AGENDA ANPOF
  • RESULTADO DO EDITAL DE ADESÃO DE PERIÓDICOS DA ÁREA DE FILOSOFIA AO PORTAL DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS DA ANPOF

    Resultado do Edital de Adesão de Periódicos da área de Filosofia ao Portal de Periódicos Eletrônicos da ANPOF.Confira aqui a lista de Periódicos Aprovados para compor o Portal de Periódicos da ANPOF.

    LEIA MAIS

  • PRESIDENTE DA ANPOF PARTICIPA DE REUNIÃO COM PRESIDENTE DA CAPES

    No último dia 11 de outubro, o Prof. Adriano Correia, presidente da ANPOF, participou de uma reunião com o Presidente da CAPES, o prof. Anderson Correia. Também estiveram presentes os diretores de avaliação, de programas de bolsas e de relações internacionais da entidade, além de outros representantes de entidades de humanidades.

    LEIA MAIS

  • CARTA DE CURITIBA - CHAMADO À RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

    Vivemos um momento de graves e irresponsáveis agressões ao meio ambiente, com ataques à já frágil legislação, retrocessos institucionais e supressão de direitos patrocinadas por um governo que nega as evidências da crise climática criando vexames internacionais e incentivando práticas de pilhagem que incluem o desmatamento da Amazônia, queimadas, uso indiscriminado de agrotóxicos e a extinção da vida.

    LEIA MAIS

  • RELATÓRIO DE ATIVIDADES DA DIRETORIA DA ANPOF - 2019/1

    A diretoria da ANPOF tem tomado várias iniciativas visando defender o direito à pesquisa e ao ensino de filosofia em todos os níveis de ensino, em conformidade com os objetivos definidos em seu estatuto. Temos acompanhado de perto o processo inédito de construção coletiva do documento de área junto à coordenação da área de filosofia junto à CAPES e também nos manifestado em defesa do financiamento da pesquisa na área e da manutenção da presença da disciplina filosofia no nível médio de ensino.

    LEIA MAIS

  • FÓRUM DE DEBATES: ANPOF/ ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE FILOSOFIA

    A ANPOF (Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia) é reconhecida pela comunidade filosófica brasileira como sua associação nacional. A entidade surgiu no início dos anos 1980 como uma associação de programas de pós-graduação, a qual não obstante possui dentre suas finalidades básicas – definidas em seu Estatuto Social (2013).

    LEIA MAIS

  • LEVANTAMENTO FEITO PELA ANPOF INDICA BAIXA PRESENÇA DE ENSINO DE MARX NAS PÓS-GRADUAÇÕES EM FILOSOFIA NO BRASIL

    A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia no Brasil reúne 47 programas em todas as regiões do país. Estes programas oferecem mestrado e/ou doutorado. De acordo com levantamento feito pela instituição, neste semestre apenas 2,3% das disciplinas oferecidas pelos programas são sobre Marx.

    LEIA MAIS

  • NOTA DE REPÚDIO A DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA SOBRE AS FACULDADES DE HUMANIDADES, NOMEADAMENTE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA

    A Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) e associações abaixo mencionadas repudiam veementemente as falas recentes do atual presidente da república e de seu ministro da educação sobre o ensino e a pesquisa na área de humanidades, especificamente em filosofia e sociologia.

    LEIA MAIS

  • Coordenações da graduação e pós-graduação em Filosofia da Universidade Estadual do Vale do Aracaú se manifestam contra a fala do Ministro da Educação

    Na última segunda-feira (8/4) o jornalista Josias de Souza divulgou em seu blog no portal UOL uma fala do Ministro da Educação recém-empossado, Abraham Weintraub, em que diz que as universidades nordestinas não deveriam ensinar filosofia, mas priorizar o ensino de agronomia. Ao que tudo indica, a fala do ministro é de setembro do ano passado, mas ganhou repercussão agora em razão da posição que ora ocupa, numa Pasta central para o país. Nem por isso deixa de ser, ao mesmo tempo, revoltante e compreensível.

    LEIA MAIS

  • DOCUMENTO APRESENTA DIRETRIZES PARA PREVENIR E COMBATER ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NOS PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA

     No último dia 12 de dezembro estiveram reunidos em Brasília os coordenadores de área de Filosofia junto à CAPES, oscoordenadores e coordenadoras dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia e o Presidente da ANPOF. 

    LEIA MAIS

banner quadrado periodicos 2019 E
 
BANNER FORUM-HOME3
 
03 COLUNA
CLIPPING ANPOF
msc-gt

face      YOUTUBE ANPOF

rss      twiiter

Chamada de trabalhos para dossiê da Revista Em Construção

Chamada de trabalhos para o terceiro dossiê da Revista Em Construção.

Link para a divulgação: http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/emconstrucao/index


Chamada para Dossiê temático: Crise

Organizador: Leonardo Rogério Miguel – Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF)



Revista Em Construção torna pública a chamada de trabalhos (artigos, ensaios, resenhas e traduções) para o dossiê temático Crise, organizado pelo professor Leonardo R. Miguel (UENF). A publicação está prevista para o terceiro número da revista em dezembro de 2018. Os trabalhos devem ser enviados diretamente para o site da revista e devem estar em conformidade com as normas de publicação (disponíveis em http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/emconstrucao/about/submissions#onlineSubmissions).



Prazo para o envio: 01 de julho de 2018.

Além dos artigos para o dossiê, a Revista Em Construção também recebe, em fluxo contínuo, outras contribuições (artigos, resenhas e traduções) sobre epistemologia histórica e estudos sobre ciências.




“Crise”

Nossa pretensa familiaridade com o termo “crise” tem o potencial para provocar mais instabilidade e incertezas do que os fenômenos que o mesmo pretende designar. Estamos enredados em crises, há a crise de tudo, assim é dito. Crise civilizatória, crise econômica, crise política, crise dos valores, crise das instituições, crise da fé, crise existencial, crise da universidade. A lista segue aumentando ao sabor dos acontecimentos, das tensões, da perplexidade geral e de todo tipo de emoção ligada à “circunstâncias desfavoráveis” ou a “momentos de revelação de oportunidades”. Afirmar a crise de qualquer coisa parece dotar o enunciador de alguma capacidade considerável para realizar diagnósticos ou prognósticos – a partir de alguma perspectiva supostamente privilegiada – sobre o que está em jogo (especialmente, quando se fala em “decadência” e/ou “necessidade de mudança”). Além disso, a alegação de um “estado de crise” pode ser usada, leviana ou cinicamente, como desculpa (e não justificativa) para uma consequência indesejável de planos malconduzidos ou deliberadamente escusos. Ou seja, liberaria os indivíduos de todo e qualquer envolvimento com o caso (Bauman; Bordoni, 2016). Nesse sentido, alarmes de crise se apresentam tão-somente como cortinas de fumaça para encobrir a complexidade das situações, como ilusões para agitar ou docilizar o público diante de falsas opções e da suspenção da capacidade de tomar decisões, beneficiando aqueles que se aproveitam das confusões, das esperanças, dos impasses e eventuais oportunidades provocados em circunstâncias chamadas “críticas”.


Em seu sentido originário, “crise” (do grego krisis) aparece no âmbito do direito, da medicina e da teologia, significando “separação”, “decisão”, “juízo”, “escolha”. De modo geral, pode-se dizer que é um momento decisivo dentro de um processo difícil, em que uma escolha precisa ser feita, com discernimento, entre alternativas opostas como, por exemplo, o certo e o errado, a vida e a morte, a salvação e a danação (Morin, 1974; Koselleck, 2006). O termo “crítica” tem a mesma raiz de “crise”, significando, grosso modo, que todos os aspectos de algo são questionáveis e demandam revisões, reavaliações, novos juízos. As mesmas demandas podem ser feitas em relação aos empregos triviais do termo “crise”, pois são questionáveis e geram confusões.

Enquanto um conceito político e histórico-filosófico, “crise” expressa mais do que um momento de indefinição – provisório, emergencial ou extraordinário – apresenta-se como evento recorrente, ou crônico, permanente (Casara, 2017). Isto sugere que decisões não são ou não podem/puderam ser tomadas, que as contradições presentes no processo não podem ser superadas – ou não é desejável que sejam superadas. Diante disso, perguntamos: seria a crise “tanto um evento histórico quanto uma condição persistente da vida, e até mesmo a base para uma condição humana transcendente” (Roitman, 2014)? A persistência da crise se impõe por esta ser essencial para consciência humana, por “sermos crise” (Santos, 2010)? Ou a manutenção de “estados de crise” se impõe por ser inerente, funcional e útil a determinado status quo (econômico e político, por exemplo)? Em comparação a que podemos afirmar que estamos em crise? Qual é o estatuto epistêmico de quem realiza diagnósticos do presente e afirma haver uma crise?

A despeito de ser empregado como um lugar-comum na mídia e nas conversas cotidianas, “crise” é um conceito-chave, complexo e interdisciplinar, objeto de muitos campos de conhecimento, tais como, por exemplo, o da história, da filosofia, das ciências sociais, da medicina, da psicologia, da economia. Até mesmo nas ciências naturais, assim como na história e na filosofia da ciência, o conceito de “crise” se faz bastante presente em discussões sobre os fundamentos metafísicos e epistemológicos da física, por exemplo, ou em investigações acerca do modo como as ciências se transformam e progridem (e.g., Husserl, 1936; Kuhn, 1962).

Entre outras coisas, essa brevíssima descrição quer dizer que o conceito de “crise” é importante demais para ser usado de forma vaga, demagógica, equivocada, como um recurso retórico à uma entidade abstrata com o fim de despersonalizar as atribuições de responsabilidade. Assim sendo, a Revista Em Construção aceita contribuições em forma de artigos acadêmicos, ensaios e resenhas que tragam reflexões sobre esse conceito de vasta dimensão semântica. Afinal, estamos falando sobre crise apropriadamente? O objetivo do dossiê “Crise” é trazer esclarecimentos sobre o conceito e seus usos, desembaraçá-lo, de modo a dotar o público em geral de condições para pensar, compreender e agir sobre as circunstâncias e sobre o papel dos atores envolvidos em todos os âmbitos específicos em que qualquer diagnóstico de crise se fez/faz presente – educação, valores, economia, meio ambiente, entre outros.

FaLang translation system by Faboba