XVII Encontro Nacional da ANPOF oferece 12 encontros do ensino médio, 64 grupos de trabalho e 32 sessões temáticas

Muito além das conferências, o XVII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) oferece diversas oportunidades para a aquisição e troca de conhecimentos, bem como a oportunidade de apresentar trabalhos de temáticas extremamente diferenciadas, o que enriquece e amplia seu alcance intelectual. São 64 grupos de trabalho (GTs), em que integrantes da ANPOF têm liberdade para dar visibilidade às suas pesquisas, 32 sessões temáticas (STs), voltadas para aqueles que não fazem parte da ANPOF, e 12 encontros do ensino médio, através do qual são disponibilizados 19 minicursos.

A integrante do GT Hobbes, Idete Teles, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e doutora em Filosofia Política e Ética, que apresenta trabalho sobre “Hobbes e uma defesa da democracia?”, tem aproveitado o evento e elogia o seu extenso leque: “As discussões, o ganho intelectual, as trocas de pesquisas, experiências, conhecimentos, é fantástica. Tem um diálogo riquíssimo nesse evento”, afirmou Idete.

Ela disse ainda que participou de algumas conferências que tratavam de um estudo semelhante ao que está realizando: “Falavam sobre representatividade, democracia e, justamente, meu trabalho de pesquisa atual é sobre isso, partindo da concepção hobbesiana e pensando um pouco a ideia de alguns teóricos da contemporaneidade como Nádia Urbinati”, completou.

Raissa Ventura, doutoranda do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), 28 anos, veio apresentar um trabalho no GT de Filosofia Política Contemporânea, chamado “Qual direitos a ter direitos? Uma leitura sobre as interpretações de S. Benhabib e J. Butler”. “A ideia era trazer para a discussão um debate que duas autoras promovem ao reinterpretar essa ideia de “direito a ter direitos” formulada pela Hanna Arendt. Essa releitura partiu de um problema, que é o da imigração internacional”, explica.

Ela diz que o debate foi bastante interessante. “A ANPOF é um evento muito importante não só para Filosofia, mas também para outras áreas do conhecimento”, elogia. Vinda de uma área um tanto diferente, ela ressalta a amplitude do evento e sua relevância. “Eu, por exemplo, venho da teoria política e essas conferências que buscam fazer um diálogo, produzir diagnóstico sobre a realidade brasileira têm um diálogo muito interessante com o que a gente produz na Ciência Política e na teoria política”, aponta.

Thiago Rafael Santin, que possui graduação e mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (UFRGS), experiência na área com ênfase em Epistemologia e é estudante de graduação em Psicologia pela mesma universidade, está na ANPOF Ensino Médio pela terceira edição, apresentando trabalho chamado “Relato de orientação de pesquisas em filosofia no ensino médio”.

Ele diz que a comunidade precisa dessa discussão sobre o ensino de filosofia, a reforma curricular do ensino médio e que temos que nos inteirar sobre a recente Medida Provisória (MP) que foi promulgada pelo governo Temer e seus possíveis desdobramentos. “Através dos GTs, conferências, STs e encontros que participei, essa discussão ela vem sendo feita”, afirma Thiago.

O XVII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia continua acontecendo a todo vapor e assim se mantém até amanhã, sexta-feira, 21, ao meio-dia, quando será realizada a cerimônia de encerramento.




Por Ullisses Machado (Monitor de Comunicação)

Profa. Michele Amorim Becker (Coordenadora da Monitoria de Comunicação da ANPOF)




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