RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA DIRETORIA DA ANPOF – 2019/01

A diretoria da ANPOF tem tomado várias iniciativas visando defender o direito à pesquisa e ao ensino de filosofia em todos os níveis de ensino, em conformidade com os objetivos definidos em seu estatuto. Temos acompanhado de perto o processo inédito de construção coletiva do documento de área junto à coordenação da área de filosofia junto à CAPES e também nos manifestado em defesa do financiamento da pesquisa na área e da manutenção da presença da disciplina filosofia no nível médio de ensino. Em vista disto, temos participado de atividades em várias partes do país e também junto ao Congresso Nacional, em articulação com as entidades da área de humanidades e também com a SBPC. Estamos ainda reformulando profundamente nossa comunicação com a comunidade filosófica e com a sociedade, buscando sistematicamente repercutir nossas atividades e nossa produção junto à imprensa. Nossas redes sociais e nossa página estão em um processo de reestruturação que deverá ser concluído em breve.

Abaixo indicamos as principais atividades desenvolvidas pela diretoria no primeiro semestre de 2019.

MARÇO
14/03 – Reunião da SBPC – USP/Maria Antônia (São Paulo)
21/03 – Reunião com a comissão organizadora da ANPOF Ensino Médio – Faculdade de Educação da USP
27/03 – Aula inaugural do semestre letivo do curso de filosofia na UFRB, Campus Amargosa

ABRIL
10/04 – Atividades na UFSC, incluindo reunião com a presidente da ANPUH

MAIO
08/05 – Participação em Audiência pública, junto à SBPC, em defesa do financiamento público da pesquisa e das universidades públicas
09/05 – Participação em reunião, junto à SBPC, com o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação em defesa do financiamento público da pesquisa
13/05 – Reunião com parlamentares em Brasília para discutir ações em defesa do financiamento da pesquisa e contra os cortes dos orçamentos das universidades
17/05 – Reunião com docentes do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFPA
28/05 – Atividades na UFPE, incluindo palestra na sessão comemorativa dos 40 anos da ADUFEPE
29/05 – Participação em Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Maranhão em defesa do ensino de filosofia

JUNHO
11/06 – Conferência de abertura III Encontro de Filosofia da Bahia, na UFBA
17-21/06 – Participação no V Congresso Iberoamericano de Filosofia, na Cidade do México (participação em reuniões da Rede Iberoamericana de Filosofia, cuja próxima assembleia se
dará no Encontro Nacional da ANPOF em 2020 e palestra sobre a situação da filosofia no Brasil)

PRÓXIMAS ATIVIDADES
25/06 – Participação em Audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará em defesa do ensino de Filosofia
26-28/06 – Atividades na UFRN
29/06 – Reunião da diretoria da ANPOF na PUC/SP
15/07 – Reunião em Brasília com grupo de trabalho constituído pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para discutir as políticas para o ensino superior na área de filosofia e ciências humanas
21-27/07 – Participação na 71ª reunião anual da SBPC em Campo Grande, com conferência e mesa redonda organizadas pela ANPOF, em sua primeira participação no evento, e reunião com associações científicas
14-16/08 - Atividades na UFSM, incluindo reunião com o corpo docente do Programa de Pós-graduação em Filosofia
20-21/08 – Reunião com coordenadores de programas e coordenação de área em Brasília
22/08 – Aula inaugural do Doutorado em Filosofia da UFU

Rede de Mulheres Filósofas da América Latina é lançada

red

A Rede de Mulheres Filósofas da América Latina (REDDEM) é uma iniciativa do Programa de Filosofia e Humanidades do Setor de Ciências Sociais e Humanas da Organização das Nacões Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). A rede foi criada com o fim de oferecer apoio às atividades filosóficas das mulheres filósofas da América Latina, fomentar a solidariedade entre elas e proporcionar-lhes meios para que tenham legitimidade, reconhecimento e visibilidade.

A rede abre sua participação a todas as mulheres filósofas da América Latina. São bem vindas estudantes, docentes, pesquisadoras, divulgadoras, escritoras, etc., que atuam em instituições, espaços comunitários, organizações diversas ou quem esteja trabalhando por conta própria dentro do âmbito da filosofia. A conta de integrante pode ser feita na página da Rede. Ali, as interessadas podem registrar-se e editar seu perfil. Também encontram, na página, um fórum de intercâmbio entre as integrantes da rede, pensado especialmente para estreitar as distâncias geográficas e criar laços entre colegas de diversos colegas, facilitar a comunicação e fomentar a criação de projetos em comum.
Sede
La Sede de la Red de Mujeres Filósofas de América Latina de la UNESCO es la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires (UBA).

Comité Consultivo
Amalia Boyer (Colombia)
Xiomara Bu (Honduras)
Alejandra Castillo (Chile)
Claudia D’ Amico (Argentina)
Maria Clara Dias (Brasil)
María de los Ángeles Eraña Lagos (México)
Luciana Garbayo (Brasil) 
Pamela Lastres Dammert (Perú)
Lucía Lewowicz (Uruguay)
Silvia L. López (El Salvador)
Diana Maffía (Argentina)
Ligia Pavan Baptista (Brasil)
María Lucía Rivera Sanín (Colombia)
Carolina Scotto (Argentina)

Contáctenos
Secretaría Ejecutiva: Dra. Karina Pedace karinapedace@gmail.com
Contacto en UNESCO: Sra. Susana Vidal s.vidal@unesco.org
Apoyo en Sede Filo:UBA: Dra. Danila Suárez Tomé danilast@gmail.com
Contacto General: reddem.filosofas@gmail.com

 

Acesse: Red de Mujeres Filósofas de América Latina

NOTA DE REPÚDIO ÀS RECENTES DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO SOBRE OS CURSOS DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS SOCIAIS

Os cursos de Filosofia e Ciências Sociais, juntamente com a Direção do Centro de Letras e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina vêm manifestar e expressar seu repúdio quanto às recentes declarações da Presidência da República e do atual Ministro da Educação no que diz respeito à proposta de redução de investimentos na área das humanidades, em particular nos cursos de  filosofia e sociologia, a fim de realocar recursos em áreas que pretensamente teriam um retorno econômico e financeiro mais imediato.

É equivocado e enganoso avaliar as diferentes disciplinas e a reflexão filosófica pela sua aplicabilidade imediata. Tais declarações desconhecem a contribuição que essas áreas representam para a formação humana e para o desenvolvimento científico, bem como, sua importância histórica no desenvolvimento de estudos, análises e diagnósticos voltados ao entendimento e à resolução de graves problemas da sociedade brasileira. Além disso, concepções filosóficas abrangentes sempre fizeram parte de momentos importantes do progresso científico, além de suscitar questões importantes a respeito da coerência e da consistência entre as concepções de mundo de diferentes campos do saber humano como os da física, biologia, química, entre outros.

É fundamental que a produção científica realizada por essas áreas permaneça sendo estimulada e fomentada, contribuindo significativamente para o amadurecimento de uma cultura democrática que respeita as diferenças entre as pessoas e os diferentes grupos sociais.

A manutenção dos investimentos atuais e futuros em humanidades (em particular, em filosofia e sociologia) é uma condição indispensável para o fortalecimento das instituições democráticas ainda bastante jovens em nossa nação.



Direção do Centro de Letras e Ciências Humanas
Departamento de Filosofia
Departamento de Ciências Sociais
Colegiado do curso de graduação em Filosofia
Colegiado do curso de graduação em Ciências Sociais

"COGNIÇÃO, EMOÇÕES E AÇÃO" Marcos Antonio Alves (Org.)

cognição

Marcos Antonio Alves (Org.) "COGNIÇÃO, EMOÇÕES E AÇÃO". 

Co-edição da Oficina Universitária e Cultura Acadêmica (Selo da Editora Unesp) com a Coleção CLE/Unicamp, apoiado pela FAPESP.

Este livro reúne contribuições de diversas áreas e perspectivas referentes ao estudo da cognição, emoção e ação e das conexões entre elas. Os seus capítulos foram agrupados em três partes, de acordo com a predominância de seu conteúdo: história da filosofia; ciências cognitivas; ciências humanas e sociais. Há, ainda, uma entrevista com o Prof. Lauro F. B. da Silveira, a quem a obra é dedicada.  

Link para download gratuito:
https://www.academia.edu/39249264/COGNI%C3%87%C3%83O_EMO%C3%87%C3%95ES_E_A%C3%87%C3%83O_-_COLE%C3%87%C3%83O_CLE_VOLUME_84_CULTURA_ACAD%C3%8AMICA

GT DA TÉCNICA E DA TECNOLOGIA DA ANPOF MANIFESTA APOIO À LUTA EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Os membros do Grupo de Trabalho de Filosofia da Técnica e da Tecnologia da Associação Nacional de pós-graduação em Filosofia (ANPOF), reunidos na Universidade Estadual do Centro-Oeste, em Guarapuava, Paraná, juntam-se aos estudantes, professores, pesquisadores e intelectuais que saem às ruas do país em defesa da educação.

Como pesquisadores/as da área de filosofia da ciência e da tecnologia, afirmamos a importância dos investimentos na pesquisa e educação como medida fundamental para o bem estar da sociedade brasileira.

Rechaçamos veementemente os cortes de orçamento e as demais medidas que colocam em xeque tal objetivo.

Guarapuava, 30 de maio de 2018

Nota de Pesar pelo falecimento do Prof. José Nicolau Heck

NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DO PROF. JOSÉ NICOLAU HECK, POR OCASIÃO DO SÉTIMO DIA DE SEU FALECIMENTO, EM NOME DO INSTITUTO DE FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. 

É com enorme sentimento de pesar e de melancolia que nós, os professores do Instituto de Filosofia da Universidade de Uberlândia, refletimos sobre o falecimento do sempre ilustre Prof. Dr. José Nicolau Heck, dono de uma vida e de uma obra com significados que não podem ser abarcados em poucas linhas.

Este momento é, em primeiro lugar, de profunda tristeza, pois estamos doravante desprovidos da companhia de um ser humano cuja vida foi um exemplo de cidadania, respeito, generosidade, trabalho árduo e honesto, talento, receptividade e acolhimento.

Em tempos de relações líquidas, este momento é também ocasião oportuna para reconhecermos o inestimável valor das contribuições do Prof. Heck para a Filosofia e para o Direito na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC GOIÁS), na Universidade Federal de Goiás e no Brasil e no mundo.

Sem dúvida, o Prof. Heck foi menos reconhecido do que merece, não só pela qualidade de seu trabalho, mas pela intensidade, entrega e inventividade. Doutorou-se em Filosofia pela Universidade Luís Maximiliano de Munique no ano de 1977, graduou-se em Direito por essa mesma Universidade em 1985, e advogou em Munique entre 1985 e 1991, nas áreas do direito comercial e trabalhista. Ao voltar para o Brasil, iniciou sua belíssima trajetória junto à Universidade Federal de Goiás e à PUC-GO. Pela Universidade Federal de Goiás, por onde se aposentou como professor titular, ministrou inúmeras disciplinas na Graduação e na Pós Graduação, nas áreas de filosofia política, filosofia jurídica, ética, bioética, ciência ambiental; dotado de muita erudição e rigor filosóficos, o Prof. Heck é conhecido por ser um grande conhecedor da história da filosofia. Participou da fundação do Programa de Pós Graduação em Filosofia da UFG, tendo sido, desde suas origens, um dos nomes mais importantes para a manutenção e desenvolvimento deste Programa de Pós, hoje tão respeitado no país, tanto em nível de mestrado quanto de doutorado. O Prof. Heck participou da organização da 1ª, 2ª e 8ª Semanas de Filosofia Política da FAFIL-UFG, da 1ª a 11ª Jornadas Goiana de Filosofia do Direito (ao longo de 13 anos), foi chefe de Departamento da FAFIL-UFG, Coordenador e Vice-Coordenador do Programa de Pós em Filosofia da UFG, Coordenador da parte brasileira no Convênio Brasil/Alemanha pela CAPES. Integrou o Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais/UFG (Doutorado).

Pela PUC-GO, o Prof. Heck ministrou disciplinas de filosofia do direito, disciplinas sobre as relações entre filosofia e tecnologia (antes de esse assunto se popularizar em filosofia), de história da filosofia, filosofia e direito, ética, bioética e meio-ambiente, globalização, responsabilidade, ética e teoria geral do Estado. Além disso, foi, entre 1998 e 2002, Pró-Reitor da PUC-Goiânia (pela Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa), atuando mais especificamente como Coordenador dos Programas de Pós-Graduação Stricto Senso. Atuou também junto à PUC-RS, na qualidade de Coordenador do Convênio de cooperação filosófica entre a PUC-RS e UCGO (Formação de Doutores em Filosofia da UCG), sendo corresponsável pela mudança de vida para muitas pessoas.

Pesquisador das áreas de Filosofia Política, Ética, Filosofia do Direito, Ética e Meio Ambiente e Moralidade e Legalidade, Heck é, ademais, uma das principais referências na história do Brasil em estudos sobre o filósofo alemão Jürgen Habermas, tendo sido ele o segundo tradutor brasileiro deste ilustre filósofo, o que contribuiu imensamente para a pesquisa do filósofo no Brasil e para que o Prof. Heck se tornasse uma das principais referências no estudo do filósofo e sociólogo alemão, colaborando com toda uma geração de filósofos, sociólogos e juristas brasileiros que estudam o pensamento de Habermas devem sua formação em língua portuguesa ao Prof. Heck, que traduziu, em 1982, a então recente obra do autor alemão, intitulada Conhecimento e interesse, publicada pela Zahar, e com esse trabalho Heck contribuiu muito para disseminar a obra de Habermas para o Brasil.


O Prof. Heck publicou, em sua prolífica carreira, 111 artigos em periódicos científicos, em periódicos nacionais Qualis A e B, em português e em outros idiomas (especialmente inglês e alemão), o que tanto ajudou a fomentar sua excepcional reputação internacional. Entre livros publicados e organizados, o Prof. Heck é responsável por 16 livros; publicou 18 capítulos de livros, participou de 51 bancas de defesa de dissertação de mestrado, de 14 bancas de defesa de tese de doutorado, orientou 4 teses de doutorado, 45 dissertações de mestrado (inclusive de uma de nossas professoras, Maria Socorro Ramos Militão, a quem acolheu como um pai acolhe uma filha), 4 trabalhos de conclusão de curso, e, dentre tantas outras, 25 orientações de iniciação científica.

O Prof. Heck, por sua produtividade e capacidade, foi Pesquisador de produtividade de pesquisa do CNPq, membro da Sociedade Kant Brasileira, Secção de Campinas e líder do Grupo de Pesquisa Ética, Filosofia Política e Filosofia do Direito (UFG), foi Membro do Conselho Consultivo da Revista Educação e Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia entre outras tantas. O Prof. Heck foi parecerista e consultor do CNPq e da CAPES em centenas de ocasiões, para diversos propósitos, o que demonstra a confiança dessas agências de fomento em seu trabalho, capacidade e senso de justiça.

Do pouco que dizemos, não conseguimos demonstrar o real sentido em que o Prof. José Nicolau Heck é o dono inalienável de uma vida, de um magistério e de uma atuação pessoal, profissional e acadêmica que trazem consigo o seu brilhantismo e sua generosidade. Sua vida é exemplar, e seu legado é perpétuo.
 
Queremos, mais uma vez, e com a mesma intensidade, manifestar nossos mais sinceros sentimentos de pêsames aos familiares, amigos, amigas, ex-aluno(a)s, orientandos e orientandas do ilustre Prof. Dr. José Nicolau Heck.


Professores do Instituto de Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia

MANIFESTO DO XII ENCONTRO INTERNACIONAL HANNAH ARENDT E DO II SEMINÁRIO ADUFEPE 40 ANOS

Pesquisadores de Filosofia, Direito, Educação, Ciências Políticas, entre outras áreas do conhecimento, reunidos no XII Encontro Internacional Hannah Arendt: Democracia, Soberania e Direitos Humanos e no II Seminário ADUFEPE 40 anos, realizado de 28 a 30 de maio de 2019, na Universidade Federal de Pernambuco, na cidade de Recife (PE), vêm a público manifestar seu repúdio contra os ataques e as perseguições desferidos pelo governo federal contra a Universidade Pública e, em especial, às áreas de Filosofia e Sociologia.

Nos últimos meses, o governo federal tem fomentado uma campanha agressiva e desonesta contra a Universidade Pública, por meio de declarações na imprensa do presidente, do ministro da Educação e de parlamentares governistas, além da disseminação de fake news pelas redes sociais. O objetivo é estigmatizar a Universidade como um espaço de “balbúrdia”, que não tem cumprido as suas funções de ensino, pesquisa e extensão, ignorando todo o avanço que o ensino superior público no Brasil alcançou nas últimas décadas, com uma produção de conhecimento de altíssima qualidade e reconhecida internacionalmente.


Essa imagem negativa que se procura associar à Universidade faz parte de uma estratégia deliberada para justificar os brutais cortes orçamentários promovidos pelo Ministério da Educação e as ameaças contra a autonomia universitária, garantida pela Constituição Federal. Além do propósito claro de inviabilizar o ensino superior público, abrindo espaço para a sua privatização, a ação do governo contra a Universidade pública é uma demonstração evidente do caráter autoritário dos atuais ocupantes do poder central no país, na sua tentativa de sufocar o pensamento crítico, cujo espaço por excelência é o meio acadêmico.

Também é de suma importância dizer que a política de desvalorização do ensino público superior empreendida pelo atual governo compromete seriamente todo o esforço realizado nos últimos anos para garantir o acesso das camadas mais pobres e marginalizadas da população à Universidade pública.

No que diz respeito especificamente à Filosofia e à Sociologia, os recentes ataques do ministro da Educação, apoiados pela Presidência da República, classificando essas áreas do conhecimento como “inúteis”, demonstram uma visão tacanha da educação, valorizando apenas uma perspectiva utilitarista e tecnicista e desconsiderando o aspecto formativo do processo de ensino -aprendizagem, nas suas dimensões crítica e ética. Também demonstram uma completa ignorância acerca da própria dinâmica do desenvolvimento científico e
tecnológico, ao desprezar a importância histórica e crítica da Filosofia e da Sociologia para as demais áreas do saber e para o avanço da ciência e da tecnologia.

A Filosofia e a Sociologia são indispensáveis para o desenvolvimento humano, para o seu aprimoramento cultural e social, porque incentivam a reflexão e a pluralidade de perspectivas. Por isso uma sociedade verdadeiramente democrática, aberta e plural, não pode jamais prescindir dessas duas áreas do conhecimento, sob pena de resvalar no obscurantismo e no autoritarismo.

Sendo assim, reiteramos nossa disposição de nos mantermos alertas e mobilizados contra as ameaças à Universidade Pública e, em especial, contra os ataques à Filosofia e à Sociologia, denunciando publicamente atos de censura e perseguição contra o meio acadêmico. Também reiteramos nosso compromisso com o ensino, a pesquisa e a reflexão, no nosso propósito de lutar por uma sociedade mais democrática, fraterna e justa.

Recife, 31 de maio de 2019.

MANIFESTO DO XII ENCONTRO INTERNACIONAL HANNAH ARENDT E DO II SEMINÁRIO ADUFEPE 40 ANOS

Nota da UNICAMP - Falecimento do prof. Benjamin

O Departamento de Filosofia lamenta informar o falecimento do professor Francisco Benjamin de Souza Netto, docente aposentado do IFCH, nesta quarta-feira, 15 de maio, na cidade de Valinhos, interior de São Paulo.

Nascido em 05 de setembro de 1937, o professor Francisco Benjamin formou-se em filosofia na Faculdade do Mosteiro de São Bento em 1962, e em teologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1967. 

No mesmo ano começou o curso de mestrado na Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção de São Paulo, posteriormente incorporada à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com o tema A Teologia do Mistério nos Escritos  Paulinos: uma avaliação Teológica da exegese contemporânea, sob orientação do professor Dr. Pe. Roberto Mascarenhas Roxo. 

Começou sua carreira como docente em 1967 no Instituto de Formação Teológica, em São Paulo. Em 1970 foi lecionar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, atuando nela até 1978, já incorporada na Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Entre 1975 e 1986 foi professor no Instituto de Filosofia São Bento, e em 1977 acumulou coma atuação na Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira em Nova Friburgo, e na Faculdades Associadas do Ipiranga em São Paulo. Entre 1980 e 1982 compôs o Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Educação, Ciências Humanas e Documentação da Unesp em Marília. E de 1982 até 1990 ministrou aulas na PUC-SP. 

Ingressou no quadro da Unicamp em 1986. Ministrou aulas nas áreas de filosofia antiga e medieval, e realizando pesquisas envolvendo teologia, Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Anselmo Daosta, Pedro Abelardo e Tomás de Aquino. Na área de religião, foi autor e colaborador de livros sobre, fé, religiosidade e política.

Posteriormente iniciou o doutorado em filosofia no IFCH, defendendo em 1990 a tese O Problema da Censura no Pensamento Político de Platão, orientada pelo professor José Cavalcante de Souza.

Francisco Benjamin de Souza Netto foi chefe do Departamento de Filosofia do IFCH entre 1990 e 1992, e coordenador do curso de graduação em filosofia entre 1995 e 1998. Orientou mais de duas dezenas de estudantes na pós-graduação. Em 1999 passou para a livre-docência, e se aposentou da Unicamp em 2007.

Também atuou como assessor para questões de teologia e filosofia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e como colaborador avaliação dos cursos de teologia a serem aprovados pelo Ministério da Educação.

O Departamento de Filosofia presta condolências à família e amigos do professor Francisco Benjamin de Souza Netto.

Sobre Losers: fracasso, impotência e afetos no capitalismo contemporâneo

sobre losers

O professor do Departamento de Filosofia da UFPE Érico Andrade publicou o livro Sobre Losers: fracasso, impotência e afetos no capitalismo contemporâneo. O livro se encontra à venda no site da editora CRV https://editoracrv.com.br/produtos/detalhes/33958-sobre-losers-brfracasso-impotencia-e-afetos-no-capitalismo-contemporaneo

SINOPSE
A crítica ao capitalismo confunde-se com a própria história do capitalismo. É vasta e variada. Qualquer contribuição teórica que vise compor esse arsenal crítico corre o risco de ser repetitiva. Contudo, articular uma compreensão da existência na qual a vulnerabilidade ocupa o primeiro plano, em face da cultura capitalista do empoderamento, está longe de ser uma obviedade. É nesse sentido que a presente obra lança mão de uma interpretação da condição humana, cujo foco está na acidentalidade (contingência) da existência que nos faz sermos um tempo tanto irreversível quanto imprevisível, para mostrar o caráter fantasmático do desejo de ser empreendedor de si mesmo. Se o discurso liberal lastreia a posição capitalista, conforme a qual a autodeterminação da vontade consiste no veículo para a autopromoção profissional, é preciso sublinhar os limites ontológicos para a nossa autodeterminação, e como o capitalismo converte esses limites numa impotência individual, formando a classe de losers. Com o conceito de loser é possível vislumbrar como são articulados e mobilizados diversos afetos que nos imputam a culpa por não controlarmos aquilo que nunca nos foi facultado possuir: o tempo.

DETALHES DO PRODUTO

EDITORA: EDITORA CRV
ISBN:978-85-444-2936-5
DOI: 10.24824/978854442936.5
ANO DE EDIÇÃO: 2019
DISTRIBUIDORA: EDITORA CRV
NÚMERO DE PÁGINAS: 138
FORMATO DO LIVRO: 14x21 cm
NÚMERO DA EDIÇÃO:1
 

Ayn Rand e os devaneios do coletivismo (Prof. Dennys Xavier)

Dennys capa AynRand rosto

A LVM Editora tem o prazer de anunciar mais um lançamento, o livro "Ayn Rand e os Devaneios do Coletivismo", da Coleção Breves Lições, organizada por Dennys Xavier. O livro está disponível pela Amazon e nas principais livrarias do país.

Disponível nas principais livrarias do país e no link bit.ly/AynRandLVM

Contato do autor: dennysgx@gmail.com

 

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