Lançamento de livros no Museu da Gente Sergipana atrai público diversificado

Sotaques, linhas de pesquisa e idiomas diferentes circularam pelo pátio do Museu da Gente Sergipana em Aracaju na noite de quarta-feira, 19, durante o lançamento de 111 livros dos participantes do XVII Encontro da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF). A abertura do evento ficou por conta da quadrilha Unidos em Asa Branca, grupo folclórico de reisado, uma manifestação cultural nordestina, que foi descrita pelos membros durante a apresentação como uma dança que mistura o sagrado e o profano.

Bruna Frascolla, da Universidade Federal da Bahia, traduziu um dos livros lançados na noite e diz ter achado interessante o fato de haver entre o público, pessoas que não eram da área de filosofia, mas que puderam entrar em contato com esse universo e eventualmente compraram o livro. “Mostra como todo mundo é igual e diferente ao mesmo tempo, quer dizer que as diferenças regionais acabam não importando aqui”, disse ela sobre o encontro.


Para Gustavo Aragão, presidente da Academia de Letras de Aracaju, a exposição possibilitou o intercâmbio de saberes, “Sergipe é carente de momentos onde haja essa interação entre escritores e pesquisadores da área”.

O potiguar Sandro Cocco, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), foi ao evento de lançamento dos livros no intuito de conhecer Marilena Chauí, que autografou uma série de livros trazidos pelo pesquisador. As cariocas Juliana Martins e Anamar Moncavo e a mineria Mariana Monteiro, todas doutorandas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro foram em busca de socializar e “escavar livros” interessantes.

Figura tradicional da ANPOF, Marie Pedroso, secretária do departamento de Filosofia da USP, comentou a importância da noite de lançamento de livros para os autores da área. Pedroso costumava levar livros dos professores do seu departamento para o Encontro desde 1996, quando a feira de livros e a noite de lançamento ainda não faziam parte da programação. Ela, que teve um dos estandes mais visitados e cheios de livros de diversas editoras e pesquisadores durante o evento, comemora a iniciativa da associação de vender livros com 50% de desconto. “É interessante quando as editoras vão para os locais, oferecem o desconto porque isso dá acessibilidade. Querendo ou não, livro no Brasil ainda é muito caro, principalmente de filosofia”, constatou. Por fim, o clima de hospitalidade dos aracajuanos foi elogiado por todos.

Por Gustavo Monteiro (Monitor de Comunicação)
Profa. Michele Amorim Becker (Coordenadora da Monitoria de Comunicação da ANPOF)

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