Cadernos Pet-Filosofia - Número 16

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO DE ARTIGOS

Cadernos Pet-Filosofia - Número 16

O CADERNOSPET-FILOSOFIA DESTINA-SE À PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS ORIGINAIS (ARTIGOS, RESENHAS, TRADUÇÕES ETC.) DE AUTORIA DE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO, COM SIGNIFICATIVO CONTEÚDO FILOSÓFICO, MAS SEM QUAISQUER RESTRIÇÕES QUANTO AOS ENFOQUES E ORIENTAÇÕES TEÓRICAS. O NÚMERO 16 DO CADERNOSPET-FILOSOFIA TERÁ O SEGUINTE TEMA: CIÊNCIA E MODERNIDADE (CONFIRA ABAIXO A DESCRIÇÃO DO PROJETO EDITORIAL). OS ARTIGOS RELATIVOS A ESTE TEMA COMPORÃO O DOSSIÊ DA REVISTA, SUA PARTE PRINCIPAL. NO ENTANTO TAMBÉM SERÃO ACEITOS ARTIGOS SOBRE OUTROS TEMAS FILOSÓFICOS. TODOS OS TEXTOS SUBMETIDOS SERÃO AVALIADOS POR MEMBROS DO CONSELHO EDITORIAL, DE CUJO PARECER DEPENDERÁ A PUBLICAÇÃO. RECOMENDA-SE AOS POSSÍVEIS COLABORADORES A MÁXIMA ATENÇÃO ÀS NORMAS PARA PUBLICAÇÃO DA REVISTA, DISPONÍVEIS EM: http://petfilosofiaufpr.files.wordpress.com/2010/04/normas_cadernospet.pdf

OS TEXTOS SERÃO RECEBIDOS ATÉ O DIA 17 DE ABRIL DE 2016, DATA A PARTIR DA QUAL O CONSELHO EDITORIAL DA REVISTA PROCEDERÁ À SELEÇÃO DOS TEXTOS QUE SERÃO PUBLICADOS.

Os textos devem ser enviados para: cadernospet@yahoo.com.br.

Para ter mais informações, consulte o nosso blog: http://petfilosofiaufpr.wordpress.com

Projeto editorial para o dossiê da revista:Ciência e Modernidade

O cadernospetfilosofia é uma publicação do grupo PET do curso de Filosofia da Universidade Federal do Paraná, dedicado à divulgação de pesquisa realizada por estudantes de graduação e pós-graduação em Filosofia. Trata-se, assim, de uma revista de estudantes, editada por estudantes, sob a supervisão de professores-tutores, e endereçada aos estudantes de filosofia, visando oferecer-lhes um modelo e padrão de pesquisa desenvolvida por seus pares no Brasil.

O cadernopetfilosofia recebe textos de filosofia em geral, porém sempre procura reunir trabalhos que estejam de acordo com o núcleo temático que norteou os seminários e o ciclo de conferências realizado pelo grupo PET-Filosofia no decorrer de um ano. A revista, portanto, divide-se em duas seções: a primeira seção conta com artigos que tratam especificamente do tema da revista; e a segunda seção, com artigos de tema livre.

O número 16 do cadernospetfilosofia, referente aos trabalhos realizados no ano de 2014, tem como tema Ciência e Modernidade.

Servindo-nos da obra Do Mundo Fechado ao Universo Infinito de Alexandre Koyré, estudamos durante todo o ano de 2014 o processo de mudança de pensamento que culminou em uma série de alterações nas perspectivas científicas e filosóficas dos séculos XVI e XVII. Tais mudanças revolucionaram o modo pelo qual o homem se relaciona com o mundo, instaurando assim a chamada “Ciência Moderna”.

Seguindo a análise e interpretação de Koyré sobre o pensamento de Nicolau de Cusa, Copérnico, Giordano Bruno, Kepler, Galileu, Descarte, Newton, Leibniz e outros, foi-nos evidenciado que a História da Ciência não é uma história contínua, mas tem como característica avanços e retrocessos. Dentro desse movimento não contínuo, Koyré mostra como a cosmologia antiga e medieval foi trabalhada no pensamento desses autores e, a partir disso, o que propiciou o aparecimento da Ciência Moderna.

A mudança na cosmologia vigente – de uma visão geocêntrica para a heliocêntrica e, posteriormente, acêntrica – tem papel fundamental no novo modo de se investigar o mundo e se mostra portanto como um dos grandes pontos de ruptura entre o pensamento antigo e medieval e o pensamento moderno. Nessa mudança, abandona-se a noção de cosmos, um todo finito e bem ordenado, e adota-se a concepção de um universo infinito e com componentes não mais hierarquicamente ordenados. Tem-se, então, o surgimento do pensamento científico moderno.

Por fim, o trabalho de Koyré em Do Mundo Fechado ao Universo Infinito, longe de meramente satisfazer um ímpeto de curiosidade histórica, enseja pensamentos sobre, por exemplo: como ocorrem os movimentos de ruptura e assimilação de conceitos que herdamos de uma tradição, tanto entre autores distintos quanto dentro do pensamento de um mesmo autor; como ocorre a recepção de tais mudanças; sobre a Ciência Moderna, os seus rumos e nossa atual condição; e em que medida nós somos tributários dos modernos e também o quanto ainda nos pesa os antigos. 
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