A cidade e a produção de subjetividade Show all records where Título is equal to A cidade e a produção de subjetividade
Leandro dal Sasso Masson Show all records where Autor is equal to Leandro dal Sasso Masson
UFU Show all records where Instituição is equal to UFU

Este trabalho propõe uma reflexão do conceito de produção de subjetividade tal como é elaborado na obra do filósofo Félix Guattari, e de como este conceito – criado juntamente com Gilles Deleuze – é pensado no âmbito da urbanização e arquitetura. Para Guattari, pensar o sujeito e a sociedade nos tempos atuais é também pensar suas relações entre o corpo e a cidade, espaço arquitetural e urbanístico. Dada esta condição, a produção de subjetividade é pensada em suas múltiplas relações: com a cidade, com a sociedade e com o sujeito, ocorrendo nessas sínteses disjuntivas a abertura para adentrar o projeto urbanístico e arquitetural – (des)situando o viver e estar na cidade – e suas redes de massificação e modelagens de subjetivação. Em sua obra caosmose: um novo paradigma estético, o filósofo trata do modo como se dá a relação de subjetivação a partir do modelo arquitetônico do espaço urbano; ali as construções e os edifícios, produtores de subjetividades parciais, operam como máquinas enunciadoras, de maneira que somos interpelados a todo momento de modo estilístico, histórico, afetivo e funcional por estas edificações bem como o próprio projeto urbanístico. (Guattari, 1992, p.157) Na obra micropolítica: cartografias do desejo, Guattari e Rolnik deslocam as questões da produtividade do sujeito para os agenciamentos coletivos de enunciação, nesse movimento a análise detecta nas entidades individuais e coletivas séries de processos de subjetivação. De maneira que para pensar este sujeito – ou melhor, este agenciamento coletivo de enunciação – é preciso pensar como se arranjam estes processos de subjetivação, dando destaque para os componentes que os produzem. Estes processos de produção de sentido/registro – de ser e estar no mundo, resultantes dos processos de produção de subjetividade – não estão localizados em instancias individuais nem coletivas, eles “são duplamente descentrados”. isso ocorre pelo funcionamento de máquinas de expressão, de natureza extrapessoal (sistemas sociais, maquínicos, tecnológicos, icônicos, de mídia, ecológicos) e infra-humana/infrapsíquica (percepção, sensibilidade, afeto, desejo, memória, sistemas corporais) ou como coloca os filósofos, “a subjetividade é essencialmente fabricada e modelada no registro do social” (Guattari e Rolnik, 1985, p.31). Mais uma vez, em caosmose, Guattari pensa a cidade e as práticas de urbanização e de ocupação do espaço arquitetural como sendo componentes de subjetivação social, maquínica e estética, acrescentando mais nuances ao conceito de produção de subjetividade. Aqui, no espaço urbano, está delimitado o campo de investigação deste trabalho: pensar a cidade e seus problemas sociais, é a oportunidade de lidar com as máquinas e os fluxos que elas liberam e cortam, assim, segundo o autor, nesses deslocamentos das máquinas desejantes poderá ser percebido o conceito de produção de subjetividade.

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Dia 25 | Quinta | Sala 5 |11:45-12:15
IC 3
25/10/2018
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