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No presente artigo trataremos de explanar as possíveis compatibilidades e divergências que existem entre os pensamentos da teoria ética de Mill e a possibilidade de ética em Marx, mais especificamente, uma comparação de suas respectivas metodologias e critérios de ação ética. As metodologias a serem comparadas serão o método dedutivo inverso para John Stuart Mill e o método dialético histórico materialista para Marx. Pretendemos, a partir desses conceitos, efetuar análise e comparação preliminares da moral para cada um. Essas metodologias definem o modo pelo qual os autores extraem suas principais definições e fundamentos para ética, compreendê-los e compará-los nos auxilia a entender como eles derivam seus posicionamentos éticos reforçando sua linha de raciocínio e dando base a suas afirmações. Neste percurso esclareceremos a noção de essência ou natureza humana para Mill, bem como a constituição do comportamento humano para Marx. A primeira derivada da observação da realidade e a segunda originada por meio da análise da história. Para Mill a natureza humana possui uma rigidez que, segundo Marx não pode ser encontrada no comportamento humano. Isso porque, para Marx a constituição do caráter e da consciência humana é determinada pelas regras derivadas do modo de produção vigente. Da mesma forma, a ética, em um primeiro sentido, para esse autor, está totalmente ligada à base material da sociedade. Neste ponto enfocaremos a critica de Marx àqueles pensadores que, de uma forma geral, se abstraem da história e criam problemas filosóficos sem lastro na realidade social. Mill estipula em “A logica das ciências morais” que a moralidade não é uma ciência e sim uma arte, neste caso entendida como a poética, prática em geral. A mesma acepção da palavra é feita por Vázquez ao se referir à dimensão prática na teoria de Marx o que aponta um fator comum de grande expressão em ambas as éticas sugeridas. Este ponto, a saber, a questão da prática de acordo como é entendida por Mill e Marx é essencial como marco de aproximação entre uma ética e outra. Quanto a isto distinções prévias podem ser feitas, apesar da palavra “prática” ser usada com a mesma acepção pelos dois autores, Mill a põe em seu significado mais geral e abstrato, com o intuito de se fazer entender quanto sua concepção da natureza da ética. Já Marx adota um sentido mais específico e claro, a saber, se trata de trabalho humano que é capaz de criar algo diferente da própria ação, ou seja, está vinculada a produção de mercadorias. O sentido poético antigo se mantém nas duas, porém, é evidente um grau de diferenciação entre as utilizações próprias de cada autor, ainda assim, podemos ver que ambos vislumbram a ética como arte. Em resumo, podemos condensar a proposta deste artigo em uma questão: é possível uma relação entre a corrente utilitarista de Mill e a teoria ética decorrente de uma análise das obras de Marx buscando esclarecer aproximações e distanciamentos numa perspectiva prática da ética?

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21.10 | Sexta-Feira | sala 28| 08h30
sala 28
21/10/2016
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