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Este trabalho analisa a relação dialética entre fé e razão e a angústia silencial de Abraão na obra Temor e tremor (Frygt og Boeven) de 1848 do pensador religioso Sören A. Kierkegaard. Desenvolve uma crítica a partir da filosofia kierkegaardiana às posições radicalistas em relação à objetivação da existência. Mostra a partir do autor de Copenhague que se queremos ter uma maior compreensão sobre as questões cruciais à existencial humana, este caminho será exclusivamente por via da experiência processual da própria existência. Essa reflexão é percebida quando Kierkegaard aborda este problema em Temor e tremor. A figura bíblica de Abraão, na conhecida passagem do texto sagrado de Gênesis 22, 1-19, em que Deus pede a Abraão a sacrificar seu único filho a quem amava em louvor a Deus. Por fim, ilustra que o silêncio ou a angústia de Abraão frente ao pedido de Deus não é um simples silêncio, mas um silêncio para além do silêncio, ou seja, trata-se daquilo que consideramos como a angústia silencial de Abraão. Trata-se, no fundo, fazendo uma leitura hermenêutica mais atenta do texto, tanto de Temor e temor como de Gênesis 22, 1-19, de afirmar que Abraão nos faz pensar que este silêncio não é o silêncio da conformidade da razão frente à incompreensão diante do pedido de Deus, mas sim de ir além do meramente descritivo. Trata-se do próprio absurdo enquanto paradoxo da fé. Compreende-se desse modo o paradoxo da temporalidade e eternidade, da finitude a infinidade, da possibilidade à necessidade, do reconhecimento e da importância da razão, mas ao mesmo tempo de proclamar seus limites. É a angústia silencial de Abraão que anuncia de certo modo o próprio silêncio da razão.

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21.10 | Sexta-Feira | sala 35| 08h30
sala 35
21/10/2016
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