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É muito comum os filósofos sustentarem que experiências envolvendo percepção, ilusão e alucinação possuem a mesma natureza. Os disjuntivistas negam este ponto, e apesar de possuir diversos matizes, uma considerável parte dos disjuntivistas sustentam alguma forma de realismo ingênuo. Logo, para estes filósofos, o tipo de experiência que você tem quando percebe objetos reais no mundo não é a mesma que você teria se estivesse sofrendo de alguma alucinação: os componentes que constituem a experiência perceptual de ambos os casos são de outra natureza. Neste sentido, podemos esboçar o disjuntivismo como “uma estratégia defensiva que é adotada em defesa de alguma visão positiva da percepção” (SOTERIOU, 2016, p. 2). Em seu recente livro Seeing Things As They Are (2015), Searle dedica um capítulo para discutir a teoria disjuntivista da percepção. As criticas de Searle começam esboçando alguns dados que a própria neurociência traz sobre o que acontece no cérebro quando estamos tendo experiências perceptuais em casos verídicos (good cases) e casos de alucinação (bad cases), ou seja, a ideia de que em alguma medida os casos de percepção verídica e de alucinação compartilham um conteúdo em comum. O erro do disjuntivista foi ignorar essa dimensão do problema, pelo menos no que concerne as relações de aproximação com este nível explicativo. Como é impossível dar conta de todas as variantes que esta doutrina possui, Searle toma como base os trabalhos de John Campbell (2002) e Michael Martin (2009) para estabelecer uma interlocução com a doutrina. O presente trabalho tem como objetivo mostrar quais são as criticas de Searle endereçadas a este tipo de teoria da percepção, tomando como pano de fundo todas as outras questões pressupostas nos capítulos anteriores de sua obra. Para isso iremos explicitar o que Searle entende por Bad Argument, int

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21.10 | Sexta-Feira | sala 57| 10h40
sala 57
21/10/2016
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