Revista Landa (2019/1)

Estimadxs colegas,A Revista Landa, do Núcleo Onetti de Estudos Literários Latino-Americanos da UFSC– já está no ar: http://www.revistalanda.ufsc.br/vol-7-n2-2019/.

 

Neste Número [Vol. 7 n°2 (2019)], Landa apresenta a chamada pública “A imagem autoritária”, com artigos em que se debate o caráter político das imagens.

Partindo do pressuposto de que o discurso democrático pode e deve fazer sentido, mas justamente quando fala a um povo em seu devir, os autores Rodrigo Amboni,Erivoneide Barros, Ludymylla Maria Gomes de Lucena, Marina dos Santos Ferreira, Manuela Quadra de Medeiros, Luiza de Aguiar Borges, Fátima de Souza Moretti e Igor Gomes Farias, nos propõem reflexões em torno de propostas artísticas capazes de resistir às apropriações autoritárias. Propomos um debate que se demora na politização dos significantes montados, na própria montagem (de materiais, imagens, sons, palavras, tempos), e não apenas naquilo que as imagens convencionalmente representam.

Já o dossiê especial “Circulações da teoria na América Latina” – organizado por Max Hidalgo Nácher – se aborda a disseminação das “filosofias da diferença” no Brasil e na Argentina. O dossiê se abre com um texto de Raul Antelo sobre Nietzsche ao ser aclimatado nesses páramos, seguido de Leyla-Perrone-Moisés a propósito do devir uruguaio do Conde de Lautréamont e dos distintos modos de censura que o ensaio Lautréamont austral, escrito em colaboração com Emir Rodríguez Monegal, sofreu em terras de França. Seguem-nos “Vallejo/Oswald: Trilce antropofágico” de Amálio Pinheiro, em montagem de leituras-escrituras que faz a poesia de um literalmente atravessar a do outro. Completam o dossiê textos de Hidalgo Nácher sobre Candido e Haroldo de Campos; Carlos Walker sobre o estruturalismo como moda na Argentina de fins dos anos 60; Analía Gerbaudo sobre a Beatriz Sarlo tradutora; Esther Pino Estivill sobre Barthes na Espanha; Laura Brandini sobre Barthes nos jornais brasileiros de hoje; e Jorge Wolff com relato sobre a trajetória da tese Telquelismos latino-americanos, dedicada à aclimatação do pensamento estruturalista e pós-estruturalista por estas landas nos anos 60 e 70.
A secção Olhares, por sua vez, inclui o artigo “Entre la crisis del proyecto y el triunfo de la equivalencia general: políticas de la imagen y de su lectura”, em que Franca Maccioni trata de pensar a imagem “como un operador estético potente” a partir do pensamento de Nancy, Agamben e Rancière de modo que a relação literatura/política se coloca frontalmente contra o “automatismo do capital” e o “regime da representação”, conversando assim com a chamada pública desta edição, dedicada à “imagem autoritária”. O texto seguinte de Olhares coloca seu foco em outra questão fundamental dos dias de hoje, a das universidades públicas. Em “‘Hemos resuelto llamar a todas las cosas por el nombre que tienen’. Política da escrita na Reforma Universitária de Córdoba”, Artur Giorgi escreve “em termos estéticos” e como “acontecimento disruptivo” sobre a reforma que lançou as bases da universidade pública latino-americana há um século, relacionando-a com os enfrentamentos de 1968 e de 2018, isto é, da agoridade, em que se vêem ameaçadas. A seção Olhares fecha com “¿Por qué Brasil, qué Brasil? Derivas en torno a lo argentino-brasileño”, de Joaquín Correa, texto dedicado ao recente livro organizado por Roxana Patiño e Mario Cámara, ¿Por qué Brasil, qué Brasil? Recorridos críticos. La literatura y el arte brasileños desde Argentina (Villa María: Eduvim, 2017.
Finalmente, Landa inaugura neste número uma nova seção, dedicada ao imaginário artístico e intitulada Vária Invenção (Suplemento de artes da RevistaLanda). Na sua estréia, apresentamos a série Nós dois, juntos, de Artur de Vargas Giorgi, com texto de Ana Chiara.
Agradecemos a divulgação da Revista.
Boas leituras!
Atenciosamente,
A equipe editorial.
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