-O que é arte?-: antiessencialismo e o problema da definição em Morris Weitz Show all records where Título is equal to -O que é arte?-: antiessencialismo e o problema da definição em Morris Weitz
Fernanda Azevedo Silva Show all records where Autor is equal to Fernanda Azevedo Silva
UFG Show all records where Instituição is equal to UFG

Na apresentação objetivarei expor a posição de Morris Weitz em relação a um problema que se tornou central na filosofia da arte de vertente analítica no século XX, a saber, a busca por uma definição de -arte-. Em O papel da teoria na estética (1956), o autor defende que as teorias estéticas tradicionais se assentam num erro quanto à lógica do conceito de arte ao acreditar que seria possível elencar condições necessárias e conjuntamente suficientes a serem satisfeitas para que algo caia sob o seu domínio. Weitz, ao contrário, defende que -arte- é um conceito aberto determinado por semelhança de família e, portanto, não há condições necessárias e suficientes a serem explicitadas, não há uma definição a ser -descoberta-. Na atribuição do conceito a determinado caso, procedemos tomando certos trabalhos como paradigmáticos e avaliando as semelhanças que o objeto submetido à avaliação mantém com eles. Entretanto, não seria possível elaborar uma lista finita de semelhanças relevantes a serem avaliadas na atribuição artística, graças ao que Todd (1983) chama de intermittent novelty: a visão, sustentada por Weitz, de que o -próprio caráter expansivo e aventuroso da arte- faz com que de tempos em tempos surjam objetos que colocarão em questão as condições estabelecidas e reacenderão as disputas definitórias. Meu objetivo é apresentar a posição de Weitz, destacando quais seriam as reais consequências de sua argumentação. Pretendo também salientar o que pensamos ser sua contribuição mais relevante: mais do que uma nova resposta ao problema da definição de -arte-, o que é proposto pelo autor é uma reformulação do problema - o paradigma passa de -o que é -arte-?- para -que tipo de conceito é -arte-?-. Além disso, gostaria de problematizar certas formulações do autor, tentando mostrar que, mesmo que Weitz negue qualquer essência, seu recurso à intermittent novelty parece se dar em termos essencialistas. Baseando-me em Ramme (2009), pretendo ainda propor, a partir do problema dos indiscerníveis formulado por Arthur Danto e das críticas desse último a Weitz, que talvez Weitz (e Danto) tenham interpretado erroneamente o conceito wittgensteiniano de -semelhança de família- como semelhanças entre propriedades aparentes de objetos.

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22/10/2018
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