“O recado é claro: manter as pessoas com medo”, diz professora Camila Jourdan, condenada à prisão pela participação nas Jornadas de Junho

Nádia Junqueira Ribeiro - Assessora de Comunicação da Anpof

Dos mais de 1,4 milhões de ativistas que foram às ruas nas chamadas Jornadas de Junho, em 2013, 23 caíram nas mãos da polícia e sofrem dura punição. Foram investigados e processados nos últimos quatro anos até serem condenados, no último dia 17 de julho, a até sete anos de prisão. A sentença foi assinada pelo Juiz Flávio Itabaiana, da 27ª vara criminal do Rio de Janeiro. Entre os crimes, o documento lista dano qualificado, resistência, lesões corporais, posse de artefatos explosivos, formação de quadrilha e corrupção de menores.

Os condenados recorrem em liberdade, pois a decisão foi em primeira instância. Entre eles, está a professora do Departamento de Filosofia da UERJ, Camila Jourdan, que deve lançar, ainda este ano, um livro sobre a história que culmina na condenação. Nesta entrevista, ela fala à Anpof sobre o processo, considerado por ela como uma absurdidade jurídica, na medida em que não tem base legítima e foi construído a partir de ilegalidades. Ela indica que o alvo desta condenação é a própria possibilidade de organização e mobilização e que tratar movimento político como formação de quadrilha e participação política como crime de corrupção de menores são condenações que abrem precedentes muito graves. Para ela, é importante questionar o que se pretende condenar e a resposta indicada é interditar a possibilidade de repetição de um levante popular como o de 2013.

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Entrevista com o Prof. Dr. Ivan Domingues

O livro de Ivan Domingues, Filosofia no Brasil – Legados e Perspectivas, publicado em 2017 pela editora da UNESP, já pode ser considerado um clássico do pensamento filosófico brasileiro, ao lado das obras seminais de Cruz Costa (Contribuição à história das ideias no Brasil) e Paulo Arantes (Um departamento francês de ultramar). Entretanto, diferentemente dos professores uspianos, Ivan Domingues não se ocupa diretamente da história da filosofia brasileira (Cruz Costa, especialmente século XIX) ou da filosofia uspiana (Paulo Arantes - anos 1960), mas de uma reflexão metafilosófica da filosofia brasileira.

Para tanto, Ivan Domingues utiliza livremente o método weberiano, construindo 05 (cinco) figuras típicas ideais: o intelectual orgânico da Igreja (período colonial); o diletante estrangeirado (Império e República velha); o scholar uspiano, formado pela missão francesa (1930-1960); o intelectual público contemporâneo e o intelectual cosmopolita globalizado (possibilidade futura). Toda a reflexão concentra-se na dinâmica dessas figuras ideais, sem prescindir, obviamente, da história da filosofia, da história cultural, da história econômica e da história social do Brasil.

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ENTREVISTA GIANNOTTI: MARX, WITTGENSTEIN E O CAPITALISMO HOJE (Parte I)

Versão condensada de entrevista de José Arthur Giannotti a Vinicius de Figueiredo, publicada originalmente em Analytica, v.15, n.2, 2011, sob o título “Caminhos e Percalços de um Trabalho”. Giannotti é talvez o mais destacado “pai fundador” da filosofia acadêmica brasileira que tem a USP como matriz, nosso filósofo n.1, um bastião de sua ortodoxia “goldschmidtiana”, depois um defensor da tese de filosofia como ensaio, e também um estudioso que, a partir de Marx, empenhou-se em desenvolver um pensamento filosófico próprio (Crisóstomo, ed.)

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Vinicius de Figueiredo: As investigações efetuadas por Marx dirigiam-se a uma forma de sociabilidade capitalista que diverge da contemporânea. A seu ver, o que é preciso reter e no que é preciso inovar em relação ao quadro traçado por Marx, quando, a partir dele, procura-se compreender as formas atuais da sociabilidade capitalista?

José A. Giannotti: Uma simples oposição das forças do real não pode explicar o fenômeno da alienação tal como foi formulado pelo velho Marx e tal como ainda comparece nas crises do capitalismo contemporâneo. A contradição aparece quando as forças colocam em questão o que elas vêm a ser. Ora, somente existe contradição no logos, num discurso, nunca numa oposição de forças. E a alienação alucinante do capital financeiro termina por destruir suas condições de existência. Outras formas de alienação vamos encontrar no próprio mercado de trabalho, que perdeu sua inspiração internacional já antes da I Grande Guerra: sua identidade foi estilhaçada pelas diferentes formas profissionais determinadas pelo tipo de conhecimento que as conforma. A crise contemporânea nos joga num mundo contraditório, cujos pontos precisam ser estudados especificamente. Um deles não é a contradição entre um capital que espalha pelo mundo suas cadeias produtivas, mas ainda está emperrado por fronteiras nacionais? É preciso separar níveis, mecanismos internos, suas tentativas de solução, de convivência, antes de lamentar o poder avassalador do deus capital ou da crise do “discurso da modernidade”, esse mantra crítico cujo sentido me escapa. No fundo, é a política que nos apresenta essa teia. Antes que se torne norma e arte, a política ajuda a articular forças sociais existentes, assim como pode encobrir sua novidade, quando as encaixa em trilhos ultrapassados. E estou falando de política democrática que exprime interesses, mesmo quando estes aparecem sob a forma de demanda por reconhecimento e de qualidade de vida. (...)

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Crise da Representatividade: professores discutem a reforma política brasileira

Nádia Junqueira
Assessora de comunicação Anpof

Diante de uma das maiores crises políticas desde o período de redemocratização do Brasil, a Câmara dos Deputados encerrou nesta semana (19/9) a votação da Reforma Política proposta na PEC 77/03, cuja relatoria esteve nas mãos do deputado Vicênte Cândido (PT/SP). A operação Lava-Jato e as dezenas de denúncias que atingem em cheio membros do Executivo e Legislativo aceleraram esta votação. De um lado, havia a profunda descredibilidade da população diante dos representantes destes poderes e a expectativa de resposta a este cenário de corrupção endêmica. De outro, havia parlamentares denunciados preocupados em manter o foro privilegiado.

Não por outra razão, tentavam a aprovação do Distritão, que, na prática favoreceria a reeleição dos parlamentares por se basear nos votos majoritários, o que privilegia o personalismo. No sistema proporcional, adotado hoje em nosso país, para um deputado se eleger, é necessário calcular seu número de votos combinado com a quantidade de votos dados ao partido ou à coligação. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) não foi aprovada porque não atingiu o mínimo de 308 dos 513 votos. A matéria foi derrubada em primeiro turno e não pode mais ser discutida no Congresso neste ano. O fundo partidário, contudo, ainda não foi votado.

Para discutir sobre esta reforma política e o cenário que impulsionou esta votação a Anpof convidou dois professores doutores que pertencem ao GT Ética e Política na Filosofia do Renascimento: Alberto Barros (USP) e José Antônio Martins (UEM). Nesta entrevista eles analisam a crise da representatividade do país e no mundo, o prejuízo que Distritão traria caso aprovado, os prejuízos das campanhas caras e sobre a discussão do parlamentarismo como possível resposta à crise.

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BNCC: para professor Edgar Lyra, formação básica não deve ter o mercado de trabalho como termo

Na quinta-feira da última semana (6/4) o Ministério da Educação apresentou a Base Nacional Comum Curricular. O texto entregue ao Conselho Nacional de Educação trata da educação infantil e do Ensino Fundamental. O texto do Ensino Médio, que interessa especialmente os professores de Filosofia, deve ser entregue até o fim deste ano. O texto esteve aberto a contribuições entre 2015 e março de 2016. O professor Edgar Lyra (PUC/RJ), em entrevista para o portal da Anpof, comenta o texto que foi entregue pelo MEC, como avalia o processo e opina como deveria ser a BNCC.

Nesta entrevista, ele comenta sobre a legitimidade das instituições privadas no debate da construção do texto, mas critica o protagonismo que assumiu o interesse privado com a troca de governo e como gestores privados tornaram-se porta-vozes, na imprensa, do discurso em torno do fracasso do ensino médio brasileiro e o esgotamento do seu atual modelo.
 

Na esteira dessa discussão, ele aborda a MP 746, já aprovada e considera “imprudente” o que chamaram de “coragem” ao colocarem esse debate reduzido à canetada de uma medida provisória. A partir desta aprovação, ele adianta sua reflexão sobre o que deve vir a ser o texto da BNCC que trata do Ensino Médio. A “flexibilização” proposta, segundo Lyra, deve atender muito mais a interesses de formação abreviada para o mercado de trabalho que à chamada “educação integral”. Para ele, a BNCC deveria ser resultado de um processo paciente e participativo. Entenda ainda, nas respostas do professor Edgar, o que é a BNCC e o que ela pretende.

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CRISÓSTOMO ENTREVISTA MARGUTTI - (Fazer Filosofia no Brasil, Conhecer Pensamento Brasileiro)

1) Você tem sua titulação filosófica em Lógica e Wittgenstein, e, como professor e pesquisador, um percurso profissional longo e produtivo. O que lhe levou a fazer Filosofia, a escolher dentro dela essa área em particular, e a começar com esse autor? Alguma experiência particular? Você passou por outros interesses?

Fui levado à filosofia pela questão religiosa. Minha formação é católica, mas nunca fui um praticante convicto. Aos quinze anos, comecei a duvidar dos dogmas religiosos e me declarei ateu. Como estudava no Colégio Marista de Poços de Caldas e discutia a respeito do assunto com meus colegas, fui expulso pelo diretor, sob a acusação de fazer proselitismo. Isso aconteceu no início do segundo semestre de 1962 e eu estava correndo o risco de perder o ano por falta de outras opções de matrícula na cidade. Com muito esforço e muita diplomacia, meus pais conseguiram que o colégio me permitisse ficar até o final do ano, quando deveria me transferir. Meu problema existencial, porém, não terminou ali. As pessoas que ficavam sabendo do meu abandono da religião em geral eram católicas e ficavam escandalizadas com o que achavam ser uma temeridade minha. E me garantiam que eu iria para o inferno. Isso me estimulou a dedicar-me ao estudo da filosofia, tanto para ter certeza de minha posição como para não abrir o flanco ao castigo eterno. Antes desses eventos, meus planos eram de fazer engenharia, em virtude de minha facilidade com a matemática. Apesar da oposição de minha família, eles foram abandonados em nome da filosofia e, ao iniciar-me nela, foi natural a minha opção por lógica e filosofia da linguagem. O Wittgenstein entrou na história porque o Tractatus, com sua mescla de lógica e misticismo, constituía um verdadeiro desafio exegético para mim. Mas foi graças ao estudo do seu pensamento que pude reavaliar minha concepção de religião, que considerava uma mera expressão de obscurantismo, percebendo bem melhor o sentido da mesma na vida humana, embora continue ateu.

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ENTREVISTA GIANNOTTI: MARX, WITTGENSTEIN E O CAPITALISMO HOJE (PARTE II)

Parte II da versão condensada de entrevista de José Arthur Giannotti a Vinicius de Figueiredo, publicada originalmente em Analytica, v.15, n.2, 2011, sob o título “Caminhos e Percalços de um Trabalho”. Giannotti é talvez o mais destacado “pai fundador” da filosofia acadêmica brasileira que tem a USP como matriz, nosso filósofo n.1, um bastião de sua ortodoxia “goldschmidtiana”, depois um defensor da tese de filosofia como ensaio, e também um estudioso que, a partir de Marx, empenhou-se em desenvolver um pensamento filosófico próprio (Crisóstomo, ed.)

Pergunta: Em que medida esta ênfase no logos se liga ao estudo da lógica em sentido clássico?

Resposta: Se um jogo de linguagem é um juízo, ele vai muito além da predicação. Por isso, estou metido nesse estudo até hoje. Não é à toa que, de um lado, leio e releio Heidegger para verificar como um pensamento funciona antes da predicação, de outro, procuro Wittgenstein para verificar como um jogo de linguagem, em particular aqueles não verbais, depende de um ajuste da bipolaridade numa base que somente pode ser dita por proposições monopolares. Desde Platão e Aristóteles dizer algo de algo é formalizado segundo a estrutura predicativa que, como tal, apresentava a estrutura do real. Depois do império do cogito houve a necessidade de ligar a representação ao representado, quando o conhecimento deveria operar antes de se enquadrar na estrutura formada por proposições ligadas em silogismos. Os sistemas metafísicos passam então a ser precedidos por estudos sobre o método ou da natureza do entendimento. E aos poucos a predicação passa a ser pensada como determinação, conformação restringente do estado de coisa. O idealismo alemão para ir além da predicação necessita tomá-la como ponto de partida. Por isso não escapa da reflexão, seja do cogito, seja do espírito. Daí ter sempre no horizonte a pergunta pelo que a predicação põe. Essa questão desaparece para a fenomenologia e para Wittgenstein. Por isso me parece um despropósito buscar os fundamentos de uma crítica da modernidade num diálogo entre Kant e Hegel.

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Professor Rogério Corrêa comenta o dia 20 de novembro

Nádia Junqueira
Assessora de Comunicação ANPOF

Hoje, 20 de novembro, é comemorado o Dia nacional da Consciência Negra no Brasil. Esta data foi instituída oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. Apesar da crescente discussão sobre a situação dos negros e negras na sociedade brasileira e da constante luta contra o racismo, a presença destes nas universidades e cursos de filosofia ainda é subrepresentada. A filosofia afro-americana também é tímida em nossos currículos. Para discutirmos esse cenário, o professor Rogério Corrêa (UFSM) para este espaço. 

ANPOF: Da perspectiva teórica, como avalia a presença da filosofia afro-americana em nossas instituições? Isso tem mudado com o decorrer dos anos? Quais as dificuldades e desafios neste sentido?

Rogério Corrêa: Trata-se de uma data significativa para os negros e negras brasileiros e um momento importante para avaliação da situação dos mesmos na nossa sociedade. Por isso, é louvável que a atual Diretoria da ANPOF tenha aberto um espaço para a comunidade filosófica lembrar desse dia.

Embora eu não conheça os currículos dos cursos de filosofia das universidades brasileiras, arrisco afirmar que o espaço para a filosofia afro-americana nos nossos cursos se não existe, então é mínimo. Creio que isso não é por causa da inexistência de filósofos negros, pois basta lembrar dos nomes de Charles Mills, Kwame Anthony Appiah e da filósofa afro-americana Angela Davis. Outro aspecto que é significativo e serve de parâmetro para observarmos a inexistência de discussões sobre a filosofia afro-americana é a ausência de artigos nas revistas de filosofia que tratem desse tema. Aqui, não se pode alegar a ausência de temas pertinentes, pois há várias discussões importantes atualmente sobre metafísica da raça e injúrias raciais. Por que isso acontece? É difícil arriscar uma resposta para isso. Tanto pode ser em função da falta de interesse da nossa comunidade acadêmica, como do baixo número de negros nos departamentos de filosofia. Se o problema for falta de interesse, então a inserção de disciplinas nas grades curriculares e a eventual proliferação poderiam melhorar o quadro. Se o problema for o baixo número de negros nos nossos cursos, a situação é mais complicada, pois depende da adoção de políticas sociais. Isso, no entanto, não depende das Coordenações e Chefias dos cursos. 

ANPOF: Da perspectiva da presença dos negros nos próprios cursos de Filosofia, hoje não conseguimos mensurar quantos estão na graduação, na pós-graduação, no corpo docente. Não seria o caso de empreender uma pesquisa análoga à que foi feita sobre a presença feminina na área para que tenhamos este cenário? Qual a importância de termos este mapa? 

Rogério Corrêa: É verdade que nos últimos anos o número de negros nas universidades brasileiras aumentou em função da adoção da política de cotas. Entre 2005 e 2015 o percentual de negros aumento de 5,5% para 12,8%. Essa mudança, no entanto, é pouca se comparada com a situação dos brancos, cujos percentuais passaram de 17,85 para 26,5, no mesmo período. As razões para o quadro desfavorável dos negros estão associadas a questões sociais. Se estas razões são as mesmas para o caso dos estudantes negros de filosofia é difícil saber. Isso por causa da total e completa falta de dados confiáveis sobre a situação dos negros nos cursos de filosofia, uma vez que não possuímos nenhum indicativo oficial ou não oficial que nos permita dizer com segurança quais são as causas para isso. De qualquer forma, penso que isso é algo importante a ser feito e com urgência, pois a posse de dados pode nos dar clareza dos problemas que os negros enfrentam assim como das medidas a serem adotadas.

 

 

ANPOF 2017/2018

 

Estudantes de filosofia de Goiás são processados por ocupação de prédio público contra terceirização da educação

Nádia Junqueira Ribeiro
Assessora de comunicação da Anpof

Nesta quarta-feira (13/9) em Goiânia (GO) será realizada a primeira audiência que julgará 32 pessoas que participaram da ocupação da sede da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, contra a entrega da gestão do ensino público estadual a Organizações Sociais. Esta ocupação aconteceu em fevereiro de 2016. Elas sofrem um processo de aliciamento de menores e dano qualificado. Entre eles encontram-se dois estudantes de Filosofia da Universidade Federal de Goiás: Pedro Romário e Liza Moura. Pedro, na época já estudante da graduação do curso de Filosofia da UFG e Liza, então estudante secundarista e hoje estudante do mesmo curso.

Nesta entrevista, eles contam como tem sido este processo de criminalização no qual estão inseridos. Dos temores de uma possível condenação e a implicação disso em suas vidas. Ambos sonham em lecionar no Ensino Médio e podem ver este sonho ser destruído. Mas relatam, também, sobre a grandiosidade política vivida com esta experiência. Eles comentam a relação entre esta experiência política e a filosofia enquanto campo de estudo.

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Bate-papo feminista: Carolina de Araújo (UFRJ)

No ano de 2015, uma pesquisa inédita revelou como a presença das mulheres na Filosofia diminui no percurso entre a graduação até a docência. Este trabalho foi realizado pela professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carolina Araújo. 

Ela comparou a proporção de homens e mulheres no curso em três momentos distintos da carreira: mestrado, doutorado e docência. Sua conclusão foi de que a proporção de mulheres cai durante a pós-graduação e ao longo da carreira docente. Em 2015, as matrículas de alunas no mestrado e doutorado respondiam por 28,45% do total em 2015. O número diminui mais quando se trata das docentes permanentes: 20,94% de mulheres.

Para realizar estre trabalho ela utilizou os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), segundo os quais, entre os graduados em filosofia no Brasil em 2014, 38,4% eram do sexo feminino. Em seguida, compilou os nomes de 4.437 alunos e docentes dos 44 programas de pós-graduação em filosofia do país registrados na Plataforma Sucupira, banco de dados mantido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que fornece dados sobre a comunidade acadêmica brasileira.

Esta pesquisa inspirou as mulheres da área e, em 2016, foi discutida no GT de Filosofia e Gênero do Encontro da Anpof. Nesta semana das mulheres, damos mais uma vez destaque a este inédito trabalho de Carolina. Abaixo, veja o bate-papo com ela sobre esse trabalho e como ela compreende a presença da mulher na Filosofia.

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