XIII CONGRESSO DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA DA PUCPR

Submissão de trabalhos para as mesas de comunicação durante o XIII CONGRESSO DE FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA DA PUCPR



Inscrições:

http://extensao.pucpr.br/cursos/13o-congresso-internacional-de-filosofia-contemporanea/?doing_wp_cron=1440599065.0576488971710205078125



Submissão de trabalhos para as mesas de comunicação:



Data: submeter até 30/10/2015

Enviar para: 13congressodefilosofiapucpr@gmail.com

Formato: Autor (Nome e referência profissional), título, 3 a 5 palavras chaves e o texto do resumo.

Extensão do texto: resumo expandido, contando os espaços, com mínimo de 1000 (mil) e máximo de 2000 (dois mil) caracteres.





O XIII congresso internacional de filosofia da PUCPR (que haverá do dia 16 ao dia 20 de novembro de 2015 em Curitiba) propõe-se discutir o conceito de homem e ipseitas na reflexão contemporânea dando conta das caraterísticas e das relações possíveis entre a abordagem transcendental, a fenomenológica e a psicanalítica.



Os objetivos específicos do congresso são os seguintes:

1.Refletir sobre o status da antropologia moral kantiana.

2 Discutir a relevância da desconstrução heideggeriana da teoria clínica e da metapsicologia de Freud.

3 Discutir os possíveis desenvolvimentos filosóficos da pesquisa psicanalítica na pesquisa filosófica atual.

4. Pensar a relação entre filosofia transcendental, fenomenologia e psicanalise.

5. Refletir sobre a relação entre o conceito teórico de ipseitas e as suas relações com os problemas da corporeidade, do gênero e as suas implicações ético-politicas.



A partir da secularização da relação entre homem e Deus que acontece ao longo da época moderna, a compreensão filosófica do conceito de homem aprofunda a ideia aristotélica do homem como animal rationale, que está retomada por autores como Descartes, Pascal e, sobretudo, por Kant e Husserl, no qual a ideia de humanidade, assim como a de racionalidade, não são apenas conceitos, mas expressam uma dinâmica e uma orientação histórica do gênero humano para com uma ideia de justificação absoluta. Esta compreensão do homem envolve uma ideia de homem como capacidade de autoprojetação ou autodeterminação. Trata-se de uma elemento básico da compreensão kantiana do homem, a medida que, segundo Kant, "para poder atribuir ao homem o seu lugar no sistema da natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados; por isso, de animal capaz de raciocinar, pode tornar-se, por ele mesmo, animal que raciocina” (Antropologia de um ponto de vista pragmático). A ideia da limitação humana e da capacidade do homem de determinar a si mesmo conforme uma possibilidade constitui, desemboca e conhece modificações fundamentais no existencialismo contemporâneo e, além disso, na psicanálise. O existencialismo (Heidegger, Sartre), em especial, frisa que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, e por isso é constantemente problema para si mesmo e solução para esse problema, que projeta continuamente seu modo de ser ou de viver e que este projeto passa a constituir, em algum grau ou medida, seu modo de ser ou de viver efetivo. Na sequência à compreensão sobre a facticidade do homem, algumas reflexões buscaram analisar a existência humana na sua formação ético-política, sobretudo quando se considera o dado à existência como um campo de acontecimentos e forças em conflito. Sob essa perspectiva que os trabalhos de pensadores contemporâneos (Foucault, Deleuze, Derrida, Levinas) buscaram dar conta da herança fenomenológica, antropológica e psicanalítica ao considerar não apenas a formação da identidade, mas a própria dinâmica da construção de um pensamento voltado para a identidade em termos de comunidade, ética e política.

A investigação da definição do homem ao longo da história da filosofia permite entender as direções da discussão filosófica contemporânea, orientada sobretudo por uma reflexão sobre as condições de possibilidade de uma teoria não exclusivamente naturalísta ou fisiológica da natureza humana (Loparic, McDowell). Nestes autores a natureza humana não se apresenta como um conjunto de fatos brutos conectados por leis causais empíricas, mas como a facticidade da razão: trata-se de um objeto constituído de princípios discursivos, atribuídos a diferentes faculdades puras, e interpretadas em diferentes domínios de dados sensíveis — intuições, sentimentos morais, ações morais ou de direito etc. Por fim, uma confrontação com a nova concepção de homem proposta pela psicanálise volta a diferenciar o homem do sujeito e, sobretudo, vai além da suposta objetificação da existência humana envolvida na analítica existencial, no subjetivismo de Husserl, mas também numa psicanálise baseada sobre uma metapsicologia (de acordo com as teses de Loparic, McDowell, Marion e Bernet).

Na reflexão contemporânea estes horizontes problemáticos se cruzam com uma reflexão sobre aplicações práticas e interdisciplinares da discussão teórica que enfrentam também os seguintes temas específicos:

a)    Conceito de Homem e questão ecológica.

b)    Implicações pedagógicas: o conceito de homem no ensino da filosofia (a ser enfrentada ao longo do minicurso, previsto durante do congresso).

c)    Implicações políticas: homem e direitos humanos.







The XIII international conference of philosophy from PUCPR (that will take place 16th to 20th November, 2015) intends to discuss the concept of Man and Ipseitas in the contemporary reflection, given account with possible features and relations between a transcendental, a phenomenological and a psychoanalytical approach.



The Conference specific goals are:



1. To reflect about the status of Kant’s moral anthropology.

2. To discuss the relevance of Heideggerian deconstruction of clinical theory and the Freudian metapsychology.

3. To discuss the possible philosophical developments the psychoanalytical research in the late philosophical research.

4. To think the relation between transcendental philosophy, phenomenology and psychoanalysis.

5. To reflect about the relations between the theoretical concept of ipseitas and its relations with the corporeity and gender problems in its ethical-political implications.



From the secularization of relation between man and God that happens in the modern time the philosophical comprehension of the concept of man deepens the Aristotelic idea of man as animale rationale, taken up by authors such as Descartes, Pascal and, mainly, Kant and Husserl, in which the idea of humanity, as well as rationality, is not only a concept but express a dynamics and a historical orientation of the humankind towards an idea of absolute justification. This comprehension of man develops itself an idea of man as capacity of self-projection and self-determination. It refers to a basic element of Kantian comprehension of man as long as, according Kant, “to attribute to man his place in the life nature’s system and to characterize him it only remains to say that he has the feature that he himself make, in view of he knows to improve according the ends that he created by himself; hence, the animal capable of reason can become, by himself, an animal that reasons”. An idea of human limitation and man’s capacity to determine himself as a possibility constitutes, ends and knows fundamental modifications in the contemporary existentialism and, furthermore, in psychoanalysis. The existentialism (Heidegger, Sartre), point out that the man is what he himself can and wants to become and because of that he is constantly a problem to himself and the solution to this problem that engenders continually his mode of being or living and that this engendering comes to constitute, to some degree or extend, his actual mode of being or living. In the sequence to the comprehension about the facticity of man some reflections have tried to analyze the human existence in its ethical-political formation, mainly when it considers the given to existence as a field of events and conflictive forces. Under this perspective that the works of contemporary thinkers (Foucault, Deleuze, Derrida, Levinas) have tried to give an account of the phenomenological, anthropological and psychoanalytical heritage considering not only the identity formation but the dynamics itself of a thought construction oriented to identity in terms of community, ethics and politics.

The man’s definition investigation throughout philosophy’s history allows to understand the contemporary reflection direction guided mainly by a reflection about the conditions of possibility of a theory not exclusively naturalistic or physiological of human nature (Loparic, McDowell). In this authors the human nature (die Natur des Menschen) doesn’t present itself as a set of facts connected by causal empirical laws but as facticity of reason: it refers to a constituted object of discursive principles referred to different pure faculties and made sensitive, i.e., interpreted in different domains of the sensitive data – intuitions, moral feelings, moral actions or moral laws, etc. Lastly, a confrontation with a new conception of man that was proposed by psychoanalysis gets back to differentiate man and subject and, especially, go beyond of the assumed objectification of human existence involved in the existential analysis, in the Husserl’s subjectivism, but also in a psychoanalysis based on a metapsychology (according the theses of Loparic, McDowell, Marion and Bernet).

In the contemporary reflection this problematics ground crosses each other in a reflection about the practical and interdisciplinary applications of theoretical discussion that confronts the following specific themes:

a) The concept of Man and the ecological issue.

b) Pedagogical consequences: the concept of man in the philosophy teaching.

c) Political consequences: man and human rights.







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