O governo da emergência: Estado de exceção, guerra ao terror e colonialidade - Prof. Dr. Diego Reis

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Este livro analisa os procedimentos de governo erigidos a partir da política de “guerra ao terror”, suas estratégias, táticas e alvos. Parte-se da hipótese de que para entender as atuais relações entre o governo da emergência, a produção do medo e da (in)segurança é necessário examinar os processos de estigmatização racial implicados no poder punitivo do Estado, bem como as consequências político-jurídicas derivadas dessa paisagem de guerra ao terror.

Deste modo, é adotada uma perspectiva racializada e decolonial, que reconhece os efeitos persistentes da colonialidade nas sociedades subalternizadas, na interface entre a luta por direitos sociais e a anomia; entre a proteção da vida humana e seu extermínio sumário. Trata-se, então, de discutir como a construção discursiva do terror e do terrorista/criminoso/inimigo racializado fundamenta o paradigma necropolítico vigente e a sujeição criminal de corpos racialmente marcados, traduzidos na intensificação das práticas punitivas, em um período no qual as violações sistemáticas dos Direitos Humanos são justificadas em nome da guerra ao terror, ao crime ou às drogas.

Editora: Multifoco
ISBN: 9786599143328
Ano de edição: 2020
Número de páginas: 388
Adquira em: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/o-governo-da-emergencia-estado-de-excecao-guerra-ao-terror-e-colonialidade/ 
 

Série Investigação Filosófica: Textos Selecionados de Epistemologia e Filosofia da Ciência

Novo volume da Série Investigação Filosófica com tradução de verbetes da Stanford Encyclopedia of Philosophy.

A Série Investigação Filosófica, uma iniciativa do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Filosofia do Departamento de Filosofia da UFPel e do Grupo de Pesquisa Investigação Filosófica do Departamento de Filosofia da UNIFAP, sob o selo editorial do NEPFil online e da Editora da Universidade Federal de Pelotas, tem por objetivo precípuo a publicação da tradução para a  língua portuguesa de textos selecionados a partir de diversas plataformas internacionalmente reconhecidas, tal como a Stanford Encyclopedia of Philosophy (https://plato.stanford.edu/), por exemplo. O objetivo geral da série é disponibilizar materiais bibliográficos relevantes tanto para a utilização enquanto material didático quanto para a própria investigação filosófica.

Oficina de Filosofia: E se a realidade não for bem o que parece?

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Sinopse:
Quem é você? O que é real? O que a teoria da evolução, a revolução copernicana, a Companhia Britânica das Índias Orientais e a psicanálise têm em comum? Segundo o doutor em Filosofia Diogo Bogéa, elas se entrelaçam numa trama imprevisível capaz de nos fazer repensar tudo o que julgamos saber sobre nós mesmos. A incrível jornada humana em busca de conhecimento numa deliciosa narrativa em que Filosofia, Ciência e História se unem para nos mostrar que a realidade pode ser bem diferente do que imaginamos.

Trata-se de um projeto de introdução à Filosofia em linguagem acessível, procurando levar para mais pessoas as grandes questões existenciais que movem a Filosofia. 

Sumário:
QUEM SOU EU?Eu
As feridas narcísicas
O perspicellum do macro ao micro
A redescoberta dos “animálculos”
“It’s Evolution, baby”!
Células
O paradigma sistêmico
A extensão da ferida
Energia
A Companhia das Índias Orientais
Freud
O Inconsciente
O Consciente
Singularidade

4. O QUE É REAL?
Matrix
A realidade é real?
Arístocles, o geômetra
Aristóteles, O Grande
Matai-vos uns aos outros?
Meu nome é Descartes, René Descartes
Meditações metafísicas e método científico
Casos de Família
Um ateu entre cristãos
Eu e Deus
Ciência e Religião
Kalinigrado
1844
Perspectivismo
Adquira em: https://www.amazon.com.br/gp/product/B08JPPGQ7S/ref=as_li_tl?ie=UTF8&camp=1789&creative=9325&creativeASIN=B08JPPGQ7S&linkCode=as2&tag=novas1109-20&linkId=2c85660f9b18034b34bf7876592a7714

"A invenção da metafísica a partir da arte: perspectivas nietzschianas" Profª. Adriany F. de Mendonça

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Quais as especificidades das estratégias adotadas por Nietzsche ao empreender sua crítica à tradição de pensamento ocidental? Por que eleger o socratismo e o platonismo como alvos privilegiados de seus ataques? Qual o sentido de se realizar na contemporaneidade um desmonte das bases do pensamento metafísico? Por quais transformações a crítica nietzschiana passaria ao longo da obra? Qual a contrapartida afirmativa e criadora de um gesto tão negativo e demolidor? Que tipos de relações poderiam ser estabelecidas entre a filosofia e a arte?

 Em A invenção da metafísica a partir da arte: perspectivas nietzschianas, Adriany aponta para possíveis respostas a essas e a tantas outras questões que surgem da leitura dos textos de um dos autores que talvez mais tenha deixado contribuições para o pensamento contemporâneo. A pretexto de se investigar o funcionamento da crítica de Nietzsche à metafísica, o que acaba por ser ressaltado é um dos aspectos de sua filosofia que talvez permaneça como dos mais contundentes: as peculiaridades e a importância das alianças que Nietzsche cria com a arte ao longo de toda a obra. São justamente tais alianças que lhe permitem – de maneira por vezes menos, por vezes mais radical – tomar significativa distância em relação às valorações tradicionais e promover um inaudito deslocamento do modo pelo qual convencionalmente se tratam as questões relativas à “verdade” e à “mentira”. Deslocamento que interessa sobretudo hoje, quando somos frequentemente tentados a ceder a relativismos estéreis diante da ameaça de dogmatismos, ou vice-versa, já que as duas tendências podem se confundir.

Inicialmente a relação entre filosofia e arte é abordada a partir do primeiro livro publicado por Nietzsche, O nascimento da tragédia. O foco incide sobre a tensão entre as perspectivas trágica e racionalista no ambiente da cultura grega, quando a filosofia   metafisica teria ganhado voz através da figura de Sócrates. Para além da constatação das limitações que aí tem a abordagem nietzschiana, é notável o proveito que Adriany tira da identificação daquilo que chama de uma “silenciosa aliança” estabelecida pelo autor com o comediógrafo Aristófanes. A partir daí, o texto atravessa a obra de Nietzsche, debruçando-se mesmo sobre os cursos a respeito dos diálogos de Platão, até chegar ao momento em que a trajetória da filosofia nietzschiana passaria por uma inflexão. Os escritos que se sucedem desde A gaia ciência marcariam uma vertiginosa radicalização nas tematizações de Nietzsche. É deles que Adriany extrai as últimas consequências de uma hipótese que é construída ao longo de todo o livro: a de que a distinção entre filosofia e arte teria sido forjada artisticamente, de que a filosofia tradicional seria um subconjunto da arte que teria se deixado levar pelo ressentimento a ponto de se voltar contra suas próprias origens artísticas. Se a tradição metafísica é dessacralizada por essa abordagem, por outro lado, abre-se espaço para que a filosofia se fortaleça como instância problematizadora e criadora, que ousa investir alegremente na mais alta potência do artifício.

Alexandre Mendonça

Editora: Ape'Ku Editora
ISBN: 978-65-86657-29-6
Ano de edição: 2020
Distribuidora: Ape'Ku Editora
Número de páginas: 222
Formato do livro: 16 x 23 cm
Número da edição: 1

Sobre a autora: Adriany F. de Mendonça é professora do Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Adquira em: https://www.apeku.com.br/pagina-de-produto/978-65-86657-29-6

"Tópicos em Metafísica Contemporânea" Rodrigo Reis Lastra Cid (Org.)

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Os textos selecionados aqui têm todos a característica de serem incursões na metafísica contemporânea, em questões sobre a natureza da matéria, do espaço, do tempo, das propriedades, da causalidade, das leis da natureza e, inclusive, do livre-arbítrio. Este livro não pretende ser exaustivo, mas ser uma apresentação de o que alguns dos metafísicos brasileiros – Rodrigo Alexandre de Figueiredo, Mayra Moreira da Costa, Pedro Merlussi e eu – vêm refletindo academicamente nesses domínios da filosofia pelos anos. Ainda que este livro não forme uma visão de mundo unificada, ele é relevante, por apresentar vários tópicos interessantes e algumas visões argumentativas sobre eles. Por que há algo, e não nada? Uma das questões mais desconcertantes da metafísica é tratada neste livro. Tal como também a questão sobre como explicar a continuidade dos objetos materiais. Esses objetos materiais ocorrem no espaço e no tempo, mas para sabermos o que é o tempo, precisamos refletir sobre o mesmo, e um dos capítulos deste livro promete uma boa reflexão. A causalidade das coisas materiais no tempo não pode ser explicada sem falarmos das propriedades das coisas e das leis da natureza que as regulamentam, temas aos quais muitos capítulos deste livro são dedicados, e nem sem falarmos sobre a natureza da causalidade indeterminística, dado que muitas das leis físicas contemporâneas (talvez todas) estabelecem probabilidades. Como é difícil pensar em leis, sem falarmos sobre como elas impactam as coisas possíveis e as coisas necessárias, falamos um pouco sobre as modalidades aléticas com elas relacionadas. E como o nosso livre-arbítrio parece produzir problemas especiais para algumas visões das leis, tratamos também desse tema. Terminamos o livro com uma sugestão de leitura, na forma de uma resenha de um livro muito importante para a introdução em temas interessantes da metafísica.

Baixe gratuitamente o livro em: 32metafisica

Walter Benjamin: barbárie e memória ética

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Organizadores: Ricardo Timm de Souza, Bruna de Oliveira Bortolini, Helano Ribeiro, Manuela Sampaio de Mattos, Marcos Messerschmidt, Tiago dos Santos Rodrigues


Com textos de: João Barrento, Aléxia Bretas, Susan Buck-Morss, Jeanne Marie Gagnebin, Imaculada Kangussu, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Gustavo Silveira Ribeiro, Kathrin Holzermayr Rosenfield, Márcio Seligmann-Silva, Miguel Vedda, Daniel Weidner


Sinopse: Walter Benjamin foi um profanador da tradição, uma espécie de Anjo Satanás – aquele que carrega rebelião e iluminação profana. Walter Benjamin pode ser pensado como um rabbi marxista cuja teologia havia se materializado através de sua relação com os objetos; seu Medium era a linguagem, sua força de pervivência: a história, a história dos excluídos. Assim, Benjamin via na pauperização moderna dos processos de preservação da memória, bem como na manipulação estética da política, o avançar do inimigo que não cessava de vencer: a barbárie. Mas ele sempre deixou igualmente muito claro que “não há documento de cultura que não seja também documento de barbárie”. Disso decorre nosso ceticismo em relação à história e àqueles que a escreveram. O que nos leva, imediatamente, ao apelo por uma ética da memória que seja capaz, mesmo que, gestualmente, ler a história a contrapelo. Não nos admira que uma das palavras mais recorrentes nos textos desse rabino marxista seja tarefa. Mas qual era a sua? Ensinar-nos a ler o invisível, o mudo, o inaudito. Ou até mesmo ler o que ainda não foi escrito, fazer pulsar o sintoma dos interstícios, das cesuras, dos limiares da história. Desse modo, o livro Walter Benjamin: barbárie e memória ética revela-se em uma reunião de textos que colocam em jogo nesse Spielraum, nesse espaço de discussão dialética, o pensamento constelacional e imagético de Walter Benjamin. Sobretudo em tempos sombrios, a tarefa de elaboração de um pensamento ético, aqui proposto pelos autores, será a provocação de um verdadeiro estado de exceção que não corresponda ao atual.[Texto de Helano Ribeiro]ISBN: 9786557780053 - 16x23 - 200 páginas

 

http://www.editorazouk.com.br/pd-7974C1.html

IFCH perde o professor Marcos Lutz Müller

Faleceu nesta terça-feira (15/09) Marcos Lutz Müller, docente aposentado do Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. O professor deixa a esposa, a filósofa Jeanne Marie Gagnebin, duas filhas e uma neta.

Nascido em 09 de janeiro de 1943, Marcos Lutz Müller formou-se em direito e filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1965. Três anos depois ingressou no doutorado em filosofia da Universidade de Heidelberg Ruprecht Karl, na então Alemanha Ocidental. Com bolsa do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), produziu e defendeu em 1975 a tese A Teoria da Negação de Sartre, sob orientação do professor Ernst Tugendhat.

De volta ao Brasil, Marcos Lutz Müller ingressou na Unicamp em dezembro de 1975. Ao longo de sua carreira no IFCH, ministrou disciplinas como Epistemologia da Economia, Filosofia da História, Ética, História da Filosofia Moderna e Introdução à Filosofia, entre outras. Também realizou pesquisas de pós-doutorado em diferentes momentos na École de Hautes Études en Sciences Sociales e Collège International de Philosophie na França, Universidade Livre de Berlim e Universidade Ruhr-Bochum na Alemanha, e na Universidade de Urbino "Carlo Bo” na Itália.

Entre 1980 e 1982 foi chefe do Departamento de Filosofia, e em 1995 foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação do instituto. Aposentou-se no final de 2009, passando a atua como professor colaborador do instituto.

Ao longo de sua carreira como pesquisador, Marcos Lutz Müller realizou uma importante contribuição no estudo da dialética hegeliana, com artigos, trabalhos apresentados e atuando na formação de dezenas de pesquisadores ao longo de mais de 40 anos. Também se dedicou ao longo de anos na tradução crítica de “Linhas Fundamentais da Filosofia do Direito ou Direito Natural e Ciência do Estado em Compêndio” de Georg Wilhelm Friedrich Hegel.

Repercussão

Alvaro Bianchi, diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp

É com pesar que comunicamos o falecimento no dia de ontem do professor Marcos Lutz Müller. Grande intérprete e tradutor da obra de Hegel, a morte do Prof. Müller representa uma perda insubstituível para os estudos de Filosofia no Brasil. O enterro ocorrerá hoje, no Cemitério Flamboyant, e será reservado aos familiares por conta da pandemia.À família enlutada, a Direção do IFCH irmana-se em seu sentimento de perda e dor, e decreta luto oficial no dia de hoje no Instituto sem suspensão das atividades remotas.

Taisa Palhares, chefe do Departamento de Filosofia do IFCH Unicamp

Em nome do Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, comunico com profundo pesar o falecimento do Prof. Marcos Lutz Müller na data de hoje. Reconhecido pela excelência do seu trabalho como intérprete e tradutor da obra de Hegel, a morte do Prof. Müller representa uma perda irreparável para os estudos de filosofia no Brasil. Professor livre-docente aposentado do Departamento de Filosofia, e atualmente colaborador do Programa de Pós-Graduação, ele formou diversas gerações de alunos e pesquisadores com enorme rigor e dedicação. O Departamento manifesta suas condolências aos familiares e amigos.

Oswaldo Giacoia Junior, professor do Departamento de Filosofia do IFCH Unicamp
É com profundo pesar que colegas e amigos do Departamento de Filosofia do IFCH/Unicamp comunicam o falecimento, às 17,00 hs do dia 15 de setembro de 2020, de nosso colega Prof. Dr. Marcos Lutz-Müller. Pessoa dotada de rara sensibilidade, extraordinária competência, erudição filosófica e humildade, Marcos Müller dedicou grande parte de sua vida à consolidação do Departamento de Filosofia do IFCH/Unicamp como uma instituição de excelência acadêmica, tendo para tanto empenhado seu incansável esforço e prestígio intelectual, unanimemente reconhecido como liderança nos campos da docência, pesquisa e extensão, para criar um espaço privilegiado de formação, produção qualificada de conhecimentos e convívio respeitoso. Inspirado em sólidos princípios éticos e comprometido com valores de justiça, liberdade e dignidade pessoal, Marcos Lutz-Müller dignificou o exercício do magistério na universidade pública brasileira, devotando a ela, com extrema generosidade, o esmerado talento de uma das mentes mais lúcidas e brilhantes no campo da filosofia no Brasil. Neste momento de pesar e sofrimento, seus e suas colegas expressam sua gratidão e reconhecimento, bem como a confiança em que o legado espiritual de Marcos Müller, como filósofo, mestre e amigo, nos servirá sempre de inspiração e diretriz. Deixo condolências à Jeanne Marie e filhas do Marcos Müller.

Vladimir Safatle, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

É com muita tristeza que chega a notícia do falecimento do professor Marcos Lutz Müller, do Departamento de Filosofia da Unicamp. Marcos foi responsável pela formação de gerações de hegelianos de espírito crítico e rigoroso. Autor de reflexões maiores sobre a tradição dialética e leitor arguto, tive a honra de tê-lo em minha banca de livre-docência. A filosofia feita entre nós tem uma enorme perda.

Departamento de Filosofia da FFLCH USP
O Departamento comunica, com grande pesar, o falecimento de Marcos Lutz Müller, professor livre-docente do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A contribuição de Marcos Müller para a reflexão filosófica no Brasil é ímpar e decisiva, em especial no que concerne ao estudo da dialética hegeliana. Desde cedo, seus textos ganharam destaque na cena acadêmica, rapidamente alcançando reconhecimento nacional e internacional. Ele formou dezenas de pesquisadores, dos quais muitos se tornaram professores das melhores universidades do país. A condução séria e dedicada dos assuntos acadêmicos sempre causou admiração entre seus pares e estudantes. Sua aguardada tradução crítica da Filosofia do Direito de Hegel, trabalho de uma vida inteira, deverá sair em breve pela editora 34 Letras. Desde o começo dos anos 1990, o público pôde acompanhar o desenvolvimento desse labor paciente por meio da divulgação sequenciada de partes da exposição hegeliana. O esmero e o rigor com que ele empreendeu essa tarefa, sob as maiores expectativas, é um exemplo raro de valorização do texto filosófico, transformando o exercício da tradução em uma atividade que alia precisão e engenho. Em particular, o Departamento presta condolências à esposa, Profa. Jeanne Marie Gagnebin, às filhas Rafaela e Christina e à neta Helena.

https://www.ifch.unicamp.br/ifch/noticias-eventos/instituto/ifch-perde-professor-marcos-lutz-muller

NOTA DE PESAR E DE SOLIDARIEDADE DA DIRETORIA DA ANPOF PELO FALECIMENTO DO PROF. MARCOS LUTZ MÜLLER

Faleceu na tarde de ontem Marcos Lutz Müller, professor aposentado do Departamento de filosofia da Unicamp. O professor Marcos era um conhecedor profundo e zeloso da obra de Hegel e foi um dos fundadores da Sociedade Hegel Brasileira e do GT Hegel da Anpof. Era também membro do GT Filosofia Oriental da Anpof.

Graduou-se em filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e fez seus estudos pós- doutorais de 1966 a 1975 na Universidade de Freiburg-im-Breisgau e na Universidade de Heidelberg, pela qual doutorou-se com uma tese sobre a teoria da negação em Sartre. Desde 1977 atuava na Unicamp, tendo sido chefe do Departamento de Filosofia e Coordenador do Programa de Pós-graduação em Filosofia.

O Prof. Marcos é reconhecido pelo rigor de sua pesquisa em filosofia e igualmente pela sua generosidade e pelo caráter acolhedor como professor e orientador. Esteve presente como protagonista na história do desenvolvimento da pós-graduação em filosofia no Brasil, inclusive em vários encontros nacionais da Anpof.

Manifestamos nossa gratidão ao Prof. Marcos Müller e nossa solidariedade a sua família, em especial a Profa. Jeanne-Marie Gagnebin, e aos colegas do Departamento de Filosofia da Unicamp.

Diretoria da Anpof 2019/2020

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