Carta sobre a Tolerância, John Locke (Edição bilíngue Latim-Português)

John Locke. Carta sobre a Tolerância (Edição bilíngue Latim-Português) Tradução Fábio Fortes e Wellington Ferreira Lima. Organização, introdução, notas e comentários Flavio Fontenelle Loque Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2019. 192p.

A "Carta sobre a Tolerância" é uma defesa do que hoje se costuma chamar de separação entre Estado e Igreja. Nessa obra concisa e influente, John Locke discute os limites do poder político com o intuito de demonstrar que o Estado jamais deve promulgar leis baseadas em preceitos religiosos. A finalidade das leis, afirma Locke, consiste em preservar e promover os bens civis dos cidadãos (notadamente a vida, a liberdade e a propriedade), o que significa que entre as funções do Estado não se encontra o cuidado com a salvação das almas, tarefa que pertence apenas aos indivíduos e às igrejas a que eles se associam. A afirmação de que a esfera legítima de atuação do Estado se restringe aos bens civis e de que, portanto, a diversidade de crenças e cultos deve ser tolerada constitui assim a tese central da "Carta sobre a Tolerância", que aborda ainda outras questões relevantes, como os limites da tolerância, o direito de resistência ativa, o malefício decorrente da intromissão de clérigos na política e a incompatibilidade entre o Cristianismo e a coerção religiosa. Pela primeira vez traduzida no Brasil a partir do original latino e publicada em edição bilíngue, a "Carta sobre a Tolerância" é aqui acompanhada de introdução, notas e comentário com o objetivo de contextualizar o pensamento de Locke e propor uma interpretação de seus principais argumentos.
 
 
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais em baixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver não é muito perigoso?" JGR-Riobaldo

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