-A question posée aux fins d-une histoire de l-art e a dialética benjamiana- Show all records where Título is equal to -A question posée aux fins d-une histoire de l-art e a dialética benjamiana-
Mariana Veras Coelho Show all records where Autor is equal to Mariana Veras Coelho
UNB/METAFÍSICA Show all records where Instituição is equal to UNB/METAFÍSICA

A intenção do presente trabalho é pensar a sobrevivência da filosofia de Walter Benjamin através da obra do filósofo e historiador da arte contemporâneo Georges Didi-Huberman (França, 1953), que é atualmente professor da L-école des Hautes Études em Sciences Sociales de Paris. Assim como Walter Benjamin em suas teses Sobre o conceito de história (1940) e em outros textos, Didi-Huberman, sob este prisma -benjaminiano-, também critica as certezas histórias ao trazer para sua obra as imagens dialéticas para repensar a extensão epistemológica de uma disciplina que constituiu seu discurso a partir da pretensão historiográfica de abarcar a totalidade dos objetos artísticos do passado - acentuando a relação de ausência corpórea do historiador da arte diante do seu objeto de estudo - quando, na verdade, sempre esteve confrontada por natureza a escolhas de conhecimento. Historiador da arte e, antes mesmo, filósofo, Georges Didi-Huberman procurou com razão unir as duas áreas do conhecimento - história da arte e filosofia - quando raramente nos propomos a questionar a história e os conceitos que utilizamos para constituir o nosso saber. É nessa perspectiva que esse trabalho visa refletir sobre como questões da filosofia surgem para pensar a História da Arte como disciplina, não somente historicamente no seu âmbito disciplinar, mas antes filosoficamente. No meio de tal crítica, a intervenção diz respeito a um fato que deve ser considerado: ao contemplarmos uma obra de arte, nosso olhar é cindido por um movimento de aproximação e afastamento tanto espacial como temporal, o que vemos também nos olha. Vestígios transmitidos pela tradição abrem na imagem dialética outra temporalidade para a qual somos receptores e a partir dela transformamos a nossa própria concepção a partir da nossa própria memória quebrando a metodologia linear imposta pela história da arte. Assim, apresentaremos uma questão que após décadas continua latente na contemporaneidade: a crítica epistemológica à história e, no caso de Didi-Huberman, à história da arte, ou seja, uma crítica a suas bases e pressupostos historicamente definidos. O aspecto significativo aqui é que Didi-Huberman, assim como Walter Benjamin, critica as certezas históricas, em que um historiador da arte se vê como um sujeito que sabe de tudo acerca do objeto, visivelmente falando - mas e o invisível? Entraremos, assim, em uma filosofia crítica em que o filósofo-historiador toma por base o modelo panofskiano de uma disciplina humanista que priorizou a objetividade da interpretação acerca dos seus objetos de estudo e do mesmo modo em um debate epistemológico sobre seus meios e fins enquanto disciplina. Em seu livro Diante da imagem (2013), o autor nos apresenta o -nascimento- da história da arte como disciplina a partir de um percurso desde o -primeiro- historiador da arte, Giorgio Vasari (1511-1574), que escreveu o livro das Vidas no século XVI - Vidas é apenas uma abreviação para o extenso nome da obra que em sua primeira edição (1550) tinha o titulo: Le Vite de-più eccellenti, pittori et scultori italiani, da Cimabue infino a-tempi nostri: descritte in língua toscana da Giorgio Vasari, pitore aretino - Com uma sua utile et necessária introduzzione a le arti loro. A obra em si funcionou como um trabalho de identificação biográfica sobre a vida dos mais célebres arquitetos, pintores e escultores italianos, ou melhor, da arte renascentista

ARTE, ESTÉTICA, LITERATURA Buscar Grupo igual a ARTE, ESTÉTICA, LITERATURA
Dia 22 | Segunda | Sala 106| 13:30-14:00
ICJE
22/10/2018
FaLang translation system by Faboba