Entrevista com Samuel Simon sobre a criação do doutorado da UnB

ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (PPG-FIL/UnB) foi criado em 1999 e iniciou suas atividades em 2000. Após anos de intenso trabalho coletivo na busca de consolidação, o PPG-FIL/UnB obteve a nota quatro na avaliação trienal da CAPES publicada em 2013. Com esse resultado, o programa entendeu que era hora de propor a criação de um Doutorado em Filosofia na UnB, aproveitando-se a experiência acumulada em todos esses anos, o apoio institucional e a infraestrutura da UnB, a produção intelectual crescente e a experiência do corpo docente. A proposta encaminhada à CAPES em 2014 mantinha a mesma estrutura do curso que já estava consolidada havia dez anos: área de concentração em Filosofia, dividida em cinco linhas de pesquisa (“Teoria do Conhecimento e Filosofia da Ciência”, “Lógica, Linguagem e Filosofia da Mente”, “Ética e Filosofia Política”, “Filosofia Antiga e Medieval” e “Filosofia da Religião”), com um mínimo de disciplinas a serem cursadas pelos estudantes, dando-se uma ênfase no trabalho de pesquisa na formação do pós-graduando. No entanto, seguindo uma recomendação posterior da CAPES, foi mantida a área de concentração em Filosofia, mas as linhas do Programa foram redefinidas em três: Epistemologia, Lógica e Metafísica; Ética, Filosofia Política e Filosofia da Religião; História da Filosofia. Essa reformulação tornou as linhas mais fiéis à pesquisa que vem sendo desenvolvida pelo corpo docente do PPG-FIL/UnB. Nesse sentido, penso que a identidade do Programa, agora também com o Doutorado, aprovado este ano, pode ser definida por uma proposta institucional e um projeto de pesquisa filosófica de excelência, evidentemente aliada a um ensino de qualidade.

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Entrevista com Arthur Araújo sobre a criação do GT Semiótica e Pragmatismo

ANPOF:  Quais os temas que o GT se propõe a debater?

ARTHUR: O núcleo temático do GT é Semiótica e Pragmatismo. O objetivo é debater e agregar ao GT uma comunidade de pesquisadores com interesses e afinidades teóricos entre diferentes domínios da História da Filosofia (epistemologia, linguagem, mente, política, hermenêutica, arte, etc.). Assim não somente questões fundacionais de Semiótica e Pragmatismo desde Peirce, James e Dewey, mas, também o desenvolvimento e o desdobramento dessa perspectiva, ao longo do longo o Século XX, entre diferentes domínios filosóficos constituem os temas de interesse e debate do GT. É oportuno destacar também que a proposta de debate do GT Semiótica e Pragmatismo é ampla e plural e visa atrair diferentes contribuições teóricas.

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Entrevista com Gabriele Cornelli sobre a criação do novo programa de mestrado da UnB

 fevereiro de 2016

ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

CORNELLI: O Programa de Pós-Graduação em Metafísica se origina do trabalho desenvolvido há anos por diferentes grupos de pesquisa, em vários Departamentos e Programas de Pós-Graduação da Universidade de Brasília, por professores que, embora em sua grande maioria estejam vinculados à área de Filosofia, possuem formação e atuação inter, trans e multidisciplinar. Trata-se de um programa metodologicamente plural, que quer enfrentar o desafio da integração dos saberes para pensar as questões e problemas tradicionais da Metafísica enquanto fio condutor da História da Filosofia. Essa orientação não se faz de modo fortuito, mas na própria estrutura da pesquisa: não se pretende criar, em abstrato, um “lugar entre” as disciplinas, mas, partindo de um determinado campo de estudos, com o propósito de transcendê-lo. A ideia é portanto aquela de tomar o cerne metafísico do pensamento filosófico e abri-lo para a contribuição dos outros campos do saber. Assim, a natureza radicalmente metafísica do Programa se manifesta também na sua dimensão metodológica. Pela verdade, os problemas metafísicos, mesmo que implicitamente, já se encontram latentes nas diversas áreas de saber. A ideia é estudá-los em estreita conexão com estas mesmas áreas, apreendendo suas práticas teóricas e as tentativas de resposta aos problemas metafísicos que estas proporcionaram. Nossa proposta formativa é de permitir aos alunos de abordar as questões metafísicas na interação destas com os problemas humanos, Os projetos a serem desenvolvidos estarão, por isso, situados nas margens das áreas disciplinares tradicionalmente estabelecidas.”

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Entrevista com Daniel Durante sobre a criação do doutorado da UFRN

ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

As linhas de pesquisa são duas: Metafísica e Lógica; Ética e Filosofia Política. A linha de pesquisa de Metafísica e Lógica tem como foco principal as pesquisas em Metafísica e Lógica, esta linha pode abrigar também pesquisas cujos temas se desdobram e interconectam com as outras especialidades do que se convencionou chamar de Filosofia Teórica, que inclui Epistemologia, Filosofia da Linguagem, Filosofia da Mente, Filosofia da Ciência. Compreende abordagens tanto históricas quanto analíticas de questões relacionadas com o pensamento e a teorização em geral, tais como o problema e a natureza do ser; os primeiros princípios; o ente supremo; verdade, validade e demonstração; razão e inferência; substância e modalidade; existência e significado; metalógica, metametafísica e metaontologia; conhecimento e informação; o físico e o mental; tempo e espaço; o livre arbítrio; etc. Centrada nestas questões da Metafísica e da Lógica, a linha as extrapola e abrange também suas conexões com as demais especialidades da Filosofia Teórica.

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Entrevista com Tárik Prata sobre Mestrado da UFPE

TÁRIK PRATA FALA SOBRE O INÍCIO DAS ATIVIDADES DO MESTRADO EM FILOSOFIA DA UFPE

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A UFPE teve seu Programa de Mestrado em Filosofia recentemente aprovado pela CAPES. O Prof. Tárik Prata, Coordenador do Programa, respondeu a questões da ANPOF sobre as perspectivas e as atividades do Mestrado.


ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

Tárik de Athayde Prata - O novo programa possui três linhas de pesquisa: Ontologia e LinguagemÉtica e Política e Fenomenologia e Hermenêutica.

A linha de pesquisa de Ontologia e Linguagemse organiza em torno de problemas da filosofia teórica, pertencentes ao campo da ontologia (a problemática das categorias, a ontologia da natureza, o problema mente-corpo) e da filosofia da linguagem (teorias do significado, pragmática linguística, pressupostos ontológicos do discurso significativo). As questões específicas que congregam os docentes vinculados a esta linha de pesquisa abrangem desde a problemática cosmológica e a ontologia da natureza; passando por problemas relativos à filosofia da religião (principalmente o problema do mal e o estatuto dos milagres); e o debate contemporâneo a respeito da ontologia da mente.

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Entrevista com Antônio Edmilson Paschoal sobre a criação do PROF-Filosofia

ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

Tendo em vista a oportunidade oferecida pela ANPOF de divulgar o PROF-FILO à comunidade acadêmica, vou proceder de forma o mais oficial possível nas respostas, de tal modo que o material aqui publicado seja útil não somente para os interessados no conjunto da área de filosofia, mas também para aqueles que tem interesse direto pelo PROF, como futuros acadêmicos do curso.

Começo pela identidade própria do Mestrado Profissional em Filosofia (PROF-FILO). Trata-se de um programa de pós-graduação destinado a ofertar um curso de mestrado em Filosofia, na modalidade mestrado profissional, em rede, com abrangência nacional, e que tem como público alvo os professores de Filosofia na Educação Básica, preferencialmente aqueles que atuam nas escolas das redes públicas de ensino.

Sua área de concentração, outro ponto que define a sua identidade, é o “Ensino de Filosofia”. O PROF-FILO tem como objeto de estudos a Filosofia enquanto um componente curricular no Ensino Fundamental e em especial no Ensino Médio. Ou seja, a Filosofia pensada por seu caráter formativo e inserida em processos didático-pedagógicos. Um objetivo que faz coro, assim, com as tarefas de consolidação progressiva da disciplina de Filosofia como um componente curricular, em especial pelo efetivo aporte de instrumentos conceituais de reflexão, escrita e argumentação a serem produzidos.

O PROF-FILO tem duas linhas de pesquisa:

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Entrevista com Jairo Dias Carvalho sobre a criação do GT Filosofia da Tecnologia e da Técnica

ANPOF: Quais os temas que o GT se propõe a debater?

JAIRO: O GT se propõe a debater o tema da tecnologia e da técnica do ponto de vista ético, político, estético, ontológico e epistemológico em interface interdisciplinar. As reflexões se articularão em dois níveis: 1) considerações sobre o sentido da atividade humana da técnica e da tecnologia; 2) considerações sobre o que a tecnologia faz enquanto atividade e enquanto produto. Os temas se referem às abordagens da história da filosofia sobre a técnica e a tecnologia; às análises dos objetos técnicos dos mais variados tipos como os organismos geneticamente modificados, a inteligência artificial, os dispositivos nano tecnológicos, os organismos cibernéticos e outros, além das implicações multidimensionais das tecnociências. Outros temas são: a diferença entre técnica e tecnologia, o estatuto de realidade dos objetos técnicos e suas relações com os processos de subjetivação, além dos temas acerca do conjunto de objetos, atividades e procedimentos envolvidos na atividade tecnológica, do ser dos artefatos, sobre a sua naturalidade e artificialidade, sobre sua dinâmica utópica, seu potencial político, sua presença na literatura, suas promessas, seus êxitos, seus riscos, seu controle e sua autonomia, sua neutralidade e seu destino determinista; além de temas relacionados à análise de objetos técnicos determinados, ao problema do design, da tecnoestética e da regulação, bem como às suas relações com a economia, a política e a cultura.

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Entrevista com Rafael Mello Barbosa criação do Programa de Mestrado Profissional em Filosofia e Ensino do CEFET-RJ

Agradeço à diretoria da ANPOF, em especial ao seu atual diretor, Dr. Marcelo Carvalho, que gentilmente realizaram esta entrevista, a qual nos permite apresentar um pouco do nosso trabalho a toda comunidade de professores e pesquisadores de filosofia do país.

Gostaria igualmente de agradecer ao incentivo e apoio do Dr. Carlos Henrique Figueiredo, Diretor Geral do CEFET/RJ, e ao Dr. Pedro Calas Manuel, Diretor de Pesquisa e Pós-Graduação do CEFET/RJ.

Por último, gostaria de agradecer a todos os professores do CEFET-RJ e os das instituições parceiras que vêm colaborando de formas variadas para a criação e para o sucesso do programa[1].

ANPOF: Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que você diria que define a sua identidade?

Rafael: A preocupação com a reflexão sobre ser professor de filosofia é o ponto de articulação do qual derivam as linhas de pesquisa, as disciplinas do programa e é o que reúne professores e estudantes. Ser professor de filosofia é uma questão por vezes deixada de lado, como sendo de menor importância, contudo, para os professores que compõem o quadro docente deste programa, esta questão é percebida como constitutiva do que fazemos e acabamos por ser.

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Entrevista com Edgar Lyra sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

O Prof. Edgar Lyra é docente da PUC-Rio e Assessor assessor da SEB-MEC na elaboração do documento de Ciências Humanas da Base Nacional Curricular Comum.

Essa entrevista foi feita pelos professores Érico Andrade (UFPE) e Adriano Naves de Brito (Unisinos)
 
1. O período entre a promulgação, em 1996, da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a atual redação de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está entremeado pela publicação de outros importantes documentos para a educação brasileira, como, por exemplo, o Plano Nacional de Educação e diretrizes para a redação de currículos. Gostaríamos de saber qual é o principal propósito da BNCC e qual é a sua relação com os demais documentos produzidos nestas últimas décadas?
 
R: O Plano Nacional de Educação é recente (Lei 13005 de 2014). Contempla entre suas metas prioritárias a necessidade de elaboração de uma Base Nacional Curricular Comum, na verdade reiterando a própria LDB, que, em seu Artigo 26, incumbia a União dessa tarefa, já determinando a observação de espaço para uma “parte diversificada”. A prescrição foi várias vezes reiterada, nos PCNEM (2000), no parecer do CNE ao programa Currículo em Movimento (2008), no documento final do CONAE de 2010, enfim, nas novas Diretrizes Curriculares para o Ensino Básico, homologadas entre 2010 e 2013.

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Entrevista com Manoel Vasconcellos sobre Doutorado da UFPel

MANOEL VASCONCELLOS FALA SOBRE O INÍCIO DAS ATIVIDADES DO DOUTORADO DA UFPel

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O Prof. Manoel Vasconcellos, Coordenador do PPGF da UFPel, respondeu a questões da ANPOF sobre as atividades do Programa de Doutorado em Filosofia, que terá início em 2015. 


ANPOF - Quais as linhas de pesquisa do Programa e o que vocês diriam que define a sua identidade?

Manoel Vasconcellos - A área de concentração é Filosofia Moral e Política. As linhas de pesquisa são:

a) Concepções de Virtude

b) Fundamentação e Crítica da Moral

c) Direito, Sociedade e Estado

d) Epistemologia Moral (linha que passa a integrar o programa a partir do próximo processo seletivo para Mestrado e Doutorado).

A identidade do programa não está desvinculada da sua origem histórica. Com efeito, o curso de graduação em Filosofia da UFPel começou a funcionar em 1985. Cerca de dez anos após sua criação houve uma grande renovação de professores e profundas alterações curriculares. Desde então, os estudos relacionados à Filosofia Moral e Política começaram a ter especial relevância. Ao menos num primeiro momento não se tratou de algo intencional. Configurou-se, contudo, uma formação de professores que tinha como característica comum a investigação em torno dessa área, razão pela qual a primeira experiência de pós-graduação acabou por ser uma Especialização em Ética e Filosofia Política. A continuidade e aprofundamento das investigações conduziu à escolha da Filosofia Moral e Política como área de concentração do mestrado. O programa foi, desde o início, marcado pela presença de um grupo de jovens professores que, ao lado de outros mais experientes, foram construindo o perfil de um grupo de trabalho voltado para temas de filosofia prática. A partir de agora, com a criação do doutorado, sem perder o foco central, a investigação alarga-se com a inclusão de uma nova linha de pesquisa, a epistemologia moral.

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