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Esta apresentação parte de determinadas reflexões filosóficas no campo da teoria do conhecimento que incorrem em questões ético-políticas. Nosso recorte, de um lado, é delineado pelas discussões que têm sido travadas no campo filosófico sobre as inter-relações entre crença, conhecimento, compreensão e criticidade e que tem grande relevância para temas centrais em educação, especialmente no campo do ensino de ciências. Do outro lado, nossa abordagem está situada na perspectiva do naturalismo e da teoria do conhecimento de John Dewey (1859-1952), ou seja, no processo de investigação, e no estabelecimento de hábitos sociais, a serviço da resolução de problemas que emergem constantemente na experiência humana. Considerando isso, defendemos seguinte tese: os alunos de ciências ou filosofia, religiosos ou não, podem compreender criticamente um conteúdo sem ter que acreditar nele como verdadeiro, ou totalmente verdadeiro (por entrar em conflito com crenças prévias), e que a mudança de crença não é uma condição necessária ou central para qualquer projeto educacional. Um dos nossos principais objetivos é advertir para o risco de se cair em dois extremos: o relativismo epistêmico de uma ponta, que descaracteriza as ciências e as filiações teológicas e religiosas, dissolvendo a autonomia de cada disciplina, e um posicionamento absolutista e totalitário em outro extremo, que pulveriza qualquer possibilidade de diálogo, cooperação e propagação de valores sociais que promovam a democracia. No entanto, ao nos depararmos com o conceito clássico de conhecimento como crença justificável e verdadeira, encontramos asserções provenientes de campos disciplinares diferentes que podem ser irreconciliáveis. Se colocarmos a aceitação das proposições científicas como um dos objetivos necessários ao ensino de ciências, então veremos que vários problemas emergem. A resposta que iremos propor é através da articulação dos termos “entendimento”, “crença” e “conhecimento” em seus devidos contextos de uso numa perspectiva deweyana. Desse modo, poderemos analisar, a partir desta perspectiva filosófica pragmatista, como se dá o mecanismo de construção e fixação de crenças (e conhecimento) no decorrer da experiência humana e como tal perspectiva implica numa perspectiva crítica sobre o ato de ensinar ciências e filosofia.

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21.10 | Sexta-Feira | sala 42| 08h30
sala 42
21/10/2016
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