Tradução da "Filosofia da crise ecológica", de Vittorio Hösle

tradução

Filosofia da crise ecológica: conferências moscovitas (1991)

Vittorio Hösle
Tradução: Gabriel Assumpção
ISBN 9788594591890
136 páginas

A filosofia da crise ecológica de Hösle parte do princípio de que a filosofia não deve ficar indiferente ao destino do ser humano, mas ela deve ter o seu lugar no quadro de uma filosofia da história dessa cultura. Falar de ecologia é, também, entrar no campo ético no pensamento do filósofo, ciente de que o princípio segundo o qual somente máximas individuais resolvem o problema ecológico é falso. Por este motivo, também acredita que faltam reflexões sobre uma reorganização ecologicamente compatível com a economia atual. Hösle é influenciado por Hans Jonas (1903-1993), mas vai além dele nas reflexões de cunho político e jurídico, acrescentando uma ênfase na economia, uma lacuna na reflexão jonasisana.
Em sua filosofia da crise ecológica, fruto das palestras proferidas no Instituto de Filosofia da Academia das Ciências da então URSS no ano de 1990, a ecologia deve ser vista como um novo paradigma para a política. Sua crítica à cultura Ocidental vê com preocupação o consumismo exacerbado que já naquele tempo se mostrava latente, sendo, portanto, impossível manter tal postura sem que, com isso, haja um colapso no planeta. Como consequência de tal raciocínio, chega até mesmo a considerar o padrão de vida do Ocidente que tem o consumismo como regra enquanto algo não moral.

Hösle tem em mente o paradigma da economia como um responsável pela crise ecológica que afeta o planeta na atualidade. Diante do drama ecológico que vivemos, o autor, concorda com Ernst-Ulrich von Weizsäcker de que o século XXI viria a ser o século do meio-ambiente. Diante disso, um novo paradigma para as relações mundiais que deve substituir o paradigma da economia, segundo o filósofo: o paradigma da ecologia. 

A obra pode ser comprada no site da editora: https://www.liberars.com.br/filosofia-da-crise-ecologica-conferencias-moscovitas. É possível 30% de desconto, com o código UNIVERSIDADE. O desconto vale para todo o catálogo da editora.

NOTA DE PESAR E SOLIDARIEDADE PELO FALECIMENTO DA PROFESSORA NOÉLI RAMME (UERJ)

A diretoria da ANPOF manifesta imenso pesar pelo falecimento da colega Noéli Ramme, professora de filosofia da UERJ. Manifestamos ainda nossa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas por esta triste perda. Noéli participou como Tesoureira Adjunta da diretoria da Anpof no período 2017-2018 e infelizmente já por problemas de saúde teve de se afastar da gestão. Pudemos conviver com ela em várias ocasiões e discutir várias questões relativas à boa condução da nossa associação.

Noéli foi da primeira turma do mestrado em filosofia da UFSC (1999), sob orientação do professor Luiz Henrique Dutra, defendendo uma dissertação intitulada “O Pluralismo de Nelson Goodman: o Papel da Percepção e da Linguagem nos Múltiplos Modos de Construir Mundos”. O Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFSC emitiu uma nota de pesar que pode ser conferida no seguinte endereço: http://ppgfil.posgrad.ufsc.br/2019/09/23/nota-de-pesar/. Ela fez seu doutoramento em filosofia na PUC-RIO (2004), sob orientação do Prof. Oswaldo Chateaubriand Filho, com uma tese intitulada “Arte e Construção de Mundos: Um Estudo sobre a Teoria dos Símbolos de Nelson Goodman”.

Noéli era, desde 2012, professora de filosofia da UERJ. Desenvolvia pesquisas sobre perspectivas analíticas e pragmatistas em filosofia da arte a partir de autores como Arthur Danto, Nelson Goodman, John Dewey e o segundo Wittgenstein, abordando temas como as definições de arte e de experiência estética e conceitos como interpretação, mundo da arte e fim da arte pensados na perspectiva da arte contemporânea, tendo publicado vários artigos e capítulos de livro sobre o tema.

O Programa de Pós-graduação em Filosofia da UERJ, do qual Noéli foi coordenadora no período 2015-2016, emitiu nota de falecimento que pode ser conferida no seguinte endereço:
http://www.ppgfil.uerj.br/index.php/2019/09/23/483/

Saudações cordiais,
Diretoria da Anpof

Nota de Falecimento

Estimadas e estimados colegas da comunidade filosófica. Lamentamos imensamente o falecimento da jovem colega Noéli Ramme, que generosamente contribuiu na diretoria anterior da ANPOF. Em breve esperamos poder fazer as devidas homenagens a nossa amada colega. Por ora, julgamos urgente informar que o velório da Noéli está marcado para terça-feira, dia 24, das 15hs às 18hs, no Memorial do Carmo, Capela 2; a cremação será às 18hs.

O problema da propriedade privada em Espinosa

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No próximo dia 23 de setembro, das 17 às 20h, o professor João de Abreu lançará o livro "O problema da propriedade privada em Espinosa", fruto de 6 anos de trabalho, sendo os 4 fundamentais sob a orientação de Francisco de Guimaraens e Mauricio Rocha.

 Local: Livraria Blooks do Paço Imperial - Praça XV de Novembro, 48, loja, Centro, Rio de Janeiro-RJ.

Descrição: O “meu” nunca se separa de uma perspectiva do “nós” quando consideramos a propriedade privada segundo a lógica espinosista. Mesmo no caso extremo da incorporação de desejos de acumulação na cidade, a característica mais marcante dos vetores políticos do filósofo está presente: nenhum direito se garante no estado civil como reflexo direto do desejo de um sujeito sobre as coisas, mas na medida em que desejos comuns básicos, direitos comuns, estejam assegurados a todos. É por direito de guerra que o “meu” se faz direito independentemente de um “nós”. A relação homens-coisas, nesse sentido, é sempre concebida a partir de uma relação homens-homens, que é primária e preponderante: antes das coisas vêm os outros.

https://lumenjuris.com.br/filosofia-do-direito/problema-da-propriedade-privada-em-espinosa-o-2019/

Prêmio Tobias Barreto e Congresso de Bioética em Sergipe

A Comissão organizadora do "V Congresso Brasileiro e II Congresso Latino-americano de Bioética e Direito dos Animais", ocorrido entre os dias 04 a 06 de setembro deste ano na Universidade Federal de Sergipe (UFS), informa que na chamada de artigos para o referido evento foram aprovados mais de 40 artigos, de pessoas das mais diversas áreas. Na ocasião do evento foi criado o Prêmio Tobias Barreto, concurso envolvendo os trabalhos escritos que foram aprovados.

Nesta primeira edição o vencedor do referido prêmio foi o filósofo Rafael Rodrigues Pereira, Professor Doutor da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás (UFG) com o artigo "O trilema do psicocentrismo na proteção aos animais".

A comissão organizadora informa que também foi editada a Carta de Sergipe , documento que aborda diversas conclusões alcançadas no Congresso.

Cordialmente,
Comissão Organizadora


Filosofia, política e engajamento

convite email

"Filosofia, política e engajamento”, é organizado pela professora Maria Cecília Pedreira de Almeida e pelos professores Alex Calheiros e Gilberto Tedeia. O livro conta com a participação de professores e pesquisadores da área da filosofia política de todo o Brasil e tem prefácio de Vladimir Safatle.

O lançamento será no dia 16 de outubro de 2019, na Livraria da UnB.
Centro de Vivência
Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília/ DF
Telefone: (61) 3107-1245, E-mail: livrariacampus@unb.br

Contamos com a presença de todos,
Os Organizadores.

O que significa refletir sobre o mundo pela via da filosofia? Como os tempos atuais nos convidam a transitar pelos autores e temas do pensamento político? Estas duas questões se encontram intimamente ligadas neste cuidadoso trabalho Filosofia, Política & Engajamento. Os modos de relacionamento entre teoria e prática se transformam junto com as mudanças que adotamos em nossas formas de vida. Há tempos experimentamos uma valorização das relações entre filosofia e política cujos encontros se expressam em uma qualificada história da obra dos autores que abordaram as temáticas afins. Este percurso se traduz nos dias atuais por meio da análise crítica da democracia, a qual nos demanda a compreensão das possibilidades de ruptura e engajamento dos filósofos e de suas reflexões. Se as últimas gerações de pesquisadores em filosofia no Brasil nos legaram a introdução ao pensamento clássico e tradicional, a atual produção filosófica tende a nos apresentar os grandes temas e pensadores sob a ótica da multiplicidade dos conflitos vividos no contemporâneo. As rupturas e os engajamentos não se encontram fora do pensamento, mas são os modos próprios do fazer e da produção do conhecimento. E o saber e sua produção são práticas políticas. O intelectual deixa de ser a consciência representativa do mundo e passa a exercer processos criativos de descolonização do pensamento. Este livro nos convida a tornar visível aquilo que está perto, intimamente relacionado a nós, nos auxiliando a ver o que já vemos através de um deslocamento do olhar proporcionado pela filosofia política. Edson Teles, Professor de Filosofia Política, Unifesp

Carta de Condolências Dinter (UERJ-UFMA)

Rio de Janeiro, 22 de setembro de 2019

É com imenso pesar que recebi e repasso a informação do falecimento de Noéli Ramme (docente do programa de pós-graduação em filosofia da UERJ). A perda desta professora é um abalo profundo para todos nós. Ela foi a primeira funcionária da UERJ quem recebeu a proposta do Dinter em filosofia, que se encontra em andamento, além da mesma ter nos ajudado muito na condução dos primeiros procedimentos deste projeto dentro da referida UERJ.

Como representante discente da primeira turma do doutorado interinstitucional (DINTER) em filosofia da UERJ deixo os nossos imensos agradecimentos à memória da professora Noeli Ramme pelo esforço, atenção e dedicação para com esse projeto do Dinter que não só nos leva ao caminho do sonho de conclusão do doutorado, mas também sua contribuição para com a UFMA por meio deste Dinter ter se iniciado, podendo ser a maior formação de doutores em filosofia na história do estado do Maranhão. À família da professora Noéli Ramme e a toda ousada, resistente e corajosa Universidade do Estado do Rio de Janeiro peço que aceitem os nossos sinceros sentimentos e profundas condolências. Desejo enorme força a todas as pessoas, e a todo o programa de pós-graduação em filosofia da UERJ, que tiveram a oportunidade de conviver com esta maravilhosa e inesquecível professora.

Cordialmente,
Diogo Silva Corrêa
Representante Discente do Dinter (UERJ-UFMA)
Docente da Universidade Federal do Maranhão.

NOVAS TECNOLOGIAS E DILEMAS MORAIS

Novas Tecnologias e Dilemas Morais JPEG

Título: NOVAS TECNOLOGIAS E DILEMAS MORAIS
ISBN: 978-85-918597-1-9
Site: https://www.amazon.com.br/dp/B07XXFP2RF

 
Descrição:
O desenvolvimento tecnológico recente vem ocorrendo num ritmo tão intenso, e as consequências para a sociedade são tão complexas, que é difícil avaliar todas as implicações envolvidas. Este livro analisa três tecnologias que transformarão nossas vidas nos próximos anos: a  inteligência artificial, a biotecnologia, e o aprimoramento humano.

Muitas reportagens publicadas nos jornais agora são escritas por robôs, mas o leitor nem se dá conta disso. Sofisticados algoritmos já são utilizados para gerar textos acadêmicos, úteis para pesquisadores e estudantes, mas que permitem também novos tipos de fraude que vão muito além do plágio. CRISPR (uma ferramenta para engenharia genética) oferece a possibilidade de cura para vários tipos de doenças, mas representa também uma ameaça para a saúde das futuras gerações. Uma nova técnica de reprodução assistida, conhecida como “in vitro gametogenesis”, pode permitir, nas próximas décadas, que homens produzam óvulos e mulheres produzam espermatozoides, contribuindo para uma transformação radical de ideias como maternidade, paternidade e família.

Mas como nos orientarmos nesse labirinto de novidades tecnológicas e desafios morais? Este livro explora, de modo claro e acessível, a literatura científica recente sobre esses temas. A ideia é permitir que leitores e leitoras compreendam os dilemas morais que novas tecnologias representam e tirem suas próprias conclusões sobre as questões abordadas.

Marcelo de Araujo doutorou-se em Filosofia na Alemanha, em 2002. É professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pesquisador do CNPq na área de Ética.

Lançamento de Os Assassinos do Sol - vol. 4 | Marcio Amaral (ECO-UFRJ)

convite assassinos

 

Contracapa:
Foi um longo caminho desde os pré-socráticos! No seu pensamento inaugural, nem se podia dizer que a verdade pertencia ao Real: ela era o próprio Real em movimento no dar-se e esconder-se, velar-se e desvelar-se. A verdade constituía uma atenção desvelada às marés do Real. Acompanhava o jogo de physis e lógos, estava na dimensão do Ser. Por quase vinte e três séculos, do VI a.C dos pré-socráticos ao XVII de Descartes, a verdade foi uma questão do Real, fez questão do Real, pôs o Real m questão. Mesmo com todas as rupturas e deslizamentos que foram necessários, no IV a.C., para reagir à irrupção brutal da sofística. Platão e Aristóteles deram boa conta dessas rupturas e dessa reação, e acabaram pondo a verdade na dimensão do discurso, dos enunciados, que serão, eles, verdadeiros ou falsos. Mas não em relação ao sujeito (essa ideia nem ocorreria aos antigos filósofos): em relação ao que é.
Essa maneira de tratar o Real em sua conexão com a verdade está sendo agora vigorosamente destituída por Descartes.

 

Filosofia enquanto Poesia: Sete cartas a um jovem filósofo, Conversação com Diotima, Filosofia nova e outros escritos, de Agostinho da Silva

FILOSOIFA ENQUANTO POESIA

 Este livro é a primeira amostra de um tesouro: volume 1 da Biblioteca Agostinho da Silva, que publicará, em edição crítica, escritos desse grande pensador luso-brasileiro. Filosofia enquanto Poesia reúne as obras Sete Cartas a um Jovem Filósofo – uma das mais conhecidas do autor –, Conversação com Diotima e Parábola da Mulher de Loth, além de ensaios que Agostinho publicou em O Estado de S. Paulo – incluindo “Filosofia nova” –, na coleção Iniciação: Cadernos de Informação Cultural – sobre os pré-socráticos, Sócrates, Platão, Epicuro, o estoicismo, a escultura grega e a literatura latina – e como prefácios a traduções de Sófocles, Platão, Aristófanes, Lucrécio, Plauto e Terêncio. Trata-se de uma coletânea que apresenta o fazer desse filósofo e escritor. Com organização, posfácio e notas de Amon Pinho, este título conta também com prefácio de Eduardo Giannetti e com depoimentos de Eduardo Lourenço, Joel Serrão, Eugênio Lisboa e o ex-presidente de Portugal Mário Soares.

AUTOR:
Silva, Agostinho da
ORGANIZAÇÃO:
Pinho, Amon
Editora:É Realizações
Gênero:Filosofia
Subgênero:Filosofia
Formato:16 x 23 cm
Número de Páginas:432
Acabamento:Capa dura
ISBN:978-85-8033-376-3
Ano:2019

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