ANPOF EM MOVIMENTO - INTERNACIONALIZAÇÃO

Nosso convidado desta sexta-feira (28/07) para participar do “Anpof em movimento” é o professor Dr. André Duarte. Além de ser professor do departamento de Filosofia da UFPR, dos programas de pós-graduação em Filosofia e em Educação, hoje ele é diretor da Agência UFPR Internacional. Neste vídeo, ele salienta a importância da internacionalização para a produção do conhecimento e discute importantes desafios para o desenvolvimento da internacionalização hoje no Brasil.

Ao indicar a importância de expor nossa produção para o exterior, ele aponta o caminho para esse processo de internacionalização: “ele deve ser entendido como processo de institucionalização de relações acadêmicas. Esse é um grande desafio para todas as universidades no Brasil”.

Ao defender esta institucionalização, Duarte se refere à necessidade de superar a informalidade que ele julga permear permeiam atualmente as relações que os programas de pós-graduação do Brasil mantêm com outras instituições no exterior. “Nem a própria universidade sabe dessa relação, ela não tem conhecimento do que se faz. Isto é problemático”.

As instituições de fomento definiram por priorizar a internacionalização nas discussões sobre sua atuação e fomento, a despeito das agudas restrições orçamentárias por que passam presentemente. A CAPES lançou o “Programa Mais Ciência Mais Desenvolvimento”, que vinculará as ações relacionadas a internacionalização a projetos institucionais financiado pela agência, o que fará com que as demandas diretas fiquem restritas a questões específicas. Foi realizado no CNPq nos dias 22 e 23 de junho um Seminário de Internacionalização promovido pelo Fórum de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas, do qual participa a Anpof. 

Neste vídeo, o professor da UFPR também comenta este programa. Para ele, isso vai mudar toda a sistemática de financiamento dos processos de internacionalização da produção de conhecimento das universidades. “Foge ao esquema balcão, que hoje vemos acontecer nos programas”. Para ele, esta nova forma de trabalho vai obrigar as universidades a superarem o plano da informalidade e tomar conhecimento do que se faz para elaborar os projetos de internacionalização.

Durante este Seminário de Internacionalização foram discutidos temas como as dimensões institucionais da internacionalização, a cooperação Sul-Sul e a cooperação Sul-Norte e o lugar das ciências humanas, sociais e sociais aplicadas na inovação e na globalização. Participaram do evento além de representantes do Fórum o Presidente do CNPq, Mario Neto, a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), Profa. Zaíra Turchi, e a diretora de Relações Internacionais da Capes, Concepta Margaret McManus Pimentel.

Duarte, neste material, também tangenciou este ponto polêmico sobre a internacionalização: “não podemos cair na contraposição um pouco rápida sobre quais relações privilegiar, Norte-Sul, ou Sul-Sul”. Para ele, o mais importante é prestar atenção nos objetivos de pesquisa, uma vez que cada tipo de colaboração atende a um objetivo distinto.  Por fim, ele alerta que esta internacionalização exige dos programas organização e que estruturem condições para ela seja viabilizada.

O tema seguramente seguirá no centro do debate sobre o fomento à pesquisa no Brasil. A Anpof participará ativamente das discussões e deverá promover e fomentar reflexões contínuas no âmbito da nossa comunidade sobre a natureza da internacionalização da pesquisa em Filosofia e as prioridades específicas da nossa área. 

Assista ao vídeo neste link: Anpof em movimento - Internacionalização, com André Duarte (UFPR)

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