Presidida por Adriano Correia Silva (UFG), Chapa 2 é eleita

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Foto: John Soares

Na tarde desta quinta-feira, 20, foi realizado no auditório 2, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), o processo eleitoral que escolheu a nova diretoria da ANPOF para coordenar o biênio 2017-2018. A Chapa 2, presidida pelo professor Adriano Correia Silva da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi eleita com 26 votos. Por sua vez, a Chapa 1 recebeu 19 votos, enquanto uma pessoa se absteve.

As eleições para a diretoria da ANPOF ocorrem a cada dois anos. O presidente da comissão eleitoral, professor Juvenal Savian Filho (UNIFESP), afirmou que se trata de um processo conduzido de maneira transparente e reforçou que os eleitores são apenas os coordenadores dos programas de pós-graduação em Filosofia. “Os eleitores não são professores e pós-graduandos que são afiliados à ANPOF, mas os coordenadores de programas de pós-graduação. Porque a ANPOF é uma associação de programas e não de pessoas físicas, digamos assim”, explicou ele.

Após o resultado da eleição, o novo presidente eleito, Adriano Correia Silva, revelou que a vitória de sua Chapa foi algo que o surpreendeu. “Por se tratar de um grupo que se reuniu em torno de sete minutos de propostas que se desdobraram de várias iniciativas que a ANPOF já vem tomando, no sentindo de integrar a comunidade, de refletir na sua própria estrutura, no seu funcionamento, a nacionalização da pesquisa da Filosofia no Brasil. E, de algum modo, essa vitória da Chapa reflete também a grandiosidade da Filosofia no Brasil. Eu acho que a diversidade, a pluralidade”, disse.

Segundo ele, nesse primeiro momento é necessário entrar em contato com a gestão atual para tomar conhecimento da situação e a partir daí pensar em como implementar um dos projetos que foi apresentado nas propostas da Chapa, como a preocupação com a educação, a questão de gênero, o apoio aos programas regionais. “Tudo isso é decisivo para nós e vamos nos organizar para estar à altura da tarefa que nos foi concedida pelos colegas”, garantiu. Para os próximos dois anos à frente da associação, Adriano ressaltou que sua Chapa veio não apenas para levantar o debate, mas com consistência e experiência, representar programas importantes. “Eu acho que nós teremos condições de articular os colegas, ter forças suficientes para conduzir um trabalho bem feito da atual gestão. E, ainda assim, desdobrar do momento que nós estamos novas iniciativas. É tempo de trabalho”, anunciou.

Por fim, o novo presidente considerou como principais desafios a defesa da área e dar continuidade a tudo que já vem sendo feito, seja na ampliação da comunicação ou na integração da comunidade, por exemplo. “Nós estamos sendo frontalmente atacados, a universidade pública, o próprio financiamento da pós-graduação. Então, nós vamos ter de um lado que nos preocupar com a decisão politicamente relevante de nos posicionar como área, não só como pós-graduação. E eu acho, que o desafio é também de estar à altura do que está sendo feito. O desafio de estar à altura da atual gestão e, ao mesmo tempo, do contexto que nos ameaça, a área como um todo, isso é na verdade o que nos preocupa e achamos que temos que nos preparar pra isso”, concluiu.

Por: Cláudia Santana (Monitora de Comunicação)
Profa. Michele Amorim Becker (Coordenadora da Monitoria de Comunicação da ANPOF)

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