III ENCONTRO ANPOF ENSINO MÉDIO

B5 Botao EM

 
CHAMADA - III ENCONTRO ANPOF ENSINO MÉDIO
 
A ANPOF realizará o III Encontro Nacional ANPOF do Ensino Médio durante seu XVII Encontro Nacional, em Aracaju - SE, de 17 a 21 de outubro de 2016.
A submissão de trabalhos para estas atividades deve ser feita AQUI, entre os dias 10/03/2016 e 02/05/2016. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail ensinomedio@anpof.org.br 

 

APRESENTAÇÃO

III ANPOF-EM
 

1) Apresentação

O retorno oficial da filosofia aos currículos das escolas de educação básica brasileiras ocorreu há menos de uma década. Ao longo desse período, a ANPOF tem dispensado uma atenção crescente à presença da filosofia no contexto escolar. O XVII Encontro Nacional da ANPOF, a exemplo do que ocorreu nos encontros anteriores em Curitiba-PR e em Campos do Jordão - SP, dedicará uma parcela da sua programação exclusivamente ao ensino da filosofia na educação básica. O objetivo é inserir os professores de filosofia da educação básica na comunidade filosófica nacional trazendo suas questões e produções pedagógicas para serem apresentadas e discutidas no maior evento da área no País.
As ações da ANPOF no segmento da filosofia escolar estão voltadas à articulação entre pós-graduação em filosofia e as políticas de formação de professores da educação básica, em resposta às demandas e às iniciativas de professores e estudantes, bem como de programas institucionais mantidos pelas agências oficiais de fomento, sobretudo a CAPES. As ações da ANPOF visam, portanto, contribuir para o amadurecimento dessas iniciativas e a sua consolidação no interior da comunidade filosófica nacional.
A parcela da programação do XVII Encontro Nacional de Filosofia voltada ao ensino da filosofia – denominada ANPOF-EM ou ANPOF do ensino médio – será composta por quatro sessões de relatos de experiência, minicursos e um simpósio acerca da formação de professores de filosofia.
 

2) Histórico de Eventos Anteriores

Não há qualquer precedente de um evento no país como a ANPOF-EM. Mas ele não surgiu do nada. Primeiro, ele herdou as discussões como aquelas iniciadas no GT "Filosofar e Ensinar a Filosofar", que desde 2006 reúne pesquisadores para "potencializar as forças hoje dispersas sobre o ensino de Filosofia nos programas de Pós-Graduação das Universidades do Brasil". Mas, sobretudo, a ANPOF-EM nasceu das atuais práticas de formação de professores fomentadas pelos programas da DEB/CAPES. Assim como o PIBID e seus congêneres, a ANPOF-EM se estrutura no protagonismo do professor da educação básica. Já nas edições anteriores, uma parcela muito expressiva dos inscritos são supervisores do PIBID. A motivação para a acolhida desses trabalhos foi não apenas o seu mérito acadêmico, mas os resultados permanentes que o incentivo à autoria entre os supervisores do PIBID pode produzir para o ensino de filosofia a médio e longo prazos, pós-graduação e na licenciatura.
 

3) Características do III Encontro ANPOF-EM

Este é um evento paralelo ao XVII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, voltado aos professores de filosofia do Ensino Médio – conhecido como ANPOF-EM. Essa será a sua terceira edição. O êxito da primeira e da segunda edições foi enorme. Da primeira resultou o I Encontro Nacional do PIBID Filosofia, em 2013, em Vitória/ES e da segunda a criação do PROF-FILO, um mestrado profissional em rede recentemente aprovado pela CAPES, com núcleos em 17 Instituições de Ensino Superior. Há, portanto, uma grande expectativa tanto da comunidade acadêmica quanto da comunidade escolar em torno dos desdobramentos desse evento, em especial pelo que ele representa enquanto um espaço privilegiado para o amadurecimento da reflexão sobre o ensino de filosofia no país e pelo modo como tem catalisado os avanços sobre o tema na área.
Nessa terceira edição da ANPOF-EM, além dos relatos de experiências inéditas de ensino de filosofia, de professores vindos de todo país, a pauta do evento inclui um conjunto de minicursos sobre o ensino de filosofia no Ensino Médio e um simpósio sobre a produção acadêmica própria a esse tipo de Programa de Pós-Graduação, com ênfase na vinculação entre a pesquisa em filosofia e a prática do professor de filosofia do Ensino Médio. Desse modo, o evento deve contemplar algumas das principais peculiaridades da disciplina de filosofia no Ensino Médio, especialmente relevantes no período atual, de sua consolidação como disciplina obrigatória neste nível de formação.
Tendo em vista a programação, evidencia-se como a principal contribuição do evento o amadurecimento do debate sobre o ensino de filosofia no ensino médio brasileiro. Seu foco volta-se principalmente para os profissionais atuantes em sala de aula nessa modalidade de ensino, os quais, como protagonistas, serão convidados a dividir experiências de sala de aula e fazer dessas experiências objeto de debate e amadurecimento do trabalho com a disciplina. Além dos professores do Ensino Médio, o evento contribui também para o amadurecimento das reflexões sobre a formação desses profissionais por parte dos professores que atuam nos cursos de licenciatura em filosofia e nos núcleos do recém aprovado PROF-FILO.
 

4) Programação

A programação da ANPOF-EM será composta de três blocos: relatos de experiências, minicursos e um simpósio.
 

I. RELATOS DE EXPERIÊNCIAS

- Nos relatos serão apresentadas experiências exemplares de ensino da filosofia nas escolas de ensino médio. Os relatos serão divididos em quatro modalidades, constituindo sessões temáticas. São elas:
a) Currículo: experiências de implantação de propostas curriculares, podendo referir-se à totalidade da proposta ou a apenas algumas de suas unidades ou sequências didáticas, além de poder ser de caráter disciplinar ou interdisciplinar e basear-se nas mais diversas orientações pedagógicas (ensino centrado na história da filosofia, em temas, conceitos ou problemas filosóficos ou em habilidades e competências eminentemente filosóficas, entre outras).
b) Recursos didáticos: experiências de produção e/ou utilização de recursos didáticos diversos no ensino de filosofia, tais como, por exemplo, produção e/ou uso de textos e outras mídias (audiovisual ou digital), além de projetos e propostas de exercícios e de instrumentos de avaliação.
c) Formação de professores: experiências de apoio à formação inicial ou continuada de professores, em particular aquelas realizadas no acompanhamento de estagiários de licenciatura (incluindo PARFOR), no desempenho da função de supervisor do PIBID ou no desenvolvimento de intervenções práticas em mestrados profissionais voltadas ao ensino da filosofia.
d) Tema livre: experiências acerca de qualquer assunto relacionado ao ensino da filosofia, tais como, por exemplo, a avaliação de propostas de aulas ou de projetos, análise de experiências avaliativas e pesquisas e atividades diversas na escola.
 

II. MINICURSOS

- O segundo bloco da ANPOF-EM será constituído de 5 minicursos. Segue abaixo uma indicação de cada minicurso com os temas, expositores e ementas.
a. Filosofia: do ensino à ensinagem.
b. A Potência Interdisciplinar da Lógica no Ensino Médio.
c. A leitura de textos filosóficos no Ensino Médio.
d. Perspectivas africanas para o ensino de filosofia.
e. Michel Foucault: História do Pensamento Filosófico X História da Filosofia.
 

III. SIMPÓSIO

- Fechando a programação, o simpósio será composto de apresentações e um debate sobre as vinculações possíveis entre a pesquisa em filosofia e sobre o ensino de filosofia e a prática do professor de filosofia do ensino médio.
 

5) Comissão Organizadora

Prof. Dr. Antônio Edmilson Paschoal (UFPR)
Prof. Dr. Christian Lindberg Lopes do Nascimento (UFS)
Profa. Dra. Gisele Secco (UFRGS)
Prof. Dr. Junot Cornélio Matos (UFPE)
Profa. Dra. Marta Alencar (USP)

 

PROGRAMAÇÃO DETALHADA CONTENDO

III ENCONTRO NACIONAL ANPOF ENSINO MÉDIO

A III ANPOF-EM vai acontecer em Aracaju-SE, entre os dias 17 e 21 de outubro de 2016, das 7:30 às 21 horas. O evento ocorrerá concomitante ao XVII ENCONTRO NACIONAL DA ANPOF.

A PROGRAMAÇÃO da ANPOF-EM será composta de três blocos: relatos de experiências, minicursos e um simpósio.

I. RELATOS DE EXPERIÊNCIAS

- Nos relatos serão apresentadas experiências exemplares de ensino da filosofia nas escolas de ensino médio. Os relatos serão divididos em quatro modalidades, constituindo sessões temáticas. São elas:

1) Currículo: experiências de implantação de propostas curriculares, podendo referir-se à totalidade da proposta ou a apenas algumas de suas unidades ou sequências didáticas, além de poder ser de caráter disciplinar ou interdisciplinar e basear-se nas mais diversas orientações pedagógicas (ensino centrado na história da filosofia, em temas, conceitos ou problemas filosóficos ou em habilidades e competências eminentemente filosóficas, entre outras).

2) Recursos didáticos: experiências de produção e/ou utilização de recursos didáticos diversos no ensino de filosofia, tais como, por exemplo, produção e/ou uso de textos e outras mídias (audiovisual ou digital), além de projetos e propostas de exercícios e de instrumentos de avaliação.

3) Formação de professores: experiências de apoio à formação inicial ou continuada de professores, em particular aquelas realizadas no acompanhamento de estagiários de licenciatura (incluindo PARFOR), no desempenho da função de supervisor do PIBID ou no desenvolvimento de intervenções práticas em mestrados profissionais voltadas ao ensino da filosofia.

4) Tema livre: experiências acerca de qualquer assunto relacionado ao ensino da filosofia, tais como, por exemplo, a avaliação de propostas de aulas ou de projetos, análise de experiências avaliativas e pesquisas e atividades diversas na escola.

OBS.: Na tabela abaixo é possível visualizar os horários das apresentações dos trabalhos selecionados para cada uma dessas modalidades. Por sua vez, os resumos dos relatos encontram-se na parte final dessa programação.


II. MINICURSOS

- O segundo bloco da ANPOF-EM será constituído de 5 minicursos. Segue abaixo uma indicação de cada minicurso com os temas, expositores e ementas.

1. Filosofia: do ensino à ensinagem. Professor Junot Cornélio Matos (UFPE).

EMENTA: O mini-curso deverá discutir a questão da ensinabilidade do Ensino de Filosofia fazendo uma discussão em torno da especificidade do ensino e das possibilidades de ensinagem da Filosofia enquanto componente pedagógica. As reflexões em torno da concepção de Filosofia e Escola serão constantes, pois, a primeira é fundamental para a organização do trabalho educacional, e a escola ponderando o seu cenário na atual configuração da educação escolar brasileiro.

2. A Potência Interdisciplinar da Lógica no Ensino Médio. Professoras Gisele Dalva Secco (UFRGS) e Nastassja Saramago Pugliese (UGA/EUA).

EMENTA: O minicurso visa aprimorar a capacitação de professores para ensinar lógica no contexto da disciplina de filosofia, além de oferecer argumentos que contribuam para uma melhor compreensão do papel da lógica no Ensino Médio a partir de sua potência interdisciplinar. Os encontros serão divididos em módulos progressivos. Começaremos com uma apresentação do problema da inserção da lógica no programa de um curso de filosofia no Ensino Médio, realizando uma breve revisão sobre as diferenças entre as lógicas aristotélica, sentencial e de predicados; ofereceremos critérios para auxiliar o processo de decisão sobre qual modelo de interpretação utilizar em sala de aula; prosseguiremos discutindo a potência interdisciplinar da lógica e mostrando suas vantagens para alguns objetivos gerais do ensino de filosofia (como o desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e crítica); a seguir, e a título de exemplo, realizaremos uma revisão dos conteúdos principais da lógica de predicados (noção de forma lógica, validade, propriedades de sentenças, conjuntos de sentenças, argumentos, modelos), apresentando uma variedade de estratégias para a construção de exercícios e avaliações; por fim, especificaremos os modos pelos quais se pode desenvolver a potência interdisciplinar da lógica, especialmente no caso de articulações entre a lógica de predicados, a Filosofia, a Língua Portuguesa e a Matemática.

3. A leitura de textos filosóficos no Ensino Médio. Professora Marta Vitória de Alencar (USP).

EMENTA: Voltado para atender demandas do ensino de filosofia em nível médio, este minicurso pretende apresentar estratégias didáticas de leitura e escrita que possam ser aplicadas a ampla variedade de textos filosóficos. Apresentaremos exercícios de leitura que propiciam a identificação da estrutura e organização textual pelo mapeamento do problema, conceitos e argumentos presentes no texto. Para tanto, o aluno deve ser capacitado a distinguir as noções de tema, problema e questão e concomitantemente decompor o texto em partes até reduzi-lo a unidades mínimas que o permitam a localização dos conceitos e argumentos. O objetivo da proposta é possibilitar o aluno de ensino médio alcançar a compreensão da filosofia como modalidade de pensamento ancorada na linguagem, que pode ser compreendida em sua especificidade a partir do manejo de textos filosóficos.

4. Perspectivas africanas para o ensino de filosofia. Professor Wanderson Flor do Nascimento (UNB).

EMENTA: 1. O contexto do ensino de filosofia frente ao artigo 26-A da LDB, que determina que o currículo do ensino fundamental e médio aborde conteúdos da história e cultura africana e afro-brasileira. 2. Questões metafilosóficas em torno da discussão sobre a existência das filosofias africanas. 3. Algumas perspectivas filosóficas africanas. 4. Discussões sobre a filosofia africana na história e a história das filosofias africanas. 5. Temas de filosofia africana: 5.1. A ética holista de ubuntu (de uma ontologia relacional aos valores éticos emanados de uma antropologia filosófica primazmente intersubjetiva); 5.2. A política do consenso tradicional: Kwasi Wiredu e Edward Wamada (percepções tradicionais africanas sobre a noção de consenso e suas relações com os conflitos e as formas de organização política); 5.3. Ontologias Bantas: Tempels, Kagame e Ramose; 5.4. Perspectivas epistemológicas: Kaphagawani & Malherbe; 5.5. A problematização das categorias ocidentais de gênero: Oyěwùmí e Eboh. 6. Perspectivas afro-pedagógicas para o ensino das filosofias africanas

5. Michel Foucault: História do Pensamento Filosófico X História da Filosofia. Professor Ernani Pinheiro Chaves (UFPA).

EMENTA: A partir da homenagem ao seu professor e mestre Jean Hyppolite, Michel Foucault faz uma distinção entre História do Pensamento Filosófico e História da Filosofia. Como sabemos, a matéria História da Filosofia faz parte do chamado “núcleo duro” do ensino da Filosofia, desde que esse ensino se tornou uma atividade universitária, visando a formação de professores. Ao problematizar, a partir de sua própria experiência como aluno de Hyppolite, o modo pelo qual a História da Filosofia é ensinada, Foucault também está refletindo acerca do seu próprio modo de trabalhar com e a partir da leitura dos outros filósofos. Nessa perspectiva, pretendemos mostrar a partir do modo como Foucault leu Platão nos seus últimos cursos no Collège de France, em que medida ele praticou, tal como seu mestre Hyppolite fez com Hegel, uma perspectiva de leitura e interpretação de um grande clássico, que levava em conta não a sua “filosofia”, mas sim o seu “pensamento”. Com isso, pretendemos por fim, problematizar o modo pelo qual a História da Filosofia se apresenta em alguns livros didáticos utilizados no ensino médio.

OBS.: Conforme pode ser visualizado na tabela abaixo, os minicursos 1 a 4 serão ofertados na parte da manhã, das 8:00 às 10:00 horas, e o 5 das 10 às 12 horas no decorrer do evento.

III. SIMPÓSIO

- Fechando a programação, o simpósio será composto de apresentações e um debate sobre “as vinculações possíveis entre a pesquisa em filosofia e sobre o ensino de filosofia e a prática do professor de filosofia do ensino médio”. Farão exposições vinculadas ao tema e participarão da mesa de debates os professores Ronai Rocha (UFSM), Edgar Brito Lyra Neto (PUC-RJ) e Gisele Secco (UFRGS).

OBS.: O simpósio deverá ocorrer na quinta-feira, das 16:00 às 18:00 horas. Conforme consta na tabela abaixo.

Programação:



17 (segunda-feira)

18 (terça-feira)

19 (quarta-feira)

20 (quinta-feira)

21 (sexta-feira)

8h00 – 10h00



Minicursos 1 a 4*

Minicursos 1 a 4

Minicursos 1 a 4



10h30



TL 1

Minicurso 5

Minicurso 5

Minicurso 5

11h00



TL 2







11h30



RD 1







12h00



RD 2







12h30 – 13h30



Almoço







13h30



RD 3







14h00



RD 4







14h30



RD 5







15h00



CR 1







15h30



Pausa para o café







16h00



CR 2



Simpósio



16h30



CR 3







17h00



CR 4







17h30



FP 1







18h00



FP 2



































































* Atenção para possíveis mudanças de salas.


Legenda 1 – sessões temáticas:



TL: tema livre



RD: recursos didáticos



CR: currículo



FP: formação de professores





Legenda 2

Expositores

Título do trabalho:



TL 1

Joselaine da Ressurreição Perim

A ética e a moral da sala de aula para a prática

TL 2 -



Gerri Sawaris

Chimarrão e Filosofia

RD 1 -



Leila Athaides da Rosa

Produção de histórias em quadrinhos a partir da análise e interpretação de textos filosóficos

RD 2 -

Daniel Donato Piasecki

Pensar em imagens

RD 3 -



Jâneo Maneol Venturini dos Santos

O que é a Sala dos Sentidos?

RD 4 -



Fabricio David De Queiroz

O olhar filosófico do aluno através da câmera do seu celular

RD 5 -



Luis Fernando Lima e Silva

O uso da ferramenta colaborativa padlet na aula de Filosofia

CR 1 -



Thiago Rafael Santin

Relato de orientação de pesquisas em filosofia no ensino médio

CR 2 -

Carolina Volante Peres

Metodologias Ativas e o ensino de Filosofia Política

CR 3 -



João Paulo Ferreira Maia

Interdisciplinaridade entre Filosofia e as Ciências Naturais

CR 4 -



Leila Lurdes Gerlach Riger

Herança Africana, a lei 10.639/03 e o ensino de Filosofia: quais agenciamentos?

FP 1 -



Alessandra Aparecida de Melo

PIBID : Do levantamento ao resultado ou a narrativa de uma intervenção

FP 2 -



Priscilla Sisto Dalmarco

A Aplicação De Atividades De Teatro Nas Aulas De Filosofia








Seguem os resumos dos relatos a serem apresentados:

TL 1 -

Autora: Joselaine da Ressurreição Perim.

Título: A ética e a moral da sala de aula para a prática

Resumo:

O trabalho de filosofia na sala de aula necessita buscar recursos diversos, em que o professor/orientador deve procurar maneiras diversificadas para que o aluno interaja com a disciplina. Nessa busca, trabalhando de acordo com o Currículo Básico Comum das Escolas Publicas do Estado do Espirito Santo (CBC), no que se refere a 2° série do Ensino Médio Regular, o qual prevê o ensino de Moral, resolvi eu trabalhar a teoria em sala de aula utilizando o livro didático escolhido através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2015 a2017 e solicitar aos alunos a prática, na verdade, um momento de pesquisa de campo, onde os educandos utilizariam de seus conhecimentos para indagar as diversas pessoas sobre o que é ética e o que é moral? Assim, divididos em grupos, os alunos partiram em busca de voluntários que permitissem a filmagem dessa reportagem de rua, onde as mais diversas respostas poderiam surgir. A surpresa ocorreu, quando os grupos resolveram pesquisar/indagar pessoas de referencia como os funcionários da câmara de vereadores e os vereadores; secretários do município, professores de outras disciplinas e escolas; policiais e demais funcionários da delegacia; médicos e alunos. O retorno deste trabalho foi gratificante tanto para esta educadora que relata esta experiência, quanto para os educandos, que obtiveram a percepção da pratica, ou seja, relacionaram a teoria e a vivicidade das pessoas de acordo com sua moradia, emprego e posição social. A percepção de que a família, a historicidade, o espaço onde cada ser vivo e mantém sua rotina é de fundamental importância para ofertar a ideia de moral do individuo e vivenciar, experimentar através da entrevista os pontos de vista “de fora” do conceito de verdade que cada componente do grupo vivencia, os levaram a perceber que a diversidade é muito maior do que o “olhar” desses jovens/adolescentes poderiam imaginar. A culminância do projeto, se deu em vermos juntos os vídeos em sala de aula, relatar as dificuldades para a produção do mesmo e refletir com as respostas de cada individuo que disponibilizou para a entrevista. O debate deste trabalho possibilitou uma interação maior entre a educadora e os educandos, estes estão mais focados na disciplina, estabelecendo argumentos/conceitos e ansiosos pelo próximo trimestre, onde o tema será poliítica.


TL 2 -

Autor: Gerri Sawaris

Título: Chimarrão e Filosofia

Resumo:

Foi criado em junho de 2014, o grupo denominado Chimarrão e Filosofia, junto à Escola Estadual de Ensino Médio São José. Com o objetivo de ser eclético, plural, democrático e acima de tudo livre, visa encontros para debater ideias, conversar, dissertar e falar da vida na cidade, dos homens e do mundo em geral. Esses encontros acontecem mensalmente nas primeiras quartas-feiras, das 19h às 21horas. O que permeia a discussão é o viés filosófico, articulado com a interdisciplinaridade com outras áreas do pensamento, pois é natural da filosofia dar esse suporte as demais disciplinas. Os assuntos que são tratados, bem como convidados, quando isso se faz necessário, são definidos pelos próprios participantes ao final do encontro, quando se faz a pauta do encontro seguinte. Aquele que teve sua proposta aprovada fica responsável para fazer a motivação e apresentar o evento no encontro seguinte. A cada encontro, é feita a memória com o registro das atividades em uma ata. No dia do evento, todos os alunos da escola são lembrados que vai acontecer mais uma edição do chimarrão e filosofia. Nesse ano e meio de atividades, podemos avaliar como positiva a experiência, pois muitos alunos passaram pelo evento. Vários permanecem conosco até hoje e alguns já deixaram a escola e estão cursando faculdade, para nossa surpresa, temos duas alunas que ingressaram no curso de filosofia e outros no curso de história, o que em nosso entender foi motivado por essa metodologia de fomentar o pensamento e a livre expressão da palavra através do chimarrão e filosofia.

RD 1 –

Autora: Leila Athaides da Rosa

Título: Produção de histórias em quadrinhos a partir da análise e interpretação de textos filosóficos

Resumo:

O seguinte trabalho tem como objetivo, despertar nos estudantes o gosto pela leitura dos textos clássicos filosóficos de uma maneira prazerosa e contínua, para que dessa maneira eles possam se promover no sentido de expandir cada vez mais a sua visão crítica cotidiana e perceber a importância da filosofia em nosso contexto. Trata-se da leitura dos textos por parte dos alunos e da produção, pelos mesmos, de histórias em quadrinhos. A leitura do texto proposto acontece em sala de aula por toda a turma ( 2° e 3° anos do ensino médio), nesse primeiro momento ocorre também a discussão em torno do texto, e as conclusões e percepções à cerca dos mesmos são anotadas, para futuramente auxiliarem na construção dos diálogos. É evidente, que em grande parte dos casos, os estudantes precisam dar continuidade à leitura em outros ambientes, devido ao pouco tempo em sala de aula. Cada turma fica responsável pela produção de histórias em quadrinhos do texto trabalhado no bimestre, sendo que todos os trabalhos produzidos são avaliados pelos próprios estudantes e corrigidos pela professora, sendo exposto apenas um trabalho referente ao 2° ano e outro referente ao 3°ano do ensino médio. Os textos clássicos já estudados, trabalhados e prontos nesse formato pelos estudantes em questão, são: - O Mito da Caverna, de Platão O Senhor e o Escravo, de Hegel Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento, de Kant E está em andamento a produção de dois outros trabalhos, com base nos textos: A Indiferença, de Gramsci Segunda Meditação, de Descartes O resultado desse trabalho é bastante interessante e compensador, visto que, ocorre a estimulação da leitura àqueles que irão produzir o trabalho e também pelos alunos e demais pessoas que transitam pela escola, que ao verem as histórias expostas se interessem em parar para ler, pois a parte visual produzida é bastante atraente, ora em formato de banner, ora exposto em folha A4. Desse modo, mais pessoas acabam por ter contato com a leitura, mesmo que de forma intermediária, com alguns dos principais clássicos da filosofia, obtendo uma compreensão maior de seu cotidiano enquanto protagonistas de suas vidas, percepção essa, que é fruto da aproximação com a filosofia. Referências Universidade de São Paulo, textos. O Mito da Caverna. Disponível em: www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/203.pdf HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. Tradução de Paulo Meneses com colaboração de Karl-Heinz Efken. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1992. KANT, Immanuel. Resposta à questão: O que é esclarecimento?. In: MARÇAL, Jairo. Antologia de Textos Filosóficos, Curitiba: SEED, 2009, p. 406 à 415. GRAMSCI, Antônio. A Indiferença. In: MARÇAL, Jairo. Antologia de Textos Filosóficos, Curitiba: SEED, 2009, p.269, 269. DESCARTES, René. Segunda Meditação. In: MARÇAL, Jairo. Antologia de Textos Filosóficos, Curitiba: SEED, 2009, p. 160 à 165.

RD 2 –

Autor: Daniel Donato Piasecki

Título: Pensar em imagens

Resumo:

O relato de experiência ora proposto sistematiza, em suas linhas gerais, as experiências desenvolvidas pelo subprojeto Filosofia, do PIBID/UNICENTRO, em Guarapuava/PR. As experiências das quais se tratarão aqui têm o seu elemento unificador na concepção de um “pensar em imagens”. Esse, o pensar típico do presente, operante, por exemplo, nos quadros teórico, prático e poiético das imagens geradas, recolhidas e transmitidas pelos mais diversos meios de comunicação de massa, como já o constatara Vattimo nos idos de 1980. Não obstante, o referido “pensar em imagens” pode ser igualmente encontrado em Aristóteles, que o tematiza cientificamente, mas também nos mitos, na maneira de pensar de jovens e adolescentes de todas as épocas etc. Tais experiências, portanto, partem da constatação de que o pensar atual, em particular o da adolescência e da juventude, não se dá necessariamente por categorias e conceitos abstratos, mas antes “em imagens”; em especial as produzidas pelos mass media. Dentre as atividades desenvolvidas pelos participantes do subprojeto (coordenador, supervisores e acadêmicos), como esboço de uma estratégia e de uma metodologia inovadoras para o ensino de Filosofia, baseadas em algumas formas, de certo modo já tradicionais, destacam-se o CinePibid e o RPG. O CinePibid não é apenas uma atividade lúdica voltada para o lazer, mas principalmente uma forma de pensar o real mediante o uso de imagens sensíveis e metáforas da vida cotidiana. Já o RPG, abreviação do inglês Role Playing Game, que pode ser traduzido por “Jogo de Interpretação de Papeis”, é uma atividade de contar histórias, com a participação ativa de personagens. O narrador da história, visto em sua aplicação didática geralmente na figura do professor, conta uma “história”, mas esta não é contada de maneira estática, pois os ouvintes (educandos) agem ativamente em uma aventura. Estes assumem, assim, o controle de personagens dentro da trama, decidindo entre caminhos a serem trilhados e decisões a serem tomadas. Essas duas experiências, especialmente, buscam recuperar o elemento criativo, lúdico e prazeroso do ensino e do aprendizado de filosofia, elemento de certo modo perdido com o divórcio entre imagem e pensamento (aqui o conceito abstrato) praticado pela modernidade.

RD 3 -

Autor: Jâneo Maneol Venturini dos Santos

Título: O que é a Sala dos Sentidos?

Resumo:

A Sala dos Sentidos é um recurso didático construído com o objetivo de sensibilizar os estudantes para a discussão e problematização acerca das principais teorias do conhecimento no ensino da filosofia no nível médio. A sala possibilita que os estudantes tenha contato com um espaço repleto de objetos e situações que estimulem o trabalho, o desenvolvimento e as experiências pelos nossos sentidos. Os estudantes vivenciam o espaço com os olhos vendados, por cerca de 30 a 45 minutos, por meio da mediação do professor e demais colaboradores. A ideia é que posterior à experiência, estes estudantes possam iniciar tentativas que problematizem as diferentes formas de entendimento e compreensão dos objetos, das situações e dos sentidos possibilitadas pela sala. O desafio filosófico estará lançado, para que a partir dele o professor comece o exercício de mediação e reflexão junto aos seus estudantes sobre o que é conhecer e as diferentes formas de compreensão da realidade. A sala chama-se dos sentidos, mas não tem como objetivo somente o trabalho acerca do empirismo, da experiência e dos sentidos. Ela é um recurso que possibilita ir além, pois para entender o que se passa em seu espaço não basta somente a experiência dos sentidos, mas algo que entenda aquilo que se vivencia. Portanto, o recurso didático Sala dos Sentidos é um propulsor para a discussão das diferentes teorias do conhecimento. Por meio dele, podemos dialogar e refletir sobre o empirismo, o racionalismo e até mesmo o idealismo transcendental. A problemática do conhecimento de autores como Hume, Descartes e Kant tornam-se mais compreensíveis ao entendimento no nível médio.

RD 4 -

Autor: Fabricio David De Queiroz

Título: O olhar filosófico do aluno através da câmera do seu celular

Resumo:

Há um conflito flagrante testemunhado em sala de aula na escola pública entre o olhar filosófico do aluno e a realidade representada pela escola. Mais do que expectativa de aprendizagem do planejamento didático de todo professor de filosofia no ensino médio, a reflexão filosófica é condição sine qua non do trabalho pedagógico para o ensino de filosofia. Dentro da sala de aula a indisciplina, a dispersividade, a desmotivação, acometem o corpo discente em geral como sintomas de uma crise da razão, e vão de encontro aos tradicionais procedimentos metodológicos de leitura e reflexão, sobretudo, a escola contemporânea se constitui lócus estéril para a leitura e estudo de textos não-didáticos, o que compromete a atividade reflexiva a partir de questões filosóficas. Entretanto, o paradigma racionalista a ser investigado criticamente neste relato de experiência, pode ser discutido a partir da análise filosófica do olhar, o sentido humano mais valorizado na era digital. O esforço aqui é o da análise do procedimento metodológico de produção de vídeos com celular na aula de filosofia, assim, problematiza-se a atividade reflexiva instrumentalizada a fim de pensar a inovação de recursos didáticos e sua interferência na situação epistemológica e cultural dos estudantes.


RD 5 -

Autor: Luis Fernando Lima e Silva

Título: O uso da ferramenta colaborativa padlet na aula de Filosofia

Resumo:

Este breve relato é decorrente de uma experimentação didática nas aulas de filosofia do 1º ano do ensino médio técnico e regular do Colégio Paulista – COPI – situado no bairro da Aclimação em São Paulo. A prática se centra no uso da ferramenta digital padlet. Neste ambiente virtual é possível a criação coletiva e assíncrona de um painel eletrônico. Nas configurações do painel, os autores vão além de incluir e escrever textos: são capazes de personalizar a tela de fundo, incluir vídeos, áudios e imagens. Essa ferramenta digital, a princípio, pode ser utilizada como repositório de conteúdo. Contudo, na prática desenvolvida com os alunos do 1º ano, o painel refletiu não somente uma pesquisa em grupo dos alunos, como também possibilitou que eles expressassem seu entendimento sobre o conteúdo estudado de maneira personalizada e dinâmica. Dentre os conteúdos trabalhados adotamos duas abordagens de ensino de filosofia distintas: uma centrada na história da filosofia (1º ano de ensino médio técnico) e outra a partir de um eixo temático (1º ano do ensino médio regular). A primeira restringiu-se a contemplar de maneira sucinta as condições históricas do surgimento da filosofia e alguns dos filósofos pré-socráticos (Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Parmênides e Heráclito), enquanto que na segunda, o tema foi a liberdade (a escolha desse tema foi norteada pelo material didático disponibilizado aos alunos). A prática didática foi desenvolvia ao longo de 3 aulas (o que corresponde a quase um mês de aula, dado que os alunos possuem apenas 1 aula semanal de filosofia, com duração de 50 minutos) e se deu na sequência abaixo descrita, em ambos os casos: 1. Leitura de texto preliminar sobre o assunto; 2. Exposição do conteúdo pelo professor; 3. Os alunos foram separados em grupos de até 5 integrantes. Posteriormente foi explicado do uso da ferramenta padlet e dadas as orientações de como deveria ser realizada a atividade; 4. Confecção do padlet (fora do período de aula). Nesta experimentação didática percebemos uma participação significativa dos alunos no desenvolvimento do painel, dada a possibilidade de cada grupo personalizar e sistematizar, a sua maneira, o conteúdo estudado, além de construir um ambiente revisional para as provas. Por fim, acreditamos que esta experimentação didática é relevante dado o contexto em que ela emerge, que é a realidade de muitas escolas particulares nas quais o uso de recurso tecnológico é parte integrante do currículo pedagógico escolar e as aulas de filosofia ocupam reduzido espaço na grade de disciplinas, sendo em muitos casos, apenas 1 aula semanal (embora possua uma gama de conteúdo extremamente vasto), o que exige do professor de filosofia uma flexibilidade didática e o uso inteligente de novas ferramentas digitais no desenvolvimento de sua práticas.

CR 1 -

Autor: Thiago Rafael Santin

Título: Relato de orientação de pesquisas em filosofia no ensino médio

Resumo:

Este relato é sobre orientação de pesquisas de ensino médio, apresentadas em 2015, na Feira de Iniciação à Pesquisa (FIP), da Escola de Aplicação da FEEVALE, em Novo Hamburgo, RS. A FIP é um evento anual, nos moldes dos consagrados salões de iniciação científica. A feira é aberta à comunidade e objetiva a apresentação de pesquisas realizadas por estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do médio, acerca de temas escolhidos por eles e com orientação dos professores. O orientador deve acompanhar os estudantes na seleção, leitura e interpretação da bibliografia, produção de instrumentos e experimentos, coleta de dados e registros, bem como na produção de relatório dos resultados. Tudo deve ser apresentado na Feira, através de poster e de apresentação oral ou experimental. Na filosofia houve 11 projetos, com 27 estudantes, dentre os quais: Gênero e não binários, Vida após a morte e regressão, Crença no horóscopo, Psicopatia e testes psicológicos, Religiões e sua propagação. Os temas apontam para a extrapolação da disciplina, exigindo abordagens multi, trans ou interdisciplinares. Conhecimentos de psicologia, história, economia e outros, foram necessários para o desenvolvimento das pesquisas. Professores de outras disciplinas atuaram como co-orientadores em cinco grupos. Um dos trabalhos, ”Automação, trabalho e sociedade”, foi orientado conjuntamente com o professor de sociologia. O estudante buscou desenvolver análise dos efeitos da automação no mundo do trabalho, para a sociedade civil e para o estado - objetivo bastante complexo de análise da economia em relação à política, que se enquadra em uma discussão maior, na realidade da cidade, que tem forte histórico industrial. Em filosofia, foi recomendada a leitura de excertos de algumas obras: A república, de Platão, O leviatã, de Hobbes, e O contrato social, de Rousseau. A orientação focou-se em estabelecer a compreensão dos conceitos políticos para fundamentar as noções de estado e sociedade civil na qual o fenômeno econômico da automação toma parte. Em sociologia, o professor recomendou a leitura de O ócio criativo, de De Masi, O manifesto do partido comunista, de Marx, e Vigiar e punir, de Foucault. As leituras visavam trazer conceitos para fundamentar a relação entre economia e política. De um modo geral, a filosofia serviu para dar distanciamento do objeto de pesquisa, conseguindo um olhar crítico que diferenciou a pesquisa de abordagem empírica descritiva, qualitativa ou quantitativa. Pensamos, assim, que a filosofia pode ter papel privilegiado em relação às demais disciplinas, ao ter abrangência mais vasta e, por conseguinte, maior possibilidade de interação e diálogo com áreas de conhecimento muito distintas entre si. A escolha da filosofia também indica a percepção pelos estudantes da capacidade da disciplina em lidar com problemas e temas do cotidiano, que podem ser trabalhados com a reflexão crítica, conjuntamente com saberes disciplinares específicos.

CR 2 –

Autor: Carolina Violante Peres

Título: Metodologias Ativas e o ensino de Filosofia Política

Apresentamos aqui uma sequência didática para o ensino de Filosofia Política, desenvolvida com salas do 1º ano do Ensino Médio da E.E. Adalberto Prado e Silva, de Campinas, São Paulo. Partimos da ideia, intuída por nós a partir de nossa própria prática de ensino, de que o uso de metodologias ativas e múltiplas para o ensino de Filosofia é favorável à “aprendizagem significativa” dos estudantes, permitindo ao estudante vincular os conteúdos aprendidos na escola à sua realidade e construir o conhecimento. Os fundamentos teóricos dessa sequência didática foram: a ideia defendida por Severino (2015, págs. 1-2), de que o professor não é um transmissor de informações a serem armazenadas em um receptáculo passivo, mas sim um mediador na construção do conhecimento, responsável por estimular a “realização de pesquisas” e o “trabalho em grupo”; e a ideia de Hoffmann (2015, p.1), de um método de aprendizagem chamado “metodologia ativa”, segundo o qual o foco das aulas de Filosofia deve ser a construção do conhecimento pelo estudante. Apostamos ainda na “pedagogia de projetos”, que envolve atividades extra classe e permite, segundo Moura (2010, p.3), abordar o conhecimento vinculando os conteúdos escolares com “conhecimentos e saberes produzidos no contexto social e cultural, assim como com problemas que dele emergem”. O foco de toda a sequência didática foi levar o estudante não apenas à compreensão de conceitos sobre a política, como também educá-lo para se tornar um indivíduo capaz de praticar a política. A sequência didática aqui abordada obedeceu às seguintes etapas: sondagem sobre o tema, utilizando questões introdutórias; leitura dirigida de texto elaborado pelo professor; aula expositiva sobre o texto anterior; pesquisa em grupo, no laboratório de informática, de textos sobre formas de governo; confecção de cartazes, nos quais alguns conceitos dos textos pesquisados são representados por imagens (recortes, desenhos); apresentação oral do grupo sobre a forma de governo pesquisada (e a classe tenta adivinhar a qual cartaz corresponde a forma de governo apresentada) - o professor intervém na apresentação do grupo, complementando a explicação; desenvolvimento de um projeto de participação política com os estudantes. Este projeto englobou as seguintes atividades: participação em oficina de edição de vídeo e produção de roteiro, pesquisas na internet, envolvimento com a realidade do bairro, entrevistas, trabalho em equipe, produção de vídeos ou mini documentários utilizando celulares, máquinas fotográficas e filmadoras, e concurso de melhor vídeo. O projeto contemplou as seguintes frentes: meio ambiente, saúde, saúde dos idosos e dos animais, lazer, cultura e arte, esportes, segurança. A sequência didática completa nos permitiu constatar a eficácia do uso de estratégias diferenciadas no ensino de Filosofia, as quais viabilizam o desenvolvimento de competências e habilidades previstas na Proposta Curricular para o ensino de Filosofia.


CR 3 -

Autor: João Paulo Ferreira Maia

Título: Interdisciplinaridade entre Filosofia e as Ciências Naturais

Resumo:

O objetivo do presente trabalho foi mostrar como é possível a interdisciplinaridade entre a filosofia e as ciências naturais, relacionando a filosofia da ciência e a física, química e biologia, mais especificamente assuntos como as leis de Newton, os modelos atômicos e a evolução das espécies. Para tanto é necessário: analisar os livros didáticos do primeiro ano do ensino médio e alguns do ensino fundamental, entrevistar professores dessas disciplinas. Assim poderemos dar uma luz aos professores que tratam desse tema e como buscar a interdisciplinaridade em suas escolas, o que já é previsto na legislação em relação à filosofia.


CR 4 -

Autora: Leila Lurdes Gerlach Riger

Título: Herança Africana, a lei 10.639/03 e o ensino de Filosofia: quais agenciamentos?

Resumo:

O trabalho que pretendo apresentar foi coordenado por mim, professora Leila Riger (Filosofia) e os professores Leonardo Gomes (Sociologia) e Márcio Costa (História). Ele partiu da proposta de lei 10.639, que sancionou a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e envolveu os alunos do primeiro ano do Ensino Médio numa experiência interdisciplinar do tema. A partir da visita ao Cais do Valongo, à Pedra do Sal, ao Cemitério dos Pretos Novos, ao Centro Cultural José Bonifácio e ao Jardim suspenso do Valongo, na região denominada por Heitor dos Prazeres "Pequena África" devido a sua importância para a cultura negra no Brasil, as turmas elaboraram uma apresentação que envolvia pesquisa histórica e filosófica, elaboração de maquetes sobre a área, investigação sobre a dança, música e culinária negras, produção de um jornal e análise de fotografias dos locais visitados.


FP 1 -

Autora: Alessandra Aparecida de Melo

Título: PIBID : Do levantamento ao resultado ou a narrativa de uma intervenção

Resumo:

Durante o ido ano de 2015 e o atual ano de 2016 o Programa PIBID Filosofia da UNICAMP criou acontecimentos na sala de aula das escolas Francisco Álvares e Adalberto Prado e Silva da rede pública da cidade de Campinas, possibilitando o trabalho com conceitos filosóficos. Ao ver a sala de aula como uma unidade de pesquisa e intervir no ambiente escolar abordou a estrutura conceitual do texto filosófico e sua redação. O programa que atua no aprimoramento de licenciandos em Filosofia levou e ainda leva temas relevantes da atualidade vinculados a problemas filosóficos. Em etapas progressivas o trabalho realizado pelos bolsistas em conjunto com a supervisão e coordenação do programa reconheceu as escolas- desde sua estrutura física até o mapeamento das relações humanas- visou a compreensão da cultura da escola, levantamento das expectativas dos envolvidos em relação ao programa PIBID e a elaboração do plano de ação que foi realizado em conjunto com os alunos do ensino médio. Em cursos ministrados sempre por uma dupla a estrutura conceitual, trazendo como estratégia de sensibilização a notícia da repressão policial para com a uma transexual chamada Verônica que ocorreu em abril de 2015 os pibidianos- como os chamamos carinhosamente- puseram em prática o plano de ação e por meio da produção de textos, mensagens, rodas de conversas e produção textual com interviram no ambiente escolar. Os resultados surpreendentes!!!
FP 2 -

Autora: Priscilla Sisto Dalmarco

Título: A aplicação de atividades de teatro nas aulas de filosofia

Resumo:

O PIBID FILOSOFIA 3 da UFPR tem utilizado esta prática desde 2014. Com releituras de Platão, Iluministas e Nietzsche, observamos que a participação dos alunos tem sido maior com a apresentação de teatros. Fizemos várias formas de representações teatrais, tais como teatro, musicais, radionovela e jogos de RPG (Roling Played Game). Os alunos, a partir da leitura de textos clássicos, buscam também em dicionários e artigos a melhor forma de representar o conceito solicitado pela equipe do PIBID, de acordo com o planejamento pedagógico do professor e do colégio. Aplicamos as atividades no ano de 2014, 2015 e 2016. Em cada ano a atividade aconteceu de uma forma diferente, pois por mais que a teoria fosse a mesma, eventualidades como greves e doença por parte da supervisora, mostraram como as situações de explicação e estimulo de aula/trabalho podem ser levadas e trabalhadas junto aos alunos. Pode-se concluir que a participação do professor e do PIBID faz a diferença na entrega final do trabalho. Outro dado que percebemos é que a disponibilidade do colégio, quanto a infraestrutura, não é um problema, mesmo sem o espaço do teatro ou salão nobre, como chamam, não é algo que prejudique a busca dos alunos. Percebemos que a verba disponibilizada pela CAPES, através do PIBID faz a diferença quanto aos recursos oferecidos aos alunos para o desenvolvimento de teatros. Os alunos se sentem mais motivados, reconhecidos e sempre pedem mais atividades lúdicas como esta. O resultado da sequencia de teatros apresentados pelos alunos pode ser conferido no link abaixo: http://prezi.com/svtanixnui5t/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

Observação: Nos horários vagos da programação da ANPOF-EM, seus participantes são direcionados para atividades do Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF, em especial aquelas ligadas ao GT Filosofar e ensinar a filosofar, que tem um papel formador importante para os professores da disciplina de filosofia no ensino médio.

 AGENDA DE PAGAMENTO DA INSCRIÇÃO E VALORES

 

Categoria Até 02/05 02/05 a 13/06  14/06 a 31/07  01/08 a 10/10  após 11/10
Inscrição com apresentação de trabalho

Professores e pesquisadores

R$ 450,00

R$ 560,00

R$ 660,00

R$ 760,00

R$ 860,00

Alunos de Pós-Graduação

R$ 250,00

R$ 300,00

R$ 380,00

R$ 420,00

R$ 480,00

Inscrição sem apresentação de trabalho

Público em geral

R$ 450,00

R$ 560,00

R$ 660,00

R$ 760,00

R$ 860,00

Professores universitários e alunos de graduação e pós

R$ 250,00

R$ 300,00

R$ 380,00

R$ 420,00

R$ 480,00

As inscrições de docentes e discentes de Programas de Pós-Graduação filiados à ANPOF serão validadas pelas respectivas coordenações.

Os pagamentos poderão ser feitos por meio de Boletos Bancários ou Cartão de Crédito (neste caso, com a opção de pagamento em três parcelas)

Sobre a devolução do valor da inscrição: No caso de trabalhos recusados após o pagamento das inscrições a ANPOF devolverá 80% do valor pago pelo pesquisador. O pesquisador poderá também optar por participar do Encontro sem a apresentação de trabalho. Nos outros casos de desistência, será devolvido 50% do valor desde que solicitado até 30 dias antes do início do XVII Encontro.

Todos os inscritos receberão certificado de participação.

FaLang translation system by Faboba