Canguilhem e a gênese do possível. Estudo sobre a historicização das ciências

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Este livro é o testemunho da feliz redescoberta de Georges Canguilhem pelos historiadores. Ele não pretende comodamente encontrar um "lugar" para a obra de Georges Canguilhem nas "correntes historiográficas" do século XX. Ao contrário, ele busca questionar os lugares comuns historiográficos e a própria ideia de história da historiografia como distribuição e atribuição de obras e autores a lugares. Para Tiago Santos Almeida, a extensão do espaço historiográfico não se restringe a ou coincide com certa identidade assegurada pela inscrição institucional de um ofício. É precisamente essa identidade o que está em jogo neste livro, na medida em que ele busca interrogar o pensamento historiográfico do século XX a partir de sua exterioridade, a partir de uma análise rigorosa e minuciosa da obra – inédita e publicada – dessa figura intelectual que os historiadores sempre localizaram no exterior de sua disciplina. Uma história da exterioridade historiográfica. Uma história do pensamento do fora da história. E a história da concepção ou da teoria da história de Georges Canguilhem nos permite não apenas pensar de outro modo a história da historiografia e da historiografia das ciências daquele período, mas também repensar de maneira mais complexa sua própria definição e seu estatuto na paisagem cultural contemporânea.

Marlon Salomon (Faculdade de História - UFG)
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No “frescor” que traz à literatura sobre a chamada epistemologia histórica (ou história epistemológica) francesa e um de seus maiores expoentes, este estudo permite ver com mais clareza o sentido ético da obra de Canguilhem. Esse sentido ético e suas implicações práticas e políticas têm, até aqui, permanecido relativamente invisíveis, à sombra dos importantes construtos histórico-epistemológicos e da cuidadosa fundamentação teórico-metodológica da obra mais conhecida de Canguilhem. Porém, e tomando de empréstimo uma consagrada imagem de Paul Ricœur (a propósito de outros temas e personagens), podemos dizer que Canguilhem toma essa “via longa” da rigorosa pesquisa histórico-epistemológica para levá-lo do seu ofício de professor e pesquisador das ciências da vida e da medicina até uma tomada de posição (política) que revela o ethos emancipatório, no sentido kantiano, que segundo Foucault, é uma marca da obra de Canguilhem.

José Ricardo de C. M. Ayres (Departamento de Medicina Preventiva - USP)

Link para o livro:
https://www.liberars.com.br/canguilhem-e-a-genese-do-possivel-estudo-sobre-a-historicizacao-das-ciencias

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