NOTA DE REPÚDIO À PORTARIA NÚMERO 34 DA CAPES

Nós, professores dos Programas de Pós-Graduação em Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS-UFRJ), vimos por meio desta manifestar publicamente nosso repúdio ao corte que os programas de pós-graduação em Filosofia do país sofreram devido à portaria 34 da CAPES, publicada no dia 18 de março de 2020. Após sua entrada em vigor, diversos programas de pós-graduação ao redor do Brasil perderam numerosas bolsas de mestrado e doutorado. Só no IFCS foram cortadas 12 bolsas de doutorado em Filosofia.

Esses cortes inviabilizarão a possibilidade de permanência no curso de diversos pesquisadores, prejudicando o desenvolvimento de pesquisas que já duram anos e retirando desses pesquisadores seu único meio de sustento em um momento em que o país passa por uma severa crise causada pela pandemia do vírus COVID-19. Epidemia esta que acarretou não só a suspensão das atividades acadêmicas presenciais em várias escolas, institutos e universidades federais ao redor do país, mas também fez com que as autoridades sanitárias brasileiras e mundiais recomendassem a todos o isolamento social como meio de combatê-la.

Por isso, entendemos que não é o momento de cortar bolsas da pós-graduação, mas sim de reforçar o comprometimento nacional com o fomento da pesquisa em todos os níveis e setores, e de garantir àqueles que se dedicaram, e ainda se dedicam, ao desenvolvimento da ciência e da pesquisa no país, a possibilidade de prosseguir com seus trabalhos e atravessar esse momento da melhor maneira possível.

A partir do momento presente, em que temos uma melhor compreensão da gravidade e do alcance da pandemia e dos desafios que ela nos impõe em nosso cotidiano, desafios esses que permanecerão por um tempo ainda não definido, acreditamos que a CAPES deveria assegurar a continuidade do trabalho desses pesquisadores, muitos dos quais, seguindo as orientações e exigências da própria CAPES para a concessão de bolsas, se desvincularam de seus empregos anteriores. É imperativo restituir o fomento que lhes foi negado e garantir sua permanência na Pós-Graduação, assegurando a toda pesquisa científica no Brasil, de maneira isonômica, o suporte que lhe cabe.

NOTA DE REPÚDIO À PORTARIA NÚMERO 34 DA CAPES

Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFRJ
Largo de São Francisco, n.1 - Centro da Cidade - Rio de Janeiro - RJ - 20051-070
www.ppgf.ifcs.ufrj.br

A Paz na Teoria Política de Hobbes

a paz na teoria

A Paz na Teoria Política de Hobbes" - Editora Almedina / Edições 70 / Projeto Discurso Editorial

Convite à reflexão é um projeto da Discurso Editorial e da Editora Almedina, tendo como autores os professores do departamento de filosofia da USP e demais universidades, com o propósito de oferecer subsídios aos professores, estudantes do ensino médio e também a todos os iniciantes dos estudos de filosofia em geral, por intermédio da análise de temas da tradição filosófica.

https://www.almedina.com.br/9788562938269

Anpof, junto a outras entidades, pede revogação de portaria da Capes que reduz bolsas de Mestrado e Doutorado

 

No último dia 18 de março, a Capes publicou portaria número 34, de 9 de março de 2020, que muda as condições para fomento a cursos de pós-graduação stricto sensu. Na prática, a portaria amplia a redução de bolsas e descarta regras negociadas com entidades como a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) e Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), que reúne pró-reitores de pós-graduação de cerca de 250 instituições brasileiras.

Em nota divulgada ontem, quinta-feira (19), o Foprop, a ANDIFES e a Frente Parlamentar pela Valorização das Universidades Federais repudiam a nova portaria e pedem sua revogação imediata. A Anpof, como entidade associada à SBPC, apoia e se articula para que as medidas indicadas pela SBPC no documento sejam atendidas pela CAPES. 

A coordenação de área em filosofia na CAPES e as coordenações das outras 48 áreas enviaram carta à presidência da CAPES solicitando a revogação das portarias. A Associação Nacional de Pós-graduandos também emitiu nota. Acompanhe abaixo todas as manifestações.

Trechos da carta da SBPC: 
“É paradoxal que, num momento em que o Brasil vive situação de extrema dificuldade causada pela pandemia do COVID-19, cujo enfrentamento requer exatamente o fortalecimento de nossa capacidade de produzir conhecimento científico em todas as áreas, sejam feitos cortes nas cotas de bolsas de pós-graduação. A excelência da produção científica depende criticamente da qualidade da gestão elaborada pelos órgãos responsáveis. 

Desta forma, a SBPC e as Sociedades Científicas reforçam as manifestações pela imediata revogação da Portaria 34 e pelo estabelecimento de prazo hábil para que possamos elaborar as demandas da comunidade científica no sentido que de resolver os graves problemas que enfrentamos no momento. Entendemos que as ações da CAPES são de extrema importância para o desenvolvimento científico do país, ações que seguem um longo histórico de discussão e gestão conjuntas com a comunidade científica ao longo de décadas.” 

Portaria número 34 de 9 de março de 2020.

Carta da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Nota da Frente Parlamentar em Defesa das Universidades Federais

Nota da ANPG

Nota das 49 coordenações de áreas da CAPES

Nota do POPROF sobre a Portaria n° 34 da CAPES

O Acontecimento do Amor", de Dax Moraes - Editora da UFCSP

O Acontecimento do Amor’, lançado na última sexta-feira, 13, pela editora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, para download gratuito (https://ufcspa.edu.br/editora/download.php?cod=012&tipo=pdf), segue em um duplo movimento. O universo de sentimentos e experiências afetivas ou mesmo intelectuais é discutido a partir de uma concepção do amor que não o toma como algo meramente subjetivo, mas, sim, como uma (pré)disposição que modula a relação do ser humano com cada coisa e cada pessoa que o rodeia. Amor e desamor são como lentes por meio das quais se vê o mundo, acolhendo-o ou reagindo a ele. Memória e esquecimento, tédio e angústia, cuidado e atenção, são algumas das experiências cruciais envolvidas e largamente resignificadas. O próprio curso do tempo subjetivo supõe essa relação. Temas polêmicos como suicídio e relações com animais também entram em consideração com argumentos pelos quais, por exemplo, não se morre por amor nem se pode obter ou dar ao que não é humano, seja um deus, seja um ser irracional, aquilo que apenas no mundo humano tem sentido. Amor e desamor também nos abrem ou nos fecham ao que é humano e não humano. Para tanto, a vivência é a fonte em virtude da qual toda reflexão e toda arte recebem seu lugar de destaque. Aqui, diferente do volume precedente, ‘História Filosófica do Amor’, o destaque é dado ao diálogo com a contemporaneidade como plano de fundo ao que há de ser dito. Um repensar da existência que pôde encontrar luz mesmo em personagens de García Márquez ou Mílan Kundera. O outro lado do movimento consiste na veemente desconstrução das velhas (e algumas novas) narrativas sobre família, gênero, natureza, casamento, maternidade/paternidade, além de decifrar dilemas como o dos amores simultâneos, pretensos substitutos e assim por diante. Amor sem lei e sem deus, sem promessa e sem história, apresentado neste livro como o que pode ser: possibilidades de amar sempre em aberto, apostas sem nada a perder quando vividas de modo profundo e verdadeiro, não para outrem, mas para si mesmo, amor que se ama só, e nada cobra de ninguém.

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LIVRO ANALISA A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA SOB O PONTO DE VISTA FILOSÓFICO

Terra nenhuma 3

“Terra Nenhuma” será lançado no dia 27 de março de 2020, em Curitiba

Será lançado no próximo dia 27 de março, às 19h30min, no Café Babette, na Aliança Francesa (Alameda Prudente de Moraes, 1101) em Curitiba, o livro Terra nenhuma: ecopornografia e responsabilidade, escrito pelos professores Jelson Oliveira (PUCPR), Nathalie Frogneux (Universidade Católica de Louvain, Bélgica) e Thiago Vasconcelos (PUCPR/FAVI). A obra sai com o selo da EDUCS (Editora da Universidade de Caxias do Sul) e faz parte da coleção Filosofia contemporânea, do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da PUCPR.

Os autores de Terra nenhuma enfrentam um dos dilemas éticos centrais de nosso tempo: a emergência climática. O primeiro capítulo, intitulado Tempo e mundo nenhum, analisa como a questão ambiental se apresenta como ameaça de fim do mundo, enquanto o segundo capítulo desenvolve o conceito de ecopornografia, definido como o processo de exploração e defloramento da Terra, cujo resultado é seu esgotamento completo. O terceiro capítulo, por sua vez, intitulado Cassanda, a voz do fim, recupera o mito da filha de Príamo e irmã de Paris, cujas sentenças sobre a guerra de Troia não foram ouvidas, tal como hoje as evidências da crise climática não são levadas a sério.

O livro, assim, é quase um manifesto, dada a urgência de sua temática. Ele trata da catástrofe e da nossa dificuldade – e ao mesmo tempo da nossa obrigação de evitá-la. Ele foi escrito no avesso, por dentro dos sintomas, dos medos, inquietações e incertezas que unem os seus autores, de gerações diferentes, em torno de uma mesma causa, inspirada pelo legado filosófico de Hans Jonas, cuja intenção era resgatar a “tarefa cósmica” da filosofia diante do desafio ambiental – uma tarefa que é nossa, aqui e agora.

O lançamento do livro ocorrerá durante o primeiro encontro do Café Philosophique 2020, que terá como tema “O mundo e seus fins”.

Informações: jelsono@yahoo.com.br

Nota pública: entidades acadêmicas em defesa de políticas públicas para o combate ao Covid-19

NOTA PÚBLICA: ENTIDADES ACADÊMICAS EM DEFESA DE POLÍTICAS PÚBLICAS ARTICULADAS PARA O COMBATE DO COVID19 E SEUS DESDOBRAMENTOS

O pronunciamento do Presidente da República Jair Bolsonaro, em cadeia nacional, em 24.03.2020, revela a falta de compromisso público deste dirigente com as importantes medidas de saúde pública, incluindo o isolamento social e a preservação de vidas humanas, num momento de situação gravíssima da pandemia de COVID-19 em nosso País. Causa perplexidade e indignação a sua manifestação, sem fundamentação científica e fática, estimulando a quebra dos esforços e recomendações do próprio Ministério da Saúde, dos governos estaduais, municipais e do DF, de organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), de pesquisadores e profissionais da saúde.

Jair Bolsonaro, negligenciando suas prerrogativas, como Presidente, ignora a importância política e pedagógica de conclamar a sociedade para o enfrentamento desta grave crise de saúde e de seus desdobramentos em todas as áreas e se volta contra a sociedade. Ao invés de propor ações que garantam renda e subsistência aos trabalhadores (formais e informais), adota medidas que legalizam cortes de salários, acirrando ainda mais a instabilidade socioeconômica da população. Criminosamente, incita a população a não seguir as prescrições sanitárias, colocando a saúde e a vida em risco. Ao propor a volta às aulas, desrespeita a vida de estudantes e profissionais da educação e desconsidera os riscos de agravamento da pandemia, ameaça a saúde de toda a população, especialmente dos mais vulneráveis, enfim, se volta contra a população brasileira e seus direitos.

Mais que um desserviço, sua ação configura um atentado à Constituição Federal e aos direitos humanos. Ao invés de apresentar políticas e medidas efetivas para o enfrentamento desta pandemia, coordenando o esforço nacional, o Presidente relativiza o cenário atual e reduz a grave crise de saúde pública a uma “gripezinha”. Ao fazê-lo, comete crime contra o povo brasileiro e se isola numa bolha que só interessa a si mesmo e a seu grupo, cujas ações políticas têm se efetivado na contramão da defesa dos direitos da sociedade brasileira, sobretudo dos trabalhadores e da população mais pobre. A pandemia não pode ser utilizada como pretexto para a edição de medidas que retiram direitos trabalhistas e afrontam a Constituição. Trata-se da negação e redução do papel do Estado para as políticas públicas e sociais.

Como entidades do campo educacional, entendemos que as medidas de isolamento em curso, em muitos estados, municípios e no Distrito Federal, incluindo o fechamento de instituições educativas, é fundamental, mas não suficiente, para enfrentar e reduzir os efeitos desta grave pandemia. É preciso retomar o papel do Estado e de suas políticas, sobretudo, as sociais.

As entidades abaixo, que assinam esta nota, defendem o desenvolvimento de ações coordenadas envolvendo os poderes públicos de todos os entes federados e a sociedade civil por meio de políticas e ações, em consonância com as orientações da OMS, visando fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e propiciar as condições técnicas e financeiras para o combate à pandemia de COVID-19 em todo o país. A educação, setor penalizado por cortes orçamentários e outras medidas restritivas nos últimos anos, é estratégica para o bem-estar social e o desenvolvimento socioeconômico e, por isso, precisa ser fortalecida e somar-se às várias frentes de ação pública de enfrentamento da crise.

Além destas ações específicas na área de saúde e educação, é preciso estabelecer outras políticas públicas direcionadas aos desdobramentos decorrentes desta pandemia nas mais diversas áreas e que promovam proteção e promoção sociais. Nesse sentido, demandamos a revogação da EC 95/2016 para que os necessários investimentos em saúde, educação, ciência e tecnologia possam ser efetuados, bem como a retomada do crescimento econômico para gerar os empregos e os direitos perdidos, e implementar medidas urgentes de assistência social.

Tais políticas incluem a retomada do pacto federativo cooperativo em sintonia com a Constituição Federal, bem como, o estabelecimento de ações direcionadas à interdição do projeto genocida, em curso, por meio de políticas sociais de amplo alcance.

PELA DEMOCRACIA, POR POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESTADO E PELA VIDA!

25 de março de 2020

ABdC – Associação Brasileira de Currículo

ABRAPEC - Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências

ANFOPE – Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação

ANPAE - Associação Nacional de Política e Administração da Educação

ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação

ANPOF - Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

CEDES - Centro de Estudos Educação e Sociedade

FINEDUCA - Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação

FORUMDIR - Fórum Nacional de Diretores de Faculdades/Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras

Fórum dos Coordenadores Institucionais do Parfor/Forparfor

Movimento Nacional em Defesa do Ensino Médio

Nota de repúdio PPGFIL UFSC

Nota de repúdio PPGFIL UFSC: https://ppgfil.posgrad.ufsc.br/2020/03/20/nota-de-repudio/

É com indignação que recebemos, por meio de ofício, as determinações da Portaria nº 34 de 09 de março de 2020 da CAPES, publicada no dia 18 de março de 2020, que alterou os critérios de distribuição de bolsas de mestrado e doutorado em nosso país. A medida tomada descumpre de maneira unilateral e completamente antidemocrática o acordo que havia sido feito com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop). E faz isso em um momento em que a sociedade brasileira precisa se unir por uma questão de saúde pública, sem condições para um debate amplo e transparente. Como resultado desse ato, o Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFSC, que é um programa de reconhecida excelência nacional e internacional, perde 15 de suas bolsas de doutorado e 06 de suas bolsas de mestrado, colocando em risco a permanência de toda uma turma de estudantes ingressantes. Nosso programa está entre os mais afetados da UFSC, que teve ao todo 572 bolsas de pós-graduação cortadas por essa medida.

Dessa forma, repudiamos a Portaria nº 34 de 09 de março de 2020 da CAPES e exigimos sua revogação e a devolução das cotas de bolsas.

Assina em 20 de março de 2020: O colegiado delegado (comitê gestor) do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFSC.

NOTA - XIX ENCONTRO ANPOF E A PANDEMIA PROVOCADA PELO CORONAVÍRUS

 

Goiânia, 19 de março de 2020

Estimadas e estimados colegas da comunidade filosófica brasileira

Estamos acompanhando com profunda atenção os desdobramentos da pandemia provocada pelo coronavírus em nosso país. Os eventos acadêmicos previstos para o 1º semestre têm se mostrado inviáveis, considerando as previsões das autoridades competentes e os acontecimentos nos países onde a pandemia encontra-se em seu ápice, como a Itália, e em declínio, como a China. Hoje mesmo foi suspensa a 72ª Reunião Anual da SBPC, prevista para ocorrer entre 12 e 18 de julho na UFRN, em Natal.

Não obstante, nem mesmo as projeções mais pessimistas de profissionais e autoridades da área da saúde, conforme estamos acompanhando, preveem que estejamos sob os efeitos diretos da pandemia a partir de julho. Como o nosso XIX Encontro Nacional de Filosofia da ANPOF está previsto para ocorrer de 19 a 23 de outubro em Goiânia, vamos aguardar até o início de maio, próximo à data final de submissão de propostas de apresentação de trabalho (08/05), para definir por um eventual adiamento do encontro ou, ao menos, um adiamento do período de submissão de trabalhos.

Um encontro como o nosso é bastante decisivo, acadêmica e politicamente, em um momento em que a universidade e a área de filosofia têm sido duramente atacadas. Não obstante isto, atuaremos com a devida responsabilidade para decidir em um tempo oportuno sobre a viabilidade do encontro, considerando a clara gravidade da pandemia e a necessidade de diminuição das aglomerações e da circulação de pessoas para seu enfrentamento.

Estamos em contato com as instituições que nos apoiam no evento e também com hotéis e outros prestadores de serviços com vistas a já planejar alternativas, para podermos atuar com prontidão caso se mostre necessária qualquer alteração no planejamento de realização do XIX Encontro. Ao mesmo tempo, seguimos trabalhando para que nosso evento seja acolhedor, atraente academicamente e de baixo custo, de modo a permitir que, mesmo em um momento como o nosso, crítico sob vários aspectos, a vitalidade, a pluralidade e a relevância do ensino e da pesquisa em nossa área se mostrem plenamente.

 NOTA - Coronavírus e XIX Encontro

Saudações cordiais,
Adriano Correia Silva
Presidente da ANPOF

Unicamp inaugura Biblioteca de Obras Raras

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Inauguração da Bora reuniu dirigentes da Unicamp e convidados

Foi inaugurada nesta segunda-feira (9) a Biblioteca de Obras Raras "Fausto Castilho" (Bora), novo espaço do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) destinado à reunião e conservação de livros e diferentes obras antigas, raras e que pertenceram a grandes nomes da intelectualidade brasileira e internacional, como Antonio Cândido de Mello e Souza e Sérgio Buarque de Holanda. A cerimônia de lançamento do prédio contou com a presença de dirigentes da universidade e familiares e amigos de alguns dos nomes representados nas coleções especiais mantidas no local. 

A concepção e o projeto da biblioteca teve início em 2009 a partir da necessidade de as diferentes unidades que compõem o SBU terem um espaço e estrutura adequados para preservar obras raras e especiais da universidade. Foram investidos R$ 13 milhões na construção do prédio e aquisição de mobiliário e equipamentos, sendo R$ 9 milhões advindos de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e outros R$ 4 milhões do orçamento da Unicamp. 

O edifício tem 3,5 mil metros quadrados distribuídos em quatro andares destinados a salas para realização de consultas ao acervo, armazenamento e catalogação de obras raras, espaços temáticos de coleções especiais, além de laboratórios com maquinário para higienização e restauração de itens históricos. A Bora conta ainda com equipamentos especiais para digitalização de obras que já estão em domínio público, que serão disponibilizadas para consulta no formato digital, além de auditório, espaço para exposições, salas de estudos, café e loja. Para auxiliar na conservação do acervo, o projeto foi elaborado de forma a evitar a incidência do Sol sobre o local e o prédio foi construído com materiais não inflamáveis. Os brises nas laterais auxiliam na regulação térmica do ambiente. 

Acesse em: https://www.unicamp.br/unicamp/noticias/2020/03/10/unicamp-inaugura-biblioteca-de-obras-raras

"Fenomenologia e psicologia fenomenológica em Sartre. Arqueologia dos conceitos" Gustavo Fujiwara

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Título da obra: Fenomenologia e psicologia fenomenológica em Sartre. Arqueologia dos conceitos

ISBN: 978-85-473-4334-7  
Edição: 1ª 
Ano da edição: 2020
Número de páginas: 335 
Encadernação: Brochura

Editora: Editora Appris

Sinopse: A passagem da fenomenologia à psicologia fenomenológica na obra do filósofo francês Jean-Paul Sartre é objeto de investigação do pesquisador Gustavo Fujiwara. Para essa lida, Fujiwara analisa conceitos presentes em La transcendance de l’Ego (1937), Esquisse d’une théorie des émotions (1938), L’Imagination (1936) e L’Imaginaire (1940). Da primeira obra fenomenológica, restitui-se o corolário fundamental da consciência: a intencionalidade. Em Esquisse, quando das análises acerca da consciência emotiva, identificam-se as possíveis diferenças teóricas em relação ao opúsculo dos anos 1934. Já nas duas obras seguintes, a questão da hylé da imagem mental sinaliza uma profunda análise acerca da consciência imaginante. O itinerário do livro, iniciando-se na consciência perceptiva, passando pela consciência emotiva e chegando à consciência imaginativa, identifica então, em termos eminentemente fenomenológicos, o que significa afirmar que a intencionalidade é, pari passu, a liberdade radical da consciência. Haveria, nesses termos, lugar para uma passividade nos quadros da fenomenologia sartreana?

Link para compra:https://www.editoraappris.com.br/produto/3762-fenomenologia-e-psicologia-fenomenolgica-em-sartre-arqueologia-dos-conceitos

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