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A narrativa oscilante entre o Dizer e o Dito evoca, na obra de Levinas, a imagem de um discurso profético, pela via da subjetividade, que não se conforma à norma e à traição, marcando desse modo uma posição dos existentes enquanto resistência e hospitalidade. Ao mesmo tempo em que a subjetividade é um "não" à totalidade, é também um "sim" à transcendência e à sua altura, outramente que ser. Sob o signo de uma obediência que se mostra como escuta e contato, infinito que se infiltra em nós, de modo subversivo, desde a exigência do para-todos, desdobra-se em Levinas o esboço de uma desobediência anárquica, que pode ser pensada em sua obra como uma categoria possível do político, sem se perder de vista a sociabilidade e a paz. A obediência ao Dizer exige uma desobediência (política), que se corporifica por meio da palavra profética evocada pelo "eis-me" da subjetividade anunciando o Bem, messianismo que é intimação do tribunal do Outro dirigida ao único, a quem não se pode substituir. Respondendo a tudo e a todos, a subjetividade, (des)obediente, cumpre um mandato do infinito, que coloca em evidência não a arbitrariedade da razão e seus instrumentos de cooptação do ver, enfeitiçamento, mas a redenção do humano enquanto ruptura da violência da ideologia, da solidão ou do isolamento, resultantes do "totalitarismo ontológico", pela glória do gesto de receber o estrangeiro em casa, relação ao invisível, defesa da pluralidade do "entre nós".

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21.10 | Sexta-Feira | sala 19| 09h30
sala 19
21/10/2016
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