Lançamento de livro: Uma Arqueologia do Ensino de Filosofia no Brasil

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Uma arqueologia do ensino de filosofia no Brasil
Formação discursiva na produção acadêmica de 1930 a 1968

Perencini, Tiago Brentam

 

Sinopse
O objetivo deste livro é investigar a formação discursiva do ensino de filosofia em nível universitário no Brasil. O autor analisa as condições para a formação do saber sobre “ensino de filosofia” na esfera universitária. Para isso, pesquisa os anos 1930, década em que se inicia a criação das principais Faculdades de Filosofia no Brasil, até 1968, ano da Reforma Universitária no país, para: (a) verificar a hipótese de pesquisa, que visa analisar o formato de articulação entre os discursos filosófico e pedagógico na constituição do saber “ensino de filosofia”; (b) oferecer o mapeamento do debate acerca do ensino de filosofia no debate acadêmico entre os anos de 1930 e 1968.


Link para download gratuito:

http://culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=614

Suspensão Temporária da Escola HFC 2017

Lamentamos informar que, em decorrência do adiamento na divulgação do resultado final do Edital CAPES 03/2017 (http://www.capes.gov.br/apoio-a-eventos/paep), tornou-se inviável a realização da Escola HFC 2017 na data inicialmente prevista -- de 08 a 11 de agosto. Solicitamos aos participantes e aos ministrantes que aguardem um novo comunicado nosso informando sobre as providências a serem tomadas a partir do próximo dia 20, data para a qual está programada a publicação do resultado aguardado. Faremos de tudo para não cancelar definitivamente o evento. Mas, além do resultado do referido edital, isso dependerá do realinhamento das agendas dos ministrantes e das locações inicialmente previstas.

Curitiba, 10 de julho de 2017

Lançamento de livro: II Encontro Nacional PIBID-Filosofia: memórias e reflexões

II Encontro Nacional PIBID Filosofia Memórias E Reflexões
Ângela Zamora Cilento;
Marinê de Souza Pereira;
Patrícia Del Nero Velasco (Orgs.)

Em princípio, este trabalho de invenção foi sendo realizado pelos professores Brasil afora; estando nas escolas, era preciso materializar esta presença da filosofia, até então inexistente ou presente de forma precária. Tal trabalho foi muito marcado pela solidão dos professores, sem canais de interlocução com outros colegas na mesma condição. E o trabalho de invenção da filosofia na escola foi especialmente dificultado, pois, como se sabe, em muitas regiões do Brasil faltam professores licenciados em filosofia e professores de outras disciplinas acabam assumindo as aulas de filosofia. Ora, se já não é simples para o professor graduado em filosofia inventar este espaço na escola e na sala de aula, isso é ainda mais complicado para um professor com formação em outra área. É neste contexto que precisamos destacar a importância do aparecimento do PIBID-Filosofia. O Programa gerou a oportunidade de estudantes de filosofia em formação frequentar as escolas desde o início de seu processo formativo, se contaminando com a realidade escolar, tomando contato direto com os problemas e situações de sala de aula e sendo chamados a encontrar, em sua formação universitária, ferramentas e instrumentos de intervenção direta nesta realidade. Mas, por outro lado, significou a saída do professor de filosofia de seu estado de solidão, pois agora ele tinha na escola estagiários de filosofia e seus professores supervisores. Aquela invenção solitária que ele tinha que fazer para tornar a filosofia uma realidade na escola passou a ser uma invenção coletiva. Eram vários a pensar e a buscar soluções, a experimentar possibilidades, a construir coletivamente a presença da filosofia na escola. Não há dúvidas de que este impacto foi muito positivo. Pouco a pouco fomos vivenciando a constituição de grupos de produção de material didático, de experimentação de metodologias de ensino, de busca de novas referências e de possibilidades outras para o exercício da filosofia na escola.

Sílvio Gallo

ISBN: 978-85-5696-157-0
Nº de pág.: 292

http://www.editorafi.org/157pibidfilosofia

NOTA EM DEFESA DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO PARANÁ

As universidades estaduais do Paraná estão com suas atividades acadêmicas e seu funcionamento em risco devido a reiterados cortes orçamentários que praticamente inviabilizam a manutenção das atividades. Os cortes têm sido sistemáticos nos últimos anos, mas se agudizaram no presente ano devido à atuação do Governo do Estado do Paraná, que resolveu utilizar o contingenciamento do orçamento das universidades como ferramenta de pressão para que elas adiram ao META4, um sistema centralizado de gestão de recursos humanos que retiraria das universidades a prerrogativa de gestão de seu pessoal, o que feriria a autonomia universitária, constitucionalmente prevista.

Além de disporem de um sistema de gestão de recursos humanos mais eficiente que esse que o governo estadual busca impor, como o próprio governo reconhece, as universidades estaduais se recusam a abdicar da sua autonomia orçamentária para “novas implantações de salários, vencimentos, promoções, progressões, outras alterações funcionais, implantações ou alterações de vantagens fixas e eventuais de qualquer natureza” (Decreto 25, Diário Oficial nº 9363, 1º/01/2015). Opõem-se, dentre outras medidas, à conversão do Regime de Trabalho de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (TIDE) em uma gratificação temporária, o que atingiria frontalmente a qualidade acadêmica consistentemente consolidada.

As universidades têm se articulado no sentido de rejeitar esta violação de sua autonomia e também de retirar as universidades mais novas, Unespar e UENP, do sistema, conforme acordado com o governo estadual após a greve de 2015. Em decisões nas últimas semanas os conselhos superiores de várias universidades já rejeitaram por unanimidade a imposição do governo e permanecem mobilizadas e articuladas. As universidades estaduais do Paraná conformam uma das mais sólidas redes estaduais de universidades e possuem destacada presença no cenário acadêmico nacional, de modo que também por isto o ataque a sua autonomia representa um perigoso precedente na fragilização do ensino público, gratuito, inclusivo e de qualidade.

A diretoria da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (ANPOF) declara apoio irrestrito ao pleito da rede de universidades estaduais do Paraná na defesa de sua autonomia universitária, especialmente às universidades que possuem cursos de graduação e de pós-graduação em filosofia, e se compromete a dar visibilidade a sua mobilização.


Diretoria ANPOF 2017-2018

Lançamento de livro: Spinoza e nós (vol. 1 e 2)

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O livro Spinoza e nós (vol. 1 e 2) se originou a partir da 11ª edição do Colóquio Internacional Spinoza. Tal evento tem como objetivo estimular os estudos sobre Spinoza, sempre com ênfase na problemática política, ética e jurídica que deriva de sua obra. Durante a sua 11ª edição, que se passou no Rio de Janeiro em 2014, o tema abordado, “Spinoza e nós”, fez com que cada participante elaborasse um exame da atualidade e da inatualidade do pensamento spinoziano. O livro reúne também as comunicações apresentadas nesse que foi o maior Colóquio Spinoza (em número de participantes) realizado até hoje nas Américas. Evento que reuniu pesquisadores, docentes, estudantes e leitores de variadas áreas do conhecimento da América Latina.

A obra – organizada por Rafael Cataneo Becker (PUC Rio), Emanuel Angelo da Rocha Fragoso (UECE), Francisco de Guimaraens (PUC Rio), Ericka Marie Itokazu (UNIRIO) e Maurício Rocha (PUC Rio) – conta com a autoria de pesquisadores nacionais e estrangeiros. Tanto o volume 1 (Spinoza, a guerra e a paz) quanto o volume 2 (Spinoza atual / inatual) estão agora disponíveis para download gratuito no site da Editora PUC-Rio.

Site: http://www.jur.puc-rio.br/spinoza/

Lançamento de Livro: Educação e Ceticismo na Filosofia de Montaigne

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Este livro faz uma exploração das principais reflexões educacionais presentes na obra do filósofo francês Michel de Montaigne (1533-1592), procurando aproximar Educação e Ceticismo. Para tanto, trilha-se um caminho que vai desde uma análise da ambiência histórica do Renascimento e do início da Idade Moderna, dos conceitos filosófico-pedagógicos montaigneanos, até a reflexão sobre quais contribuições podem gerar uma prática educacional que utiliza a dúvida, a dialética e a frequentação do mundo como recursos pedagógicos. Uma obra para educadores e pesquisadores que desejam redescobrir a importância da promoção do pensamento crítico na Educação.

ELVIS REZENDE MESSIAS  É licenciado em Filosofia pela UEMG/FCCP, especialista em Filosofia e Ensino de Filosofia pelo Centro Universitário Claretiano e mestre em Educação/Filosofia da Educação pela UNIFAL. É professor convidado do Instituto Filosófico São José (Diocese de Campanha – MG), efetivo da SEE/MG (E. E. Deputado Domingos de Figueiredo – Varginha – MG) e cooperado do Colégio União/COOPEC-TC (Três Corações – MG), com atuação nas áreas de Filosofia, Sociologia, Filosofia da Educação, História da Filosofia na América Latina e no Brasil, Filosofia do Direito e Ética Aristotélica.

https://www.editoracrv.com.br/produtos/detalhes/32231-educacao-e-ceticismo-na-filosofia-de-montaigne

Contexto nacional da pós-graduação em filosofia é discutido em seminário na UFBA

 Os desafios da pós-graduação em filosofia foram debatidos no último dia 19/6 na Universidade Federal da Bahia, em Salvador. O Programa de Pós-graduação em Filosofia desta universidade promoveu o Seminário "Pós-graduação em Filosofia: avaliação, desafios e perspectivas" que contou com apresentações dos professores Vinícius Figueiredo, representante da área de Filosofia na CAPES, Adriano Correia, presidente da ANPOF, e Olival Freire Jr, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFBA.

Além de promover o debate, o evento serviu para elaborar uma análise do contexto atual da pós-graduação no cenário da política acadêmica e científica. Os convidados se empenharam em apresentar suas perspectivas, em grande medida convergentes, e indicar aqueles que seriam os grandes desafios: o financiamento da pesquisa e pós-graduação, a internacionalização, critérios de avaliação e sua publicidade e aprimoramento, o trabalho em rede, a valorização dos intercâmbios regionais, a relação da filosofia com a sociedade e a presença da filosofia no ensino médio, dentre outros.

Participaram do seminário docentes e discentes do Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFBA. Segundo o Prof. Waldomiro J. Silva Filho, coordenador do PPGF/UFBA, A ideia é que este seminário seja apenas o primeiro de uma série de ações do programa no sentido refletir sobre a prática da filosofia e da pesquisa filosófica no Brasil e também sobre seu próprio projeto acadêmico.

 

*Professor Vinícius Figueiredo - representante da área de Filosofia na CAPES

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*Adriano Correia, presidente da ANPOF

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*Olival Freire Jr, Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UFBA

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ANPOF 2017-2018

Lançamento de livro: Desconstrução e Pragmatismo, de Jacques Derrida, Simon Critchley, Ernesto Laclau e Richard Rorty

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Lançamento Mauad X Editora

Desconstrução e Pragmatismo, de Jacques Derrida, Simon Critchley, Ernesto Laclau e Richard Rorty Organização de Chantal Mouffe e tradução de Victor Maia

A atual influência da Desconstrução e do Pragmatismo, duas grandes tradições intelectuais, seria impensável sem os trabalhos  de Jacques Derrrida e Richard Rorty, dois dos mais famosos filósofos contemporâneos.

Este livro inovador uniu os dois pensadores em uma confrontação crítica entre essas duas tradições.

A Desconstrução derridiana e o Pragmatismo rortyano são acusados por seus inimigos de minar suas ideias de verdade e razão, mas eles conduzem essas ideias para o caos político e intelectual? Ambos estão comprometidos com o projeto democrático, porém rejeitam a necessária ligação entre universalismo, racionalismo e democracia moderna, procurando esclarecer o que está em jogo política e intelectualmente. O fogo cruzado é enriquecido pelas contribuições de dois outros distintos teóricos, Simon Critchley e Ernesto Laclau, que fornecem um contexto crítico para seus debates e apresentam a importância da convergência e das diferenças entre Rorty e Derrida.

Qualquer um que queira entender os pontos de vista filosóficos e políticos de Rorty e Derrida deve ler esta obra. (Esta obra é o 16° volume da Coleção Sapere Aude).

http://mauad.com.br/index.php?route=product/product&filter_name=desconstru%C3%A7%C3%A3o%20e%20&product_id=27462

Os autores:
Simon Critcheley é professor de Filosofia na New School for Social Research, Nova York.
Jacques Derrida foi diretor de Estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales, Paris.
Ernesto Laclau foi professor de Política na Universidade de Essex.
Richard Rorty foi professor de Humanidades na Universidade da Virgínia.

A organizadora:
Chantal Mouffle é pesquisadora Sênior Quintin Hogg do Centre for the Study of Democracy na Universidade de Westminster e membro do Collège International de Philosophie, Paris.

O tradutor:
Victor Maia é mestre em Filosofia Política pela UERJ, onde desenvolve pesquisa para o doutorado – Pensamento da Desconstrução.  Realizou estágio de doutoramento na Universidade de Coimbra, Portugal, onde traduziu O Século e o Perdão, de Jacques Derrida.

ISBN: 978-85-7478-848-7
Número de páginas: 136
Preço do livro: R$ 48,50

Lançamento do livro: MICHEL FOUCAULT: ressonâncias contemporâneas

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Problematizar o presente constitui uma tarefa mais difícil e árdua do que, à primeira vista, se poderia pensar. Não tanto porque nosso presente histórico se mostre mais complexo e multifacetado do que já o foi um nosso passado não tão distante, embora isso não deva ser de todo desconsiderado. Com efeito, sem o menor desprezo pelo real e por suas vicissitudes, o gesto da problematização talvez requeira algo outro, ou algo mais do que a mera atenção aos traços, às especificidades e às idiossincrasias de nossa contemporaneidade; em todo caso, enfim, esse gesto talvez requeira algo como uma (mudança de) atitude, desde e mediante a qual a relação com qualquer tema ou assunto relativo à nossa realidade histórica no presente deve ser tensionada, ampliada e, sobretudo, colocada sob o signo do mais cruel e inquietante questionamento, por mais angustiante e incerto que isso possa parecer [...].

No sentido que se faz necessário problematizar a nossa atualidade, o presente livro, iniciativa oportuna do GEF – GRUPO DE ESTUDOS FOUCAULTIANOS/UECE, a partir de contribuições de diversos autores de distintos lugares do Brasil, explora, das mais variadas formas, potencialidades da obra de um dos pensadores mais acionados no mundo atualmente, Michel Foucault, tendo em vista, por um lado, a necessidade urgente e o portentoso desafio de compreendermos o que se passa em nossa pura atualidade, com que forças e problemas lidamos, e, por outro, o imperativo de tecermos formas criativas e produtivas de nos havermos com os desafios e dilemas de nossa condição contemporânea.
Sylvio Gadelha.

Autores: Antônio Alex Pereira de Sousa, Cristiane Maria Marinho, Dorgival Gonçalves Fernandes, Elias Ferreira Veras, Roberta Liana Damasceno (organizadores)

Governo da Espanha volta atrás e defende readmissão do ensino de Filosofia no Ensino Secundário

Notícia é recebida com entusiasmo pela Anpof no Brasil

No último dia 17/5 a porta-voz do Partido Popular no Congresso Espanhol nas negociações da reforma educacional, Sandra Moneo, admitiu que se equivocou ao permitir que a obrigatoriedade do ensino de Filosofia estivesse excluída do ensino secundário. Ela ainda expressou seu propósito de dar mais protagonismo à disciplina na nova lei do Pacto de Estado pela Educação. A autocrítica foi feita após a reunião da subcomissão para elaboração de um grande Pacto de Estado Social e Política pela Educação, criada pelo Congresso dos Deputados em dezembro de 2016 e constituída em fevereiro deste ano.

“Não podemos permitir que nenhum aluno termine o ensino obrigatório sem ter conhecimentos filosóficos”, reconheceu a deputada do PP. A chamada “LOMCE” (lei orgânica para melhoria da qualidade educativa) reduzia o ensino de forma substancial. De acordo com reportagem de “El País”, a história da filosofia passava, por exemplo, de obrigatória a optativa. Até esta reforma, eram ensinados Filosofia, Valores Éticos e História da Filosofia, mas apenas a primeira permaneceu como obrigatória no primeiro ano do ensino secundário. As demais dependiam da autonomia de cada escola.

Mobilização
Esta mudança de posição também é resultado da mobilização dos professores e pensadores integrados a associações, como a Rede Espanhola de Filosofia. Antonio Campillo, presidente da Rede, afirma que além de reconhecer o erro, defendendo o ensino obrigatório da filosofia, a porta-voz do PP manifestou interesse, como os demais deputados que participavam da reunião, em sua proposta de incluir a Filosofia para crianças na educação primária.
“Acreditamos que neste mundo cada vez mais tecnológico é importante a formação humanística repensando a Filosofia. Temos que entoar uma mea culpa neste sentido”, disse a deputada. Este não é um posicionamento apenas do PP, como é do PSOE, Ciudadanos e Unidos Podemos o que representa um consenso em torno da obrigatoriedade do ensino de Filosofia.
“Esta é uma conquista muito importante da REF e de todas as associações e plataformas de professores de Ensino Secundário que lutaram em suas respectivas comunidades autônomas para minimizar os dados da LOMCE”, afirma Campillo. Apesar da comemoração, ele indica que é preciso vigilância, em primeiro lugar porque o pacto “está no ar” e o trabalho da subcomissão se estenderá por mais seis meses. Em segundo lugar porque ainda não se sabe o alcance e praz dos pactos, nem suas “letras pequenas”. “Digamos que ganhamos uma primeira batalha, mas ainda há algumas mais a serem ganhas”, diz o presidente.

Repercussão no Brasil
Em abril deste ano, aconteceu em Salvador o primeiro encontro da Rede Iberoamericana de Filosofia, da qual participam a REF e também a brasileira Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia, além de outras 16 associações que representam 11 países. Em comum, estes países enfrentam dificuldades concernentes ao ensino e ao estudo de Filosofia, nos diversos níveis, e compartilham o interesse em promover o pensamento filosófico em português, em espanhol e nas línguas minoritárias iberoamericanas. Também por isto, as notícias na Espanha reverberaram positivamente no Brasil, cujo governo excluiu a obrigatoriedade do ensino de Filosofia por Medida Provisória (MP 746/2016) aprovada pelo Congresso Nacional em fevereiro deste ano.

O presidente da Anpof, Adriano Correia, considera auspiciosa a notícia não apenas porque o PP reconheceu o erro e apoiou a obrigatoriedade do ensino da Filosofia, mas porque também reconheceram o caráter fundamental dos estudos filosóficos para formação integral do cidadão. Para Correia, essa notícia está na contramão dos ataques obscurantistas que o ensino de Filosofia vem sofrendo no Brasil país e também em várias partes do mundo.

“Ela nos enche de esperança no sentido de que esse obscurantismo seja vencido não por uma perspectiva partidária, mas por uma formação que não deixe de formar para o trabalho, portanto técnica e profissionalmente, mas que envolva também uma formação não estritamente direcionada ao objetivo de formar mão de obra para o mercado”, reconhece o professor.

Correia ainda ressalta a importância do ensino desta disciplina. “O objetivo da escola é formar para cidadania, e a Filosofia, como outras disciplinas, tem papel central porque articula saberes do passado ao presente, articula arte, história, ciência. Ademais, ela permite uma formação mais abrangente, que pode gerar em nós a expectativa de que os novos, aqueles que chegam às escolas, que têm de ser acolhidos neste mundo, não sejam meros repetidores do mundo tal como ele está, que não sejam indivíduos que se acomodem ao mundo tal como ele se apresenta – até porque ele não tem se mostrado vistoso – mas que sejam capazes de inová-lo, de trazer arte, história, tecnologia e ciência. Sem filosofia é muito mais difícil imaginar que esses indivíduos sejam capazes de criar e renovar o mundo”, conclui, indicando a importância de se continuar a disputa pela manutenção da Filosofia no Ensino Médio no Brasil.

 
ANPOF (2017-2018)
30 de Maio de 2017

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