Conferência debate democracia no Brasil no quarto dia da ANPOF

Aconteceu na tarde desta quinta-feira, 20, no auditório 2, didática 5, a conferência “Rumos da democracia do Brasil”, ministrada pelos professores doutores em Filosofia Alexandre Carrasco, da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e André Duarte, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Com a atual conjuntura política do país, a conferência mostrou-se muito enriquecedora para os que ali estavam presentes. A professora Yara Frateschi, da Universidade Federal de Campinas (UNICAMP) elogiou a conferência e a ANPOF por trazer o tema nesta edição do Encontro. “Eu fico muito feliz e parabenizo a organização da ANPOF nesta gestão por ter proposto na comunidade acadêmica, de filósofos e filósofas do Brasil, o desafio de mobilizar o seu arsenal teórico para tentar compreender o que está acontecendo hoje no Brasil num momento em que a política se vê numa reviravolta muito significativa”, disse Yara.

Para o professor doutor em Filosofia José Elielton de Sousa, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), debater os rumos da democracia no Brasil é significante, pois, além de situar melhor sobre o atual cenário político, ajuda o próprio campo da Filosofia a ter uma visão mais crítica sobre isso e um maior envolvimento. “A Filosofia, a depender da área em que se trabalha, não se preocupa muito com essas questões. Um debate dentro do Encontro, com essa natureza, ajuda a resgatar esse papel da Filosofia como protagonista de uma análise da atual situação em que o país se encontra. No ponto de vista do cotidiano do país, torna ela mais importante, não fica uma atividade meramente contemplativa, isolada do mundo que a gente vive”, apontou o professor.

O conferencista André Duarte (UFPR) centrou o debate sobre os rumos da democracia no Brasil correlacionando-os com os acontecimentos políticos ocorridos nos últimos anos, principalmente com as manifestações iniciadas em 2013 até 2016, ano em que ocorreu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ele ressaltou a importância de se refletir sobre a realidade política brasileira e sair da posição encapsulada no âmbito das discussões teóricas. “Não adianta a gente simplesmente querer aplicar conceitos já pré-formatados ao nosso mundo, a gente precisa testá-los, medi-los. Eu acho que isso é um exercício imprescindível para nós como formadores, enfim, de novos filósofos; um exemplo a ser dado. Eu acho isso imprescindível, que é a participação do teórico na esfera pública”, concluiu o professor.

Por Nathália Gomes(Monitora de Comunicação)
Profa. Michele Amorim Becker (Coordenadora da Monitoria de Comunicação da ANPOF)



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