Filosofia enquanto Poesia: Sete cartas a um jovem filósofo, Conversação com Diotima, Filosofia nova e outros escritos, de Agostinho da Silva

FILOSOIFA ENQUANTO POESIA

 Este livro é a primeira amostra de um tesouro: volume 1 da Biblioteca Agostinho da Silva, que publicará, em edição crítica, escritos desse grande pensador luso-brasileiro. Filosofia enquanto Poesia reúne as obras Sete Cartas a um Jovem Filósofo – uma das mais conhecidas do autor –, Conversação com Diotima e Parábola da Mulher de Loth, além de ensaios que Agostinho publicou em O Estado de S. Paulo – incluindo “Filosofia nova” –, na coleção Iniciação: Cadernos de Informação Cultural – sobre os pré-socráticos, Sócrates, Platão, Epicuro, o estoicismo, a escultura grega e a literatura latina – e como prefácios a traduções de Sófocles, Platão, Aristófanes, Lucrécio, Plauto e Terêncio. Trata-se de uma coletânea que apresenta o fazer desse filósofo e escritor. Com organização, posfácio e notas de Amon Pinho, este título conta também com prefácio de Eduardo Giannetti e com depoimentos de Eduardo Lourenço, Joel Serrão, Eugênio Lisboa e o ex-presidente de Portugal Mário Soares.

AUTOR:
Silva, Agostinho da
ORGANIZAÇÃO:
Pinho, Amon
Editora:É Realizações
Gênero:Filosofia
Subgênero:Filosofia
Formato:16 x 23 cm
Número de Páginas:432
Acabamento:Capa dura
ISBN:978-85-8033-376-3
Ano:2019

ANPOF REPUDIA FALA OFENSIVA DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO EM FILOSOFIA

Em entrevista fornecida à TV Paranaíba exibida em 02 de setembro de 2019 sobre o Programa do MEC “Future-se" (https://www.tvparanaiba.com.br/videos/ministro-da-educacao-fala-sobre-o-future-se), o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a se referir às Ciências Humanas, particularmente à Filosofia, de maneira inconsistente, com inaceitável desconhecimento da área e dessa vez de forma também desrespeitosa, a fim de justificar a diminuição dos gastos com as humanidades.

Na entrevista, lamentavelmente o Ministro não apresenta dados consistentes que justifiquem tecnicamente sua intenção em cortar gastos nas Ciências Humanas, preferindo, ao invés disso, posicionar-se de forma ideológica e ofensiva especialmente à Filosofia. Infelizmente, o Ministro mostra mais uma vez que não tem um argumento, mas sim um particular ressentimento que o obstina a construir uma caricatura da nossa área, e mais ainda, uma caricatura mal feita que depõe contra sua trajetória de “executivo de grandes projetos” na iniciativa privada. Como o Ministro tem uma caricatura e não um argumento, então é preciso deixar essa caricatura aos que se estimulam pela retórica vazia e lembrá-lo que um Projeto de Educação Nacional não deve ser pensado no curto prazo, mas sim com vistas às mudanças estruturais no país.

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Nota de repúdio do GEN - Grupo de Estudos Nietzsche

No exato momento em que se acha comprometida a autonomia mesma dos estabelecimentos federais de ensino, os quais, organizando-se a partir de múltiplos colegiados e conselhos integrados, fiam-se em regras que elegem por si próprios, examinado-as em conjunto e em plenário; no instante em que se testemunha igualmente o acintoso e planejado contingenciamento de verbas destinadas à educação, a qual, dessa forma, termina por se submeter à produção rentável do conhecimento, desonerando-se de sua função formativa e emancipatória, o GEN - Grupo de Estudos Nietzsche repudia a nomeação, como reitor da UFC, do candidato José Cândido de Alburquerque, cuja candidatura foi, com distância, a mais rejeitada pela maioria dos professores, funcionários técnico-administrativos, estudantes e, vale lembrar, pelo próprio CONSUNI, obtendo 610 votos frente aos 7.772 recebidos por Custódio Almeida, candidato inegavelmente mais votado e muito à frente na lista tríplice. Antidemocrática na letra e autoritária no espírito, a indicação do aludido candidato apenas exibe um uso enviesado e pessoal do direito, já que, não sendo reconhecido pela comunidade universitária, acha-se constitutivamente privado de poder, figurando, antes do mais, como mera sugestão impositiva. Assim como comando não se confunde com mando, a autoridade tampouco dispensa reciprocidade, fazendo-se crer e obedecer por respeito, e não por constrangimento.

 

GEN - Grupo de Estudos Nietzsche

NOTA PÚBLICA EM REPÚDIO À NOMEAÇÃO DE UM INTERVENTOR PARA A REITORIA DA UFC

O Colegiado do Curso de Filosofia da Universidade Federal do Ceará, em reunião no dia 23/08/2019, decidiu, por maioria, lançar nota pública em repúdio à nomeação, como reitor, do candidato José Cândido de Albuquerque, pelo presidente Jair Bolsonaro, desrespeitando o resultado da consulta pública, bem como do CONSUNI, que escolheram, com ampla margem de votos, o candidato Custódio Almeida para ocupar o primeiro lugar na lista tríplice. Tal decisão nega a autonomia da universidade pública e expressa um espirito antidemocrático ferindo os anseios da comunidade dessa universidade.

Fortaleza, 23 de agosto de 2019


Ada Kroef, Cícero Barroso, Eduardo Chagas, Ericsson V. Coriolano, Felipe Sahd, Fernando Barros, Francisca Galileia, Gabriel Trindade, Maria Aparecida Montenegro, Marcos Caetano, Odilio Aguiar

Tradução da obra "O Instante" de Kierkegaard (inédita em português)

Autor: Soren Kierkegaard
Tradutores: Alvaro Valls e Marcio Gimenes de Paula
Revisão a partir do original: Else Hagelund

292 páginas
ISBN 978-85-9459-187-6
Título em lançamento - Pré Venda - Entregas a partir de 15 de setembro

Essa obra foi produzida entre os anos de 1854 e 1855 e restou inacabada em virtude da morte do pensador dinamarquês em meio à polêmica, o que, de certo modo, parece ter aumentado ainda mais o grau de sua dramaticidade e importância. Aqui, ao contrário de outros textos de Kierkegaard, onde são fartamente utilizados pseudônimos, aparece o próprio autor, sem o uso de tal recurso literário ou comunicativo, o que não quer obviamente dizer que o texto não esteja marcado pelo signo da ironia, pois essa percorrerá o todo de sua obra. Também não se trata aqui de uma obra ao estilo estético como outras, nem é tampouco uma obra de maior erudição filosófica como o Pós-escrito de 1846, ou ainda Conceito de ironia ou Conceito de angústia.  O que temos aqui é um autor que claramente escreve teses em favor daquilo que ele veio a denominar como o crístico ou, se assim quiserem: em defesa do tipicamente cristão, da cristicidade em meio a cristandade. Tal defesa é dirigida ao homem comum, que deve ficar atento para não ser ludibriado e explorado por falsos profetas vestidos nas mais diversas peles como a de pastor, bispo, teólogo, professor, filósofo, etc. 

É curioso perceber que Kierkegaard, justo na segunda metade do século XIX, encontra-se totalmente encaixado numa típica forma de comunicação dos pós-hegelianos de esquerda, a saber, a produção de teses. Aqui podemos lembrar, sem medo de errar, das teses que, nesse mesmo período, são muito comuns entre os socialistas e entre os anarquistas, pois são deste mesmo período várias teses como as Teses a Feuerbach de Marx e a produção do Manifesto Comunista, aqui em coautoria com Engels. 

O Instante, por intermédio de seus dez fascículos, sendo o último inacabado em virtude da morte do autor, terá forte repercussão e impacto primeiramente em contexto religioso e teológico. Segundo certa interpretação, esse foi o Kierkegaard preferido de pastores e religiosos em luta contra a sua Igreja em contexto germânico e nórdico. Junto com esses fascículos também se somam os textos Como Cristo julga o cristianismo oficial e o discurso A Imutabilidade de Deus. Contudo, passado tal momento, percebe-se que os textos kierkegaardianos vão além de uma crítica que poderia estar inserida num domínio paroquial, mas apontam na direção de uma análise mais ampla da sociedade dinamarquesa e na crítica da sua cultura, alcançando, por assim dizer, aspectos éticos, morais e políticos, muitos dos quais, válidos ou vigentes até hoje. 

Marcio Gimenes de Paula
Alvaro L. M. Valls

Doutoranda do PPG-Filosofia da UFSM participa de workshop internacional de filosofia da memória na Alemanha

Susie Kovalczyk, doutoranda do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Filosofia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), participará do Cologne-Grenoble Philosophy of Memory Workshop, evento que acontecerá na Alemanha, na cidade de Colônia (Köln), nos dias 01-02 de novembro de 2019.
O workshop é promovido por dois dos mais importantes centros internacionais de pesquisa em filosofia da memória: o CONCEPT - Cologne Center for Contemporary Epistemology and the Kantian Tradition, da Universidade de Colônia (Univerzität zu Köln), e o Centre for Philosophy of Memory (CPM), da Universidade Grenoble Alpes (Université Grenoble Alpes), de Grenoble, França.
O workshop do qual Susie Kovalczyk participará faz parte de uma série de workshops internacionais sobre filosofia da memória. Em 2019 já ocorreram o Shanghai-Grenoble Philosophy of Memory Workshop em abril e o Santa Maria-Grenoble Memory Workshop em agosto. Este último evento foi uma colaboração entre o Laboratório de Filosofia da Memória da UFSM e o CPM, com apoio do PPG-Filosofia da UFSM e do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM.

A pesquisa de Susie Kovalczyk diz respeito ao tipo de consciência e de subjetividade que se manifesta em pequenos lapsos de tempo que usualmente são vinculados, em psicologia cognitiva, à memória de trabalho.

  • A participação da doutoranda Susie Kovalczyk no Cologne-Grenoble Philosophy of Memory Workshop tem auxílio do Programa Capes-PrInt, do CPM e do CONCEPT
Site do Programa Capes-PrInt na UFSM: https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prpgp/capes-print/

EDITAL DE ADESÃO DE PERIÓDICOS DA ÁREA DE FILOSOFIA AO PORTAL DE PERIÓDICOS ELETRÔNICOS DA ANPOF

O Prof. Adriano Correia Silva, presidente da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, em conformidade com suas atribuições estatutárias, torna público, para conhecimento dos interessados, o Edital de Adesão de Periódicos da Área de Filosofia no Portal de Periódicos Eletrônicos da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (http://www.anpof.org/portal/index.php/en/ppe). As regulações mínimas indicadas abaixo neste edital foram discutidas e aprovadas na última Assembleia Geral da ANPOF, ocorrida no prédio da CAPES, em Brasília, no dia 20 de agosto de 2019.

O Portal de Periódicos Eletrônicos da ANPOF foi concebido para abrigar os Periódicos Eletrônicos da área de Filosofia e visa abranger todos os periódicos da área, inclusive os voltados aos discentes, independentemente de sua classificação no Qualis Periódicos da CAPES, desde que atendam aos requisitos mínimos abaixo mencionados.

Edital Portal de Periódicos Eletrônicos da ANPOF

Anpof participa de Audiência Pública na Câmara dos Deputados sobre a situação orçamentária do CNPq

Na próxima quarta-feira, 28/8, às 9h30, haverá audiência na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre "A situação orçamentária do CNPq". A audiência acontece na Comissão de Ciência e Tecnologia e entre os que vão compor a mesa estará Adriano Correia, presidente da Anpof. Também estarão na mesa representantes da ANPG, Andifes, Ascon, CTP.br, Crub, ICTP, ABC, SBPC, além de representantes do próprio CNPq, Capes, Ministério da Ciência e Ministério da Economia.

Anpof estará neste debate em defesa dos recursos para ciência e para as humanidades.

Haverá transmissão ao vivo. Acompanhe aqui.

LIVRO CELEBRA OS 40 ANOS DE “O PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE”, DE HANS JONAS

40 ANOS HANS JONAS

Será lançado em São Paulo, no próximo dia 21 de agosto, o “Vocabulário Hans Jonas”, obra coletiva organizada pelos professores Jelson Oliveira (PPGF/PUCPR) e Eric Pommier (PUC CHILE). O livro tem o selo da Editora da Universidade de Caxias do Sul (EDUSC) e é uma iniciativa do Centro Hans Jonas Brasil para celebrar os 40 anos da publicação da obra magna do filósofo alemão, “O princípio responsabilidade“, considerado um dos marcos da ética contemporânea devido à sua tentativa de  enfrentar os desafios ambientais provocados pelo avanço da civilização tecnológica.

A obra reúne 33 verbetes escritos por 31 autores de 6 línguas, 8 países e 24 diferentes instituições de ensino. Entre os autores estão nomes como o do filósofo alemão Dietrich Böhler, da professora belga Nathalie Frogneux, do professor italiano Emílio Spinelli, além de brasileiros como Oswaldo Giacoia Jr. e Ivan Domingues, entre outros.

Além do lançamento de São Paulo, o livro será lançado em outros eventos que pretendem refletir sobre a importância e atualidade da obra de Hans Jonas: Curitiba, Santiago do Chile, Coimbra, Siegen e Brusque estão entre as cidades onde o livro será apresentado. Em Curitiba, o lançamento será realizado no dia 25.09, durante o VI Colóquio Hans Jonas.

A obra, que deverá ser publicada em breve em francês e inglês, é um documento decisivo tanto para os estudiosos do pensamento jonasiano ou da tradição ética, quanto para todos aqueles que se preocupam em refletir adequadamente sobre a grave crise climática que coloca em xeque a vida sobre o planeta.

Informações e aquisição: jelsono@yahoo.com.br

A Razão Militar e a Banalidade do Mal: Escritos Sociofilosóficos

a razão

A razão militar e a banalidade do mal: escritos sociofilosóficos é uma obra inédita e interdisciplinar que tem como foco a moralidade da cultura militar e os processos de socialização que levam os militares à prática de atos considerados imorais, como a tortura. Com base na clássica lição de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal, o livro possibilita diálogos que vão da sociologia da moral à filosofia, revelando novos caminhos e acrescentando, desconstruindo ou criticando as abordagens anteriores, mas sem se descuidar da produção de reflexões aprofundadas sobre o tema. Portanto, que este seja um guia para pesquisadores, professores, estudantes das ciências humanas e sociais e para leitores interessados em compreender como se entrelaçam a razão militar e as práticas consideradas cruéis em sua forma banal, mas que são compreendidas enquanto algo comum por pertencerem ao universo da cultura das casernas.

Autores
1. Éden Farias Vaz.
2. Fábio Gomes de França.
3. Nicole Louise Macedo Teles de Pontes.

Editora Appris: https://www.editoraappris.com.br/produto/3155-a-razo-militar-e-a-banalidade-do-mal-escritos-sociofilosficos

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