Vitória/ES será sede do XVIII Encontro Nacional da Anpof

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A diretoria da Anpof anunciou nesta terça-feira (23/5) que a 18ª edição do Encontro Nacional da Anpof já tem local definido: Vitória, no estado do Espírito Santo. O evento acontecerá entre 22 e 26 de outubro na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Campus Goiabeiras. O Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFES, fundado em 2008, o Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO/Núcleo UFES) e o Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo serão os anfitriões do evento.

A escolha se baseou em critérios como tamanho da cidade, infraestrutura, apoio institucional e baixo custo. Litorânea, a capital do Espírito Santo possui menos de 400 mil habitantes e os participantes do evento não precisarão desembolsar muito para arcar com alimentação, hospedagem e deslocamento. Além disso, possui em sua orla uma estrutura hoteleira ampla com fácil acesso ao Campus Goiabeiras. Há transporte fácil para a UFES e os participantes poderão também ir a pé dos hotéis ao local do evento em menos de meia hora. Vitória também oferece infraestrutura básica de pequenos hotéis e pousadas a preços mais acessíveis tanto no Centro da Cidade quanto na região do Campus. Por fim, há muitos voos, diretos e com conexão, a bons preços.

A realização do evento na UFES tem a dupla virtude de diminuir os custos do evento e de proporcionar a experiência do acolhimento do nosso maior evento acadêmico no ambiente da universidade. Além da generosa recepção do encontro pelo Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFES, contaremos com o apoio da administração da universidade e também dos órgãos locais de apoio ao turismo.

Abaixo compartilhamos atalhos para os documentos oficiais de apoio e também vídeos institucionais que apresentam a universidade e a região metropolitana de Vitória.

Diretoria Anpof
Biênio 2017-2018

 

Nota da Filosofia da UFES

Nota do Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Espírito Santo

Vídeo Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)

Mensagem do secretário de Turismo do Espírito Santo

Divulgação de Vitória/ES 1 - cidade sede do Encontro Anpof 2018

Divulgação de Vitória/ES 2 - cidade sede do Encontro Anpof 2018

 

Por que ler Peter Sloterdijk?

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Escrevi Para ler Sloterdijk (Via Verita, 2017) em forma de livro. Penso que em forma de breve artigo cabe falar também em algo como “por que ler Sloterdijk?”.

 
Sloterdijk é uma fonte de inspiração. Todavia, o elemento mais original de suas investigações, o que é propriamente exclusivo dele, é o que ele chama de antropotécnicas. Adotando a semântica das antropotécnicas podemos deixar de lado a incômoda e mal ajustada costumeira concepção do homem. Esta: o homem é um animal com uma capa espiritual. Podemos abandonar os vocabulários das teorias que acotovelam noções de “biologia” e “cultura” no sentido de explicar o homem. As antropotécnicas implicam em um vocabulário capaz de repor, em uma narrativa mais atrativa, a filogênese e a ontogênese, ou seja, a história da espécie e a história do indivíduo, sem que tenhamos aquela incômoda e inútil conversa sobre o que é “cultural” e o que é exclusivamente “natural” no homem. O vocabulário novo das antropotécnicas vê o homem como fruto dessas técnicas de produção do homem, e que nos permite deixar de lado de uma vez por todas a ridícula fórmula da manuais de ciênccias humanas que, não raro, falam que o homem é um animal bio-psico-social. Afinal, Isso nunca nos disse nada, apenas nos fez ficar de modo tolo apontando paras as distinções mal arrumadas pelo hífen.
 

Desse modo, pode-se dizer que as antropotécnicas respondem ao desejo de Heidegger de encontrar uma nova linguagem, fora do Humanismo, para descrever o mundo e a nós mesmos. No lugar do vocabulário autorizador do “esquecimento do ser”, Heidegger gerou aquela narrativa que deveria voltar a ouvir o ser e que, para tal, iniciou-se por uma descrição da delimitação da “clareira”, ou seja, de certa maneira o “aí” do Ser-aí, o Dasein. Sloterdijk acredita que esse projeto se apega ao tempo, e isso ocorreria de um modo a não desenvolver todo o seu potencial. Na descrição do homem no estilo de Heidegger, o Dasein, o próprio homem é pressuposto. Se assim é, em correção, cabe uma investigação que apanhe o homem lançado ao aberto em sua espacialidade, e não só no âmbito temporal. Essa nova narrativa, que deve ter como centro a descrição das antropotécnicas, é chamada pelo próprio Sloterdijk de uma “antropologia fantástica”, uma vez que o espaço do qual se fala não é o dos geômetras ou os investigadores de cadáveres, e sim um espaço surreal. Esse espaço surrreal apanha antes mediações que pontos, é antes de tudo uma teoria do meio, uma teoria da mídia, do que é a simbiose e a ressonância, termos queridos e centrais na obra do filósofo alemão.

Ontogênese e filogênese. Do modo como leio Sloterdijk, penso que ele pode ser visto como aquele que, no que diz respeito à ontogênese, leva a sério Martin Buber, e sobre a filogênese, tem em alta consideração Arnold Gehlen. Quanto a Buber, trata-se de notar sua predileção pela ideia de que as crianças já possuem um “instinto de relação”, e sua incisiva frase “o desenvolvimento da alma da criança é indissoluvelmente ligado ao desenvolvimento da nostalgia do tu”. [1] Quanto a Gehlen, é fundamental sua observação sobre a neotenia: o homem veio de um hominídeo que trouxe, pela evolução, traços infantis morfológicos e psicológicos para o indivíduo adulto representativo da espécie. [2] Para agradar os que gostam da linguagem das ciências humanas atuais: na ontogênese sai o modelo cartesiano do eu solipsístico e também o modelo habermasiano da intersubjetividade comunicativa, e entra então perscrutações uterinas no estilo das de Béla Grunberger; na filogênese sai o inatismo e também o construcionismo culturalista e entra uma teoria dos espaços de mimo de Thomas Macho.

Ontogeneticamente falando, cria-se uma “ginecologia negativa” para adentrar um tipo de microesfera, o útero, e ver que ali se forma uma subjetividade que é desde o início no mínimo dupla, uma relação que se faz por simbiose e por ressonância, e que vai gerar um indivíduo para todo o sempre relacional. O homem será sempre alguém com nostalgia do tu. Será sempre alguém que perdeu sua companheira placenta mas a substituiu pelo gênio, acoplando em seguida a mãe etc. Filogeneticamente falando, cria-se uma “antropologia fantástica” que mostra como grupos hominídios se isolaram e ganharam um espaço sem predadores, onde puderam cuidar melhor de suas crias, onde a mãe acabou cuidando dos esteticamente mais interessantes, sem dúvida os menos rápidos na maturação e que, enfim, incorporaram traços juvenis à espécie. Quando bebê, o homem sempre está destinado a um parto prematuro, pois sua cabeça cresce muito e ele acaba nascendo no último momento possível. Leva então dois anos em um exoútero. Ora, esse exoútero só foi possível de se desenvolver em um grupo de hominídios já capazes de usufruir de paz e condições climáticas e alimentares ótimas. Assim, nesse plano, o homem será eternamente um desiner de interiores e um animal doméstico.

Seria assim que a filosofia veria o homem se, em determinado momento, toda a cultura valorizadora da placenta e valorizadora da vida comunal não fosse quebrada pela vida societária moderna e liberal e pela desvalorização da cultura da placenta por meio do higienismo médico e moderno. A idéia da individualização liberal associada a um mundo em que a própria liberdade individual se mostra como uma fuga do chão, do sujo e do complexo funcionou como um capa ideológica, não nos deixando mais ver como que o Dasein brota em sua clareira e é propriamente a clareira do ser.

 Assim, nessa trilha, o mundo sloterdijkiano se constrói na explicação a respeito do arrojo do Dasein e numa crítica, devedora ao estilo iluminista e, de certo modo, frankfurtiano, aos aparatos ideológicos modernos. Neste afã corre a teoria das esferas e a conceituação de sujeito e liberdade para fora dos cânones que Sloterdijk batiza de “Internacional Miserabilista” – aquele que vê o homem, desde sempre, como pobre, sem recursos, miserável, vivendo num mundo em que nunca há ou haverá abundância. Todo esse trabalho, segundo o próprio Sloterdijk, é o de criar uma compreensão das reais fontes pelas quais há solidariedade no mundo. Por conta desse aspecto, ele próprio vincula seu trabalho às investigações próprias da esquerda[3], tomando essa acepção de um modo bem amplo.
 
Paulo Ghiraldelli, 60, filósofo. São Paulo, 23/04/2017
 
[1] Buber, M. Eu e tu. São Paulo: Centauro Editora, 2013, p. 68.
[2] Ghiraldelli Jr., P. Para ler Sloterdijk. Rio de Janeiro: Via Vérita, 2017, p. 195.
[3] Sloterdijk, P. Selected Exagerations. Cambridge: Polity Press, 2013, p. 110.

Brasil sedia a partir de hoje o I Encontro da Rede Iberoamericana de Filosofia

Começa hoje (19/4) na Universidade Federal da Bahia, em Salvador, o I Encontro da Rede Iberoamericana de Filosofia. Este encontro é uma iniciativa de um grupo de associações filosóficas de diversos países iberoamericanos e promovido pela Anpof, pela Sociedade Interamericana de Filosofia (SIF) e pela UFBA. A comissão organizadora é composta pelos professores Adriano Correia (Anpof), Antonio Campillo (Red Española de Filosofia) e João Carlos Salles (SIF/UFBA). A ideia é desenvolver uma rede que permita conectar e coordenar estas associações com um triplo objetivo: defender em escala internacional a presença dos estudos de filosofia no sistema educativo; cooperar na organização dos congressos iberoamericanos e interamericanos de filosofia; e promover em todo o mundo a difusão do pensamento em espanhol e em português.

O presidente da Anpof, Adriano Correia, conta que o encontro nasceu de conversas entre vários representantes de associações que estavam presentes no encontro da Associação Filosófica do México, ocorrido uma semana após o encontro da Anpof em Aracaju (2016), para o qual foi convidado a ministrar uma palestra. Na oportunidade, conversou com colegas de associações filosóficas de diversos países.  Em comum, diagnosticaram a situação instável em que se encontra o ensino de filosofia. “Acertamos já no México de levar adiante a ideia de consolidação da rede, a partir de um primeiro encontro, tendo como impulso o diagnóstico de que o ensino de filosofia e também a pesquisa encontram-se em grande risco em nossos países e de que é necessário promover a reflexão filosófica em português e em espanhol”, comenta. 

Neste encontro, nasceu a proposta do Brasil acolher esse encontro a partir de uma conversa entre Adriano Correia e Antonio Campillo, diretor da Red Española de Filosofia. De lá mesmo do evento, Adriano Correia consultou João Carlos Salles, presidente da Sociedade Interamericana de Filosofia, sobre a viabilidade e o interesse em realizar o evento na UFBA. A partir do assentimento de Salles, que também é reitor da universidade baiana, o evento veio para o Brasil.

 

Pano de fundo

Por trás da necessidade de se constituir e se fortalecer esta rede, está a desmontagem do Ensino Médio no Brasil. O ano de 2017 começou com a aprovação no Congresso Nacional da Medida Provisória 746/16, que retira da grade curricular a obrigatoriedade de Filosofia no Ensino Médio.  Para o Prof. Adriano, vivemos um cenário catastrófico. “Há uma reforma que acaba por criar um fosso entre o ensino médio público e a universidade mediante uma especialização precoce generalizada e um foco na inserção no mercado de trabalho de jovens apenas com o nível médio. É um projeto claro, não se pode negar”, comenta. Para complementar esta reforma, será apresentado até o fim do ano o texto que se refere ao Ensino Médio e integra a Base Nacional Comum Curricular que deve seguir a mesma proposta.

Além desta reforma, o presidente da Anpof indica que está em andamento uma campanha obscurantista contra todo pensamento que não seja conformista, tanto no nível social quanto no político e no dos costumes. “Não é outra a razão de a filosofia ser alvo privilegiado desta campanha, não pelo que tematiza, em sua extraordinária pluralidade, mas pela forma como busca promover a reflexão irrestrita sobre questões que concernem a nossa existência individual e em sociedade”, comenta. 

A situação, contudo, não é exclusiva do Brasil. O contexto é semelhante em vários outros países ibero-americanos, “principalmente com a determinação generalizada de tornar o ensino médio a porta de entrada para o mercado de trabalho, para os jovens oriundos das escolas públicas, quase todos economicamente vulneráveis, e de fechar as portas da universidade para este público”, explica o professor.

 

Programação

O primeiro dia desse encontro será dedicado a apresentar, contrastar e debater a situação atual dos estudos de filosofia (tanto do ensino médio quanto da universidade) nos países participantes do evento; as iniciativas empreendidas para a defesa destes estudos; os êxitos e os fracassos alcançados; e as expectativas para o futuro. Pretende-se, assim, elaborar um mapa da situação da filosofia no conjunto da comunidade iberoamericana.

O segundo dia do encontro será dedicado a debater propostas e estabelecer acordos sobre quatro questões: 1) a constituição da Rede Iberoamericana de Filosofia, mediante a interconexão ou a federação das distintas associações e instituições já existentes em cada país; 2) a concepção de uma estratégia comum para defender em escala internacional a presença da filosofia no sistema educativo e a coordenação desta estratégia com a Federação Internacional de Sociedades de Filosofia (FISP); 3) a cooperação para garantir a continuidade dos congressos iberoamericanos e interamericanos de filosofia; 4) a promoção em todo o mundo do pensamento que se expressa em espanhol e em português (sem ignorar as línguas minoritárias), começando pela participação ativa nos congressos mundiais de filosofia.

19/04/2017

14:00-14:30 – Abertura

14:30-16:15 – Apresentação da situação dos estudos de filosofia na comunidade iberoamericana (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Honduras)

16:15-16:30 – Intervalo

16:30-18:00 – Apresentação da situação dos estudos de filosofia na comunidade iberoamericana (México, Panamá, Portugal, República Dominicana, Uruguai, Venezuela)

20:00h – Jantar


20/04/2017

8:30-10:00 – Debate sobre iniciativas no sentido de defender a presença da filosofia no sistema educativo.

10:00-10:30 – Intervalo

10:30-12:00 – Discussão sobre a natureza e as atribuições da Rede Iberoamericana de Filosofia

12:00-14:00 – Almoço

14:00-15:30 – Apreciação de proposta preliminar de estatuto para a entidade.

15:30-16:00 - Intervalo

16:00-18:00 – Debate sobre iniciativas no sentido de defender de promover o pensamento iberoamericano.  Informações sobre os próximos congressos: iberoamericano (2018) e interamericano (2019).

20h- Jantar de encerramento


Comissão Organizadora:

- Adriano Correia (UFG/Anpof)

- Antonio Campillo (Univ. Murcia/REF)

- João Carlos Salles (UFBA/SIF)

 

Instituições promotoras:

Asociación Centroamericana de Filosofía (ACAFI) - Centroamérica

Asociación Chilena de Filosofía (ACHIF) - Chile

Asociación Costarricense de Filosofía (ACOFI) - Costa Rica

Asociación Dominicana de Filosofía (ADF) - República Dominicana

Asociación Filosófica de México (AFM) - México

Asociación Filosófica Argentina (AFRA) - Argentina

Asociación Guatemalteca de Filosofía (AGFIL) - Guatemala

Asociación Iberoamaericana de Filosofía (ASIF)-EIAF-Instituto de Filosofía del CSIC - España

Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) - Brasil

Centro de Investigaciones Filosóficas (CIF) - Argentina

Escuela de Filosofía (UASD) – República Dominicana

Instituto de Investigaciones Filosóficas (IIF-UNAM) - México

Observatorio Filosófico de México (OFM) - México

Red española de Filosofía (REF) - España

Sociedad Argentina de Análisis Filosófico (SADAF) - Argentina

Sociedad Argentina de Profesores de Filosofía (SAPFI) - Argentina

Sociedad Colombiana de Filosofía (SCF) - Colombia

Sociedad Filosófica del Uruguay (SFU) - Uruguay

Sociedad Interamericana de Filosofía (SIF) - Brasil

Sociedad Peruana de Filosofía (SPF) - Perú

Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) - Portugal

Sociedad Venezolana de Filosofía (SVF) - Venezuela

 

Lançamento de livro sobre "as virtudes da responsabilidade compartilhada"

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O professor do Centro de Educação Aberta e a Distância (CEAD) e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGFIL) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), José Elielton de Sousa, lança seu livro "As virtudes da responsabilidade compartilhada: uma ampliação da teoria das virtudes de Alasdair MacIntyre" nesta terça (11), a partir das 19h na Livraria Anchieta, localizada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 1557, Teresina, Piauí.

O livro é fruto de sua tese de doutorado defendida em 2016 na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, desenvolvida sob a orientação do Professor Doutor Nythamar de Oliveira e sob a co-orientação do Professor Doutor Helder Buenos Aires de Carvalho.

Segundo o autor, a obra busca ampliar a teoria das virtudes do filósofo escocês Alasdair MacIntyre para além do âmbito antropocêntrico em que se situa, através da incorporação de um terceiro conjunto de virtudes.

“Esta é uma tentativa de ampliar uma discussão ética para além das questões humanas, incluindo questões ambientais, um dos problemas mais urgentes hoje. MacIntyre propõe dois conjuntos de virtudes: individuais e coletivas. Dessa forma eu proponho um terceiro conjunto de virtudes ligadas às questões da natureza: as virtudes da responsabilidade compartilhada”, explica.

A publicação tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI) e está disponível para ser adquirido nos formatos impresso e digital pelo site da Editora CRV.
José Elielton de Sousa é Doutor em filosofia (2016) pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), mestre em filosofia (2010) e graduado em filosofia (2007) pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Piauí (UFPI).


Declaração de Salvador a favor da Filosofia

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Declaração de Salvador a favor da Filosofia
Salvador – Bahia – Brasil
20 de abril de 2017
 

Nós, representantes de associações nacionais e internacionais de filosofia de treze países ibero-americanos, reunidos no I Encontro da Rede Iberoamericana de Filosofia, realizado nos dias 19 e 20 de abril de 2017 na Universidade Federal da Bahia (UFBA), acordamos tornar pública a presente Declaração:

Leia na íntegra

 

TV UFBA em pauta: I ENCONTRO DA REDE IBEROAMERICANA DE FILOSOFIA

 

ANPOF (biênio 2017-2018)

Lançamento do livro: "Os Memes e a Memética: O uso de modelos biológicos na cultura"

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Gustavo Leal-Toledo, professor de Filosofia da UFSJ, está lançando seu livro: "Os Memes e a Memética: O uso de modelos biológicos na cultura"  baseado em sua Tese de Doutorado na PUC-Rio sob orientação do professor Osvaldo Chateaubriand.  Segundo o autor, o livro é prioritariamente um livro de Filosofia da Biologia, embora seja também de divulgação científica e de Filosofia da Mente.

"A Memética é, então, a ciência que estuda como memes se propagam. O que a genética faz com os genes, a Memética faz com os memes. Ou, mais precisamente, o que a genética de populações e a epidemiologia fazem com as informações genéticas, a Memética faz com as informações culturais. O ponto a ser discutido então é apenas se os modelos matemáticos aplicados na primeira podem também ser usados na segunda. Isso, é claro, levanta enormes problemas. Será que a cultura realmente pode ser dividida emunidades de informação? De que são feitos os memes? Como eles são passados? Como saber se eles foram realmente passados ou não? O que determina que um meme vai infectar a mente de uma pessoa e de outra não? Quem manda no meu comportamento sou eu ou meus memes? Eu posso escolher quais memes vão me infectar? Utilizar modelos biológicos para tratar a cultura não seria reducionista e mecanicista? [...] É com este espírito que o livro foi escrito. Mas, antes de tudo, é um livro de divulgação científica. Pretende dar ao leitor a fundamentação filosófica e científica para discutir os conceitos aqui tratados. Pode, então, ser lido por um não-filósofo que só sabe de biologia aquilo que aprendeu na escola.”

Para adquirir, basta acessar o link abaixo:

Lançamento de livro: “Filosofia animal: humano, animal, animalidade”

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LIVRO ANALISA A QUESTÃO ANIMAL A PARTIR DA FILOSOFIA

 “Filosofia animal: humano, animal, animalidade” (Curitiba: PUCPRESS, 2016, 424 p.) analisa de forma inédita no Brasil as principais teses filosóficas sobre a questão animal, tanto do ponto de vista ontológico (o que é o animal?), ético (como devemos nos relacionar com eles?) e linguístico (o animal tem uma linguagem e como devemos interpretá-lo como símbolo linguístico?). Organizado pelo professor Jelson Oliveira, o livro conta com artigos de pesquisadores nacionais e internacionais, que tratam do assunto a partir de múltiplos olhares, seja de autores clássicos da filosofia como Aristóteles, Descartes, Condillac, Plessner, Nietzsche, Heidegger e Hans Jonas, seja de autores do campo da bioética, como Peter Singer e Gary Francione, seja de autores da área da literatura.

Partindo da perspectiva de que o animal é a primeira provocação filosófica do homem, já que foi diante dele (e do seu olhar) que o homem teve de reconhecer-se a si mesmo, o livro analisa como o tema deve sair da periferia filosófica e ocupar um lugar central, não só porque conhecer o animal não-humano é um desafio cada vez mais evidente para as ciências, mas sobretudo porque ele ajuda a entender o que é o humano em sua animalidade e como nós devemos nos relacionar com toda a comunidade dos seres vivos que co-habitam o planeta em época de tantas adversidades climáticas, como a nossa.

O livro, por isso, é um monumento de perguntas e possibilidades. Ele evoca um encontro entre bichos e gentes em um mundo comum. Costurado a muitas mãos, o modo de olhar para o animal é transdisciplinar. Trata-se não apenas um pensamento sobre o animal como objeto científico ou ético, mas, na medida em que reflete sobre a animalidade (do animal e do homem), de uma reflexão sobre esse encontro, induzido pelo olhar transpassado e interrogatório de quem, ao ver o outro, enxerga a si mesmo. Essa troca de olhares se torna, a metáfora central do livro que propõe um novo modo de filosofar: uma zoofilosofia (filozoofia) – um modo modo de compreender o animal.

 

PEDIDOS E INFORMAÇÕES: jelsono@yahoo.com.br



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