A decifração do mundo como representação e a investigação da natureza em o mundo como vontade e como representação Show all records where Título is equal to A decifração do mundo como representação e a investigação da natureza em o mundo como vontade e como representação
Pedro Damasceno uchôas Show all records where Autor is equal to Pedro Damasceno uchôas
UFJF Show all records where Instituição is equal to UFJF

Esta comunicação tem como objetivo principal a apresentação da chamada -decifração do enigma do mundo- e da possibilidade de uma investigação acerca da natureza tendo como base uma metafísica, tal como esta é compreendida por Schopenhauer - uma filosofia que perpasse a aparência mesma (o mundo como representação) e vá até o núcleo do mundo (aquilo que aparece). Para desenvolver esses temas profundamente ligados entre si, Schopenhauer lança mão de uma metafísica que funda a partir da experiência mesma, num entrecruzamento cuidadoso entre experiência interna e experiência externa. O mundo como representação é apresentado inteiramente como condicionado pelo sujeito de conhecimento e, segundo a forma da representação intuitiva em geral, conhecido apenas como objetos com relações entre si, segundo a organização causal da experiência. Caso o mundo seja assumido apenas assim, afirma Schopenhauer, ele deve ser compreendido como um sonho inessencial, como um fantasma vaporoso, uma fantasmagoria de acordo com a qual seu ser seria um completo devir, uma cadeia ilimitada de relações espaço-temporais entre objetos, existindo apenas para o sujeito de conhecimento, sua condição. Todavia, Schopenhauer quer também compreender a significação dessas representações condicionadas e efêmeras, a saber, apreender aquilo que aparece e que está por trás de todo aparecimento do mundo como representação, seu outro lado, a coisa-em-si. É dessa maneira que o mundo - condicionado ao sujeito de conhecimento e existindo apenas para ele - torna-se um enigma, algo que exige decifração, na medida em que apenas nos é dado como aparência, como um fenômeno espaço-temporal. Schopenhauer pretende, a partir disso, justificar a possibilidade de uma metafísica que, indo além da explicação científica etiológica e morfológica, seja capaz de atingir o -núcleo da natureza-, sua essência mais íntima. As ciências naturais, sobretudo tal como presentes na obra Sobre a vontade na natureza, surgem como condicionadas à verdade metafísica alcançada em O mundo como vontade e como representação, onde a natureza aparece como expressão da Vontade em seus diversos graus de objetivação. Condicionadas à verdade metafísica do mundo como Vontade, as ciências naturais operam separadamente da metafísica em sua prática científica. No entanto, elas se ocupam da descrição dos organismos e mecanismos da natureza que, assumidos metafisicamente, expressam a diversificação da Vontade em seus variados graus.

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