Carta de repúdio à exoneração de pesquisadores da Fundação Casa de Rui Barbosa

As associações e sociedades científicas abaixo subscritas repudiam a exoneração do diretor e chefes de pesquisa da Fundação Casa de Rui Barbosa ocorrida no último dia 08 de janeiro de 2020.

Consideram as exonerações parte de uma política de instrumentalização ideológica que vem sofrendo as instituições de cultura e pesquisa no País, a qual nomeia pessoas desqualificadas e apadrinhadas para ocupar cargos vitais e gestar a política de memória brasileira.

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) constitui-se como um repositório de informações culturais, destinado à promoção do trabalho intelectual, à preservação de documentos e um importante centro de pesquisa para a área de Letras, Artes e Humanidades.

A ação ocorrida na FCRB, sob o pretexto de uma “otimização administrativa”, afasta pesquisadores experientes e qualificados técnica e academicamente para o exercício de gestão e preservação do acervo, vulnerabilizando ainda mais a produção científica nacional.

Além de se solidarizar com os pesquisadores exonerados de seus cargos, as associações subscritas denunciam o desrespeito sistemático com o patrimônio científico e cultural brasileiro, como não ocorria na história deste País, desde sua abertura democrática em 1985.

Em decorrência da gravidade de tal fato, exigimos a suspensão imediata das exonerações e a retratação pública da presidente da FCRB com os pesquisadores.

Subscrevem:
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL)
Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Associação Brasileira de Antropologia (ABA)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)
Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Psicologia (ANPEPP)
Associação Nacional de História (ANPUH)
Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF)
Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS)

"Leis da Natureza", do Prof. Dr. Rodrigo Cid

Convidamos a todos os filósofos, pesquisadores, professores e estudantes de Filosofia a baixarem e lerem gratuitamente o livro "Leis da Natureza: uma abordagem filosófica", do filósofo e doutor em Filosofia Prof. Rodrigo Cid, professor adjunto da Universidade Federal do Amapá. O livro reúne suas pesquisas de mestrado, de doutorado e de pós-doutorado em um texto integrado e introdutório sobre a metafísica das leis da natureza, com a proposta de uma teoria original.

"Contra Sócrates" Lúcio Álvaro Marques (Organizador)

No Brasil, a história testemunha quatro grandes tentativas de silenciar o pensamento e, principalmente, o ensino de humanidades: a primeira, os processos de conquistas material (domínio territorial e escravidão dos corpos de povos originários e africanos), espiritual (redução das populações à condição de bárbaros carentes de colonização, catequização, civilização e redução educacional) e simbólica (destruição e supressão completa dos vestígios culturais e históricos dos povos originários e africanos) que culminaram na imposição da cultura eurocêntrica totalitária em detrimento do dominium dos corpos e territórios pelas duas populações e consequente redução de seus corpos à condição de usum nos meandros da máquina escravocrata; a segunda, a expulsão dos jesuítas e o desmonte das estruturas de ensino no período colonial por obra do Marquês de Pombal não apenas colapsou o ensino quanto ocultou historicamente as fontes documentais por um longo período, além da recusa lusitana em estender o ensino de algumas faculdades à América Portuguesa; a terceira, a redefinição e/ou exclusão do ensino de ciências humanas durante a ditadura militar (1964-85) mediante a imposição de um sistema “militarizante” de conhecimento e a revisão completa dos conteúdos com permissão de ensino; enfim, a quarta encontra-se em curso, por um lado, através da flexibilização da oferta de humanidades na forma de ensino a distância (EaD) imposta pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, por outro, a tentativa do atual ministro da Educação e do presidente que ameaçam cortar recursos das ciências humanas e sociais (em maio de 2019) em benefício de ciências que, segundo eles, teriam maior impacto social. Nesse cenário, complexo e diversificado, os autores dos escritos ora reunidos foram interpelados por esta questão: por que o Estado não suporta Sócrates?

 

210p.
ISBN:  978-65-81110-08-6
DOI: 10.36592/978-65-81110-08-6

Download gratuito em PDF https://www.fundarfenix.com.br/contra-socrates

Nota de Pesar do GT Filosofia e Gênero pelo falecimento de Nilcéa Freire

Em tempos de tantos retrocessos e pisadas autoritárias sobre os avanços democráticos para o país, falar de Nilcéa Freire torna-se parte da recomposição da História de alguns desses avanços.

Nilcéa inicia seu engajamento cidadão na década de 1970 quando foi militante do partido comunista brasileiro, condição que a levou a se exilar por alguns poucos anos retornando ao país e se somando às demais cidadãs e cidadãos que lutaram pela redemocratização. Mas é a partir de 1996, como vice-reitora da UERJ, e na gestão seguinte, como reitora que Nilcéa inicia uma atuação institucional que marcaria sua trajetória pública de combate à desigualdade social, ao racismo e à misoginia. Como primeira mulher reitora no país, Nilcéa marca sua diferença no engajamento de confronto institucional às desigualdades institucionais, iniciando um sistema de cotas para estudantes de escolas públicas e de baixa renda e, em seguida, como também o fez a UNB, iniciando sistema de cotas de inclusão racial. Esses sistemas de cotas constituiriam uma mudança enorme na configuração do perfil de estudantes universitários e do acesso às universidades, que posteriormente foi oficializada como política de Estado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo desse mesmo presidente Nilcéa Freire tornou-se a primeira Secretária Nacional de Políticas para Mulheres (SPM). Com envergadura de ministério, a Secretaria (SPM) e assumiu o protagonismo nas políticas de combate à violência doméstica, sendo responsável pela defesa e implantação da Lei 11. 340 - Lei Maria da Penha, que dispõe sobre as violências domésticas. Ainda no âmbito da SPM foram formalizadas a garantia e oferta de serviços de assistência, orientação e acolhimento das mulheres vítimas de violências, da estrutura jurídica e do aparato social para acolher denúncias e promover justiça às violências contra mulheres. Um recado estava sendo dado ao país: há que se pôr fim à disparidade de gênero e à cultura misógina que assola esse país dia e noite. Nilcéa soube, ainda, conectar o combate ao racismo ao combate ao sexismo e à misoginia reunindo as categorias políticas “raça” e “gênero” como partes da produção das violências e desigualdades sociais. Ainda como secretária/ministra da SPM Nilcéa promoveu e referendou conferências públicas que deram origem ao Plano Nacional de Políticas para Mulheres e às articulações institucionais contra a criminalização do aborto e direitos sexuais. Mais recentemente Nilcéa integrou o movimento feminista nacional organizado como partidA Feminista, iniciado no Rio de Janeiro em 2015, junto com a também valorosa Marielle Franco e demais feministas que integraram esse movimento, marcando as cenas de mobilização, debates e reivindicações contra as desigualdades socioeconômicas. Por todas essas razões externa-se nesta nota profunda gratidão e respeito ao engajamento de Nilcéa Freire. A essa cidadã, médica feminista, professora, pesquisadora e defensora da justiça social nosso reconhecimento filosófico pela aposta no feminismo como ferramenta analítica e política contra as injustiças, mostrando que teoria e prática podem e devem seguir juntas e justificarem uma a outra. Nilcéa fez história nas políticas publicas brasileira e deixa saudade de sua presença firme, porém entusiasta e alegre, àquelas e aqueles que, em algum momento e por diversificados vínculos, com ela puderam confrontar as desigualdades e injustiças de uma sociedade marcada por feridas coloniais perversas e inadmissíveis.

Nilcéa Freire presente em nossos corações e mentes!

[LEMBRETE] III Summer School Archai na UnB / Raça e Ecologia - Novas Agendas para os Estudos Clássicos

Após o sucesso das primeiras duas Summer Schools Archai nos anos de 2017 e 2018, a Cátedra UNESCO Archai, do Programa de Pós-Graduação em Metafísica da Universidade de Brasília tem o prazer de anunciar a realização da III Summer School Archai, na Universidade de Brasília, de 16 a 20 de Março de 2020.

A Summer School Archai é um evento científico de verão que articula ao mesmo tempo uma Escola de Verão, isto é uma série de aulas, ministradas pelo professor Tim Whitmarsh (Universidade de Cambridge, Reino Unido) sobre o tema Novas Agendas para os Estudos Clássicos: Raça e Ecologia, e o XVII Seminário Internacional Archai, com sessões de apresentação de breves comunicações sobre pesquisas em andamento nas áreas de Filosofia Antiga e Estudos Clássicos.

Estamos programando ainda minicursos e outras atividades de formação.

O evento deseja oferecer um espaço que seja ao mesmo tempo de formação, debate, criação de redes de pesquisa e convivência num clima descontraído e produtivo.

As vagas são limitadas. Haverá uma seleção tanto para ouvintes como para participantes com comunicação.

Maiores informações e Inscrições aqui: http://archai.unb.br/summer-school

"Ensaios de filosofia nos trópicos – Questões de ensino e aprendizado" Prof. Filipe Ceppas

ensaios

Ao tratar do ensino de filosofia na forma de ensaios, este livro oferece um rico panorama para a reflexão sobre o trabalho em sala de aula. O ensaio é uma forma mais leve, pessoal, crítica, criativa, e Filipe Ceppas caminha com segurança nessa direção. Ele estimula em seus leitores o “amor à sabedoria” e a postura questionadora dos problemas sociais, realçando a atualidade dos ensinamentos filosóficos, desde os debatidos na Grécia antiga até os formulados por filósofos contemporâneos, em diálogo com questões e problemas de nosso cotidiano. Merece destaque a diversidade de autores que servem de referenciais. Alguns são mais usuais e esperados, como Sócrates, Kant, Adorno ou Derrida. Outros, como o antropólogo brasileiro Eduardo Viveiros de Castro, são menos esperados, mas necessários, justificando o título do livro e conferindo-lhe singularidade. Ensaios de filosofia nos trópicos certamente desempenhará um papel significativo no cenário educacional, tanto do ensino médio quanto do superior.

Filipe Ceppas é filósofo e docente da Faculdade de Educação da UFRJ, onde trabalha com a formação de professores de filosofia para a educação básica. Atua também como professor permanente do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFRJ, dos mestrados profissionais de filosofia, PPFEN-Cefet e Prof-Filo, e coordena o Núcleo de Pesquisa em Filosofia Francesa Contemporânea (Nuffc-CNPq).

Autor: Filipe Ceppas
ISBN: 978-85-268-1511-7
Edição: 1ª
Ano: 2019
Páginas: 280
Dimensões: 14x21

http://www.editoraunicamp.com.br/produto_detalhe.asp?id=1214

 

Escritos de Filosofia III: Linguagem e Cognição (Editora Fi, 2019) - Marcus José Alves de Souza & Maxwell Morais de Lima Filho (Organizadores)

Este livro é mais um fruto da atividade do Grupo de Pesquisa Linguagem e Cognição da UFAL, a continuidade de um trabalho que, desde 2014, reúne profissionais de Filosofia de variadas instituições para apresentarem e debaterem suas pesquisas nos vários Encontros do Grupo. A perspectiva é criar uma tradição de publicações, contribuindo para o avanço das discussões filosóficas em Alagoas, através dos que tomarem contato com cada publicação da série: Escritos de Filosofia: Linguagem e Cognição.

Acesse gratuitamente o livro aqui.
ISBN: 978-85-5696-748-0
Nº de pág.: 241

Sumário

Apresentação ......................................11
Marcus José Alves de Souza

1...........................................................14
Centralidade da Linguagem e a Nova Proposta de Articulação da Teoria Filosófica
Manfredo Araújo de Oliveira

2.......................................................... 40
Encheirídion, Capítulo I: Traduções e Comentários
Aldo Dinucci; Alfredo Julien; Antonio Carlos Tarquínio

3...........................................................53
A Consciência (de) Si Sartriana na Perspectiva da Filosofia Analítica da Mente
Tárik de Athayde Prata

4.......................................................... 69
A Consciência É um Fenômeno Biológico: A Crítica de John Searle às Principais
Correntes da Filosofia da Mente
Maxwell Morais de Lima Filho

5......................................................... 98
Da Natureza Humana: As Perspectivas Epistemológicas de Piaget, Chomsky e
Foucault
Argus Romero Abreu de Morais

6.........................................................116
Consciência, Linguagem e Natureza em Nietzsche: A Leitura de Günter Abel
Gustavo Bezerra do Nascimento Costa

7..........................................................133
Habermas e o Problema do Mundo Objetivo em Verdade e Justificação
Juliano Cordeiro da Costa Oliveira

8 .........................................................146
Por que Jogos São Filosoficamente Relevantes para se Pensar a Natureza de Sistemas
Formais? Uma Abordagem Wittgensteiniana
Marcos Silva

9...........................................................158
Revisitando o Argumento da Linguagem Privada
Marcus José Alves de Souza

10 ........................................................ 172
O que Há de Errado com o Pensamento Crítico?
Ricardo S. Rabenschlag

11..........................................................184
A Teoria Trivalente da Vagueza e o Problema da Precisão
Sagid Salles

12 ........................................................ 201
O Leibniz de Deleuze: Uma Introdução à Lógica do Sentido
William de Siqueira Piauí

Sobre os Organizadores.........................242

Fonte: Editora Fi  


Página do Grupo Linguagem e Cognição: http://linguagemecognicaoufal.blogspot.com/2019/12/escritos-de-filosofia-iii-linguagem-e.html

"Schopenhauer e Nietzsche" Prof. Dr. Fernando de Sá Moreira (UFF)

shopenhauer

Foi publicado recentemente o livro "Schopenhauer e Nietzsche: um confronto filosófico sobre quem nós somos" do Prof. Dr. Fernando de Sá Moreira (UFF), lançado pela coleção "Nietzsche em Perspectiva" coordenada pela Profª. Drª. Vânia Dutra de Azeredo (UNIRIO) em colaboração com o Prof. Dr. Wilson Antonio Frezzatti Jr. (PPGFil/UNIOESTE). O livro conta ainda com o prefácio do Prof. Dr. Antonio Edmilson Paschoal (PPGFilos/UFPR).

Trata-se de uma investigação filosófica sobre o debate e as tensões filosóficas instauradas entre os pensamentos de Arthur Schopenhauer e Friedrich Nietzsche, em especial sobre a questão da identidade pessoal. O autor defende que há nesse debate uma importância capital de conceitos ligados à identidade pessoal, como "caráter" (Charakter) e "si-mesmo" (Selbst). É nesse tensão que se costuram algumas das ideias mais conhecidas e polêmicas de ambos pensadores alemães, como "negação da vontade", "afirmação da vida", "compaixão", "egoísmo", "ascetismo", "superação" etc.
 
ISBN:978-85-444-3584-7
DOI: 10.24824/978854443584.7
302 páginas

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