NOTA PÚBLICA EM REPÚDIO À NOMEAÇÃO DE UM INTERVENTOR PARA A REITORIA DA UFC

O Colegiado do Curso de Filosofia da Universidade Federal do Ceará, em reunião no dia 23/08/2019, decidiu, por maioria, lançar nota pública em repúdio à nomeação, como reitor, do candidato José Cândido de Albuquerque, pelo presidente Jair Bolsonaro, desrespeitando o resultado da consulta pública, bem como do CONSUNI, que escolheram, com ampla margem de votos, o candidato Custódio Almeida para ocupar o primeiro lugar na lista tríplice. Tal decisão nega a autonomia da universidade pública e expressa um espirito antidemocrático ferindo os anseios da comunidade dessa universidade.

Fortaleza, 23 de agosto de 2019


Ada Kroef, Cícero Barroso, Eduardo Chagas, Ericsson V. Coriolano, Felipe Sahd, Fernando Barros, Francisca Galileia, Gabriel Trindade, Maria Aparecida Montenegro, Marcos Caetano, Odilio Aguiar

Tradução da obra "O Instante" de Kierkegaard (inédita em português)

Autor: Soren Kierkegaard
Tradutores: Alvaro Valls e Marcio Gimenes de Paula
Revisão a partir do original: Else Hagelund

292 páginas
ISBN 978-85-9459-187-6
Título em lançamento - Pré Venda - Entregas a partir de 15 de setembro

Essa obra foi produzida entre os anos de 1854 e 1855 e restou inacabada em virtude da morte do pensador dinamarquês em meio à polêmica, o que, de certo modo, parece ter aumentado ainda mais o grau de sua dramaticidade e importância. Aqui, ao contrário de outros textos de Kierkegaard, onde são fartamente utilizados pseudônimos, aparece o próprio autor, sem o uso de tal recurso literário ou comunicativo, o que não quer obviamente dizer que o texto não esteja marcado pelo signo da ironia, pois essa percorrerá o todo de sua obra. Também não se trata aqui de uma obra ao estilo estético como outras, nem é tampouco uma obra de maior erudição filosófica como o Pós-escrito de 1846, ou ainda Conceito de ironia ou Conceito de angústia.  O que temos aqui é um autor que claramente escreve teses em favor daquilo que ele veio a denominar como o crístico ou, se assim quiserem: em defesa do tipicamente cristão, da cristicidade em meio a cristandade. Tal defesa é dirigida ao homem comum, que deve ficar atento para não ser ludibriado e explorado por falsos profetas vestidos nas mais diversas peles como a de pastor, bispo, teólogo, professor, filósofo, etc. 

É curioso perceber que Kierkegaard, justo na segunda metade do século XIX, encontra-se totalmente encaixado numa típica forma de comunicação dos pós-hegelianos de esquerda, a saber, a produção de teses. Aqui podemos lembrar, sem medo de errar, das teses que, nesse mesmo período, são muito comuns entre os socialistas e entre os anarquistas, pois são deste mesmo período várias teses como as Teses a Feuerbach de Marx e a produção do Manifesto Comunista, aqui em coautoria com Engels. 

O Instante, por intermédio de seus dez fascículos, sendo o último inacabado em virtude da morte do autor, terá forte repercussão e impacto primeiramente em contexto religioso e teológico. Segundo certa interpretação, esse foi o Kierkegaard preferido de pastores e religiosos em luta contra a sua Igreja em contexto germânico e nórdico. Junto com esses fascículos também se somam os textos Como Cristo julga o cristianismo oficial e o discurso A Imutabilidade de Deus. Contudo, passado tal momento, percebe-se que os textos kierkegaardianos vão além de uma crítica que poderia estar inserida num domínio paroquial, mas apontam na direção de uma análise mais ampla da sociedade dinamarquesa e na crítica da sua cultura, alcançando, por assim dizer, aspectos éticos, morais e políticos, muitos dos quais, válidos ou vigentes até hoje. 

Marcio Gimenes de Paula
Alvaro L. M. Valls

Parmênides: o não ser como contradição

parmenides

Autor: Nicola Stefano Galgano
Nome. Parmênides: o não ser como contradição.
Editora: Paulus
Link para a aquisição do livro: https://www.paulus.com.br/loja/parmenides-o-nao-ser-como-contradicao_p_5145.html

Link para baixar um excerto: https://www.paulus.com.br/loja/appendix/5145.pdf


Sinopse

O livro trata de um tema específico entre os muitos presentes no poema de Parmênides: o não ser. Os motivos para esse recorte são dois: o primeiro é a necessidade atual, no debate contemporâneo, de uma revisão dos mais variados pressupostos que sustentam e compõem a nossa visão de mundo – que podemos chamar genericamente de newtoniana – onde, imergida em espaço e tempo homogêneos, se encontra uma realidade em constante devir; essa visão parece não ser mais suficiente e, ademais, é questionada desde o século XIX pela filosofia e, ao menos desde o século XX, pela ciência mais avançada. Hoje, espaço e tempo não são mais tidos como um receptáculo neutro do mundo; alguns tradicionais instrumentos cognitivos humanos, como a relação causa-efeito e o princípio de não contradição, parecem não atuar de forma absoluta como se acreditava; e, finalmente, a projeção para o futuro das dinâmicas do mundo segundo nossos atuais conhecimentos – e, portanto, uma ideia de rumo para a humanidade – não tem cenários confortáveis, principalmente porque a equivocidade, a instabilidade e até mesmo a confusão das noções que utilizamos para ver o mundo não permitem um foco mais preciso.

A distância do olhar - síntese e liberdade na doutrina da ciência de Fichte

A DISTÂNCIA

É bastante conhecida a imagem de Johann Fichte como o filósofo da liberdade. De fato, é o próprio Fichte quem definirá sua filosofia como "a primeira filosofia da liberdade", chegando a dizer que a essência do saber é a liberdade. Mas o que entender desse pensamento? A maioria dos intérpretes verá nele a afirmação ideológica de uma visão moral de mundo, como se Fichte, querendo intervir na vida, acabasse fazendo uma filosofia da liberdade para justificar essa intervenção. Este trabalho procura mostrar que a doutrina da ciência não é uma moral e que a liberdade é elevada por ela à essência do saber não por capricho ideológico do indivíduo Fichte, mas porque ela é um operador essencialmente especulativo autorizado a resolver o problema filosófico por excelência da síntese entre pensamento e ser, isto é, o problema da validade objetiva de nossas representações.

GASPAR, Francisco Augusto de Moraes Prata
é doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo, professor de filosofia no Departamento de Filosofia e Metodologia das Ciências (DFMC) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e autor de diversos artigos em revistas especializadas sobre a obra do filósofo alemão Johann Gottlieb Fichte (1762-1814).

A distância do olhar
GASPAR, Francisco Augusto de Moraes Prata
Formato: 12,5cm x 19cm
Peso: 0,408 kg

Código do livro: LIV.15113
Código ISBN: 9788515045693
Data da Publicação: 10/05/2019
nº de páginas: 464
Disponibilidade Produto disponível em Estoque

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LIVRO CELEBRA OS 40 ANOS DE “O PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE”, DE HANS JONAS

40 ANOS HANS JONAS

Será lançado em São Paulo, no próximo dia 21 de agosto, o “Vocabulário Hans Jonas”, obra coletiva organizada pelos professores Jelson Oliveira (PPGF/PUCPR) e Eric Pommier (PUC CHILE). O livro tem o selo da Editora da Universidade de Caxias do Sul (EDUSC) e é uma iniciativa do Centro Hans Jonas Brasil para celebrar os 40 anos da publicação da obra magna do filósofo alemão, “O princípio responsabilidade“, considerado um dos marcos da ética contemporânea devido à sua tentativa de  enfrentar os desafios ambientais provocados pelo avanço da civilização tecnológica.

A obra reúne 33 verbetes escritos por 31 autores de 6 línguas, 8 países e 24 diferentes instituições de ensino. Entre os autores estão nomes como o do filósofo alemão Dietrich Böhler, da professora belga Nathalie Frogneux, do professor italiano Emílio Spinelli, além de brasileiros como Oswaldo Giacoia Jr. e Ivan Domingues, entre outros.

Além do lançamento de São Paulo, o livro será lançado em outros eventos que pretendem refletir sobre a importância e atualidade da obra de Hans Jonas: Curitiba, Santiago do Chile, Coimbra, Siegen e Brusque estão entre as cidades onde o livro será apresentado. Em Curitiba, o lançamento será realizado no dia 25.09, durante o VI Colóquio Hans Jonas.

A obra, que deverá ser publicada em breve em francês e inglês, é um documento decisivo tanto para os estudiosos do pensamento jonasiano ou da tradição ética, quanto para todos aqueles que se preocupam em refletir adequadamente sobre a grave crise climática que coloca em xeque a vida sobre o planeta.

Informações e aquisição: jelsono@yahoo.com.br

A Razão Militar e a Banalidade do Mal: Escritos Sociofilosóficos

a razão

A razão militar e a banalidade do mal: escritos sociofilosóficos é uma obra inédita e interdisciplinar que tem como foco a moralidade da cultura militar e os processos de socialização que levam os militares à prática de atos considerados imorais, como a tortura. Com base na clássica lição de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal, o livro possibilita diálogos que vão da sociologia da moral à filosofia, revelando novos caminhos e acrescentando, desconstruindo ou criticando as abordagens anteriores, mas sem se descuidar da produção de reflexões aprofundadas sobre o tema. Portanto, que este seja um guia para pesquisadores, professores, estudantes das ciências humanas e sociais e para leitores interessados em compreender como se entrelaçam a razão militar e as práticas consideradas cruéis em sua forma banal, mas que são compreendidas enquanto algo comum por pertencerem ao universo da cultura das casernas.

Autores
1. Éden Farias Vaz.
2. Fábio Gomes de França.
3. Nicole Louise Macedo Teles de Pontes.

Editora Appris: https://www.editoraappris.com.br/produto/3155-a-razo-militar-e-a-banalidade-do-mal-escritos-sociofilosficos

Nota de Falecimento do Prof. Barry Stroud

A comunidade filosófica brasileira recebe com profundo pesar a notícia do falecimento do Prof. Barry Stroud, da University of California at Berkeley, ocorrido no último dia 09 de agosto de 2019. Stroud foi admirado e exerceu, através de seu clássico artigo “Transcendental Arguments” (1968), de seu livro Hume (1977) e seu monumental estudo A significação do ceticismo filosófico (1984), que está sendo traduzido para o português e deverá ser lançado ainda este ano, uma influência marcante sobre vários pesquisadores brasileiros. Sua obra ganhou repercussão no Brasil quando o Prof. Guido de Almeida ministrou, na UFRJ, um curso sobre Stroud e os argumentos transcendentais e, alguns anos depois, o saudoso Prof. Oswaldo Porchat Pereira dedicou pelo menos dois cursos do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da USP à análise detalhada de sua posição sobre o ceticismo. 

Em sua última visita ao nosso país, em 2014, Stroud participou da programação do XVI Encontro Nacional de Filosofia da Anpof, realizado em Campos do Jordão, proferindo uma palestra plenária e participando de uma sessão especial do GT Ceticismo organizada em sua homenagem. Apesar da idade avançada, Barry, como gostava de ser chamado, assistiu e comentou, com vívido interesse e generosidade, todos os trabalhos apresentados. A profundidade, rigor e fineza incomum de seu pensamento, aliados à sua gentileza e bondade, serão sempre lembrados como um exemplo do verdadeiro amor à filosofia.

Abaixo enviamos uma imagem feita no ano passado, em 5 de julho de 2018. Ele está em frente ao Moses Hall, prédio do Departamento de Filosofia da UC Berkeley, onde lecionou por mais de 50 anos. Segue também um link onde pode ser encontrado o artigo “ O que é a filosofia?”, onde expõe sua compreensão da natureza e importância da filosofia: http://philosophicalskepticism.org/wp-content/uploads/2016/07/1-Barry-Stroud-O-que-%C3%A9-a-filosofia.pdf

 

“O futuro das Humanidades: desafios e perspectivas das ciências humanas”

ciências humanas

LIVRO REFLETE SOBRE O FUTURO DAS HUMANIDADES 

Será lançado hoje, 31.07, às 14:00, na Escola de Educação e Humanidades, o livro “O futuro das Humanidades: desafios e perspectivas das ciências humanas” (Caxias do Sul: EDUCS, 2019), organizado pelos professores Jelson Oliveira e Ericson Falabretti. O livro, apoiado pela CAPES, é resultado do I Congresso Humanitas, realizado no ano passado pelos quatro programas de pós-graduação da Escola: Educação, Filosofia, Teologia e Direitos Humanos, áreas em torno das quais estão organizadas as quatro partes do livro. 

Ao todo são 15 artigos de especialistas brasileiros e estrangeiros, que tentam desenhar os principais desafios e perspectivas para cada uma dessas áreas do conhecimento. Cada texto expressa visões diferentes sobre o futuro das ciências humanas – entendido como futuro dashumanidades e, por isso também, como futuro dahumanidade. Na palavras de seus organizadores, o livro deve ser reconhecido como “um manifesto de esperança, uma viva convocação para que as ciências humanas resistam no lugar que lhes é próprio, cujo reconhecimento advém das lições da história e das contribuições imprescindíveis para que o progresso e o bem dos seres humanos e do planeta fossem garantidos até agora e daqui em diante”.    

Informações e acesso aos exemplares: 3271-2626

jelson.oliveira2012@gmail.com

 

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