades endossada pela ANPOF e por nós desse Grupo de Trabalho em Filosofia e Psicanálise, os investimentos em ciência dos próximos anos, cito, “não podem negligenciar o apoio à ciência básica, em paralelo às ações de indução nas áreas tecnológicas e de inovação consideradas prioritárias”. Nesse sentido, diz a carta, programas como o “Edital Universal, o programa dos INCTs, o PIBIC e outros programas de bolsas do CNPQ, devem ser considerados também estratégicos para a consolidação de jovens pesquisadores, para a formação de profissionais inovadores e para a produção de novos conhecimentos científicos. Para esses programas, a horizontalidade para todos os domínios do conhecimento deve estar garantida, o critério de escolha sendo definido pela qualidade do projeto, ou seja, pelo seu mérito científico”.

É nesse mesmo sentido que consideramos uma questão central, sempre em convergência com o que disse a carta subscrita pela ANPOF: “Uma questão central emerge: se não há a possibilidade de uma formação de pesquisadores em todas áreas e temas, o que será do futuro da ciência brasileira? Como seremos capazes de responder a problemas e desafios futuros da ciência, da tecnologia e da inovação, muitos deles imprevisíveis? Atrelar necessariamente todas as ações de fomento à pesquisa e de formação de recursos humanos a determinadas prioridades de cunho tecnológico não é a melhor estratégia a seguir, como atestam a história da ciência dos dois últimos séculos e as experiências de países que lideram a CT&I e a economia no mundo”. Mediante essas palavras que tomamos como nossas, causa-nos grande preocupação o aprofundamento das políticas de exclusão das Ciências Humanas das políticas de fomento e financiamento público, através da recente manifestação do CNPq que decretou, no último dia 23 de abril, com vigência de Agosto deste ano a junho de 2021, o FIM dos PIBICs nas Áreas de Humanidades, Artes e Ciências Sociais, restringindo o Programa ao que consideram “tecnologias prioritárias”. Para Ciências Humanas só valem os projetos ligados a essas ditas “tecnologias prioritárias”. Nós, por outro lado, entendemos, apoiando o ponto de vista das Entidades acima referidas, que o País, pelo contrário, necessita de pesquisadores com formação sólida em todas as áreas de conhecimento e, por isso, repudiamos essa iniciativa, que também expressa um profundo preconceito com relação à Filosofia e demais Ciências Humanas, que deve em si mesmo ser combatido em todas as trincheiras, pois pressupõe atitudes que visam desidratar e combater a presença das Ciências Humanas na Universidade Brasileira, bem como coibir e censurar o pensamento crítico no âmbito da Pesquisa e da Ciência praticadas em nosso País.

Nós do GT Filosofia e Psicanálise da ANPOF, entendemos que essa diretriz do CNPQ restringe de maneira absurda a formação científica de nossos universitários e jovens pesquisadores, levando-os a desistir de certos temas de pesquisa que não são considerados prioritários e que não são objeto de fomento por parte do CNPq.

NOTA DE REPÚDIO - NCE DE FILOSOFIA/IFRN

Nota de Repudio NCE de Filosofia

Ao raiar do dia, a comunidade acadêmica do IFRN foi surpreendida com o desrespeito às deliberações realizadas durante o processo eleitoral ocorrido em dezembro de 2019, analisado pela nossa procuradoria jurídica e homologado pelo CONSUP. Por isso, o Núcleo Central Estruturante de Filosofia vem por meio desta nota manifestar repúdio ao autoritarismo e à ingerência da nomeação impositiva por parte do MEC, recentemente publicada no DOU, e reiterar a defesa da autonomia do IFRN e das deliberações da sua comunidade acadêmica. Diante disso, solicitamos a posse imediata do Reitor eleito, o professor José Arnóbio de Araújo Filho. 

NCE de Filosofia

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte​

Democracia se aprende na escola.

É nas escolas que se deve instilar a compreensão do que é Democracia e do seu valor, e preparar os alunos para a participação nos processos democráticos e nas lutas que forem necessárias para defendê-la.

A força, o vigor, a saúde de uma democracia está nas suas instituições, que precisam refletir os valores e processos democráticos.

Se as instituições de um país democrático começam a nutrir/endossar valores autoritários, ou têm seus processos democráticos sumariamente ignorados, a Democracia está em perigo: especialmente se estamos falando das escolas, onde a compreensão, o respeito e fervor pela Democracia devem ser nutridos, devem ser praticados.

Um regime autoritário raramente se instala de forma abrupta e direta: o ataque não é primeiramente ao Congresso e ao STF, mas sim à instituição de ensino na calada da noite, no meio da pandemia... Como alguém que atira durante a queima de fogos de artíficio, esperando que os disparos passem despercebidos.

Mas eles foram ouvidos. Sim, com certeza, eles foram ouvidos!

Por gerações, o IFRN instilou nos seus estudantes e servidores o apreço e o respeito pela Democracia, e ela vai prevalecer: A democracia vai prevalecer no Brasil e também no IFRN. E só vai prevalecer no Brasil enquanto prevalecer nas escolas.

Como já ensinava Karl Popper e dizia Umberto Eco: Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável. Se os tolerantes cruzarem os braços, a intolerância vence, o autoritarismo vence e, por não termos dito nada, já não poderemos dizer nada.

filosofia está nos currículos para munir os estudantes de ferramentas intelectuais, de armas intelectuais, para exercer a cidadania, e exercer a cidadania, num país democrático, é defender a democracia. E hoje, defender a democracia é defender o IFRN!

Fale algo, escreva algo, tuíte algo, compartilhe algo: A Democracia vai prevalecer! #oifrnjaescolheu #Possedoreitoreleito #ncedefilosofia​

Carta aberta de representantes de área junto à CAPES

Brasília, 20 de abril de 2020

Carta aberta ao Presidente da CAPES, Professor Benedito Aguiar,

As 49 áreas de avaliação da CAPES vêm por meio desta se manifestar com relação à notícia de que a Professora Sônia Nair Báo solicitou sua exoneração do cargo de Diretora de Avaliação.

Antes de mais nada, cabe reconhecer a excelência do trabalho desenvolvido pela Professora Sonia Báo. A sua dedicação em desempenhar uma atividade de suma importância para a avaliação dos Programas de Pós-Graduação tem o completo reconhecimento das coordenações de áreas da CAPES. Dessa feita, agradecemos o seu empenho e de toda a equipe dessa diretoria.

Na mesma proporção, gostaríamos de manifestar nossa apreensão para com os rumos que a política de avaliação dos programas possa tomar. Estamos finalizando um ciclo de grandes mudanças, tendo em vista a formulação de uma nova política de avaliação, e gostaríamos de ver mantidas todas as imensas conquistas da nova ficha de avaliação. A atuação segura, competente e dedicada da DAV/CAPES, sob a condução da Professora Sônia Báo, balizou-se estritamente pelos parâmetros exarados no trabalho da Comissão Especial de Acompanhamento do Plano Nacional de PósGraduação, materializado no documento chancelado pelo Conselho Superior e do Conselho TécnicoCientífico da Educação Superior da CAPES, permitindo o início do processo de revisão da avaliação.

Tal processo só estará plenamente concluído no próximo quadriênio e a segurança institucional desta política de Estado – da avaliação da Pós-Graduação – precisa ser assegurada. Cabe observar que as mudanças previstas para este quadriênio foram pensadas como processo de transição; por essa razão, diante do vulto da tarefa, ainda muito há a ser feito. A avaliação da pós-graduação no Brasil não se fará se não for combinada com financiamento, autonomia, flexibilidade e integração entre áreas. Neste sentido é imensa a responsabilidade da CAPES frente a milhares de bolsistas do país que constroem a pesquisa brasileira e seus orientadores altamente dedicados à excelência da nossa ciência. Ressalta-se, ainda, que tal se faz mais premente diante da realidade atual da pandemia de COVID-19, o que tornou é insustentável a manutenção de calendários antes estabelecidos. Preocupa-nos, assim, acima de tudo, se serão mantidas as atuais políticas a fim de que haja segurança, inclusive jurídica, para os envolvidos no processo, para a qualidade dos programas e para a estabilidade do Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Cordialmente, subscrevemo-nos,

Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo
Edson Ronaldo Guarido Filho (UP e UFPR)
Marcio Andre Veras Machado (UFPB)
Jorge Renato de Souza Verschoore Filho (Unisinos)
 
Antropologia / Arqueologia
Antonio Carlos de Souza Lima
(UFRJ) Marcia Bezerra de Almeida
(UFPA) Ana Paula Mendes de Miranda (UFF)

Arquitetura, Urbanismo e Design
Wilson Ribeiro dos Santos Júnior (PUC-Campinas)
Eugenio Andrés Díaz Merino (UFSC)
Gleice Virginia Medeiros de Azambuja Elali (UFRN)

Artes
Vera Beatriz Cordeiro Siqueira (UERJ)
Jacyan Castilho de Oliveira (UFRJ)
Lucas Robatto (UFBA)

Astronomia/Física
Fernando Lázaro Freire Júnior (PUC-RJ)
Alberto Vazquez Saa (UNICAMP)
Rubem Luis Sommer (CBPF)

Biodiversidade
Paulo Jorge Parreira dos Santos (UFPE)
Isabela Galarda Varassin (UFPR)
Adriano Sanches Melo (UFG)

Biotecnologia
Adriana Silva Hemerly (UFRJ)
Tiago Veiras Collares (UFPEL)
Marcelo Maraschin (UFSC)

Ciências Ambientais
Jarcilene Silva de Almeida (UFPE)
Jairo Lizandro Schmitt (FEEVALE)
Liliana Pena Naval (UFT)

Ciência de Alimentos
Gláucia Maria Pastore (UNICAMP)
Maria Beatriz de Abreu Glória (UFMG)
Adriano Gomes da Cruz (IFRJ)

Ciências Agrárias I
Flávio Anastácio de Oliveira Camargo (UFRGS)
Fábio Lopes Olivares (UENF)
Geraldo José Silva Junior (FUNDECITRUS)

Ciências Biológicas I
Carlos Frederico Martins Menck (USP)
Célia Maria de Almeida Soares (UFG)
Valdir de Queiroz Balbino (UFPE)

Ciências Biológicas II
Adelina Martha dos Reis (UFMG)
Débora Foguel (UFRJ)
Frédéric Jean Georges Frézard (UFMG)

Ciências Biológicas III
José Roberto Mineo (UFU)
Camila Indiani de Oliveira (FIOCRUZ/BA)
Carlos Pelleshi Taborda (USP)

Ciência da Computação
Paulo Roberto Freire Cunha (UFPE)
José Carlos Maldonado (USP)
Avelino Francisco Zorzo (PUC/RS)

Ciência Política e Relações Internacionais
Luis Manuel Rebelo Fernandes (PUC-Rio)
Adriano Nervo Codato (UFPR)
William de Sousa Moreira (EGN)

Ciências da Religião e Teologia
Flávio Augusto Senra Ribeiro (PUC-MG)
Dilaine Soares Sampaio (UFPB)
Cláudio de Oliveira Ribeiro (UFJF)

Comunicação e Informação
Edson Fernando Dalmonte (UFBA)
Fabio Assis Pinho (UFPE)
Eliezer Pires da Silva (UNIRIO)

Direito
Otávio Luiz Rodrigues Júnior (USP)
Felipe Chiarello de Souza Pinto (Universidade Presbiteriana Mackenzie)
Flaviane de Magalhães Barros Bolzan de Morais (PUC/MG)

Economia
Adriana Moreira Amado (UnB)
André Moreira Cunha (UFRGS)
Francisco de Sousa Ramos (UFPE)

Educação
Robert Evan Verhine (UFBA)
Angelo Ricardo de Souza (UFPR)
Luiz Sousa Junior (UFPB)

Educação Física
Rinaldo Roberto de Jesus Guirro (USP)
Claudia Lucia de Moraes Forjaz (USP)
Ana Luiza Gomes Pinto Navas (FCMSCSP)

Enfermagem
Cristina Maria Garcia de Lima Parada (UNESP)
Luciane Prado Kantorski (UFPEL)
Lucia Yasuko Izumi Nichiata (USP)

Engenharias I
Rômulo Dante Orrico Filho (UFRJ)
Vladimir Caramori Borges de Souza (UFAL)
Ricardo André Fiorotti Peixoto (UFOP)

Engenharias II
Reinaldo Giudici (USP)
Luiz Antonio Pessan (UFSCar)
Diana Cristina Silva de Azevedo (UFC)

Engenharias III
Edgar Nobuo Mamiya (UnB)
Ana Paula Cabral Seixas Costa (UFPE)
Osmar Possamai (UFSC)

Engenharias IV
Hypolito José Kalinowski (UFF)
Lucia Valéria Ramos de Arruda (UTFPR)
Charles Casimiro Cavalcante (UFC)

Ensino
Marcelo de Carvalho Borba (UNESP)
Maurivan Güntzel Ramos (PUC RS)
Ivanise Maria Rizzatti (UERR)

Farmácia
Sílvia Stanisçuaski Guterres (UFRGS)
Armando da Silva Cunha Junior (UFMG)
Adriano Antunes de Souza Araújo (UFS)

Filosofia
Nythamar Hilário Fernandes de Oliveira Júnior (PUC-RS)
Márcia Zebina Araújo da Silva (UFG)
Evanildo Costeski (UFC)

Geociências
Tercio Ambrizzi (USP)
Valderez Pinto Ferreira (UFPE)
Edson Mitishita (UFPR)

Geografia
Maria Tereza Duarte Paes (UNICAMP)
Antônio Carlos de Barros Corrêa (UFPE)
Glaucio José Marafon (UERJ)

História
Claudio Henrique de Moraes Batalha (UNICAMP)
Ricardo de Aguiar Pacheco (UFRPE)
Cristiani Bereta da Silva (UDESC)

Interdisciplinar
Adelaide Faljoni-Alario (UFABC)
Isabella Fernandes Delgado (FIOCRUZ)
Eduardo Winter (INPI)

Linguística e Literatura
Germana Maria Araújo Sales (UFPA)
José Sueli de Magalhães (UFU)
Mirian Hisae Yaegashi Zappone (UEM)

Matemática/Probabilidade e Estatística
Gregório Pacelli Feitosa Bessa (UFC )
Roberto Imbuzeiro Moraes Felinto de Oliveira (IMPA)
Sandra Augusta Santos (UNICAMP)

Materiais
Antonio Eduardo Martinelli (UFRN)
Edvani Curti Muniz (UFPI / UEM / UTFPR)
Patrice Monteiro de Aquim (FEEVALE)

Medicina I
Luis Felipe Ribeiro Pinto (INCA)
Paulo Louzada Junior (USP)
Marcelo Távora Mira (PUC/PR)

Medicina II
Rodrigo do Tocantins Calado de S. Rodrigues (USP/RP)
Júlio Henrique Rosa Croda (UFMS)
Carlos Antonio Caramori (UNESP/Botucatu)

Medicina III
Denise de Freitas (UNIFESP)
Ricardo de Carvalho Cavalli (USP/FMRP)
Marcus Vinicius Henriques Brito (UFPA)

Medicina Veterinária
Rinaldo Aparecido Mota (UFRPE)
Carlos Eduardo Ambrósio (USP/Pirassununga)
Francisca Neide Costa (UEMA)

Nutrição
Josefina Bressan (UFV)
Evandro Leite de Souza (UFPB)
Eliane Lopes Rosado (UFRJ)

Odontologia
Altair Antoninha Del Bel Cury (UNICAMP)
Manoel Damião de Sousa Neto (USP/RP)
José Mauro Granjeiro (UFF/INMETRO)

Psicologia
Gerson Aparecido Yukio Tomanari (USP)
Acácia Aparecida Angeli dos Santos (USF)
Luciana Mourão Cerqueira e Silva (Universo)

Planejamento Urbano e Regional / Demografia
Clovis Ultramari (PUC-PR)
Ricardo Ojima (UFRN)
Waldecy Rodrigues (UFT)

Química
Adriano Lisboa Monteiro (UFRGS)
Maysa Furlan (UNESP/Araraquara)
Paulo Anselmo Ziani Suarez (UnB)

Saúde Coletiva
Bernardo Lessa Horta (UFPEL)
Leny Alves Bomfim Trad (UFBA)
Claudia Leite de Moraes (UERJ)

Serviço Social
Denise Bomtempo Birche de Carvalho (UNB)
Joana Valente Santana (UFPA)
Inez Terezinha Stampa (PUC/RIO)

Sociologia
Marcelo Carvalho Rosa (UnB)
Álvaro Augusto Comin (USP)
Miriam Cristina Marcilio Rabelo (UFBA)

Zootecnica/Recursos Pesqueiros
Ronaldo Lopes Oliveira (UFBA)
Priscila Vieira Rosa (UFLA)
Rodrigo de MedeIros da Silva (UEG)

 

Carta aberta de representantes de área junto à CAPES

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