A constituição de objetividades na Consciência em Ideias I e Ideias II Show all records where Título is equal to A constituição de objetividades na Consciência em Ideias I e Ideias II
Nathalie Barbosa de la Cadena Show all records where Autor is equal to Nathalie Barbosa de la Cadena
UFJF Show all records where Instituição is equal to UFJF

Neste artigo é apresentado o problema da constituição de objetividades na consciência e a resposta husserliana em Ideias I e Ideias II. Husserl reconhece que é um desafio para a fenomenologia transcendental responder como se dá a constituição de objetividades na consciência, é o que chama de “problemas funcionais” (§86). É preciso explicar como se dá a correlação entre consciência e mundo, como se constitui conscientemente as unidades objetivas de cada região ou categoria, mostrar como todos os nexos de consciência efetiva e possível são prescritos pela essência dessas unidades objetivas como possibilidades de essência. Em Ideias I, Husserl explica a constituição como o desvelamento do objeto, a doação de sentido resultado das sínteses passiva e ativa. Todo objeto para a consciência é determinado pelo gênero regional tendo seus modos de ser percebido, pensado ou atestado prescritos a priori (§149). Assim, a ideia de coisa é substituída pelo pensamento conceitual “coisa” com certo substrato noemático. Ocorre que, embora a essência "coisa" seja dada originariamente, esse dado não é por princípio adequado. A variação eidética permite a constituição clara dos objetos, no caso, "coisa". A imaginação pode variar, mas não de maneira inteiramente livre, pois é preciso manter a coerência uma vez que a região "coisa" prescreve regras para o andamento de intuições possíveis. Em sua essência ideal, a coisa se dá como res temporalis, res materialis e res extensa. Apreende-se, portanto, a ideia das direções determinadas dessa infinitude, a ideia regional da coisa em geral que se conserva naquelas infinitudes de tipo determinado. Cada qualidade pertencente a seu conteúdo eidético e cada “forma” constitutiva é uma ideia. Ideias são necessidade eidéticas contidas no noema e na consciência doadora que podem ser apreendidas com clareza e investigadas sistematicamente. A ideia da coisa efetiva representada na consciência fenomenológica pura é correlato absolutamente necessário de um nexo noético-noemático investigado em sua estrutura e descrito em essência, é universal e necessária, a priori. Em Ideias II, Husserl aplica o método proposto no primeiro volume. O tema é a constituição. Dividido em três partes que correspondem aos estratos do sendo do ente: natureza, mundo animal e espírito. Aqui mais do que nunca constituição quer dizer revelação do ser do ente, a explicitação do ser do mundo. O curioso é que, ao constituir o mundo, a consciência constitui-se a si mesma, o eu puro se reconhece como entidade do mundo. Assim, o eu puro abandona sua condição de ser no mundo e desperta para ser como espírito, ser que vivencia e se constitui intersubjetivamente. Portanto, na constituição transcendental, sobre este primeiro nível da consciência empírica originária, advém o nível superior seguinte da intersubjetivamente idêntica. O mudo intersubjetivo é o correlato da experiência mediada pela empatia. Somos assim remetidos às múltiplas unidades da coisa dos sentidos. A empatia desempenha um papel constituinte da experiência “objetiva” e confere unidade às multiplicidades de coisas. Essa constituição se refere primeiro a uma consciência individual e depois a uma consciência comum – intersubjetiva – para os quais uma única coisa pode ser dada e identificada intersubjetivamente como o mesmo algo efetivo objetivo.

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23/10/2018
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