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É amplamente conhecida a divergência entre Adorno e Lukács, principalmente no que concerne à relação entre arte e política. Essa discordância é frutífera para que sejam compreendidos os desenvolvimentos do modernismo cultural e as transformações da produção artística no século XX. Nesse sentido, nosso trabalho se debruça sobre uma controvérsia específica na produção intelectual dos dois filósofos: aquela entre o modernismo e o realismo. Em “Realismo crítico hoje", Lukács criticou o caráter formalista e subjetivista do modernismo literário, ou das "vanguardas" literárias, indicando nas obras de alguns de seus representantes – como James Joyce e Beckett– uma "desfiguração" do real. Para Lukács, as obras modernistas retratavam uma “condição humana” dominada pela apatia e pela angústia. À imagem “decadente” dessas narrativas, Lukács contrapõe o realismo crítico na literatura, capaz de representar a realidade e as circunstâncias sócio-históricas, concretas, que envolvem a criação literária. Adorno responde à análise lukácsiana através do texto “Erpresste Versöhnung" [Reconciliação Extorquida], criticando principalmente a limitação daquela análise do modernismo e apontando o mais grave problema em uma defesa do realismo: a desvalorização da autonomia artística, que culminaria na perda dos elementos de resistência da arte frente à realidade. Tendo em vista tal debate, nossa apresentação será constituída por duas partes: primeiramente, delinearemos como a crítica ou defesa dos pressupostos do modernismo foram sustentadas pelos dois filósofos: em seguida, discutiremos como as duas posições apontam para diagnósticos distintos quanto às potencialidades críticas da arte.

Arte, Estética, Literatura Buscar Grupo igual a Arte, Estética, Literatura
21.10 | Sexta-Feira | sala 40| 11h40
sala 40
21/10/2016
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