Moção de Repúdio GT Filosofia e Gênero

"O Grupo de Trabalho de Filosofia e Gênero da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia vem repudiar a lamentável decisão do juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho do Tribunal Federal do Distrito Federal. Contrariando à Organização Mundial da Saúde, O Conselho Federal de Psicologia e todo o saber acadêmico construído ao longo do século XX, que desde os anos 70 e desde a década de 90 respectivamente não consideram o fenômeno da homossexualidade um distúrbio ou mesmo uma patologia; o juiz em questão deferiu liminar favorável à ação popular movida pela psicóloga Rozângela Alves Justino e outros ao suposto tratamento de reversão sexual. Como pesquisadores de sexualidade, filosofia e gênero, ficamos estarrecidos com eventos desta magnitude ocorridos em um país líder mundial no assassinato de lésbicas, gays, travestis, transsexuais, bissexuais e outras manifestações de expressão de sexualidade que não a heterossexual. A decisão do juiz fere o regimento interno do Conselho Federal de Psicologia. Sabe-se através dos estudos e da tenebrosa experiência de tentar tratar a homossexualidade - que não é doença tampouco distúrbio - que tais práticas, além de não surtirem efeito, violam a dignidade humana e colocam pessoas vulneráveis em situação de extremo sofrimento psíquico."

ANPOF 2017-2018

Primeira tese do Programa de Doutorado em Filosofia da UFG é defendida

O programa de pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal de Goiás teve sua primeira tese defendida no último dia 25 de agosto. Vital Francisco Celestino Alves, orientado pela professora Dra. Helena Esser, é o primeiro doutor formado pelo programa. A sua tese teve como título “Jean-Jacques Rousseau e os perigos da corrupção política na república”. Em sua banca estavam os professores doutores Renato Moscateli (UFG), Marisa Alves Vento (IFG), Jacira de Freitas (Unifesp) e Milton Meira do Nascimento (USP).

Este é o primeiro programa de Doutorado em Filosofia do Centro Oeste, aprovado em 2012. As atividades do programa foram iniciadas em 2013. O programa de Mestrado existe desde 1993. As linhas de pesquisa do programa são: Ética e Filosofia Política; Lógica e Filosofia da Linguagem; Metafísica e Teoria do Conhecimento; Estética e Filosofia da Arte. Lecionam no programa Adriana Delbó, Adriano Correia, Anderson Borges, André Porto, Araceli Velloso, Carla Damião, Cristiano Novaes, Fábio Almeida, Guilherme Ghisoni, Cristian Klotz, Helena Esser, Márcia Zebina, Martina Korelc (atual coordenadora), Rafael Pereira, Renato Moscateli, Thiago Santoro, José Gonzalo e José Ternes.

Resumo da Tese:
A presente pesquisa assume o desafio de vincular Jean-Jacques Rousseau à tradição republicana mediante um fio condutor: a corrupção política. Considera-se, para tal vínculo, o pressuposto de que a corrupção se inscreve como um problema de extrema gravidade e importância para os regimes políticos em geral e, especialmente, para o republicano. Sustentando que o referido problema esteve intrinsicamente ligado às discussões suscitadas por essa tradição desde a Antiguidade, retomado no Renascimento, presente nas reflexões republicanas do Século das Luzes e segue ameaçando os regimes políticos contemporâneos, o estudo, de início, mapeia sucintamente como o objeto de investigação elencado se configura na reflexão dos principais expoentes da estirpe republicana, ao longo da história da filosofia, com o intuito de preparar o terreno para defender a tese de que a corrupção política representa um grave perigo para a República. Logo, o estudo da latência da corrupção na República – analisada e discutida a partir do edifício teórico rousseauísta - possibilita comprovar a ligação do autor genebrino com a linhagem republicana. Ao serem examinadas as razões pelas quais a corrupção se apresenta como um problema nocivo à República, a pesquisa oferece o seu quinhão para a perfilhação de Rousseau ao pensamento republicano, isto porque, ao se buscar realizar esse objetivo, examinam-se outras noções e conceitos que consideramos pertinentes à reflexão sobre os riscos da corrupção política para a República.

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ANPOF 2017-2018

ANPOF EM MOVIMENTO – PROF. DR. ERNANI CHAVES DISCUTE INTERNACIONALIZAÇÃO

O convidado de nossa coluna audiovisual desta semana é o professor Dr. Ernani Chaves (UFPA). Ele é professor Titular da faculdade de Filosofia da UFPA, Pesquisador 1C do CNPQ, Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Colaborador no Programa de Pós-Graduação em Psicologia, ambos na UFPA. Neste vídeo, ele dá continuidade ao debate sobre internacionalização e reforça a importância do papel das instituições para que a cooperação ocorra. Ele enfatiza um sentido estrito da internacionalização, entendido como a existência de um processo de cooperação comum entre dois grupos de pesquisa: um no Brasil e outro no exterior e que, a partir deste processo, espera-se alguns produtos como publicações, formação de doutores e fortalecimento dos programas de pós.

Professor Ernani indica, contudo, outro sentido também da internacionalização compreendido em pequenos passos. Ele se refere à necessidade e importância das bolsas, bolsas-sanduíche, doutorado pleno, pós-doc, etc. “Esse tipo de atividade é extremamente importante porque o contato com grupo no exterior começa com participação no evento, o sanduíche de um aluno. Esses espaços intermediários para que haja internacionalização são extremamente importantes”, diz o professor no vídeo. O professor da UFPA enfatiza, ainda a importância das instituições nesse processo, como iniciativas das próprias universidades em oferecer condições para esta cooperação.

Neste material, Chaves também expressa sua opinião acerca da exigência das publicações em língua inglesa. Para o professor, deve-se respeitar a singularidade de nossa área no sentido de existem grupos de pesquisa de excelência fora de países da língua inglesa e eles também não cultivam necessariamente essa necessidade de publicar em língua inglesa.

Esta é a segunda edição de nossa coluna audiovisual, na qual professores são convidados a falar de temas que interessam a nossa comunidade acadêmica. Na primeira edição, o professor Dr. André Duarte (UFPR) debateu o mesmo tema: internacionalização.

Veja o material completo nos links abaixo:

Dr. Ernani Chaves (UFPA):
https://www.youtube.com/watch?v=X2U0CNf0ePw&t=36s

Dr. André Duarte (UFPR):
https://www.youtube.com/watch?v=A8m4ISMwfk4&t=54s

ANPOF 2017-2018

 

Lançamento de livro: "O Banquete" Trad. Anderson de Paula Borges

o banquete

O professor Anderson de Paula Borges acaba de publicar a tradução do livro Banquete de Platão pela Editora Vozes, um dos frutos do seu estágio pós-doutoral.

O texto é um testemunho de como Platão dominava o método de filosofia que concebeu: investigações discursivas sobre temas de interesse geral (Amor, Justiça, Conhecimento) por meio de diálogos fictícios com personagens históricos, muitos dos quais defensores, de fato, das ideias vinculadas a seus nomes. A fórmula típica de um diálogo platônico é um texto que desenvolve argumentos por meio de conversas. No "Banquete", Platão emprega essa fórmula para compor uma trama de discursos, personagens, fatos históricos, costumes da Atenas clássica, humor e ironia.

https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/filosofia/filosofos/platao/o-banquete-46506850

Lançamento de livro: "Verdade ordinária e verdade suprema no pensamento de Nāgārjuna" (adaptação da tese de doutorado ganhadora do prêmio ANPOF 2013-14).

Capa verdade

"Verdade ordinária e verdade suprema no pensamento de Nāgārjuna" (adaptação da tese de doutorado ganhadora do prêmio ANPOF 2013-14).
Autor: Giuseppe Ferraro
Editora: UFMG

Sinopse

O caminho do meio entre “ser” e “não-ser” do filósofo budista Nagarjuna (II d.C.) põe-se como um extraordinário desafio a qualquer metafísica afirmativa ou negativa. A presente obra avalia criticamente diferentes leituras, antigas e contemporâneas, do pensamento desse autor, e apresenta uma interpretação original de um dos seus aspectos mais cruciais: a doutrina das duas verdades.

https://www.editoraufmg.com.br/pages/obra/638/verdade-ordinaria-e-verdade-suprema-no-pensamento-de-nagarjuna



NOTA DE FALECIMENTO

Comunicamos com profundo pesar o falecimento das colegas Carolina Blasio da Silva e Maria Érbia Cássia Carnaúba em acidente automobilístico no aeroporto de Viracopos na manhã deste sábado, 26 de agosto de 2017. Ambas concluíram seu doutorado em filosofia na Unicamp em 2017: a Professora Maria Érbia em 20 de março, sob a orientação do Professor Marcos Nobre, e a Professora Carolina defendeu sua tese ontem, sob a orientação do Professor Marco Ruffino.

Manifestamos nosso pesar e nossa solidariedade aos familiares e amigos e à comunidade acadêmica do Departamento de Filosofia da UNICAMP.

Diretoria da ANPOF 2017-2018

Prémio de Ensaio da SPF - 10ª edição - 2017 ​

ANÚNCIO​ DE ABERTURA​

1. A Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF) anuncia a 10ª edição do Prémio de Ensaio Filosófico SPF, uma iniciativa que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Revista Portuguesa de Filosofia, e à qual outras instituições poderão associar-se, ao abrigo de protocolos especialmente celebrados para o efeito.

2. Os ensaios concorrentes ao Prémio de Ensaio Filosófico 2017 devem responder à pergunta: “A ideia de sublime é relevante para a reflexão filosófica sobre a arte contemporânea?”


3. O júri do Prémio é constituído por:
João Constâncio (U. Nova de Lisboa) – Presidente

António Lopes (Centro de Filosofia - Lancog, U. Lisboa) – Secretário

Aires Almeida (Centro de Filosofia - Lancog, U. Lisboa)

António Pedro Pita (U. de Coimbra)

Carlos João Correia (U. de Lisboa)

Carlos Morais (U. Católica, Braga)

Eugénia Vilela (U. do Porto)

Gabriela Castro (U. dos Açores)

Vitor Moura (U. do Minho)

Vitor Guerreiro (Instituto de Filosofia, U. do Porto)

4. Os ensaios apresentados a concurso devem obedecer ao disposto nos artigos 4º e 5º do Regulamento, nomeadamente: 1) ser textos originais com resposta ou discussão da pergunta indicada acima; 2) ser de autoria individual, ou ter no máximo 3 autores; b) estar redigidos em língua portuguesa; c) ter no máximo 10.000 palavras; d) incluir título, seguido de um resumo até 300 palavras; e) ser apresentados para avaliação anónima, sem qualquer identificação do(s) autor(es), sem agradecimentos, sem autocitações identificadas, etc.; f) ser enviados por correio eletrónico em ficheiro anexo numa mensagem de candidatura dirigida ao Presidente da SPF para o endereço spfil@spfil.pt<mailto:spfil@spfil.pt> e intitulada “Prémio de Ensaio SPF 2017”.


5. Prazos:

a) O período de envio de candidaturas encerra às 23h59m (TMG) de 31 de dezembro de 2017.

b) A avaliação das candidaturas e publicitação do resultado decorre até 31 de maio de 2018.

c) O prémio será entregue em sessão pública, em data a indicar.

6. O prémio é constituído por (a) um valor pecuniário (2.000€), atribuído ao(s) autor(es) do ensaio vencedor, e (b) pela publicação do ensaio premiado na Revista Portuguesa de Filosofia, ao abrigo dos protocolos celebrados pela SPF com a FCT e a RPF.

7. O Regulamento integral do Prémio está disponível na página em linha da Sociedade Portuguesa de Filosofia: http://spfilosofia.weebly.com/premio-ensaio-spf.html

8. Os casos omissos no Regulamento e neste Edital serão resolvidos pela direção da SPF, ouvida a posição do júri.


Lisboa, 24 de agosto de 2017

José Meirinhos
Presidente da Sociedade Portuguesa de Filosofia
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