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No recentemente lançado "The language animal: the full shape of the human linguistic capacity", o filósofo Charles Taylor aprofunda algumas considerações, já abordadas em suas primeiras publicações (como no "The explanation of behaviour", de 1964) a respeito do papel da linguagem na vida humana. A partir da retomada da crítica empreendida à chamada tradição epistemológica do século XVII, ele proporá uma alternativa ao tratamento conferido à linguagem. Segundo o pensador, filósofos como Hobbes, Locke e Condillac, na medida em que tratam a linguagem de forma designativa, isto é, separada da vida humana como um todo, retiram da mesma seu poder de mobilização, variedade e de criação. Em contrapartida, Taylor defenderá o uso constitutivo da linguagem enquanto melhor explicação acerca da capacidade linguística dos seres humanos, e cujas fontes residem no Romantismo Alemão, especialmente através de Hamann, Herder e Humboldt. Decerto, a saída tayloriana não é nova. À sua maneira, autores como Heidegger, Wittgenstein e Derrida, por exemplo, trataram a linguagem de modo diverso daquela explorada pelos epistemólogos do início da modernidade, tentando justamente ultrapassar os limites diagnosticados por Taylor. No entanto, o caráter atrativo da proposta do pensador canadense estaria na condução no modo como o conceito de linguagem constitutiva se dá no interior do próprio jogo político. Mais do que novos modos de expressão sobre o mundo, ela abre a possibilidade de novos significados bem como define as bases sobre as quais os discursos se sustentam, não se restringindo à distinção rígida entre descrição e prescrição. E é neste sentido que dois conceitos são importantes, a saber: articulação e narrativa, os quais são assumidos na relação entre os agentes e o mundo. No espaço público, é a possibilidade de empreender discursos compartilhados e ainda reestruturar as bases de compreensão que apoiamos e defendemos, apontando, assim, para uma crítica prática acerca dos assuntos humanos. E é justamente por aproximar a filosofia prática – que tem na crítica enraizada, ou articulada, a sua orientação – da ação política, que o conceito tayloriano de linguagem constitutiva merece ser analisado no presente trabalho. A fim de cumprir esta tarefa, a apresentação será composta por 3 etapas assim delimitadas: 1) Seguir a distinção entre linguagem designativa e linguagem constitutiva: 2) Analisar a relação entre articulação e narrativa no interior da dinâmica da linguagem constitutiva para a abertura de novos significados: 3) Abordar de forma preliminar, a partir da proposta de uma crítica enraizada, o lugar da ação política.

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21.10 | Sexta-Feira | sala 26| 08h30
sala 26
21/10/2016
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