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A proposta deste texto é pensar sobre um meio de praticar filosofia com alunos do Ensino Médio. Iniciamos investigando a relação entre filosofia e ensino. Em uma aproximação inicial sobre o tema percebemos esta relação como um movimento contínuo, onde a constituição ou a transformação de um dos elementos implica necessariamente na formação ou alteração do outro. Destacamos ainda neste estudo, a necessidade de delimitar cuidadosamente, a cada passo, os conceitos com os quais trabalhamos. Quando falamos de filosofia no mais das vezes retomamos a pergunta sobre “o que é filosofia?”, questão continuamente visitada pelos grandes pensadores do ocidente. Ao aceitarmos o pressuposto de que é possível ensinar filosofia descobrimos que nenhum passo deverá ser dado sem que investiguemos o que é isso que ensinamos, a filosofia. E faz parte da nossa empreitada assumir que não haverá uma definição, posto que não podemos “dar fim”, delimitar, estabelecer uma reposta única. Antes consideramos que nossa investigação deverá sempre retornar ao nosso ponto de partida. Nosso pressuposto deverá ser também nossa meta e servirá ainda como critério para avaliar nossa jornada. O que é isto que chamamos de filosofia? Por que e para que deverá ser ensinada? Dependendo da resposta que escolhemos para esta pergunta é que traçamos nosso caminho ou estabelecemos novos rumos. Enfrentaremos a necessidade de alteração de todo o trajeto, modificando inclusive nosso destino ou ponto de chegada. Assumimos, talvez mais do que em outras disciplinas, o desafio de traçar o caminho enquanto caminhamos. Nossa concepção de filosofia, ainda que assentada na tradição histórica, é guiada pela proposta de discutir a filosofia como ferramenta para a vida. Tomando como ponto de partida o livro “O Mestre Ignorante” do filósofo Jacques Rancière, pretendemos pensar o ensino de filosofia para nossos estudantes adotando o método emancipador e a crença na capacidade intelectual de todos como ponto de partida, para além de simples reformas educativas ou mudanças curriculares. Faz parte de nosso desafio elaborar uma pesquisa adaptada aos padrões científicos de coerência e objetividade. Porém carregamos muitas heranças no pensamento filosófico, estando dentre elas exercer a dúvida como método. Neste sentido permanecemos alerta para a construção do discurso, sem esquecer, como nos alerta Foucault (1987) que em um discurso se encontram presentes muitas vozes. Pensamos o ensino de filosofia a partir da contribuição de alguns autores como Araújo (2009), Gallo (2009/2014), Kohan(2002/2014). A partir das diversas perspectivas em que nos apresentam o ensino de filosofia, buscamos compreender a maneira como a filosofia pode tornar-se uma prática do pensamento em uma escola de ensino médio do Rio de Janeiro.

Filosofia e Ensino Buscar Grupo igual a Filosofia e Ensino
21.10 | Sexta-Feira | sala 41| 11h50
sala 41
21/10/2016
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