TEMPORAL: prática e pensamento contemporâneos

 TEMPORAL

A revista Temporal – prática e pensamento contemporâneos convida os autores a enviarem trabalhos para seu primeiro número.

Os trabalhos devem seguir as diretrizes abaixo e podem ser apresentados segundo as modalidades:
Dossiê
Sobre a noção de Tolerância
Vol 1, n 1,  jul 2017
Aproveitando a efeméride dos 500 anos da Reforma Protestante, o dossiê propõe articular o tema em instâncias várias, tanto históricas quanto ligadas à atualidade. Os artigos, ensaios e demais produções abarcados por essa seção devem pensar como a quebra de um ethos comunitário, mais ou menos pactuado em torno da religião e de valores a ela correlatos, obrigou as sociedades ocidentais – e aquelas que foram por estas colonizadas – a reorganizar suas estratégias de convivência não mais em torno da comunhão ética, mas em torno de indivíduos, cujos imaginários e opiniões fragmentam-se ao infinito. As estratégias mínimas de proximidade e as partilhas tensas podem ser ensaios possíveis para uma nova noção de democracia e de pacto social ou cultural?

Submissões até 25 de maio de 2017



Comunidade acadêmica, o que é, como se faz
Vol 1, n 2, dez 2017

Em sua resposta ao debate sobre o positivismo nas ciências sociais, Adorno assim classifica a noção de comunidade científica tal como proposta por seus interlocutores:

“Popper esclarece a objetividade científica que sustenta: ‘Esta pode ser explicada somente mediante categorias sociais tais como: competição (tanto dos cientistas isolados, como das diversas escolas); tradição (a tradição crítica); instituição social (como por exemplo publicações em diferentes periódicos concorrentes e por meio de diferentes editoras concorrentes; discussões em congresso); poder do Estado (a tolerância política das discussões livres)’ [Popper, A Lógica das ciências sociais]. Estas categorias são notoriamente problemáticas. Assim, a categoria de competição encerra todo o mecanismo da concorrência, inclusive aquele funesto, denunciado por Marx, conforme o qual o sucesso no mercado tem primazia frente à qualidade das coisas, mesmo tratando-se de formações espirituais. A tradição em que Popper se apoia tornou-se indubitavelmente , no interior das universidade, em freio das forças produtivas [...].” (ADORNO, Positivismo na sociologia alemã)

Frente às proposições de Popper e às críticas de Adorno, este dossiê visa pensar a legitimidade científica em várias áreas do conhecimento humano, das ciências às artes. E visa pensar por dentro das suas práticas legitimadoras, qual seja, a instituição dos periódicos acadêmicos, em uma crítica imanente ao próprio sistema.

Submissões até 28 de julho de 2017

Artigos em geral
artigos que não necessariamente se voltam ao núcleo de problemas sugerido pela proposta editorial de cada um dos números.

Traduções
A revista aceita traduções desde que o tradutor tenha os direitos para a publicação. A revista dará preferência a traduções comentadas e/ou apresentadas por um pequeno prefácio.

Resenhas
Publicaremos resenhas, desde que não sejam meros resumos de livros recém-publicados. As resenhas devem ser críticas e articular argumentos em torno do livro que comentam. Não há, assim, regras quanto à data da publicação do livro resenhado. O critério de publicação será a relevância da própria resenha como artigo autoral.

Miscelâneas
A revista não se furtará a publicar textos menos canônicos, que não se apresentam no formato paper. Faz parte da política editorial questionar a formatação acadêmica, na qual o rigor parece ser sempre algo externo que concede de antemão cientificidade formal ao conteúdo. Para tornar a crítica efetiva tentaremos avaliar textos e produções nos quais o rigor não é apenas um arcabouço externo posposto ao conteúdo, textos em que a própria forma de exposição é um questionamento rigorosa e científico; mas sem descurar, todavia, das dificuldades implicadas nessa avaliação.

Os artigos para o primeiro  número devem ser enviados apenas pelo site da revista até o dia 25 de maio e serão avaliados no modelo duplo parecer cego.

Diretrizes para os autores
Os textos devem ser inéditos e o autor dá fé de que são autorias ao submetê-los a nossa apreciação. Não condenamos de forma plana todo tipo de “autoplágio”, pois entendemos que todo pensamento vive de suas próprias reformulações. Mas, como também vivemos em um mundo de quantificações, solicitamos que os autores indiquem em nota de rodapé quando houver uma remissão a um outro trabalho seu no interior do argumento.

A revista trabalhará com verificação mecânica de plágios evidentes. Quando houver práticas que muito se aproximem ao plágio, como paráfrases ou excesso de citações, os editores entrarão em contato com o autor para sugerir modificações

Os editores não farão qualquer outro tipo de intervenção estilística ou formal nos artigos; incentivaremos, ao contrário, a diversidade de formatos, modos de expressão e de exposição. Nos limitaremos estritamente às correções de ordem gramatical e ao combate ao plágio.

As únicas normas a serem seguidas são as de padronização para ajudar o diagramador:

Título em caixa baixa, em português (ou na língua original do artigo)

Título em uma segunda língua

Resumo em português (ou na língua original do artigo)

Resumo em uma segunda língua

Os artigos não devem conter identificação do autor no arquivo submetido, nem mesmo em nota de rodapé.

Não use tabulação de parágrafo. Não use nenhum tipo de numerador ou marcador.

Letra Time new roman 12, não use letra menor para as citações, use itálico.

Todas as citações no formato autor data: (ROUSSEAU, 1992: 12)

Aceitaremos, mediante diálogos, outras formas consagradas de citação dependendo da área do artigo.

Use notas de rodapé apenas para explicações. As citações de autores nas notas de rodapé também devem vir no formato autor/data supracitado.

Referências bibliográficas ao final do artigo e não em notas.

Aguardamos contribuições.
FaLang translation system by Faboba