"A Filosofia de Paul Ricœur em diálogo" Weiny César Freitas Pinto; Rafael Zanata Albertini; Rodrigo Augusto de Souza (Orgs.)

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O convite do Prof. Weiny César, professor de Filosofia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), surpreendeu-me agradavelmente. Tratava-se de um dos pesquisadores que enfatizaram, nesta Universidade, os estudos sobre Ricoeur – um dos autores mais importantes da filosofia contemporânea, pela profundidade das suas análises e repercussão de sua obra, como atestam os congressos, colóquios e o crescente número de publicações sobre sua filosofia. Não conhecia o Weiny nem os outros colaboradores. Ele enviou-me a apresentação do livro que publicam sobre Ricoeur, abordando vários aspectos da reflexão ricoeuriana, com uma equipe interdisciplinar, que envolve filósofos, psicólogos, uma estudiosa de literatura, um historiador da psicanálise, um pesquisador em filosofia da educação e um sociólogo, cujos textos são a versão revisada de palestras apresentadas no Grupo de Pesquisa Subjetividade, Filosofia e Psicanálise para publicação no livro. Um grupo multifacetado, como multifacetada é a obra de Ricoeur, expressa nos variados temas que o livro apresenta, resultado da colaboração de outros grupos da própria UFMS e de outras Universidades. A alta qualidade dos trabalhos e da qualificação dos estudiosos que colaboraram no livro foi uma grata descoberta: todos são mestres e/ou doutores; alguns, com carreira profissional fora do Brasil, como, por exemplo, Caio Padovan, Doutor em Psicanálise, professor de Psicologia Clínica na Université Paul Valéry, em Montpellier, na França, outros, pesquisadores de alto nível, como é o caso, por exemplo, de Candice Carvalho, Doutora em estudos literários, que comparece com o esplêndido texto sobre a refiguração da experiência temporal e com uma primorosa bibliografia centrada no exame da meditação de Ricoeur em Temps et Récit, sobre a refiguração do tempo na obra de ficção. Rafael Albertini e Rodrigo Pereira, o primeiro, Filósofo e Mestre em psicologia, o segundo, Psicólogo e Mestre em desenvolvimento regional, ambos pesquisadores de filosofia francesa; Guilherme Germer, Doutor em Filosofia e pesquisador de Filosofia da Psicanálise; Rodrigo de Souza, Doutor em Educação e professor da Faculdade de Educação da UFMS; David Tauro, Doutor em Sociologia pela EHESS, de Paris, e professor titular da UFMS, todos comparecem com excelência no presente livro. Feliz a Universidade e o Grupo de pesquisa que podem contar com tais pesquisadores e felizes os alunos, acolhidos nos debates e apresentações dos trabalhos, graças à generosidade do Prof. Weiny, que os estimula e os acolhe, sem se fechar em uma torre de marfim. A obra instigante de Ricoeur, com toda sua intensidade, está presente nos trabalhos que aqui estão editados. Sugiro aos organizadores do livro, que o envie logo que for publicado ao Fonds Ricœur, em Paris, que centraliza tudo o que se publica no mundo sobre o mestre francês e que recebeu do próprio Ricoeur, antes de sua morte, a doação de suas obras e de sua biblioteca. O Fonds Ricoeur é hoje a principal referência para estudiosos das implicações e significado da contribuição do grande pensador do século XX.
 
Nº de pág.: 174
ISBN: 978-65-87340-17-3
DOI: 10.22350/9786587340173

https://www.editorafi.org/17ricoeur

 

“Vínculos filosóficos” - Livro homenagem Luiz Carlos Bombassaro

vínculos

Temos o prazer de informar que acaba de ser publicado o livro “Vínculos filosóficos”, em homenagem ao nosso colega e amigo Luiz Carlos Bombassaro. O livro está disponível em formato e-book, com acesso livre neste link: https://www.ucs.br/educs/livro/vinculos-filosoficos/.

 

LANÇAMENTO VIRTUAL!
No próximo dia 15 de outubro, às 16:00 (19:00 GMT), vamos fazer um lançamento virtual do livro e convidamos você a participar do evento aberto ao público. Para tanto, basta acessar o seguinte link:  https://meet.google.com/cxu.eaep-jaz

 

Contamos com sua presença!

"Sobre o programa da filosofia por vir, de Walter Benjamin" Trad. Helano Ribeiro

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Esta edição bilíngue, com tradução inédita e posfácio do professor Helano Ribeiro, evidencia a relevância e a atualidade do pensamento de Walter Benjamin. A obra se propõe a discutir as principais questões ligadas ao programa do campo da filosofia num futuro próximo: a elaboração de fundamentos epistemológicos de um conceito superior de experiência; quais elementos devem ser desenvolvidos e modificados e quais devem ser rejeitados; a apreensão e aprofundamento de ideias e a transformação das mesmas em conhecimento.

úmero de páginas 72
Ano 2019
Formato 14x21 cm
Edição 1ª edição
Número da revista
ISBN 978-85-421-0797-5

 

Adquira em: http://www.7letras.com.br/sobre-o-programa-de-filosofia-por-vir.html

O governo da emergência: Estado de exceção, guerra ao terror e colonialidade - Prof. Dr. Diego Reis

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Este livro analisa os procedimentos de governo erigidos a partir da política de “guerra ao terror”, suas estratégias, táticas e alvos. Parte-se da hipótese de que para entender as atuais relações entre o governo da emergência, a produção do medo e da (in)segurança é necessário examinar os processos de estigmatização racial implicados no poder punitivo do Estado, bem como as consequências político-jurídicas derivadas dessa paisagem de guerra ao terror.

Deste modo, é adotada uma perspectiva racializada e decolonial, que reconhece os efeitos persistentes da colonialidade nas sociedades subalternizadas, na interface entre a luta por direitos sociais e a anomia; entre a proteção da vida humana e seu extermínio sumário. Trata-se, então, de discutir como a construção discursiva do terror e do terrorista/criminoso/inimigo racializado fundamenta o paradigma necropolítico vigente e a sujeição criminal de corpos racialmente marcados, traduzidos na intensificação das práticas punitivas, em um período no qual as violações sistemáticas dos Direitos Humanos são justificadas em nome da guerra ao terror, ao crime ou às drogas.

Editora: Multifoco
ISBN: 9786599143328
Ano de edição: 2020
Número de páginas: 388
Adquira em: https://editoramultifoco.com.br/loja/product/o-governo-da-emergencia-estado-de-excecao-guerra-ao-terror-e-colonialidade/ 
 

Série Investigação Filosófica: Textos Selecionados de Epistemologia e Filosofia da Ciência

Novo volume da Série Investigação Filosófica com tradução de verbetes da Stanford Encyclopedia of Philosophy.

A Série Investigação Filosófica, uma iniciativa do Núcleo de Ensino e Pesquisa em Filosofia do Departamento de Filosofia da UFPel e do Grupo de Pesquisa Investigação Filosófica do Departamento de Filosofia da UNIFAP, sob o selo editorial do NEPFil online e da Editora da Universidade Federal de Pelotas, tem por objetivo precípuo a publicação da tradução para a  língua portuguesa de textos selecionados a partir de diversas plataformas internacionalmente reconhecidas, tal como a Stanford Encyclopedia of Philosophy (https://plato.stanford.edu/), por exemplo. O objetivo geral da série é disponibilizar materiais bibliográficos relevantes tanto para a utilização enquanto material didático quanto para a própria investigação filosófica.

Introduções à filosofia e sociologia da ciência

Sinopse: A filosofia da ciência como disciplina acadêmica existe há pouco mais de um século. Neste livro, Carlos Ulises Moulines reconstrói seu desenvolvimento histórico geral ao distinguir cinco fases: a fase germinal da disciplina, entre o final do século xix e o início do século xx; a fase de sua eclosão, com o Círculo de Viena e as correntes relacionadas, no período entre guerras; sua fase “clássica”, após a Segunda Guerra Mundial; a fase “historicista”, das décadas de 1960-1970 e a fase “modelista”, característica das últimas décadas do século xx e que perdura até hoje. Os aspectos mais importantes de cada fase e o impacto que tiveram no desenvolvimento geral da disciplina são analisados com cuidado. Trata-se de um livro que pode ser usado como uma introdução histórica e também como uma apresentação sistemática à disciplina.

Sinopse: Neste livro, Terry Shinn e Pascal Ragouet, apresentam o pano de fundo das intensas e ásperas controvérsias sociológicas atuais acerca da definição da ciência, de sua organização e dos vínculos que a unem à sociedade global; controvérsias cujas raízes se estendem até a década de 1970 na cisão entre as duas culturas, e que continuam com os desdobramentos dos anos 1990 na chamada “guerra das ciências”. O pano de fundo está constituído por duas grandes correntes sociológicas que se confrontaram no curso do século xx. A primeira, elaborada na década de 1950, considera a ciência como autônoma, fundada sobre um modo de conhecimento diferente dos outros: ela explica sua organização interna, a formação de suas normas e de seus critérios de excelência, mas recusa-se a analisar o conteúdo da ciência. A segunda, que apareceu ao final dos anos 1970, toma como objeto o próprio ato de produção científica, desvela a ciência no processo de ser feita, negando-lhe toda especificidade: a ciência não se diferencia das outras atividades socialmente constituídas. Os autores propõem uma terceira perspectiva, chamada transversalista, que vê na proliferação das especialidades a produção de autonomias relativas, que os praticantes atravessam para colaborar e competir na produção da ciência e da tecnologia: fronteiras, arenas intersticiais e circulação são as marcas desse regime de produção e difusão de conhecimento.


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"Uma Ideologia de Centro" Rodrigo Reis Lastra Cid (Org.)

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O objetivo deste livro é propor uma reflexão sobre o ideário de centro, se perguntando se ele seria possível e como. Preferi chamar de “Uma Ideologia de Centro” em vez de “Ideário”, pois o termo “Ideologia” é instigante para um título. Entretanto tenho a noção de que essa palavra é bastante carregada de significados teóricos. No modelo marxista, grosso modo, a ideologia é um conjunto de crenças, construído pela parcela dominante da sociedade, para naturalizar a dominação. Não é nesse sentido que utilizo o termo “ideologia”. Gostaria de um significado mais neutro para ele, tal como um conjunto de crenças, valores e/ou ações que respeita um conjunto de princípios. Nesse sentido, podemos pensar em uma ideologia para a direita política, para a esquerda política e para o centro político. Normalmente dividimos o espectro político de acordo com esses princípios; entretanto outras divisões são possíveis, ou ainda pode ser o caso que nenhuma divisão seja realmente objetiva. Como devemos, então, pensar essa divisão? Quais princípios subjazem as ações de diferentes atores políticos? Numa época de polarização política entre esquerda e direita, faz sentido refletirmos sobre posições mais moderadas? Qual conjunto de crenças, valores e ações poderia constituir moderação no cenário atual? Nosso livro tenta trazer uma reflexão sobre o ideário de centro, apresentando pensadores que refletem sobre a possibilidade de estabelecermos um centro, sobre a relação entre a ciência e o centro, sobre reformas centristas, entre outras coisas. Nossa intenção é que este livro promova uma reflexão inicial estimulante, e não a palavra final sobre as ideias apresentadas. Nesse sentido, este livro é ensaístico e tenta produzir algo original, ainda que incompleto. Nosso livro não têm uma unidade de visão; e acreditamos que isso é um mérito, pois não tenta estabelecer, em definitivo, se há e o que é o centro, mas nos leva a pensar sobre o conceito. A reflexão filosófica tem a característica de nos aprofundar nas questões investigadas. Podemos não chegar numa resposta final, mas nosso conhecimento sobre o problema e sobre as respostas para ele aprimoram nossa capacidade reflexiva. Pode-se acabar não concordando com nada do que aqui foi escrito. Maravilha! Se esse é o caso, o mais importante é saber por que não concordamos e construirmos nossa própria crítica argumentativa. Mas não paremos na crítica; construamos também uma teoria positiva, uma visão de mundo. É a partir do processo de criação, crítica, destruição e reconstrução, que tornamos mais fortes as nossas visões de mundo. Parafraseando a maior celebridade filosófica de todos os tempos, Sócrates: a vida só vale realmente a pena, se refletida.

Nº de pág.: 130
ISBN: 978-65-87340-45-6
DOI: 10.22350/9786587340456
Baixe gratuitamente ou encomende o seu volume impresso aqui:
https://www.editorafi.org/45ideologia





John Locke e a formação moral da criança

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O livro John Locke e a formação moral da criança é a primeira obra publicada pelo prof. Dr. Christian Lindberg (Departamento de Filosofia - Universidade Federal de Sergipe). Com apresentação feita pela profa. Dra. Carlota Boto (Faculdade de Educação - USP), o livro discorre sobre questões pertinentes ao pensamento educativo do filósofo inglês John Locke, particularmente a formação moral da criança diante de uma aparente controvérsia existente entre Ciência e Religião. A obra é fruto da pesquisa desenvolvida pelo autor durante seu doutoramento na Faculdade de Educação da UNICAMP, que foi orientado pela Profa. Lidia Maria Rodrigo (Faculdade de Educação - UNICAMP) e contou com financiamento da FAPESP.

Programação:
Horário: 19h
Palestra: Filosofia e educação: a contribuição do empirismo clássico
Convidada: Profa. Dra. Lidia Maria Rodrigo (UNICAMP)
Local: Canal do Prof. Christian Lindberg (Youtube)
Para mais informações, entrar em contato através do email: ensinodefilosofiaufs@gmail.com
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"Tópicos em Metafísica Contemporânea" Rodrigo Reis Lastra Cid (Org.)

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Os textos selecionados aqui têm todos a característica de serem incursões na metafísica contemporânea, em questões sobre a natureza da matéria, do espaço, do tempo, das propriedades, da causalidade, das leis da natureza e, inclusive, do livre-arbítrio. Este livro não pretende ser exaustivo, mas ser uma apresentação de o que alguns dos metafísicos brasileiros – Rodrigo Alexandre de Figueiredo, Mayra Moreira da Costa, Pedro Merlussi e eu – vêm refletindo academicamente nesses domínios da filosofia pelos anos. Ainda que este livro não forme uma visão de mundo unificada, ele é relevante, por apresentar vários tópicos interessantes e algumas visões argumentativas sobre eles. Por que há algo, e não nada? Uma das questões mais desconcertantes da metafísica é tratada neste livro. Tal como também a questão sobre como explicar a continuidade dos objetos materiais. Esses objetos materiais ocorrem no espaço e no tempo, mas para sabermos o que é o tempo, precisamos refletir sobre o mesmo, e um dos capítulos deste livro promete uma boa reflexão. A causalidade das coisas materiais no tempo não pode ser explicada sem falarmos das propriedades das coisas e das leis da natureza que as regulamentam, temas aos quais muitos capítulos deste livro são dedicados, e nem sem falarmos sobre a natureza da causalidade indeterminística, dado que muitas das leis físicas contemporâneas (talvez todas) estabelecem probabilidades. Como é difícil pensar em leis, sem falarmos sobre como elas impactam as coisas possíveis e as coisas necessárias, falamos um pouco sobre as modalidades aléticas com elas relacionadas. E como o nosso livre-arbítrio parece produzir problemas especiais para algumas visões das leis, tratamos também desse tema. Terminamos o livro com uma sugestão de leitura, na forma de uma resenha de um livro muito importante para a introdução em temas interessantes da metafísica.

Baixe gratuitamente o livro em: 32metafisica

Walter Benjamin: barbárie e memória ética

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Organizadores: Ricardo Timm de Souza, Bruna de Oliveira Bortolini, Helano Ribeiro, Manuela Sampaio de Mattos, Marcos Messerschmidt, Tiago dos Santos Rodrigues


Com textos de: João Barrento, Aléxia Bretas, Susan Buck-Morss, Jeanne Marie Gagnebin, Imaculada Kangussu, Maria Rita Kehl, Michael Löwy, Gustavo Silveira Ribeiro, Kathrin Holzermayr Rosenfield, Márcio Seligmann-Silva, Miguel Vedda, Daniel Weidner


Sinopse: Walter Benjamin foi um profanador da tradição, uma espécie de Anjo Satanás – aquele que carrega rebelião e iluminação profana. Walter Benjamin pode ser pensado como um rabbi marxista cuja teologia havia se materializado através de sua relação com os objetos; seu Medium era a linguagem, sua força de pervivência: a história, a história dos excluídos. Assim, Benjamin via na pauperização moderna dos processos de preservação da memória, bem como na manipulação estética da política, o avançar do inimigo que não cessava de vencer: a barbárie. Mas ele sempre deixou igualmente muito claro que “não há documento de cultura que não seja também documento de barbárie”. Disso decorre nosso ceticismo em relação à história e àqueles que a escreveram. O que nos leva, imediatamente, ao apelo por uma ética da memória que seja capaz, mesmo que, gestualmente, ler a história a contrapelo. Não nos admira que uma das palavras mais recorrentes nos textos desse rabino marxista seja tarefa. Mas qual era a sua? Ensinar-nos a ler o invisível, o mudo, o inaudito. Ou até mesmo ler o que ainda não foi escrito, fazer pulsar o sintoma dos interstícios, das cesuras, dos limiares da história. Desse modo, o livro Walter Benjamin: barbárie e memória ética revela-se em uma reunião de textos que colocam em jogo nesse Spielraum, nesse espaço de discussão dialética, o pensamento constelacional e imagético de Walter Benjamin. Sobretudo em tempos sombrios, a tarefa de elaboração de um pensamento ético, aqui proposto pelos autores, será a provocação de um verdadeiro estado de exceção que não corresponda ao atual.[Texto de Helano Ribeiro]ISBN: 9786557780053 - 16x23 - 200 páginas

 

http://www.editorazouk.com.br/pd-7974C1.html

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