A Lanterna de DIógenes!

Apresento a vocês A Lanterna de Diógenes, iniciativa do prof. Aldo Dinucci, do prof. Rafael Pereira e dos mestrandos Brenner Brunetto e George Borges, mas que pertence a todos nós, apaixonados pelo conhecimento.

A Lanterna de Diógenes ou União Brasileira de Estudos Cínicos é um grupo de estudos nacional, que visa aprofundar e apresentar as pesquisas feitas sobre a escola cínica, não só no âmbito filosófico, mas que incidem em outras áreas, como a literatura.

Segue-se também o site, que em breve terá cursos, aulas e podcast sobre a filosofia cínica. 

Vale lembrar que o site já conta com uma vasta lista de indicações de obras sobre a escola em vários idiomas e um pequeno resumo do cinismo.
Lanterna de Diógenes

Segue-se um vídeo de apresentação do site e um resumo geral.
Apresentação (O que foi o cinismo antigo?) - A Lanterna de Diógenes

"Linguagem e Intencionalidade" Prof(a) Joelma Marques de Carvalho

O propósito fundamental desse livro é o esclarecimento da relação entre linguagem e intencionalidade. Muitas teorias sobre a linguagem propuseram uma compreensão do funcionamento da linguagem abdicando completamente de toda noção de caráter mental. John Searle (1932- ), contrário a esta tradição, considera a intencionalidade um componente necessário para a explicação de como a linguagem funciona. Por isso, embora a presente obra pretenda ser uma discussão crítica e sistemática da relação entre intencionalidade e linguagem e, neste sentido, recorra a alguns autores contemporâneos relevantes, como Gottlob Frege (1848-1925), Ludwig Wittgen¬stein (1889-1951), Saul Kripke (1940- ), Hilary Putnam (1926-), o interlocutor principal de toda a discussão será John Searle.

Joelma Marques de Carvalho
Prof(a) adjunta da Universidade Federal do Ceará (UFC)

O livro  "Linguagem e Intencionalidade" (E-Book) foi publicado neste ano (2019) e está disponível gratuitamente para download.

Filosofia enquanto Poesia de Agostinho da Silva

Lançamento do Livro Agostinho da Silva SP

Lançamento do livro Filosofia enquanto Poesia de Agostinho da Silva
27 de novembro de 2019, 19:00h
Local: É-realizações Espaço Cultural
Rua França Pinto, 498 - Vila Mariana | São Paulo
ENTRADA FRANCA

Nota de solidariedade do GT Filosofia e Gênero

Nos solidarizamos com as mulheres bolivianas, e por extensão com todo povo da Bolívia, em função da violência sexual, dos sequestros, dos incêndios nas casas das/os indígenas e camponeses/as e nas sedes  de suas organizações sociais. Sentimos profundamente pelos ataque às formas de expressão e valores culturais e constitucionais depostas abruptamente por violência e imposição religiosa de forma colonialista e racista. É inadmissível que as mulheres, e o restante do povo boliviano, estejam vivendo esse golpe empresarial, colonialista, religioso e oligárquico comandado por Luis Fernando Camacho, que obrigou o presidente do país renunciar em pleno ano 2019. Isso mostra o caráter cíclico do colonialismo capitalista racista e predatório. Por fim nos solidarizamos com os movimentos campesinos e indígena e com o Movimento Feminista Antipatriarcal da Bolívia pela sua resistência e afinco na defesa de valores solidários, democráticos e anticolonialistas.

GT Filosofia e Gênero

ESTÉTICAS INDÍGENAS - Livro do III Colóquio de Estética da FAFIL UFG

ESTETICA

Poderíamos iniciar esta apresentação evocando o título do livro de Didi-Huberman que remete ao paradoxo “o que nós vemos, o que nos olha”, para discorrer sobre a escolha do nome do evento do qual resulta a presente publicação. O paradoxo é exemplar para explicar o sentido de estética – e seus desdobramentos – que buscamos na concepção inicial do evento e que discutiremos nesse pequeno introito.

Em agosto de 2018, a organização do III Colóquio de Estética da Faculdade de Filosofia (FAFIL) da Universidade Federal de Goiás (UFG) elegeu por tema as estéticas indígenas, criando uma parceria com o Núcleo Intercultural de Educação Indígena Takinahaky da Universidade Federal de Goiás, com o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), com a Galeria da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da UFG e com o Cine-UFG. Inicialmente, o III Colóquio foi intitulado Estética Indígena, no singular. Entretanto, durante o percurso, do projeto à realização, ele ganhou uma pluralidade de sentidos e os devidos “esses” foram acrescentados, tornando-se: Estéticas Indígenas.

A palavra “estética” que, como sabemos, vem do grego aisthesis, e que inicialmente era entendida como “sensação” ou “percepção pelos sentidos”, possui uma gama maior de significados e um, particularmente, mais utilizado: aquele que na ordem do dia-a-dia entende-se por “forma”, “aparência”, acrescida por determinada ideia de beleza, que diz respeito à ordenação, simetria, proporção e composição organizada de modo a causar um bem estar a quem a vê: a “bela aparência”. Embora este seja um entendimento bastante trivial da palavra, ele está como que inscrito na mente das pessoas de maneira imediata. Ouvimos e lemos certas junções da palavra: “estética visual”, “estética do texto”, “estética do corpo, da face, dos dentes, do cabelo”, entre outras. Algumas vezes, “estética” serve para expressar “estilo”, como se soasse mais erudito dizer a “estética renascentista” do que o “estilo renascentista” ou qualquer outro estilo, como se estilo fosse pouco para nomear tal grandeza e engenho. Entre a pompa e o trivial, a palavra é escolhida e dita com um ar de propriedade intelectual que resume uma série de funções a muitas léguas de distância do seu significado original.

No século XVIII, em plena onda empirista, e no momento de fortalecimento do common sense, o sentido antigo da palavra reaparece envolto em questões epistemológicas, no cerne da disputa pela indicação das fontes do conhecimento. A aisthesis retoma o rumo via um sentido físico que se desdobra: do paladar físico ao gosto “mental”. Ganha o estatuto de “ciência do belo”, forçosamente assim nomeada, pois não se acredita muito nela como uma ciência, pois esta sempre foi necessariamente definida pelo caráter de sua universalidade e objetividade. À Estética cabe o particular e a subjetividade, mas é-lhe permitido sublimar esses limites quando – via a expressão do juízo que passa a acompanhar o que é estético – pode tornar-se um “senso comum estético”. A grandeza que lhe é aferida torna-a cada vez mais significativa na Filosofia dos séculos XVIII ao XIX, elevada à função de reunir, em determinado grau, “matéria e espírito”, “sujeito e objeto”, “conteúdo e forma”, sem nunca deixar de ser a expressão da subjetividade que almeja ser universal. Essa magnitude e potência de sentido da palavra repercutiram até a ela oporem-lhe a subjetividade criativa ou criadora do gênio, essa brotação espontânea da natureza. A ênfase é ora dada à “criatividade” em contrapartida às inúmeras páginas de debate sobre a “recepção” da obra de arte que teria embasbacado os ditos filósofos iluministas ao refletirem sobre a capacidade de julgar da  nova classe, formada pelos espectadores da burguesia em ascensão. Em outros termos: o refinamento do gosto, a educação dos sentidos, os sentidos além dos sentidos físicos, a sensibilidade, o prazer regrado, sem esquecermos a doce melancolia.

Como associar tal palavra que historicamente e cotidianamente nada mais ecoa do que uma multidão de significados, implementada por um código de uso pseudo erudito ou erudito, em sentido teoricamente aprimorado, aos povos indígenas no Brasil?

Baixe o ebook gratuitamente: Estéticas Indígenas

Abraão e a fé como princípio do novo ser e do novo modo de existência entre a relação absoluta com o Absoluto e a encarnação do Absoluto no Deus-Homem Jesus Cristo

Bânner Abraão e a fé 1

“Tudo é possível”, seja para Deus, seja para o homem: Editora Politikón Zôon Publicações publica pesquisa do Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa que traz como objeto de estudo a fé prototípica de Abraão e a experiência existencial que o seu exercício produz


A Editora Politikón Zôon Publicações (PZP / São Paulo) está publicando o trabalho de pesquisa do Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa na área de Teologia Filosófica intitulado "Abraão e a fé como princípio do novo ser e do novo modo de existência entre a relação absoluta com o Absoluto e a encarnação do Absoluto no Deus-Homem Jesus Cristo", que traz como princípio metodológico a hermenêutica existencial de Kierkegaard e encerra a experiência existencial instaurada pelo patriarca hebreu Abraão mediante a fé em face da oposição entre o princípio moral e a ordem de Deus na relação que implica o sacrifício de Isaque e converge para se sobrepor à instância do geral e à sua mediação em um ato baseado no absurdo que, por tal condição, constitui-se um paradoxo irredutível. Dessa forma, trazendo como objeto de estudo a fé prototípica de Abraão e a experiência existencial que o seu exercício produz, a pesquisa do Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa, baseada na perspectiva teológico-filosófica de Kierkegaard, investiga a distinção entre Agamêmnon, o Herói Trágico e a sua virtude moral, e Abraão, o Cavaleiro da Fé e a sua relação absoluta com o Absoluto, detendo-se no ato que implica a suspensão teleológica do ético e o paradoxo absoluto da fé. Assim sendo, correlacionado as perspectivas ético-religiosa, teológico-filosófica e bíblico-teológica, o Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa assinala que a promessa de bênção envolvendo todas as nações e todos os povos, o mundo inteiro, não se mantém reduzida à descendência física de Abraão e a sua condição de pai dos israelitas, na medida em que é a fé como relação absoluta com o Absoluto que torna o patriarca hebreu o pai espiritual de todo aquele que crê em um processo que independe da nacionalidade e que implica a superação da Lei como força externa e a sua instituição como poder interior através de um movimento cuja possibilidade demanda a manifestação do Deus-Homem Jesus Cristo. Finalizando, o Prof. Luiz Carlos Mariano Da Rosa sublinha em sua investigação que, estabelecendo uma ruptura na constituição ontológica do Universo, a fé em Jesus Cristo representa a possibilidade de transformação do imanente através da relação com o Transcendente em um processo que implica a superação do determinismo natural e a sua lei da causalidade e do terror incessante do mundo histórico-cultural em um movimento que consiste na encarnação do Absoluto no Deus-Homem Jesus Cristo que, além do seu valor soteriológico, possibilita a fruição de uma liberdade absoluta, convergindo para um processo que, fundamentado na leitura bíblico-teológica e católico-protestante, implica um novo ser e um novo modo de existência e atribui à fé a condição de que “tudo é possível”, seja para Deus, seja para o homem.

Amazon: https://www.amazon.com/dp/8568078109?ref_=pe_3052080_397514860

Vick Rô - Assessoria de Imprensa da ONG Espaço Politikón Zôon - Educação, Arte e Cultura
[https://professormarianodarosa.blogspot.com/2019/11/tudo-e-possivel-seja-para-deus-seja.html?view=flipcard]

Nota da diretoria da ANPOF sobre ameaça à democracia na Bolívia

No mundo de hoje, democracia e filosofia comungam de profundos valores, expressos nos ideais de respeito a princípios que devem valer para todos e de busca de soluções para problemas comuns por meio do diálogo entre posições diferentes. Como entidade que representa a comunidade filosófica do Brasil, a ANPOF não pode se eximir de defender também a democracia, especialmente em situações de crise.

Neste momento de elevada tensão na América do Sul, nos solidarizamos com nossos vizinhos bolivianos e repudiamos veementemente o golpe de Estado em curso. Entendemos que a via democrática não permite o recurso à violência e ao arbítrio. Rogamos às entidades nacionais e internacionais que pressionem pelos canais legítimos para garantir a segurança do povo boliviano e seu direito à soberania e à autodeterminação.

 

Diretoria da ANPOF - novembro de 2019.

Carta de Roger Crisp, da Universidade de Oxford, para o Ministro da Educação

28 October 2019

Ciências Humanas e filosofia no Brasil

Senhor Ministro

Estou muito preocupado em ouvir de colegas brasileiros das Ciências Humanas, especialmente da Filosofia, sobre os cortes drásticos que seu governo está fazendo em relação ao financiamento das Ciências Humanas nas universidades brasileiras.

As Ciências Humanas são centrais à vida moderna, a um país civilizado. Elas auxiliam todos os cidadãos do país a formar seus objetivos coletivamente e, sem elas, é quase inevitável que uma nação perca sua direção.

Espero muito que o Senhor e seus colegas possam proteger as fontes existentes em suas maravilhosas universidades brasileiras. Estas levaram muitas décadas para se transformarem em instituições importantes mundialmente e, se forem destruídas, levarão muito mais décadas para se reconstruírem.

Respeitosamente,

Roger Crisp
Uehiro Fellow and Tutor in Philosophy
Professor of Moral Philosophy, University of Oxford
Professorial Fellow, Dianoia Institute of Philosophy, Australian Catholic University

Humanities and Philosophy in Brazil

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