"contra schopenhauer e em favor de platão": nietzsche leitor do fedro Show all records where Título is equal to
André Luis Muniz Garcia Show all records where Autor is equal to André Luis Muniz Garcia
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Nas seções 21, 22 e 23 do nono capítulo de "o crepúsculo dos ídolos", Nietzsche introduz uma interessante polêmica com a estética Schopenhaueriana (mais precisamente, contra a metafísica do belo como "filosofia da redenção da vontade"), contrastando-a com uma curiosa referência intertextual que faz ao "banquete" e, em especial, ao "fedro" de Platão, qual seja, introduzindo a figura do "amor erótico" como forma estética suprema da beleza. O mais importante ali não seria a caracterização da figura de "eros" como "pulsão irracional" (segundo uma suposta caracterização psicológica), nem mesmo como "forma de vida" latente da espiritualidade grega (segundo uma suposta caracterização cultural). O mais importante seria compreender, isto sim, o "interesse sexual" dos gregos na consolidação de uma visão de mundo que exprima, antes de mais nada, a potência imagética do discurso, ou seja, a força do "lógos" enquanto performance artística (forma retórica e/ou poética do discurso) via artifícios estéticos (segundo figuras da ilusão). A proposta da presente comunicação é discutir uma relevante apropriação de Nietzsche do tema central do diálogo "fedro", enfatizando a questão: em que medida o "amor erótico" representa ali a potencialidade da "imagem” para construir de modo autônomo (sem mediação da "verdade") o discurso sobre a beleza? E isso, no intuito de, na parte final da comunicação, delinear a diferença irreconciliável entre as compreensões de Schopenhauer e Nietzsche sobre a função da sexualidade em um domínio estético.

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Dia 24 | Quarta | Sala 2|14:50-15:30
IC3
24/10/2018
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