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Visto que a teoria do conhecimento de Agostinho é a teoria da iluminação, cabe-nos, antes de adentrá-la para expor os caracteres lógicos de tal teoria, levantar os pressupostos que o filósofo constrói como base para tal elaboração, e como a teoria da qual trataremos nunca foi exposta por Agostinho de forma sistemática, o caminho que faremos, a priori, visa apresentar a reflexão dialética do exterior ao interior e do interior ao superior, realizada em três etapas: a primeira caracterizada pela atenção da alma aos objetos corpóreos, a segunda pela atenção da alma a si mesma (ao eu interior) e a terceira na qual a alma finalmente encontra a Verdade: isto significa dizer que a logicização dialética da verdade, como objeto da reflexão filosófica, passa à esfera de fundamentabilidade de toda realidade objetiva. Posteriormente, demonstraremos como a Iluminação fundamenta o conhecimento, tanto sensível ligado à experiência como o inteligível ligado à intelectualidade, por uma regra lógica.
Diante da contingência material, Agostinho constatará que não há segurança para uma ciência como conhecimento apodítico, então a alma julga os objetos corpóreos e legisla sua autonomia sobre eles, mesmo tais objetos sendo necessários neste processo, por isso, o valor da sensação é declarada com mais precisão a partir destes pressupostos. A verdade, então, não encontra juízo fundamentado nesta relação entre sujeito cognoscente e objetos corpóreos. Percebendo que é o próprio eu cognoscente que possui o ato de conhecer, este sujeito se debruça sobre ele mesmo. Nesta nova etapa o subjectum passa a ter o seu próprio Eu (razão) como objectum, ou seja, o sujeito que procura uma fundamentação para a verdade é o “objeto” que deve ser primeiro investigado, aqui subjaz a centralidade da lógica veritativa.
Então, simultaneamente a este movimento racional que procura chegar ao entendimento, ele encontra uma realidade outra de si e superior a si que, por sua vez, completa sua atividade. Contudo, faz-se necessário mostrar qual é esta outra realidade de si que impede a alienação do sujeito cognoscente às suas categorias subjetivas, no entanto esta realidade só pode ser comprovada mediante a análise da reflexão onde o raciocínio chega à certeza da existência do 'Ego" em cujo caractere lógico se apeia a possibilidade de uma epistemologia.

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21.10 | Sexta-Feira | sala 53| 10h50
sala 53
21/10/2016
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