ANPOF EM MOVIMENTO

No último dia 2 de agosto o Conselho Nacional de Educação promoveu o chamado "Dia D" convidando professores a discutir a última versão da Base Nacional Comum Curricular. A terceira versão da BNCC nasce de forma descontinuada das primeira e segunda versões. Relacionada à Reforma do Ensino Médio que, entre tantos prejuízos, retira a obrigatoriedade do ensino de Filosofia do currículo, esta base, na opinião de nossa comunidade acadêmica, carece de amplo debate. Para discutir o tema, o professor Dr. Edgar Lyra (PUC/RJ) fala em cinco vídeos em nosso canal. Todo dia desta semana temos um vídeo novo sobre o tema. Acompanhe.

BNCC - Prof. Dr. Edgar Lyra responde à Anpof - Participação

BNCC - Prof. Dr. Edgar Lyra responde à Anpof - Revogar ou emendar?

 

Para professores de Filosofia, BNCC deve ser revogada

Membros da Anpof/Ensino Médio argumentam que dia D buscou dar legitimidade ao que é ilegítimo

No último dia 2 de agosto foi realizado o chamado dia D que propôs uma mobilização nacional em todas as Escolas de Ensino Médio para discutir a Base Nacional Comum Curricular. A iniciativa, do Conselho Nacional de Secretários de Educação, é uma tentativa de “legitimar o que não tem legitimidade”. É o que consideram os professores Antônio Edmilson Paschoal (UFPR), coordenador nacional do Prof-Filo e Christian Lindberg (UFS), coordenador da Anpof Ensino Médio 2018. Para eles, esta terceira versão da Base Nacional Comum Curricular se relaciona à Medida Provisória 746/2016, que alterou o Ensino Médio e, assim, nasce com deficiências e limites.

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Leia Mais

Lançamento de livro: Filosofia e consciência negra: desconstruindo o racismo.

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Livro fruto das experiências pedagógicas do Pibid Filosofia da UFMT no ensino médio.

A obra traz uma abordagem histórica e conceitual do racismo, um panorama das filosofias africanas e de algumas filosofias latino-americanas, além de um manual do professor com aprofundamentos temáticos e sugestões de atividades para aulas.

Ebook gratuito e disponível no site da Editora UFMT. 

Link para ebook abaixo. Livro também em anexo.
FILOSOFIA E CONSCIÊNCIA NEGRA: DESCONSTRUINDO O RACISMO
Filosofia e consciência negra: desconstruindo o racismo 

Lançamento do livro: "Heterocronias: Estudos sobre a multiplicidade dos tempos históricos"

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"Heterocronias: Estudos sobre a multiplicidade dos tempos históricos", obra indispensável a todos aqueles que se interessam por refletir e pensar a matéria constitutiva da História: o tempo!

Nos últimos anos, os historiadores voltaram-se amiúde a pensá-lo. Todavia, faltava uma obra que abordasse uma das mais instigantes questões historiográficas das últimas décadas, a multiplicidade temporal. Senão o mais complexo, certamente, o mais inquietante dos problemas historiográficos contemporâneos. A dessincronização do mundo e da história não apenas tornou possível, mas exigiu conceber uma nova ideia do passado e formular uma nova concepção do conhecimento histórico. Autores tão importantes e tão diversos quanto Gaston Bachelard, Alexandre Koyré, Fernand Braudel, Louis Althusser, Michel Foucault, Paul Ricoeur, Reinhart Koselleck, Siegfried Kracauer, Jacques Rancière, Jacques Le Goff, Krzysztof Pomian, Hartmut Rosa, Roger Chartier, entre outros, não deixaram de se confrontar com ele.

Organizado pelo professor Marlon Salomon (FH/UFG), esse livro traz uma série de contribuições incontornáveis a essa discussão assinadas por renomados especialistas: Jacques Rancière, Enrico Castelli Gattinara, Estevão Martins, Durval Muniz Jr, Fábio Ferreira de Almeida, Marlon Salomon,  Antoine Lilti, Silvia Caianiello, Sérgio da Mata, Alfonso Maurizio Iacono, Eugênio Rezende de Carvalho, Helge Jordheim, Peter Pál Pelbart e Gaston Bachelard.

 

Lançamento do livro: Secularismo e religião na democracia deliberativa de Habermas: da pragmática ao déficit ontológico e metafísico

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O problema a ser levantado neste livro é que há, em Jürgen Habermas, um déficit ontológico (a falta de uma teoria dos entes) e metafísico (a falta de uma teoria do Ser) em sua filosofia. O pensamento de Habermas se reduziria, a nosso ver, à pragmática, não deixando espaço para o aprofundamento de questões ontológicas e metafísicas, que o próprio Habermas sugere implicitamente, embora sem aprofundar, por se manter fiel ao seu pensamento pós-metafísico. Quais as consequências disso para sua proposta de um diálogo entre secularismo e religião na democracia deliberativa e mesmo para sua análise do fenômeno religioso? O déficit ontológico e metafísico, analisado primeiramente na filosofia teórica, em Verdade e Justificação, percorreria igualmente sua filosofia política, à medida que Habermas não reflete acerca do caráter universal do bem, na sua defesa da ética do justo. Finalmente, o déficit ontológico e metafísico alcançaria também sua análise dos discursos religiosos, restritos à pragmática, apesar de Habermas reconhecer a importância das religiões, quando traduzem suas intuições essenciais para uma linguagem pública e secular. Lorenz B. Puntel, nesse sentido, coloca uma questão teórica, que o leva a afirmar, com razão, que a metafísica é a instância em que se articula o conteúdo da religião. Como o problema de Habermas é puramente pragmático, isto é, como tornar possível um diálogo entre crentes e não crentes, ele não leva em consideração a dimensão metafísica da religião, mas apenas seu conteúdo ético. Nesse contexto, é essencial distinguir claramente duas questões que aparecem em Habermas. 1) Um problema teórico: Habermas aceita a centralidade da linguagem numa teoria, embora possua uma análise unilateral da linguagem, por reduzi-la uma análise da dimensão pragmática da linguagem; 2) Um problema prático: como é possível a convivência entre crentes e não crentes numa sociedade pluralista e democrática? Desta forma, em Habermas, diversas questões podem ser avaliadas tanto à luz da filosofia, como da sociologia. Contudo, a nosso ver, tal fato traz também uma série de confusões não apenas do próprio Habermas, como igualmente de seus intérpretes e críticos, uma vez que as questões, sejam elas filosóficas ou sociológicas, são postas como sendo de mesmo tipo. Um exemplo disso é o tema da religião, que ora aparece a partir de um ponto de vista sociológico de uma teoria da sociedade, ora através de um viés filosófico e propriamente teórico. Nosso livro, contudo, encontra-se no âmbito estritamente filosófico, haja vista que, a nosso ver, haveria um déficit ontológico e metafísico na sistemática do pensamento de Habermas, tendo consequências em sua análise limitada do fenômeno religioso, restrito à dimensão pragmática da linguagem.

Juliano Cordeiro da Costa Oliveira é Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Realizou também período de estágio na modalidade Doutorado Sanduíche na Ludwig-Maximilian-Universität München, em Munique, Alemanha. É também Pós-doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Pesquisa temas referentes à religião e ao secularismo, à Teoria Crítica e Escola de Frankfurt, às teorias do reconhecimento e da justiça, com ênfase no pensamento do filósofo alemão Jürgen Habermas. 

https://www.editorafi.org/346julianooliveira

ISBN: 978-85-5696-346-8

Nº de pág.: 313

 

CAPES ANUNCIA CORTE DE RECURSOS

URGENTE - CAPES ANUNCIA CORTE DE RECURSOS

Em ofício enviado ontem ao Ministro da Educação Rossieali Soares da Silva,  o Presidente da Capes Abílio Baeta Neves afirma que com a proposta orçamentária da LDO 2019, todas as bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado do país deixarão de ser pagas a partir de agosto de 2019. No documento ele indica que o corte de recursos também prejudicará o Pibid e a cooperação internacional.

Acesse: https://sei.capes.gov.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&codigo_verificador=0746852&codigo_crc=6755A444&hash_download=ef5e65b749e9b6a0c124c56e438345f0dbb86d4b097fccd29f4b4221365642ee971b5a5e507aea925d83d67d1d4d79f08696fa5be30b507aa19122ff68c396a9&visualizacao=1&id_orgao_acesso_externo=0

Carta Aberta Profª Drª Maria Clara Dias

Prezados colegas,

Desde fevereiro deste ano tenho sido vítima de acusações em redes sociais e denúncias, endereçados a diversos órgãos públicos, tais como a Ouvidoria e Reitoria da UFRJ, MPF, CGU, CAPES e CNPq, por conta de uma pesquisa que lidero sobre o assassinato de mulheres lésbicas no Brasil. A pesquisa, cadastrada na plataforma de grupos de pesquisa do CNPq, publicou, em março, um Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil, entre os anos de 2014-2017. Desde então, tenho sido alvo de perseguições sistemáticas, que envolvem acusações de fraude e insinuações mentirosas sobre o mau uso do dinheiro público. Minha foto, assim como a das demais autoras do Dossiê, encontram-se, desde então estampadas como pano de fundo em um blog que profere um discurso de ódio e busca, de forma nada acadêmica, coibir a defesa dos direitos básicos de grupos heterodiscordantes. Até a data de 31 de julho foram contabilizadas cerca de 100 publicações em redes sociais e blogs contra a pesquisa e contra mim, manipulando e distorcendo informações.

Há mais de vinte anos tenho trabalhado com temas relativos aos direitos humanos, aos direitos dos animais e à justiça. A forma como venho sendo atacada, e como acusações, de cunho nada científico, vem sido acatadas por instâncias superiores, denuncia uma nova dinâmica das relações de poder no nosso pais. Neste momento particularmente difícil que estou/estamos vivendo, peço o apoio de todos vocês.


Profa. Dra Maria Clara Dias
Professora Titular da Universidade Federal do Rio de janeiro
Pesquisadora do CNPq
Cientista do Nosso Estado (FAPERJ)

Anpof subscreve documento contra o Escola sem Partido

Na última semana, o Movimento Educação Democrática e o coletivo Professores contra o Escola sem Partido lançaram campanha pelo arquivamento dos projetos de lei ligados ao Movimento Escola Sem Partido que tramitam na Câmara dos Deputados. A Associação Nacional da Pós-graduação em Filosofia aderiu à campanha e assinou a Carta Aberta em defesa da Educação Democrática. O documento dimensiona o perigo do Escola Sem Partido e afirma o posicionamento de todos que subscrevem a carta contrário a essas propostas. Veja abaixo a carta e as entidades que assinaram o documento.
Carta aberta em defesa da educação democrática: lista de assinaturas
Publicado por PROFESSORESCONTRAOESP em 

Acesse em: https://professorescontraoescolasempartido.wordpress.com/2018/07/09/carta-aberta-em-defesa-da-educacao-democratica-lista-de-assinaturas/

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